Ação reúne 260 estudantes em Sobradinho e fortalece cultura de paz nas escolas
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) promoveu, nesta quinta-feira (16), a 9ª edição do Programa Formativo de Promotores de Segurança Cidadã. O evento, que segue até sexta-feira (17), reuniu 260 estudantes da rede pública de ensino de Sobradinho no Teatro de Sobradinho. O objetivo é reforçar o protagonismo juvenil na construção de uma cultura de paz. A ação integra o eixo Escola Mais Segura, do programa DF – Segurança Integral, e dá continuidade a uma estratégia estruturante do Governo do Distrito Federal (GDF) voltada à redução de vulnerabilidades, ao fortalecimento de vínculos e à promoção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e inclusivos. “Investir na formação de jovens é uma das medidas mais estruturantes da política de segurança pública. Quando o Estado atua de forma preventiva, levando informação qualificada, fortalecendo vínculos e promovendo a cultura de paz dentro das escolas, estamos prevenindo as causas da violência de maneira consistente e duradoura. Essa é a essência da nossa política, por meio de atuação integrada, baseada em evidências”, ressalta o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury. “Investir na formação de jovens é investir diretamente na redução da violência. Ao levar informação qualificada e promover espaços de diálogo dentro das escolas, fortalecemos fatores de proteção e contribuímos para a construção de uma cultura de paz duradoura”, completa. O evento, que segue até sexta-feira (17), reuniu 260 estudantes da rede pública de ensino de Sobradinho no Teatro de Sobradinho. O objetivo é reforçar o protagonismo juvenil na construção de uma cultura de paz | Foto: Divulgação/SSP-DF Durante os dois dias de programação, os estudantes participam de palestras, oficinas e atividades interativas conduzidas por profissionais da segurança pública e instituições parceiras. Temas como bullying, cyberbullying, saúde emocional, violência contra crianças e adolescentes e valorização da vida, com foco na formação cidadã e na prevenção de conflitos no ambiente escolar, serão abordados durante as atividades. A programação também conta com atividades culturais, como a apresentação da Banda Show do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e uma batalha de MCs. A secretária-executiva Institucional e de Políticas de Segurança Pública interina, Regilene Siqueira, ressalta o impacto da ação no fortalecimento das comunidades escolares. “Essa é uma atuação de base, contínua e integrada, que aproxima os estudantes das instituições públicas e estimula o desenvolvimento de atitudes mais conscientes. Os resultados se refletem diretamente na melhoria do ambiente escolar e na proteção dos nossos jovens”, afirma. A metodologia adotada também foi destacada por educadores que acompanharam a atividade. O educador social Yuri Turacchi, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 03 de Sobradinho, enfatizou a abordagem participativa da iniciativa. “A proposta de trazer os estudantes para o universo da segurança pública, com uma didática leve e centrada neles, facilita o aprendizado e amplia o interesse pelos temas trabalhados”, avalia. Entre os alunos, o retorno foi positivo e marcado pelo engajamento nas atividades. “Estou adorando participar. É um evento muito legal”, relatou o estudante Samuel Bispo. *Com informações da SSP-DF
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Servidoras da segurança pública do DF ainda podem se inscrever no Banco de Talentos Delas
As servidoras da segurança pública do Distrito Federal têm até esta sexta-feira (20) para se inscrever no Banco de Talentos Delas, iniciativa da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). O objetivo é identificar, valorizar e dar visibilidade às competências femininas nas instituições que compõem o sistema de segurança do DF. As interessadas devem preencher formulário eletrônico para inclusão de currículos e participação no banco, que subsidiará ações estratégicas de gestão de pessoas e desenvolvimento profissional. Podem participar servidoras em exercício na secretaria e nos órgãos vinculados ao sistema de segurança pública do Distrito Federal, como a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF). A iniciativa integra as ações do programa Segurança Integral e reforça o compromisso institucional com a valorização das servidoras e o fortalecimento da gestão pública. “Estamos na reta final das inscrições e queremos incentivar que todas as servidoras que desejam contribuir ainda mais com a gestão da segurança pública participem dessa iniciativa. O Banco de Talentos Delas é uma ferramenta estratégica para reconhecer competências, ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina nos espaços de decisão das nossas instituições e será ferramenta imprescindível para ocupação de cargos”, destaca o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. Podem participar servidoras em exercício na SSP-DF e nos órgãos vinculados ao sistema de segurança pública do Distrito Federal, como a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira, a iniciativa também representa um avanço na promoção da equidade de gênero. “Esta é uma iniciativa que nasce para valorizar trajetórias e abrir caminhos para que mais mulheres possam ocupar espaços de liderança na segurança pública. Estamos nos últimos dias de inscrição e esperamos contar com a participação de muitas servidoras, porque cada experiência contribui para tornar nossa gestão mais diversa e mais forte”, afirma. Gestão estratégica Além de mapear perfis profissionais, o Banco de Talentos Delas funcionará como uma importante ferramenta de gestão estratégica de pessoas, apoiando ações como desenvolvimento profissional, identificação de lideranças, planejamento da força de trabalho e fortalecimento do networking institucional. A proposta é ampliar oportunidades, reconhecer trajetórias e preparar novas lideranças femininas para os desafios contemporâneos da segurança pública. Todas as informações fornecidas serão utilizadas exclusivamente para fins institucionais, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), garantindo confidencialidade, integridade e uso adequado dos dados. *Com informações da SSP-DF
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Consegs mobilizam mais de seis mil cidadãos e reforçam a participação nas políticas públicas
Levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) aponta que, entre janeiro e setembro deste ano, mais de seis mil pessoas participaram das 195 reuniões dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) realizadas em todo o território do DF. Os encontros resultaram em cerca de 2,4 mil demandas processadas e encaminhadas aos órgãos competentes, consolidando os Consegs como um dos principais canais de participação cidadã na construção de soluções locais para os desafios da segurança pública. “Os Consegs são a expressão da democracia participativa na segurança pública” Celina Leão, vice-governadora “Os Consegs são a expressão da democracia participativa na segurança pública. É onde a voz do cidadão encontra o poder público, transformando a escuta ativa em soluções concretas. É a comunidade, lado a lado com as forças de segurança, que nos guia na prevenção criminal e na construção de um futuro mais seguro e com melhor qualidade de vida para todos”, ressalta a vice-governadora, Celina Leão. Sob a coordenação da Subsecretaria dos Conselhos Comunitários de Segurança, criada neste ano, os encontros mensais têm se mostrado fundamentais para promover a escuta ativa das comunidades e fortalecer o diálogo entre sociedade civil, forças de segurança e representantes do governo. “É nesse espaço que escutamos as realidades locais, recebemos sugestões e buscamos soluções conjuntas para tornar a segurança mais próxima e resolutiva. A participação de mais de seis mil pessoas neste ano mostra o quanto a população tem se engajado nesse processo”, destaca o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. Em 2024, os Consegs registraram 232 reuniões e mais de 2,8 mil demandas | Foto: Divulgação/SSP-DF “Em 2024, os Consegs registraram 232 reuniões e mais de 2,8 mil demandas. Vimos, assim, a necessidade da criação de uma subsecretaria específica para os Consegs, o que aconteceu em janeiro deste ano. Isso representa um passo significativo para reconhecer e impulsionar os conselhos, que são fundamentais para a aplicação das políticas de segurança e representam uma verdadeira mudança na cultura participativa, com responsabilidade compartilhada e uma oportunidade para a comunidade, efetivamente, fazer parte da prevenção criminal e contribuir com a qualidade de vida das regiões”, completa Avelar. Atualmente, o DF conta com 46 conselhos ativos — sendo 36 em áreas urbanas e dez em zonas rurais — e dois novos em fase de criação, em Arapoanga e Samambaia. As demandas apresentadas nas reuniões abrangem desde perturbação do sossego, iluminação pública e segurança escolar, até trânsito, ocupações irregulares e proteção de grupos vulneráveis. A Polícia Militar do DF (PMDF) obteve o maior índice de resolutividade até setembro: 74,5% das 322 solicitações recebidas foram atendidas. [LEIA_TAMBEM]“Os Consegs vêm se consolidando junto à comunidade, aos órgãos de governo, às associações e às lideranças locais. Nosso compromisso com as devolutivas, ou seja, em dar retorno às demandas, têm fortalecido a confiança e ampliado a participação da sociedade”, afirma o secretário-executivo Institucional de Políticas de Segurança Pública, Paulo André Vieira. Área rural A expansão dos Consegs rurais tem sido uma das principais conquistas recentes do programa Segurança Integral, com a criação de mais um eixo de atuação, o Campo Mais Seguro. Existem dez conselhos rurais no DF: o Arie JK, Estrutural, Gama, Brazlândia, Ceilândia, Paranoá, Planaltina Rural, PAD-DF, Lago Oeste e São Sebastião — estes quatro últimos criados em 2025, em resposta direta às demandas das comunidades agrícolas e de áreas de divisa. “Os Consegs rurais têm papel estratégico para compreender as dinâmicas das comunidades agrícolas, das rotas de escoamento e das áreas de fronteira com outros estados” Gustavo Danzmann, subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública Do total de reuniões realizadas neste ano, 41 delas ocorreram em áreas rurais e reuniram cerca de 1,2 mil participantes, com 584 demandas processadas, voltadas principalmente à presença policial, patrulhamento rural, videomonitoramento e proteção da mulher. “A realidade do campo exige atenção diferenciada. Os Consegs rurais têm papel estratégico para compreender as dinâmicas das comunidades agrícolas, das rotas de escoamento e das áreas de fronteira com outros estados. É por meio desse diálogo que conseguimos planejar ações mais eficientes e sustentáveis para o meio rural”, explica o subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública, Gustavo Danzmann. *Com informações da SSP-DF
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GDF fortalece rede de proteção a mulheres em situação de violência
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) coordena, por meio de integração e do uso da tecnologia, ações de proteção à mulher, voltadas à garantia de cumprimento das medidas protetivas de urgência e à prevenção de novos episódios de violência doméstica e familiar. O Programa Segurança Integral consiste na articulação com a sociedade civil e na atuação conjugada entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais mediante o conjunto de eixos de segurança integral, que priorizam projetos, ações e serviços com o objetivo de promover resultados diretos e ou indiretos na redução sustentável dos índices de criminalidade e violência, no aumento da sensação de segurança e na melhoria das condições sociais gerais da sociedade com a promoção de direitos humanos. Mais de 2.600 pessoas estão sendo monitoradas pelos programas ou utilizaram em algum momento os aplicativos e dispositivos da SSP-DF | Foto: Divulgação/SSP-DF Em 2025, o Distrito Federal registrou 708 inclusões de monitoramento pelo Programa Viva Flor e 35 pelo Dispositivo de Proteção Preventiva. Ao todo, mais de 2.600 pessoas estão sendo monitoradas pelos programas ou utilizaram em algum momento os aplicativos e dispositivos. O número reflete o aumento da confiança na rede de apoio e a importância da atuação conjunta entre a SSPDF, a Polícia Civil (PCDF), a Polícia Militar (PMDF), o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), o Tribunal de Justiça (TJDFT) e a Defensoria Pública (DPDF). "Nosso trabalho é garantir que toda medida protetiva seja cumprida com rigor e sensibilidade, de forma a salvar vidas e interromper ciclos de violência" Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública “A proteção da mulher é uma prioridade da política de segurança pública do Distrito Federal. Nosso trabalho é garantir que toda medida protetiva seja cumprida com rigor e sensibilidade, de forma a salvar vidas e interromper ciclos de violência. Nenhuma mulher protegida pelo nosso sistema teve sua integridade violada. Por isso é tão importante, aos primeiros sinais de possível violência, que a vítima procure ajuda e denuncie”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. Monitoramento e resposta imediata Os programas atuam em várias frentes para assegurar o cumprimento das medidas judiciais e evitar reincidências. Entre as ações estão o monitoramento eletrônico de agressores em tempo real 24 horas por dia, o uso de dispositivos de alerta em casos de descumprimento, a fiscalização preventiva realizada pela PMDF e o acompanhamento especializado feito pela PCDF e pelas equipes técnicas da SSP-DF. Com base nas informações constantes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, edição de 2025, observa-se que no Distrito Federal foram contabilizados 2.247 registros de medidas protetivas descumpridas em 2023. Em 2024, o total foi de 2.097 registros de descumprimentos, registrando uma redução de 6,7%. Quando há indícios de descumprimento, as forças de segurança são acionadas imediatamente e o caso é comunicado ao Judiciário, garantindo uma resposta ágil e articulada. Desde o início dos programas foram registradas 120 prisões de monitorados Desde o início dos programas foram registradas 120 prisões de monitorados. Segundo a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Rozal, “a integração entre os órgãos é o principal diferencial do programa, pois cada ocorrência é tratada de forma coordenada, permitindo uma atuação mais efetiva e humanizada”. Apoio e articulação em rede A fiscalização do cumprimento das medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), é uma responsabilidade compartilhada entre as forças de segurança e o sistema de justiça. No Distrito Federal, a Polícia Militar (PMDF) atua de forma direta na verificação e acompanhamento preventivo, realizando atendimentos emergenciais e visitas periódicas a mulheres que possuem medidas em vigor. Já a Polícia Civil (PCDF) é responsável por investigar eventuais descumprimentos e comunicar imediatamente ao Poder Judiciário e ao Ministério Público quando houver violação. Além do acompanhamento policial, o programa trabalha de forma articulada com serviços de assistência social, saúde e acolhimento psicológico, garantindo às mulheres suporte contínuo e fortalecimento da autonomia O Poder Judiciário, por sua vez, tem a competência de determinar, alterar ou revogar as medidas protetivas, podendo adotar mecanismos adicionais de controle, como o monitoramento eletrônico. O Ministério Público (MPDFT) atua na fiscalização legal e na responsabilização do agressor, podendo oferecer denúncia em casos de descumprimento. De forma integrada, essas instituições trabalham para garantir a proteção efetiva das mulheres e a aplicação rigorosa da lei em todo o DF. A SSP-DF promove, ainda, palestras nos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs) voltadas à prevenção da violência de gênero e à ampliação da rede de proteção às mulheres. A proposta é levar formação prática, acessível e descentralizada a diferentes regiões administrativas, promovendo diálogo direto com as comunidades. Além do acompanhamento policial, o programa trabalha de forma articulada com serviços de assistência social, saúde e acolhimento psicológico, garantindo às mulheres suporte contínuo e fortalecimento da autonomia. Campanhas educativas e ações de conscientização também integram a estratégia, com foco na mudança de comportamentos e na prevenção da violência de gênero. “O enfrentamento à violência contra a mulher vai além da repressão. É um trabalho de reconstrução de confiança, fortalecimento de vínculos e empatia. A SSP-DF tem investido em políticas integradas que acolhem, protegem e previnem”, destacou o Chefe da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios, Marcelo Zago. [LEIA_TAMBEM]Como buscar ajuda A SSP-DF reforça que o papel da vítima é essencial para a efetividade das medidas protetivas. “Em situações em que a mulher, por diferentes razões, permanece convivendo com o agressor mesmo após a denúncia, o risco de revitimização aumenta significativamente, impossibilitando ações efetivas da segurança pública. Portanto, é fundamental que à partir da Medida Protetiva, haja o real afastamento do agressor”, declarou a diretora de Monitoramento de Pessoas Protegidas da SSP-DF, Andrea Boanova. Mulheres em situação de risco podem acionar imediatamente o 190, registrar a ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) ou pela Delegacia Eletrônica. *Com informações da SSP-DF
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