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Programa Melhorias Habitacionais

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Programa Melhorias Habitacionais entrega mais uma casa reformada no Setor Oeste da Estrutural

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) entregou, nesta quinta-feira (21), mais uma obra do programa Melhorias Habitacionais, desta vez no Setor Oeste da Estrutural. A casa de Maria do Socorro Maciel, de 66 anos, passou por uma reforma completa. No imóvel residem oito pessoas da mesma família. A iniciativa, realizada em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF), tem como objetivo atender famílias em situação de vulnerabilidade social, garantindo mais segurança, conforto e dignidade habitacional. Para Maria do Socorro, que fez aniversário nesta semana, receber a casa reformada foi muito além de um presente, representa o início de uma nova etapa. Ela também enfrentou a recuperação de um transplante renal, condição que reforçou a necessidade de uma ação rápida por parte da Codhab. A reforma durou quatro meses e entregou uma moradia com melhor circulação e estrutura para a rotina desta grande família. No imóvel, moram Maria, o companheiro, Pedro, os filhos, Hudson e Diogo, a nora, Ana Amélia, e os netos, João Victor e Geraldo Lucas. Maria do Socorro Maciel (ao centro) ganhou a casa reformada na mesma semana em que fez aniversário | Foto: Divulgação/Codhab A entrega contou com a presença de equipes da Codhab, assistentes sociais e do diretor de Assistência Técnica da companhia, Mauro Rocha. Emocionado, Mauro trouxe, em palavras, um momento de reflexão. “A nossa passagem pela Terra tem um propósito: marcar a vida das pessoas. E é isso que a Codhab tem feito. Todas as pessoas envolvidas nesse projeto carregam a missão de transformar histórias, proporcionando a oportunidade de um novo recomeço para tantas famílias.” Amplificação do cenário Antes da restauração, a casa apresentava problemas estruturais, infiltrações, instalações antigas e pouco espaço para acomodar todos os moradores. Segundo o arquiteto da Codhab, Rafael Morais, responsável pelo acompanhamento técnico da obra, o núcleo familiar numeroso desempenha uma atuação mais ampla. “Ela tem um núcleo familiar muito grande. Já teve momento de a gente chegar aqui e ter nove pessoas morando na casa, com apenas dois quartos. Tinha gente que dormia na varanda. Então, construímos um novo quarto na frente e ampliamos o quarto dos fundos”, explicou. Além de mais bonita, a casa da família de nove pessoas ficou mais confortável e mais funcional O projeto contempla a ampliação de um quarto existente e a construção de um novo cômodo na área externa da frente. Também foram realizadas melhorias na sala, na cozinha, no banheiro, na área de serviço e no quintal, com soluções técnicas apresentadas à habitabilidade do espaço. A obra incluiu reinstalação de esquadrias de aço, instalação de novas esquadrias de alumínio, substituição de cobertura por telhas de fibrocimento, além da colocação de rufos e calhas. Houve, ainda, a execução completa das instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias. A casa também recebeu uma nova caixa d'água, novas louças, revisão de ralos e caixas de inspeção, soleiras, rodapés, bancada de granito e acessórios para o banheiro. De acordo com Rafael, boa parte da estrutura precisou ser refeita devido ao estado de deterioração em que se encontrava. "Era tudo bastante precário, tanto a influência quanto as linhas elétricas. A cozinha tinha muita infiltração e as caixas de esgoto estavam entupidas. A gente reconstruiu, na verdade", afirmou. A área de serviço, que antes era descoberta, passou a contar com cobertura e tanque novo. A cozinha recebeu nova bancada, pia e janela, enquanto o banheiro foi reformado por completo. As intervenções melhoraram a circulação, a iluminação e a ventilação dos ambientes, garantindo mais funcionalidade para o dia a dia. O investimento total da obra foi de R$ 54.422,13. Recomeço A cozinha da casa passou por uma grande reforma [LEIA_TAMBEM]Para Diogo, filho de dona Maria, a mudança trouxe o alívio e o conforto de que a família precisava. "A casa ficou muito bonita, muito boa. Ficou mais marcante, mais moderna. É uma realização muito grande", disse. Ele também lembrou como era a rotina antes da reforma: “Antes, era um pouco desconfortável. As coisas estavam desgastadas, quebradas. Eram oito pessoas em um espaço pequeno. Agora é maior, melhor.” Ao receber as chaves, Maria resumiu o sentimento em poucas palavras: “Muda tudo daqui para frente”. Melhorias Habitacionais O programa Melhorias Habitacionais existe desde 2019 e já atendeu 241 famílias em situação de vulnerabilidade social nas regiões de São Sebastião, Brazlândia, Sol Nascente e Estrutural. Com investimento de R$ 10.323.161,86, a iniciativa atua diretamente na requalificação de moradias, com intervenções que corrigem problemas estruturais graves e garantem condições adequadas de habitabilidade. “A felicidade que sentimos com a entrega desta casa é do mesmo tamanho do desejo que temos de ver esse lar sendo cuidado com carinho e zelo. Todos aqui precisam ter o compromisso de preservar esse espaço, que representa dignidade, conquista e um novo começo para toda a família”, afirmou a assistente social da Codhab, Marilurde Lago. *Com informações da Codhab

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Mães atípicas: entre desafios diários, o acolhimento transforma rotinas no DF

  O Dia das Mães lembra também a rotina de quem é mãe atípica: para muitas, o cuidado é integral, constante e atravessado por incertezas. Nessa realidade, histórias como a da aposentada Cleide Maria Magalhães Matos, de 56 anos, ganham força. E também a ajuda de programas do Governo do Distrito Federal (GDF), como o Melhorias Habitacionais, e de órgãos como a Secretaria de Educação (SEEDF), que mantém a rede pública de ensino especial. Mãe de Jessé Magalhães, de 28 anos, Cleide Maria traduz o peso e o amor da jornada, que começou quando o pequeno chegou à porta dela, com 40 dias. Determinada a criá-lo, ela conta que a descoberta do diagnóstico do filho, de autista suporte 3 severo, foi difícil: “Eu fui para a beira do lago chorar. Você cria expectativa com um filho. Então, foi um balde de água fria. Mas por ele eu faria tudo novamente — tudo, sem tirar uma vírgula”, afirma.  Depois do desespero com o diagnóstico de Jessé, a rotina de Cleide Maria Matos tornou-se de acolhimento e reconstrução | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A rotina mudou de desespero para acolhimento quando Cleide conheceu um dos 13 centros de ensino especial do Distrito Federal, onde ela reconquistou a própria autonomia, além de ver uma mudança profunda em seu filho. Jessé, que constantemente apresentava rompantes agressivos, hoje consegue se regular e até pintar quadros na escola. Cleide, que deixou o trabalho para cuidar do filho, redescobriu a própria vida a partir do apoio da escola. Com uma equipe para atender as necessidades de Jessé, ela começou a se exercitar e perdeu 34 quilos, ganhando saúde física e mental para continuar a maternidade. “Esqueci totalmente de mim. Foi depois do centro que eu voltei a fazer atividade física e a cuidar da minha saúde. Hoje eu sei que preciso estar bem para cuidar dele. A escola foi meu refúgio.” A governadora Celina Leão se mostra solidária a essas mães. “Tem algumas mamães que são mais do que especiais, são sinônimo do amor puro, São as nossas mães atípicas, que lutam com coragem, com perseverança, com a certeza de que o amor pode vencer todos obstáculos. A todas vocês, um Feliz Dia das Mães. Que a gente possa governar a cidade com esse olhar materno de que uma mãe faz sempre o que é melhor para os seus filhos”, compartilhou. No Distrito Federal, mais de 27,4 mil estudantes são atendidos pela educação especial, distribuídos em 675 escolas, sendo 13 centros de ensino especial, além de 520 salas de recursos. Os centros da rede pública atendem mais de 3,5 mil alunos com deficiências intelectuais, sensoriais, físicas ou múltiplas. Essas unidades especializadas, incluindo o Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) e a Escola Bilíngue de Taguatinga, integram a política de inclusão da Secretaria de Educação do DF. "A escola tem a função social de acolher esses alunos e isso nos leva a olhar também para essas mães" Iêdes Braga, secretária de Educação Segundo a secretária de Educação, Iêdes Braga, o olhar do governo vai ー  e precisa ir ー  além do estudante. “A escola tem a função social de acolher esses alunos e isso nos leva a olhar também para essas mães. Elas recebem um diagnóstico e caminham a vida inteira com essa responsabilidade. Por isso, a escola precisa ser também um espaço de conforto, orientação e apoio”, declara. Mãe em tempo integral Os números refletem um impacto direto nas famílias, especialmente nas mães, que muitas vezes assumem sozinhas o cuidado integral dos filhos. A dona de casa Rute Ferreira de Oliveira, de 55 anos, é mãe de Davi, de 12, e descreve a intensidade da rotina. “A gente vive para eles. Eu não trabalho fora, meu tempo é todo para o meu filho: terapia de manhã, escola à tarde e à noite continuo cuidando em casa. Não é fácil, é muito difícil, e a gente precisa de apoio”. Ana Silva: "A gente precisa aprender a se olhar também, entender o tempo do nosso filho e o nosso tempo, porque essa jornada muda completamente quem a gente é" | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Já nos primeiros anos após o diagnóstico, o impacto é imediato. A dona de casa Daniele Lourenço, 43, mãe do pequeno Moisés, 4 anos, relata o processo de adaptação: “No começo, é um turbilhão de informações e terapias. A gente não consegue fazer outra coisa. O Moisés fazia horas seguidas de atendimento e a gente entrou nisso sem entender direito. Com o tempo, aprendemos que também precisamos viver e conhecer nosso filho, mas até chegar a esse equilíbrio é um processo". Ao longo do tempo, essa dedicação exclusiva da maternidade atípica também transforma a identidade dessas mulheres. A dona de casa Ana Silva, de 45 anos, mãe de Paulo Daniel, de 9 anos, aborda esse impacto: “A mãe deixa um pouco de ser mulher e vive só a vida de mãe. É uma rotina muito corrida e pesada, até na mente, que não para. A gente precisa aprender a se olhar também, entender o tempo do nosso filho e o nosso tempo, porque essa jornada muda completamente quem a gente é". O acolhimento Os serviços da rede pública abrangem centros de ensino especial, escolas bilíngues para surdos e salas de recursos multifuncionais, que complementam o ensino regular e auxiliam na inclusão. No Centro de Ensino Especial da 912 Sul, por exemplo, o atendimento visa o acolhimento às famílias, orientação e suporte emocional, criando uma rede que ajuda a reorganizar não apenas a vida dos alunos, mas de todo o núcleo familiar. "A escola trabalha diretamente na estrutura familiar, trazendo mais equilíbrio e qualidade de vida"  Ana Paula Ventorim Rodrigues de Oliveira, diretora do Centro de Ensino Especial 1 Na prática, esse apoio se traduz em mudanças reais dentro das famílias, acompanhadas diariamente pela diretora do Centro de Ensino Especial 1, Ana Paula Ventorim Rodrigues de Oliveira. “Temos relatos de famílias que conseguiram viajar juntas pela primeira vez, que voltaram a frequentar restaurantes e conseguiram reorganizar a rotina dentro de casa. A escola trabalha diretamente na estrutura familiar, trazendo mais equilíbrio e qualidade de vida”, detalha. O espaço recebe alunos a partir de 15 anos até a idade que precisam ficar na escola. Atividades como artes, música, educação física e vivências sociais ajudam a desenvolver habilidades muitas vezes invisíveis no início. “O aluno que vem para cá já não consegue trabalhar na matriz curricular do ensino regular. Então, trabalhamos a manutenção pedagógica do que existe de ganho do estudante, além da funcionalidade, autonomia e socialização”, acrescenta a diretora. Para as mães, o impacto também é pessoal. Esse sentimento é compartilhado por mães como a artesã Rejane de Freitas Kubiszeski, de 62 anos, que encontrou no ambiente escolar novas possibilidades, como o crochê e o artesanato. “A gente se apoia muito. Aprendi coisas novas, me sinto mais independente, mais empreendedora. A troca de experiência entre as mães é muito importante, porque só quem vive entende”, ressalta. Dentro da escola, projetos voltados às mães incentivam o autocuidado e o convívio social. A dona de casa Francisca Alves Brandão, de 68 anos, é mãe de Allan Alves Faria, de 40, e reforça o papel do espaço como ponto de encontro e trocas importantes: “Aqui é vida para nós. A gente aprende, conversa, apoia uma à outra. Não é obrigação vir, é um lazer. Quando ficamos longe, sentimos falta, quase como os meninos". Enquanto as mães encontram suporte, os estudantes também desenvolvem vínculos e autoestima. João Pedro Angotti Medeiros Araújo, de 19 anos, é diagnosticado com o transtorno do espectro autista (TEA). Em uma oratória articulada que desenvolveu com a escola e a família, ele resume o sentimento de pertencimento: “Aqui eu me sinto muito em casa. Muito acolhido, muito feliz. Nas outras escolas faziam bullying comigo, aqui não fazem". João Pedro Angotti Medeiros Araújo: "Eu quero dar parabéns a todas as mães do Brasil, do mundo inteiro. Especialmente à minha mãe, ela é a minha vida" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Dele vem um recado simples e direto, mas carregado de significado para quem vive essa realidade todos os dias: “Eu quero dar parabéns a todas as mães do Brasil, do mundo inteiro. Especialmente à minha mãe, ela é a minha vida. Mamãe, te amo”. Mãe atípica transforma a vida do filho com apoio habitacional no DF “Tia, me espera que eu vou arrumar a minha mochila.” Foi com essa frase simples que Emanuel Ferreira, de 28 anos, um jovem com deficiência intelectual, deixou o abrigo rumo a um novo começo, nos braços de quem escolheu ser sua mãe. Neste Dia das Mães, a história dele e de Maria do Socorro Ferreira, de 52 anos, mostra como o afeto transforma vidas. Beneficiado pelo programa Melhorias Habitacionais, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Emanuel hoje vive com mais dignidade ao lado da mãe de coração, que também teve a rotina e a qualidade de vida transformadas. Maria do Socorro Ferreira vai comemorar o primeiro Dia das Mães na casa nova, ao lado do filho, Emanuel | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Antes, Maria do Socorro vivia em uma casa pequena, com apenas um quarto, banheiro e cozinha, espaço onde Emanuel também dormia desde os 9 anos, quando foi adotado. Sem infraestrutura adequada, a rotina de cuidados com o filho era limitada e desafiadora. “Quando entregaram as chaves para a gente, falei: Emanuel, seu quarto agora já está pronto, sua cama está lá. Vamos lá ver?”. A lembrança do momento da mudança ainda emociona. “A gente tinha planos de arrumar a casa, mas não sabia quando nem como.” Foi por meio de uma amiga da família que Maria soube das inscrições abertas da Codhab para um programa voltado a famílias com pessoas com deficiência. “Como mãe atípica, sei que tudo aconteceu por causa do Emanuel. Não foi fácil, e ainda não é fácil cuidar dele, mas eu passaria por tudo de novo. Ele sabe que tem uma família, que tem uma casa nova.” Há dois meses, os dois celebram essa nova fase, com mais conforto e dignidade. Prioridade social Dentro do programa Melhorias Habitacionais, hoje referência no país, as pessoas com deficiência (PcD) têm prioridade no atendimento. Desde 2018, 239 pessoas já foram beneficiadas, sendo 62 famílias com integrantes com deficiência. Atualmente, outras 42 famílias aguardam na fila. 62 Número de famílias com integrantes com deficiência atendidas pelo projeto Melhorias Habitacionais Segundo a Codhab, 95% dos atendimentos são destinados a mulheres, muitas delas responsáveis pelo cuidado diário de filhos com deficiência, realidade que reforça o papel central das mães atípicas e dá ainda mais significado às ações do programa. A assistente social da Codhab, Marilurde Lago, explica que o atendimento começa com a inscrição e uma visita social para verificar se a família atende aos critérios do programa. Para ser beneficiado, é preciso morar no Distrito Federal há pelo menos cinco anos, ter renda de até três salários mínimos, ser dono do imóvel, não possuir outra residência e viver em área de regularização de interesse social. Para famílias com PcD, é necessário apresentar o laudo médico da pessoa e a carteira da pessoa com deficiência (obrigatoriamente). Para isso, também pode ser utilizado a comprovação do Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Acompanhar Maria e Emanuel foi muito gratificante. Na primeira visita, vimos de perto a vulnerabilidade em que a família vivia, foi muito emocionante. Poder entregar uma casa nova, com um quarto para o Emanuel, com iluminação e ventilação adequadas, é algo que marca. É a realização de um sonho, tanto para o morador quanto para quem participa desse processo”, afirma Marilurde. [LEIA_TAMBEM]Casa nova A intervenção habitacional do Governo do Distrito Federal (GDF) representou, nesse contexto, muito mais do que uma obra física, foi uma transformação concreta na qualidade de vida dessa família. A residência passou por uma reconstrução e ampliação, com área aproximada de 71,70 m², com o objetivo de regularizar as condições de salubridade e à adequação da edificação aos parâmetros mínimos de habitabilidade, segurança e desempenho. A casa, que antes era um ambiente único e sem divisões, passou a contar com sala, cozinha e quartos bem definidos. A ampliação também considerou aspectos ambientais, como a orientação solar e a integração de uma árvore já existente no lote, utilizada como elemento natural de sombreamento. A cobertura foi totalmente substituída por telha sanduíche, para garantir melhores condições térmicas no interior da residência. Com o investimento da Codhab de R$ 99,8 mil, a moradia foi transformada em um espaço estruturalmente seguro, organizado e mais eficiente. Mas, acima de tudo, tornou-se um verdadeiro lar.  

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Duas moradoras da Estrutural recebem casas pelo Programa Melhorias Habitacionais

A manhã desta sexta-feira (3) foi diferente para duas famílias moradoras da Cidade Estrutural. Paredes pintadas, telhados renovados e sorrisos que voltaram a brilhar: é assim que o programa Melhorias Habitacionais, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), vem mudando a realidade de famílias na Estrutural. As histórias de Gabriela de Lima Oliveira e Eliane Marinho Correia da Silva mostram que a transformação vai muito além da casa — elas receberam aconchego, dignidade e a certeza de um futuro melhor para suas crianças. Eliane vive com o companheiro, Nadir, e as cinco filhas em um lar que até pouco tempo atrás apresentava sérios problemas estruturais e de ventilação. A realidade da família, sustentada majoritariamente por benefícios sociais, tornava inviável qualquer tipo de reforma, aprofundando as dificuldades do dia a dia. A casa de Eliane passou por reformas estruturais e de ventilação | Fotos: Divulgação/Codhab  Todo o desafio da reforma ficou por conta do executor do projeto e arquiteto, Leandro Fernandes, em conjunto com o grupo de profissionais da companhia. A residência passou por uma obra de R$ 40.077,61, que trouxe segurança e dignidade. Toda a rede hidráulica, hidrossanitária, elétrica e de esgoto foi renovada, evitando riscos e proporcionando eficiência no uso diário. As portas e janelas foram substituídas, o telhado totalmente refeito para proteção contra chuvas e infiltrações, e o contra-piso externo reformado para dar mais segurança às crianças que brincam no quintal. Além disso, toda a casa recebeu piso cerâmico e forro novo, o que melhorou o conforto interno. Eliane Marinho Correia da Silva: “A reforma trouxe esperança para nós. Agora posso ver minhas filhas crescendo em um ambiente mais seguro e saudável”  “A reforma trouxe esperança para nós. Agora posso ver minhas filhas crescendo em um ambiente mais seguro e saudável”, disse Eliane, aliviada. Sorrisos Poucas casas adiante, foi entregue a moradia de Gabriela. No novo lar da dona de casa, de 33 anos, que vive com o companheiro e os três filhos, o sorriso do filho mais novo, que pulava de alegria vendo a casa novinha em folha, foi contagiante. Atualmente, a renda da família depende exclusivamente do trabalho informal de Gabriela como manicure, uma realidade que torna cada conquista ainda mais significativa. Graças à atuação da equipe da Codhab, a arquiteta e executora do contrato, Luana Milhome, pôde planejar as mudanças para atender as necessidades de todos os moradores. A casa da família passou por uma grande transformação: o quarto principal foi expandido, garantindo mais espaço para acomodar os filhos. Portas e janelas foram substituídas, o piso cerâmico e o forro de PVC foram instalados em todos os ambientes, trazendo mais higiene e conforto térmico. E Gabriela ganhou um novo espaço para atender as clientes com mais comodidade.  A reforma da casa de Gabriela teve orçamento de R$ 63 mil Foram R$ 63.015,36 de investimento. As paredes receberam massa corrida e pintura látex nas áreas internas, enquanto o exterior foi revitalizado com textura acrílica, dando um novo visual à residência. O banheiro, antes precário, foi reformado com revestimento cerâmico novo, instalação de louças sanitárias modernas e melhorias nas instalações elétricas. Um detalhe especial foi a abertura de ventilação com pergolado, que permite a entrada de luz natural e circulação de ar, tornando o lar mais agradável. Gabriela de Lima Oliveira (de blusa laranja): "Agora sinto que a casa é minha de verdade, está perfeita"  “Agora sinto que a casa é minha de verdade, está perfeita. Estou muito feliz e grata. É um sonho realizado”, conta Gabriela emocionada. Mais do que obras, dignidade [LEIA_TAMBEM]As histórias de Gabriela e Eliane são exemplos de como o programa Melhorias Habitacionais da Codhab vai além da construção civil. Ele devolve dignidade, fortalece lares e transforma o futuro de famílias que, até então, viviam em condições de vulnerabilidade. Representando a Companhia na ação, o diretor de Assistência Técnica, Mauro de Paulo da Rocha, destacou a importância do trabalho coletivo. “Esse resultado só é possível graças ao empenho de cada profissional envolvido, desde a execução da obra até o acompanhamento social. Minha gratidão à equipe que se dedica com tanto compromisso a cada família. E às moradoras beneficiadas, deixo uma mensagem de esperança: aproveitem cada conquista, pois essas melhorias não são somente nas casas, mas também em suas vidas e no futuro de seus filhos”, disse o diretor, finalizando as entregas.  

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Com R$ 8 milhões investidos, programa Melhorias Habitacionais já beneficiou mais de 200 famílias do DF

Criado para transformar residências em situações precárias em lares seguros e dignos, o Programa Melhorias Habitacionais, do Governo do Distrito Federal (GDF), já beneficiou 211 famílias desde 2019, com investimento que ultrapassa os R$ 8 milhões. A iniciativa, coordenada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), atende famílias de baixa renda que vivem em moradias improvisadas, sem ventilação, com infiltrações ou risco estrutural, oferecendo uma reforma completa para garantir melhores condições de vida. Entre as famílias beneficiadas está a da educadora social Maria da Conceição Corrêa Cordeiro, de 52 anos, moradora da Estrutural. Ela recebeu em junho a casa nova construída pelo programa. “Antes só tinha um muro, era sem janelas, sem ventilação. Era muito quente, apertada e cheia de problemas. Quando finalmente ficou tudo pronto, eu senti uma emoção gigante. Parecia que tinham lido meu pensamento e fizeram do jeito que eu sempre sonhei: dois quartos, banheiro no meio, sala, cozinha e uma área nos fundos. Exatamente como eu queria”, contou. Maria da Conceição Corrêa Cordeiro foi uma das beneficiadas e ganhou uma casa confortável: "Parecia que tinham lido meu pensamento e fizeram do jeito que eu sempre sonhei" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília  A educadora social lembra que, além do calor e da falta de espaço, convivia com mofo e até com escorpiões. “Isso prejudicava meu filho, que tem alergias. Eu não conseguia receber visitas porque não havia espaço. Agora é tudo diferente: a casa é clara, ventilada e organizada. Eu nunca teria condições de construir algo assim sozinha. É realmente uma bênção”, completou. Para os próximos meses, a Codhab pretende executar mais 160 novas melhorias habitacionais. A expectativa é que o potencial qualitativo seja ainda mais acentuado com a aprovação do aumento dos valores disponíveis para cada obra de melhoria. Qualidade de vida A Codhab identificou que o déficit habitacional do DF não se restringia à construção de novas moradias. Segundo estudos da companhia, muitas famílias viviam em locais insalubres, sem condições mínimas de ventilação, segurança elétrica ou hidráulica, o que impactava diretamente na saúde e na qualidade de vida. Foi nesse contexto que surgiu o programa Melhorias Habitacionais. "Transformamos moradias precárias em casas confortáveis, dignas e bem equipadas, mas a maior mudança a gente sabe que ocorre na vida de cada um" Marcelo Fagundes, diretor-presidente da Codhab “Transformamos moradias precárias em casas confortáveis, dignas e bem equipadas, mas a maior mudança a gente sabe que ocorre na vida de cada um que é atendido, muda a autoestima de cada um deles. Sempre vou repetir que esse é um dos programas mais bonitos e gratificantes da Codhab. Nele, temos a capacidade de modificar totalmente a vida dessas famílias. Ações como essa afirmam que proporcionar ambientes onde as famílias possam crescer com dignidade e tranquilidade é o objetivo deste governo”, defendeu o diretor-presidente da companhia, Marcelo Fagundes. De 2019 para cá, a iniciativa já recebeu o investimento total de R$ 8.032.730,72 para reformas e reconstruções de casas, em especial para famílias em situação de vulnerabilidade social. O programa, inspirado também em diretrizes nacionais e no Plano Distrital de Habitação de Interesse Social, surgiu para requalificar lares já existentes, reduzindo vulnerabilidades, prevenindo riscos e garantindo dignidade. Como solicitar Para ser declarada apta a receber o benefício, a família passa por um processo multidisciplinar relativamente curto. Primeiramente é necessário que a família demonstre interesse em participar do subprograma junto à Codhab. A família pode ser contemplada com reforma e ampliação, com a disponibilização de até R$ 50 mil Após isso, a família recebe a visita de uma assistente social, responsável por elaborar laudo e formulário social determinando a habilitação ou não. Se aprovada, a família passa para uma terceira etapa que consiste na visita técnica à moradia. O próximo passo é o desenvolvimento de projeto executivo, limitado por um teto orçamentário. Nessa etapa, é garantida a participação da família beneficiada durante todo o processo de elaboração do documento. A família pode ser contemplada com reforma e ampliação, com a disponibilização de até R$ 50 mil. Essa categoria se enquadra em situações de inadequação habitacional, que requeiram intervenções pontuais e menos complexas; ou com a reconstrução do espaço, com a disponibilização de até R$ 100 mil para casos de precariedade habitacional, que requeiram a demolição parcial ou total do imóvel. [LEIA_TAMBEM]Requisitos para participar do programa Ter renda familiar de até 3 salários mínimos; Residir no Distrito Federal há no mínimo 5 anos; Morar em área de interesse social regularizada ou passível de regularização (entre as atendidas pelo programa); Ser responsável pela residência (a casa não pode ser alugada ou cedida); Não possuir outro imóvel no Distrito Federal; A casa deve apresentar problemas relativos à salubridade e/ou segurança (tais como rachaduras/fissuras, ausência de estrutura, falhas na cobertura, possuir rede elétrica, hidráulica e/ou hidrossanitária inadequada, entre outros); Apresentação da documentação completa da família alvo do benefício.  

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