Operação Dragão mobiliza forças de segurança em exercício simulado na região da Papuda
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) coordena, nesta terça-feira (9), a partir das 7h, a Operação Dragão. O exercício simulado tem como objetivo o gerenciamento de crise prisional e ocorrerá nas proximidades da Penitenciária I do Distrito Federal (PDF I), no Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião. A atividade reunirá órgãos do sistema de Segurança Pública e do Penitenciário do Distrito Federal em um treinamento de alta complexidade voltado ao aperfeiçoamento dos protocolos de resposta a situações críticas, fortalecimento da integração interinstitucional e avaliação da capacidade operacional das agências envolvidas. O cenário exigirá o acionamento dos protocolos de crise, mobilização das forças de segurança, estabelecimento de perímetros de contenção, retomada das áreas dominadas e ações de busca e recaptura, reproduzindo uma situação de elevada complexidade operacional. Operação Dragão reúne órgãos da Segurança Pública e do Penitenciário do Distrito Federal em um treinamento de alta complexidade | Foto: Divulgação SSP/DF Intensa movimentação de viaturas, motocicletas operacionais, ambulâncias, aeronaves, drones e equipes especializadas poderá ser observada nas regiões de São Sebastião, Jardim Botânico, Lago Sul, Jardim ABC e demais localidades próximas. Também poderão ser ouvidos sinais sonoros de sirenes e comunicações operacionais típicas de ações de resposta a emergências. Além disso, haverá implantação temporária de pontos de controle e bloqueios de trânsito nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, podendo ocorrer retenções momentâneas e restrições temporárias de circulação em algumas vias da região. Para o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, a realização de exercícios simulados é uma ferramenta estratégica para garantir a prontidão das instituições diante de eventos críticos. “A preparação permanente é um dos pilares da Segurança Integral. Exercícios como a Operação Dragão permitem testar protocolos, validar procedimentos e fortalecer a integração entre todas as agências envolvidas. O treinamento é realizado em ambiente controlado, mas reproduz cenários reais de alta complexidade, contribuindo diretamente para o aprimoramento da capacidade de resposta do Distrito Federal diante de eventuais crises”, destaca o secretário. “A preparação permanente é um dos pilares da Segurança Integral. Exercícios como a Operação Dragão permitem testar protocolos, validar procedimentos e fortalecer a integração entre todas as agências envolvidas" Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública no DF Participam da Operação Dragão a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), a Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), o Sistema Socioeducativo da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), representantes do Poder Judiciário e o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). Preparação permanente A Operação Dragão integra o programa permanente de preparação e aperfeiçoamento dos órgãos de segurança pública do Distrito Federal, que prevê a realização periódica de treinamentos conjuntos para fortalecer a capacidade de resposta institucional diante de situações complexas. Para o subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF, Carlos Melo, os exercícios simulados são essenciais para consolidar procedimentos, testar fluxos operacionais e aprimorar a coordenação entre as instituições. “A Operação Dragão foi planejada para testar a interoperabilidade entre os órgãos participantes, desde o acionamento dos protocolos de crise até a coordenação das ações em campo. O exercício possibilita avaliar tempos de resposta, validar fluxos de comando e controle e identificar oportunidades de melhoria operacional. É um treinamento fundamental para que as instituições estejam preparadas para atuar de forma integrada em cenários críticos reais”, afirma. Atuação integrada O treinamento permitirá avaliar protocolos de gerenciamento de crise, testar sistemas de comunicação, verificar fluxos de comando e controle, mensurar tempos de resposta e aperfeiçoar a interoperabilidade entre as instituições. Os resultados obtidos servirão de base para o aprimoramento contínuo dos procedimentos operacionais adotados no Distrito Federal. *Com informações da SSP-DF
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Profissionais de saúde iniciam residência na Papuda
Há pouco mais de um mês, a fisioterapeuta Thaysa Gabrielle Oliveira não imaginava o quanto teria que mudar como enxerga a profissão. “É preciso reaprender para ver o que conseguimos adaptar”, sugere. Thaysa integra a Residência Multiprofissional em Atenção Básica com Ênfase em Práticas Integrativas, programa da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), vinculada à Secretaria de Saúde (SES-DF). Neste semestre, o cenário de aprendizagem é a Unidade Básica de Saúde Prisional (UBSP) 20 de São Sebastião, localizada no Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda. O programa é o segundo do país com foco em práticas integrativas em saúde (PIS) e o primeiro que considera o cenário da residência em ambiente prisional. Segundo a terapeuta ocupacional Yasmim Ferreira, o lugar escolhido está fazendo diferença. "Aqui, aprendo a valorizar o simples a partir da percepção dos usuários sobre um cuidado descomplicado, mas que traz benefícios ao cotidiano de forma significativa". O programa da Secretaria de Saúde é o primeiro do país a ter como cenário da residência o ambiente prisional | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Lançado em 2025 e com dois anos de duração, hoje o programa reúne 11 residentes no segundo ano de formação. Para a turma de 2026, foram acolhidos mais 13 novos profissionais, entre nutricionistas, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Ferramenta mágica A inserção do cenário inédito (sistema prisional) ao plano de residência contou com a colaboração da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), da Vara de Execuções Penais e das direções dos estabelecimentos prisionais. A fisioterapeuta Thaysa Gabrielle Oliveira e a terapeuta ocupacional Yasmim Ferreira não imaginavam o quanto teriam que se reinventar antes de encontrar o Complexo Penitenciário da Papuda como cenário de formação A coordenadora da residência, Thaís Lima, avalia que essa é uma conquista. “Há ganhos tanto para os residentes, que vão vivenciar um cenário bastante rico e específico da atenção primária à saúde (APS), quanto para a unidade, que recebe reforço na ampliação de formas de cuidado às pessoas privadas de liberdade". Tal como em toda a APS, as PIS possuem grande potência na Saúde Prisional, como atesta a enfermeira Glaucia Tavares. "Eu costumo falar que as práticas integrativas são como uma 'ferramenta mágica', que você prescreve uma vez ao paciente e ele adquire um poder de se cuidar", compara. Há seis anos atuando na SES-DF, com ações de saúde no interior dos estabelecimentos penais, Glaucia é especialista em Lian Gong e em técnica de redução de estresse (TRE), duas das 17 modalidades oferecidas. A profissional conta que as instruções são replicadas entre a população privada de liberdade. “Por mais que a gente consiga verificar os benefícios que as PIS possuem em tratamento de doenças crônicas e processos agudos, a repercussão e o alcance dessas práticas são muito maiores do que podemos medir”, analisa. Serviços de saúde As PIS são reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como medicinas tradicionais, complementares e integrativas (MTCI), um amplo conjunto de práticas baseadas em teorias e experiências de diferentes culturas. Na capital federal, em 2014, foi instituída a Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde (PDPIS), que regulamenta a oferta desses métodos na rede pública. [LEIA_TAMBEM]A Gerência de Saúde do Sistema Prisional (Gessp) da SES-DF é a responsável pela gestão técnica, no âmbito distrital, da atual Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP). Ao todo, são dez unidades básicas de saúde prisional (UBSPs), localizadas no interior dos estabelecimentos penais do DF, que servem como ponto de atenção e ordenador dos serviços de saúde a essa população. RHAMB No final de abril, a SES-DF inaugurou o primeiro Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (RHAMB) do sistema prisional do DF. Localizado entre a Penitenciária do Distrito Federal IV (PDF IV) e o Centro de Detenção Provisória (CDP), o horto integra o crescente aperfeiçoamento da assistência em saúde em estabelecimentos prisionais. A iniciativa promove o cultivo de plantas para a melhoria de serviços e o bem-estar, beneficiando tanto detentos quanto profissionais do sistema prisional. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Simulado testa prontidão do DF para incidentes envolvendo o sistema penitenciário federal
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) coordenou, na noite dessa quarta-feira (10), mais uma edição do simulado integrado da operação Óbidos, protocolo distrital que regula a atuação conjunta de órgãos federais e distritais em situações de crise relacionadas ao Complexo da Penitenciária Federal em Brasília. O treinamento ocorreu nas áreas adjacentes à Papuda e contou com o envolvimento direto de instituições do Sistema de Segurança Pública. A operação foi criada para ser acionada em cenários críticos, como amotinamentos, tentativas de fuga, resgates de internos, incêndios ou ações violentas associadas ao crime organizado, e estabelece um modelo de resposta rápida, coordenada e interinstitucional. A operação Óbidos foi criada para ser acionada em situações de crise relacionadas ao Complexo da Penitenciária Federal em Brasília | Fotos: Divulgação/SSP-DF Para o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, o exercício operacional permitiu avaliar com precisão o nível de prontidão das instituições. “O objetivo central é garantir que todos os envolvidos estejam perfeitamente alinhados caso uma crise real seja deflagrada. O simulado nos permite medir tempos, corrigir protocolos, ajustar procedimentos e, acima de tudo, fortalecer a cooperação entre os órgãos envolvidos”, destacou. Avelar reitera que a operação é um fator estratégico para a proteção do DF. “Quando treinamos juntos, mostramos que temos capacidade de resposta rápida, integrada e qualificada. Isso inibe a ação de grupos criminosos e reforça a segurança da população. O Distrito Federal investe em planejamento, articulação e inteligência para proteger seu território”, afirmou. Nesta edição do simulado, o foco recaiu sobre o eixo Mobilidade, que compreende a ocupação tática do terreno e o bloqueio de vias estaduais e federais para conter a circulação de possíveis criminosos e impedir rotas de fuga. As áreas impactadas (AIs) incluíram São Sebastião, o entorno do Complexo Prisional e trechos de rodovias estratégicas. A juíza Leila Cury, há 11 anos à frente da Vara de Execuções Penais do DF, esteve no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), de onde a operação foi monitorada e enfatizou: “Esta é uma operação que vem sendo coordenada pela SSP-DF, envolvendo as forças de segurança, e é importantíssima, porque diz respeito ao combate ao crime organizado. Essa união de todos os órgãos é fundamental para troca de informações e combate efetivo ao crime organizado”. Todo o monitoramento é feito pelo Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) Treinamento para resposta real Coordenada pela SSP-DF, a operação teve participação das secretarias de Administração Penitenciária (Seape-DF) e de Saúde (SES-DF/Samu), das polícias Militar (PMDF) e Civil (PCDF), do Corpo de Bombeiros (CBMDF), do Departamento de Trânsito (Detran-DF) e de instituições federais como o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional. “O exercício reproduziu o acionamento inicial da crise pela Penitenciária Federal, como ocorreria em um incidente real. A integração entre os órgãos federais e distritais permitiu exercitar, de forma fiel ao ambiente real, as ações que seriam necessárias em um episódio de elevada complexidade”, ressaltou o subsecretário de Operações Integradas, coronel Carlos Melo. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Teles, simulados como este são fundamentais para validar protocolos, ajustar fluxos de comunicação e garantir que todas as instituições atuem de forma integrada e coordenada. “Dessa forma, asseguramos que o DF esteja preparado para enfrentar cenários críticos com mais eficiência.” Para o chefe da Divisão de Segurança e Disciplina da Penitenciária Federal em Brasília, Enoque de Oliveira, a ação mostrou a efetividade da atuação integrada: “O DF está preparado para coibir situação ou eventualidade que ocorra na Penitenciária Federal de Brasília”. O nome faz referência à cidade fortificada portuguesa de Óbidos — analogia às muralhas que circundam a Penitenciária Federal em Brasília. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)
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Cultivo na Fazenda da Papuda viabiliza produção de mais de 50 mil fitoterápicos
Mais de 50 mil fitoterápicos já foram entregues à população do Distrito Federal, resultado do cultivo feito por reeducandos na Fazenda Modelo da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), localizada no complexo penitenciário da Papuda. A colaboração com a Secretaria de Saúde (SES-DF), firmada há menos de dois anos, é a única experiência, em todo o Brasil, de parceria com o sistema prisional para a produção de fitoterápicos. Desde a assinatura do acordo de cooperação técnica entre a Funap e a SES-DF, em 7 de julho de 2023, o trabalho na Fazenda Modelo proporcionou o desenvolvimento de 31,6 mil unidades do xarope de guaco, 8,2 mil da tintura de alecrim pimenta e quase 10 mil géis de erva baleeira. A parceria garantiu ainda a produção de 835 mudas distribuídas pela Farmácia Viva. Fazenda Modelo da Funap sedia atividades de ressocialização, incluindo o horto agroflorestal | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF O xarope de guaco tem funções expectorantes, sendo usado para pacientes com tosse. Já a tintura do alecrim-pimenta ajuda a combater dores de garganta. Por fim, a erva-baleeira é usada na produção de gel para tratamento de inflamações, como nos casos de problemas musculares ou nos tendões. “Eu me sinto honrado de ter a oportunidade de fazer esse trabalho. Não só porque é melhor estar aqui, mas porque o que fazemos ajuda as pessoas”, conta um dos reeducandos. Atualmente, cerca de 30 sentenciados trabalham no local, sob a supervisão de servidores da Funap. Eles atuam na produção das mudas, podas, capinação e irrigação. “É uma experiência muito bem-sucedida. Precisamos conscientizar o reeducando sobre a importância de ele devolver algo bom à sociedade”, sugere a diretora-executiva da Funap, Deuselita Pereira Martins. As plantas cultivadas e colhidas são processadas na Farmácia Viva da Secretaria de Saúde, onde se tornam medicamentos para distribuição em unidades básicas de saúde | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Reconhecimento A cooperação da SES-DF com a Funap recebeu, nesta terça-feira (18), representantes do Ministério da Saúde. Eles conheceram a estrutura e o trabalho desenvolvido pelos reeducandos. “É uma parceria muito bem organizada e estruturada”, elogia a coordenadora de Assistência Farmacêutica substituta do Ministério da Saúde, Eidy de Brito Farias. Nesse projeto, profissionais da SES-DF levam o conhecimento técnico a respeito da produção de fitoterápicos, além do processamento na Farmácia Viva e a distribuição em 25 unidades básicas de saúde (UBSs). Qualquer cidadão pode ter acesso aos medicamentos. Já a Fazenda Modelo da Funap oferece espaço cultivável adequado – também utilizado para outras ações, além de contar com a ajuda dos reeducandos. “Os fitoterápicos produzidos pela Farmácia Viva dependem da existência de hortos com grande capacidade de realização de colheitas ao longo do ano. Nos hortos, preservamos as espécies vegetais de nossa biodiversidade e retornamos na forma de medicamentos à sociedade”, explica o chefe do Núcleo de Farmácia Viva da SES-DF, Nilton Luz Netto Júnior. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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