Consulta pública ouve população sobre imóvel para Centro de Atenção Psicossocial
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) divulgou, nesta segunda-feira (11), a abertura de consulta pública para identificar imóveis disponíveis para locação, no Plano Piloto, destinados ao funcionamento do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD III) Brasília/Candango. O objetivo é subsidiar estudo técnico preliminar e levantar as opções de mercado antes da publicação do edital. Todas as informações estão disponíveis no Diário Oficial do Distrito Federal, páginas 62 a 65. Atualmente, o Caps AD III funciona no Setor Comercial Sul, porém o imóvel utilizado não apresenta mais condições adequadas para a continuidade dos atendimentos. O serviço deve permanecer na região central por questões de territorialidade, continuidade do cuidado e integração com a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Serviço funciona 24 horas, atendendo pessoas com transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas | Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde DF Atendimentos O Caps AD III Candango atende cerca de 418 mil habitantes de regiões como Asa Norte, Asa Sul, Lago Norte, Lago Sul, Cruzeiro, Sudoeste, Varjão, entre outros. O serviço funciona 24 horas, inclusive fins de semana e feriados, atendendo pessoas com transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas. [LEIA_TAMBEM] Os interessados devem encaminhar as manifestações de interesse, assim como fotos do imóvel, para o e-mail: sucoas.dipac.gepos@saude.df.gov.br. Questionamentos também podem ser encaminhados para o mesmo e-mail, em até 10 dias úteis contados a partir da publicação. Serviço: Confira o texto completo da consulta pública aqui. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Caps AD do DF utilizam crochê como terapia contra a dependência química
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a dependência em drogas ilícitas ou lícitas seja, por si só, uma doença, e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF) possui diversos recursos para enfrentar esse problema no Distrito Federal. Com serviços que vão da atenção básica ao atendimento hospitalar, das consultas de rotina à emergência, há um expediente terapêutico que se mostra importante contra a dependência química: o crochê. “Quando trabalhamos com crochê, não ensinamos apenas a técnica. Trabalhamos a coordenação motora, o cérebro, novos aprendizados e conexões neurais", afirma a enfermeira Angelita Bandeira, que coordena a oficina de crochê do Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas (Caps AD) II de Santa Maria — também conhecido como Caps Flor de Lótus. Na atividade, Bandeira explica que os participantes desenvolvem importantes habilidades como lidar com a frustração e ter persistência. "Isso porque, às vezes, não conseguimos fazer o ponto de primeira ou algo sai errado no meio do caminho, obrigando-nos a desmanchar o trabalho e recomeçar", conta. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Para a profissional, a técnica serve também como meditação, serenando o ânimo de pacientes e servidores da unidade. “O crochê é igual à nossa vida: se você começar errado, lá na frente vai dar problema. Então, é melhor parar, respirar, desmanchar, recomeçar. A linha torna-se uma metáfora do agir. Se estou tensa, o ponto aperta; se estou tranquila, o ponto relaxa." Acesso à Raps As unidades básicas de saúde (UBSs) da SES-DF são a porta de entrada preferencial ao tratamento da população, responsáveis por cuidar de quadros psíquicos mais leves. Para casos de maior complexidade, a Raps conta com 18 centros de atenção psicossocial (Caps), destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluído aquele decorrente da dependência química. As unidades funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico — clique aqui para localizar o Caps mais próximo. Os centros atuam de forma articulada com a Atenção Primária, serviços hospitalares, assistência social, sistema de justiça e demais políticas públicas. “O tratamento vai além da abordagem clínica. Entre outros aspectos, os Caps contribuem para a garantia do acesso à saúde, como direito constitucional, o fortalecimento da autonomia e protagonismo do usuário, a reconstrução de vínculos familiares e comunitários, a inserção e reinserção social, assim como a redução de estigmas”, detalha a gerente do Caps AD II de Santa Maria, Adriana Câmara. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades. Álcool e outras drogas Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades No Caps AD II de Santa Maria, cerca de 90% dos usuários atendidos manifestam o abuso de bebida alcoólica, sendo esta a principal substância associada às demandas do serviço. “Trata-se de uma substância lícita, aceita culturalmente e presente em contextos sociais como festas familiares, encontros e celebrações, o que muitas vezes dificulta o reconhecimento do uso problemático e a adesão ao tratamento”, salienta Câmara. A gerente pontua diversos impactos observados tanto no âmbito individual quanto comunitário, como perda de vínculos pessoais, sofrimento familiar, violência e sobrecarga dos serviços públicos. “A maior complexidade ocorre quando o indivíduo decide interromper o uso e enfrenta sintomas intensos de abstinência, o que exige acompanhamento profissional qualificado e suporte contínuo." Paciência e recomeço Embora a dependência química seja uma condição crônica — na qual busca-se, sobretudo, o “controle”, não a “cura” —, é sempre possível combater a doença. Alexandre Frazão está em tratamento há 16 anos contra o alcoolismo, uma luta constante. “O crochê, porém, me ajuda na concentração e eu esqueço do problema. O vício não tem cura, é preciso ficar no tratamento e ter constância."[LEIA_TAMBEM] Terezinha de Jesus, por sua vez, combate a dependência do álcool há 20 anos. “Depois que comecei a fazer terapia, diminuí muito o consumo. Aqui a gente ouve, sente-se acolhido. O centro é um lugar onde você encontra pessoas iguais a você, um fortalece o outro. O conselho que eu deixo a quem também passa por isso é que procure ajuda. O alcoolismo é, sim, uma doença crônica, que vamos ter para o resto da vida. Todo dia é uma batalha." *Com informações da SES-DF
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GDF investe R$ 3,5 milhões em novo Caps 24h do Gama destinado a pacientes com transtornos graves
O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha na construção do novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Gama, que atenderá casos de transtornos mentais graves e persistentes. Com investimento de R$ 3,5 milhões, a unidade está em fase final de obras, no Setor Norte da região. Com infraestrutura principal já pronta, unidade terá 740 metros quadrados de área edificada | Fotos: Arquivo/Agência Brasília A infraestrutura principal já está instalada, incluindo redes de água, gás, energia e telecomunicações. Do tipo III, modelo mais completo, esse Caps funcionará 24 horas por dia. A unidade oferece assistência contínua, inclusive aos finais de semana e feriados, para adultos a partir dos 18 anos. O atendimento contará com leitos de acolhimento breve para estabilização clínica. “Ampliar a rede com novas unidades é honrar o compromisso de dar mais acesso a essa política pública tão importante” Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental Construído em um terreno de 3,5 mil metros quadrados, o projeto prevê 740 metros quadrados de área edificada, com ambientação voltada à convivência e ao cuidado diário. O equipamento terá espaços de atendimento individual, salas coletivas, refeitório, farmácia, áreas externas de convivência e acessibilidade integral. De acordo com a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a nova unidade demonstra o compromisso do governo com a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). “É o fortalecimento dessa política pública tão importante para todos nós”, afirma. “As demandas de saúde mental representam hoje um dos agravos à saúde que mais preocupam a população, então ampliar a rede com novas unidades é honrar o compromisso de dar mais acesso a essa política pública tão importante”. Demanda histórica e reforço na rede Ruber Gomes, diretor do Hospital Regional do Gama, comemora: “Por muitos anos, as famílias precisaram se deslocar até o Riacho Fundo em busca desse atendimento; agora, com esse Caps tipo III, a população será acolhida na própria região” A diretora regional de Atenção Secundária da Região Sul, Ângela Alves, explica que a implantação do Caps no Gama vem para somar à Rede de Atenção Psicossocial da região. “A equipe será multidisciplinar, formada por psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, entre outros profissionais”, enumera. O diretor do Hospital Regional do Gama (HRG), Ruber Paulo de Oliveira Gomes, lembra que o serviço atende uma demanda antiga. “Por muitos anos, as famílias precisaram se deslocar até o Riacho Fundo em busca desse atendimento; agora, com esse Caps tipo III, a população será acolhida na própria região”, observa. Estrutura pensada para acolher Loiane Cabral, diretora administrativa da Região Sul de Saúde: “A proximidade com a casa do usuário facilita o cuidado contínuo e reduz custos para as famílias” A diretora administrativa da Região Sul de Saúde, Loiane Cabral, destaca o caráter humanizado das instalações: “É uma edificação acolhedora, com jardins e referência residencial. Isso favorece o vínculo do paciente com o tratamento e com a equipe. A proximidade com a casa do usuário facilita o cuidado contínuo e reduz custos para as famílias. Muitos pacientes deixam de seguir o tratamento por não terem como pagar duas ou três passagens até o Riacho Fundo. Com o Caps aqui, isso muda. A proximidade com a residência é essencial”. [LEIA_TAMBEM]O engenheiro responsável pela obra, Pedro Henrique Florêncio Alves, confirma que o projeto tem diferenciais para promover o melhor acolhimento possível aos pacientes. “São ambientes amplos, com integração entre áreas internas e externas e espaços de convivência coletivos”, aponta. “É uma estrutura grande, pensada para acolher e atender diferentes demandas clínicas e terapêuticas”. Entre os ambientes previstos estão enfermarias femininas e masculinas, salas de atividades coletivas, cozinha completa, abrigo de resíduos e pátio interno. Rede de Atenção A Região de Saúde Sul já conta com um Caps voltado ao tratamento de álcool e outras drogas, em Santa Maria, que funciona em horário comercial. Com a chegada do Caps tipo III do Gama, a rede será ampliada, enquanto a oferta de cuidado especializado ganhará reforço. O Distrito Federal possui hoje 18 centros psicossociais em funcionamento, em diferentes modalidades. A previsão é que, após a conclusão das obras, seja iniciado o processo de contratação das equipes e definição dos fluxos internos de cuidado. Com isso, o GDF projeta ampliar o suporte em saúde mental na Região Sul e consolidar um modelo de atendimento humanizado, integrado e de acesso direto para quem mais necessita.
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SAMia: GDF lança aplicativo gratuito de inteligência artificial que fortalece cuidado em saúde mental
Em um cenário de crescentes desafios relacionados ao bem-estar mental, o Distrito Federal passa a contar, agora, com a SAMia — uma plataforma digital gratuita, lançada neste mês pela Secretaria de Saúde (SES-DF). A ferramenta utiliza inteligência artificial (IA) para orientar e direcionar a população aos serviços de saúde mental da rede pública. “No DF, observamos um aumento na demanda por serviços de saúde mental. Nesse sentido, otimizar a assistência é essencial. Nosso objetivo é oferecer um instrumento para direcionar cada indivíduo ao local correto e assegurar o atendimento mais adequado”, explica a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer. A ferramenta, porém, não substitui consultas médicas, acompanhamento psicológico ou avaliação psicossocial individualizada, nem realiza diagnósticos, prescrição de medicamentos ou tratamento terapêutico. O intuito é ampliar o acesso à Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A ferramenta utiliza inteligência artificial (IA) para orientar e direcionar a população aos serviços de saúde mental da rede pública. Conhecendo a SAMia O aplicativo está disponível para celular, de forma simples e segura, por meio do site da SES-DF. O uso é anônimo e não exige cadastro. É preciso informar apenas a idade e a região de moradia, o que contribui para indicar os serviços mais próximos, com garantia de privacidade e proteção dos dados. A plataforma pode ser utilizada tanto para atendimento próprio quanto para orientar terceiros. Ao acessar a SAMia, são apresentados questionários baseados em escalas públicas e validadas de saúde mental. Com base nas respostas, a IA realiza a triagem, avalia o nível de risco e indica o serviço mais adequado, como unidades básicas de saúde (UBSs), centros de atenção psicossocial (Caps), ambulatórios especializados e unidades de pronto atendimento (UPAs). Em situações de urgência, são disponibilizados contatos de emergência de forma imediata. Entre as funcionalidades oferecidas estão triagem automatizada para ansiedade e depressão, classificação de risco em níveis leve, moderado ou grave, encaminhamento conforme a região do usuário e conteúdos de apoio. Também estão disponíveis exercícios de respiração, meditação e visualização, além de vídeos motivacionais, materiais educativos e links para o Centro de Valorização da Vida (CVV). Mulheres em situação de violência doméstica encontram orientações sobre direitos, canais de denúncia e locais de atendimento. Além do atendimento à população, o aplicativo gera indicadores estratégicos para a SES-DF, auxiliando em uma gestão focada em dados e planejamento de serviços Especialista em saúde farmacêutica da Subsecretaria de Saúde Mental (Susam), Keyla Almeida explica que o uso responsável da IA é fundamental nesse tipo de cuidado. “A plataforma foi treinada para responder a perguntas relacionadas à saúde mental, o que é de extrema importância. Temos observado o aumento do uso de inteligência artificial sem o devido preparo, o que pode resultar em indicações perigosas”, alerta. Além do atendimento à população, o aplicativo gera indicadores estratégicos para a SES-DF, auxiliando em uma gestão focada em dados e planejamento de serviços. Plataforma segura A SAMia foi desenvolvida por meio de parceria entre a SES-DF, no âmbito da Susam, e o Instituto Aplicado de Seleção e Pesquisa (Iasp). Toda a plataforma está alinhada à Lei Distrital nº 37.844/2016, que defende a assistência integral e humanizada e o fortalecimento da Raps, bem como à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando um uso seguro e sem registro de informações pessoais dos usuários. *Com informações da SES-DF
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