Definida comissão julgadora do programa Jovem Senador 2026 no DF
A Secretaria de Educação (SEEDF) constituiu a comissão julgadora para selecionar as redações na etapa distrital do programa Jovem Senador 2026. As três melhores redações do Distrito Federal serão escolhidas até o dia 29 de maio e seguirão para a etapa nacional, coordenada pelo Senado Federal. A comissão é composta por três servidores da Diretoria de Ensino Médio (Diem) e da Subsecretaria de Educação Básica (Subeb). A equipe foi formada em conformidade com o regulamento do programa, com os seguintes representantes: · Augusto Perdigão Barros · Carina de Aquino Calheiros · Leandro Pereira Mendes Os jovens senadores de 2025 viveram a experiência de acompanhar de perto a rotina do Senado Federal durante uma semana | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Neste ano, os estudantes devem produzir redações com o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”. Na etapa regional, foi encaminhada à Diem uma redação representando cada Coordenação Regional de Ensino (CRE). Dessas, três serão selecionadas para a etapa nacional. É vedada a participação de estudantes que tenham sido jovens senadores em edições anteriores ou que sejam parentes até segundo grau, em linha reta, colateral ou por afinidade, de senador, de secretário de Educação do seu estado ou do Distrito Federal, ou de integrantes da equipe organizadora do programa Jovem Senador no Senado Federal, de coordenadores estaduais do programa e de membros das comissões julgadoras das escolas, das regionais de ensino, das secretarias de Educação e do Senado Federal. [LEIA_TAMBEM]As próximas datas do programa são: · Anúncio da escolha do jovem senador representante do DF pelo Senado Federal: até o dia 12 de junho; · Resultado nacional pelo Senado Federal: até o dia 26 de junho. Ao fim da etapa nacional, os autores das 27 redações selecionadas — um de cada unidade da federação — e seus professores orientadores terão a oportunidade de passar uma semana no Senado Federal, de 17 a 21 de agosto, e vivenciar de perto o ambiente legislativo. Em cada etapa, serão observados os critérios de avaliação previstos no regulamento do programa. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Aluna de escola pública de Ceilândia representa o DF em experiência parlamentar no Senado
O ano letivo de 2025 ainda não terminou, mas já trouxe momentos especiais para Maria Eduarda Alves, 17 anos, estudante do Centro de Ensino Médio (CEM) 10 de Ceilândia. Em agosto, acompanhada pela professora Celeste Maria Napoleão, a estudante representou o Distrito Federal no Programa Jovem Senador 2025. Ela participou de uma intensa agenda de atividades que uniu política, cidadania e turismo cívico, conhecendo de perto o funcionamento do Congresso Nacional e outros espaços de decisão do país. Antes de assumir uma cadeira no Senado, a representante da capital federal foi recebida na rampa do Congresso Nacional, com direito a tapete vermelho e banda ao vivo. Um ritual carregado de simbolismo, que antecedeu a diplomação, posse e o lançamento da exposição com as redações vencedoras do programa. Para Maria Eduarda, cada passo foi uma estreia: primeira vez no Plenário, na Comissão de Constituição e Justiça, respirando de perto o espaço onde a política brasileira é construída. “Foi emocionante, aproveitei cada oportunidade para aprender o máximo que eu pude”, contou a jovem, que representou o Distrito Federal ao lado de outros 26 estudantes de todo o país. Maria Eduarda Alves, do CEM 10 de Ceilândia, representou o Distrito Federal acompanhada pela professora Celeste Maria | Fotos: Divulgação/SEEDF Turismo cívico O grupo de estudantes viveu um verdadeiro mergulho no turismo cívico da capital, conhecendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e até as iniciativas sustentáveis do próprio Senado. Entre visitas, estudos e debates, havia sempre tempo para se encantar com cada detalhe de Brasília. Enquanto os estudantes dedicavam-se à elaboração de proposições legislativas, os docentes, como a professora Celeste, participaram de uma capacitação paralela — um espaço essencial para refletir sobre educação, cidadania e protagonismo estudantil. Seleção Maria Eduarda foi selecionada por meio do concurso de redação do programa, que neste ano teve como tema “Emergência Climática: pense no futuro, aja no presente”. O texto foi escolhido entre os melhores produzidos por estudantes da rede pública do DF e passou por uma seleção feita por comissões avaliadoras da SEEDF e do Senado. Maria Eduarda pretende cursar Relações Internacionais no ensino superior | Foto: Divulgação/SEEDF A parceria entre o Senado Federal e as secretarias estaduais de Educação objetiva promover o conhecimento sobre o processo legislativo e incentivar a participação política e cidadã dos estudantes da rede pública. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Estudante do CEM 10 de Ceilândia representará o DF no programa Jovem Senador 2025
A sexta-feira (27) foi de surpresa e emoção para a estudante Maria Eduarda Alves, 17 anos, do Centro de Ensino Médio (CEM) 10 de Ceilândia. Ela foi anunciada como a representante do Distrito Federal no programa Jovem Senador 2025, durante uma cerimônia realizada na própria escola. O anúncio foi feito por Emanuelle Lana, também de 17 anos, vencedora da edição de 2024 e aluna do CEM de Taguatinga Norte. Maria Eduarda comemorou a conquista e contou que já participou de outros projetos de protagonismo juvenil, como o Parlamento Estudantil da Câmara Legislativa do DF. A estudante Maria Eduarda Alves (centro) do Centro de Ensino Médio 10 de Ceilândia, é a vencedora do programa Jovem Senador 2025 pelo Distrito Federal | Fotos: Mary Leal/SEEDF Maria Eduarda participará da Semana de Vivência Legislativa, que ocorrerá de 5 a 9 de agosto, no Senado. “Amo política, e acredito que, quando a gente quer muito uma coisa e se esforça, a recompensa vem”, afirmou. Apaixonada pela área, ela já tem planos para o futuro: pretende cursar relações internacionais. Apoio de professores A seleção foi feita por meio de um concurso de redação com o tema “Emergência climática: pense no futuro, aja no presente”. O texto de Maria Eduarda se destacou entre os melhores produzidos por estudantes da rede pública do Distrito Federal e foi selecionado por comissões avaliadoras da SEEDF e do Senado. A professora de português Celeste Maria Napoleão, responsável pela orientação da redação vencedora, também foi homenageada. Ela destacou a importância da produção textual e da formação cidadã no ambiente escolar. “Estou muito feliz pela Maria Eduarda. O Jovem Senador é um concurso fantástico, que estimula os estudantes a refletirem sobre temas importantes. Levar nossos alunos a um espaço de decisões como o Senado é a cidadania sendo exercida de verdade”, disse. A professora de Português Celeste Maria Napoleão, responsável pela orientação da redação, e a estudante vencedora Maria Eduarda Alves Do pátio da escola ao plenário do Senado O programa é uma parceria entre o Senado Federal e as secretarias estaduais de Educação, com o objetivo de promover o conhecimento sobre o processo legislativo e incentivar a participação política de estudantes do ensino médio com até 19 anos completos até 31 de dezembro. O coordenador da Diretoria de Ensino Médio da SEEDF, João Tadeu Maia, destacou a importância do trabalho coletivo: “É muito emocionante ver o resultado de todo esse processo, que só acontece graças ao esforço conjunto das regionais de ensino, das equipes gestoras e dos professores”. [LEIA_TAMBEM]Neste ano, o DF registrou participação recorde na terceira etapa da seleção. Ao todo, mais de 160 mil estudantes de 4.202 escolas públicas de todo o Brasil enviaram suas redações. O coordenador do concurso no Senado, George Cardim, celebrou o alcance da edição de 2025 e destacou o aumento da presença feminina: 21 das 27 vagas foram ocupadas por meninas. Cardim também lembrou que, desde sua criação, o programa já realizou 16 concursos de redação, com mais de 2 milhões de estudantes participantes: “É um número expressivo, que mostra o impacto positivo da iniciativa na formação cidadã dos nossos jovens”. Experiência legislativa Durante a semana de atividades no Senado, os jovens senadores vivenciam o trabalho parlamentar: assumem cadeiras simbólicas, debatem propostas e aprovam sugestões que podem ser encaminhadas à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) da Casa. “Esses jovens tomam posse como senadores e discutem os problemas do país, além de apresentar sugestões que podem virar leis. Já temos 20 propostas em tramitação, algumas votadas em comissões e até no plenário”, explicou Cardim. Duas dessas sugestões, elaboradas por estudantes, foram aprovadas no ano passado e encaminhadas à Câmara dos Deputados. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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GDF leva curso de combate ao racismo para servidores do Senado
Cerca de 40 funcionários terceirizados da área de segurança e policiais legislativos do Senado Federal participaram, nesta terça-feira (26), do curso Letramento Racial, um projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) que leva aos órgãos públicos informações sobre a origem e as práticas de racismo ainda presentes na sociedade. Durante o curso, foi lançada, em parceria com o Senado, uma cartilha sobre equidade racial. O Letramento Racial no Senado prevê a capacitação de um total de 400 funcionários. Funcionários terceirizados da área de segurança e policiais legislativos do Senado Federal participaram do curso Letramento Racial, oferecido nesta terça (26) pela Secretaria de Justiça e Cidadania | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Desenvolvido pela subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial (Subdhir), da Sejus-DF, o Letramento Racial faz parte de uma extensa agenda de capacitação para que as pessoas entendam o que é, como combater e como se manifesta o racismo estrutural e institucional no país. A aula foi ministrada por Marina Morenna, professora da rede pública de ensino do DF e especialista em políticas públicas em gênero e raça. Sua apresentação abordou temas como as leis segregacionistas que proibiam aos negros o acesso à educação e o acesso a terras, adotadas em meados de 1830. Sessenta anos depois, outra medida foi instituída, a lei dos Vadios e Capoeiras, que considerava crime a prática da capoeira e do candomblé. Marina citou essas leis para mostrar como a população negra foi literalmente excluída da sociedade, e apontou que essa exclusão se verifica de maneira sutil nos dias atuais. “Por isso temos de lutar pela redução das desigualdades raciais, todas elas. Tivemos leis positivas, como a das cotas, que completará dez anos, mas precisamos de mais ações afirmativas, inclusivas e reparadoras”, defendeu. A professora considera necessário que haja mais oportunidades de formação de professores pelas universidades, porque a maioria dos docentes nas escolas públicas e privadas é branca. Segundo ela, o próprio parlamento tem poucos representantes da população negra, o que demonstra como é difícil para o negro conquistar espaço. Vítimas de racismo Antonia Ladyjane é funcionária terceirizada e faz parte do Comitê de Gênero e Raça do Senado Federal. Indígena e maranhense, ela já sofreu toda sorte de racismo e xenofobia, seja por sua origem, seja pela cor de sua pele. “Como educadora social, aprendi e ensino aos jovens que eles devem entender que são lindos com sua cor de pele, com seus cabelos. Já sofri muito por esse tipo de racismo. Hoje não mais”, disse. Ela fez questão de contar, também, que já participou do programa Direito Delas, da Sejus, por ter sido vítima de violência. Segundo ela, a iniciativa lhe deu segurança para nunca mais temer seu opressor e, hoje, tem orgulho de acolher muitas mulheres que ainda são vítimas de violência. “Aprendi e ensino aos jovens que eles devem entender que são lindos com sua cor de pele, com seus cabelos. Já sofri muito por esse tipo de racismo. Hoje não mais”, afirmou Antonia Ladyjane, funcionária terceirizada do Senado “São relatos como esse que nos estimulam ainda mais desenvolver ações que garantam segurança às mulheres. E com o curso de Letramento Racial no Senado, levamos a mensagem de que juntos somos capazes de combater o racismo. A cartilha lançada em parceria da Sejus com o Senado é o começo da construção de um novo momento”, comemorou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal
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