Setembro Amarelo reforça importância da escuta e do acolhimento
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Às vezes, o cuidado começa com uma pergunta simples: “Você está bem?”. Quando feita com atenção e acompanhada de uma escuta verdadeira, ela pode abrir espaço para que alguém fale sobre uma dor enfrentada em silêncio e encontre apoio para buscar ajuda. Foi com esse olhar que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) iniciou, nesta quinta-feira (10), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a programação do Setembro Amarelo, campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. Promovido pelo Projeto Acolher, o bate-papo “Atos de Acolhimento – Falar, acolher e agir pode transformar histórias” reuniu psicólogos, profissionais de saúde e representantes das forças de segurança para conversar sobre sofrimento emocional, sinais de alerta e formas de abordagem. O encontro também destacou a importância de estar disponível para ouvir e ajudar quem precisa de apoio. A abertura ocorreu em uma data simbólica, 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Ao longo do mês, a campanha percorrerá diferentes unidades administradas pelo Instituto, aproximando o tema da rotina dos colaboradores. Acolher começa pela escuta Nem sempre quem enfrenta um sofrimento intenso consegue pedir ajuda de forma direta. Por isso, mudanças de comportamento podem servir de alerta para familiares, amigos e colegas de trabalho. Isolamento, alterações importantes no sono, aumento do consumo de álcool e atitudes muito diferentes do habitual estão entre os sinais que merecem atenção. O chefe da Psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Sérgio Cabral Filho, explicou que o sofrimento psíquico pode se tornar intenso e persistente e que, nesses momentos, contar com uma rede de apoio faz diferença. “O adoecimento mental é multifatorial e causa um sofrimento persistente. Muitas vezes, a pessoa não quer acabar com a própria vida, mas com uma dor que se tornou insuportável”, explica. Acolher sem julgamentos e ajudar na busca por assistência profissional estão entre as formas de apoio. O psiquiatra também chama atenção para a automedicação, especialmente para o uso de psicotrópicos sem acompanhamento médico. “Nem todo medicamento utilizado por um conhecido é adequado para outra pessoa. O tratamento precisa considerar as necessidades de cada paciente”, alerta. Os psicólogos do Projeto Acolher, Igor Almeida, Anamaria Pugsley e Rafaela Redusino, também participaram da conversa e reforçaram a importância de abordar a saúde mental de maneira responsável. “Falar da prevenção ao suicídio e do tratamento em saúde mental é de extrema relevância, principalmente diante do aumento do adoecimento mental da população nos últimos anos”, afirma Igor. Manifestações de desejo de desaparecer ou morrer, planejamento de suicídio e tentativa de tirar a própria vida exigem atenção imediata. Nesses casos, a orientação apresentada durante o encontro é procurar os serviços da rede de saúde, como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros. Para Igor, quem está por perto não precisa ter todas as respostas. Ouvir com respeito, não minimizar o sofrimento e ajudar a pessoa a chegar ao atendimento adequado já são formas importantes de cuidado. Representantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal também compartilharam experiências de atendimento a pessoas em situações de crise. A aproximação cuidadosa, o diálogo e a escuta ativa estão entre as estratégias utilizadas para estabelecer vínculo e ajudar a pessoa a se reconectar com referências afetivas e com sua sensação de pertencimento. Com o mote “A vida é feita de atos”, a programação do Projeto Acolher seguirá ao longo de setembro nos hospitais, UPAs e áreas administrativas do IgesDF | Foto: Divulgação/IgesDF A psicóloga Rafaela Redusino ressaltou que situações de sofrimento psíquico exigem um olhar multidisciplinar, capaz de considerar a história e as necessidades de cada pessoa antes da definição da melhor conduta. Anamaria Pugsley chamou atenção para uma atitude que está ao alcance de todos: perceber quem está ao lado. “Às vezes, perguntar se está tudo bem já faz diferença. Há momentos na vida que nos desestruturam, e os vínculos com família, amigos e pessoas especiais ajudam a ressignificar essas experiências. O colega de trabalho, com quem passamos grande parte do dia, também pode fazer parte dessa rede de apoio”, afirma. Para a técnica de enfermagem do trabalho do HRSM, Hedriane Moreira, levar essa discussão para o ambiente profissional também ajuda a construir relações mais solidárias. “É importante enxergar a dor do outro, oferecer ajuda, escuta e acolhimento. Às vezes, uma conversa pode fazer toda a diferença”, destaca. Cuidado que percorre as unidades Com o mote “A vida é feita de atos”, a programação do Projeto Acolher seguirá ao longo de setembro nos hospitais, UPAs e áreas administrativas do IgesDF. As atividades serão adaptadas à realidade de cada unidade e à rotina dos profissionais. Para a chefe do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUQVT), Paula Paiva, ampliar o acesso à informação é uma das principais propostas da campanha. “Nosso objetivo é levar informação de forma clara e uniforme aos colaboradores de todas as unidades do IgesDF. O bate-papo marca o início da campanha e amplia esse alcance, inclusive com a transmissão on-line, que fica disponível para acesso posterior”, explica. Segundo Paula, a proposta vai além das atividades realizadas durante o mês e busca contribuir para que os profissionais reconheçam quando precisam de ajuda e saibam como apoiar quem enfrenta um momento de sofrimento. “Queremos falar sobre saúde mental de forma aberta e responsável, com profissionais capacitados, para que os colaboradores saibam reconhecer quando precisam de ajuda e também como acolher e apoiar um colega que esteja passando por um momento de sofrimento”, reforça. O Setembro Amarelo ajuda a colocar o tema em evidência, mas o acolhimento não precisa de data para acontecer. Pode começar no corredor do trabalho, em casa ou entre amigos. Perceber uma mudança, perguntar, ouvir sem julgar e ajudar alguém a procurar assistência são pequenos atos que, no momento certo, podem transformar uma história. *Com informações do IgesDF
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Setembro Amarelo: Saiba onde e como buscar apoio em saúde mental no DF
A campanha Setembro Amarelo traz a oportunidade de refletir sobre a importância de cuidar da saúde mental e reforçar as orientações de acesso aos serviços de suporte emocional. A rede pública de saúde do Distrito Federal dispõe de atendimento estruturado por níveis de complexidade, de acordo com a faixa etária e a gravidade de cada caso. O cuidado ocorre de modo contínuo ao longo de todo o ano, com foco no acolhimento, na prevenção de agravos e na abordagem não estigmatizante. A assistência conta com equipes multiprofissionais compostas por médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos e outros especialistas. Como apoio na identificação de sinais de sofrimento psíquico, o cidadão dispõe da assistente virtual SAMia, uma ferramenta digital e gratuita e em que o usuário é anônimo e que utiliza escalas validadas para indicar o serviço mais adequado. A rede de saúde do DF conta com equipes multiprofissionais com médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos para o atendimento de casos de saúde mental | Fotos: Divulgação Atenção primária e casos leves a moderados ⇒ As unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada preferencial para o acolhimento de casos leves a moderados, a exemplo de sintomas de ansiedade, depressão e estresse. ⇒ Público atendido: crianças, adolescentes, adultos e idosos. ⇒ Forma de acesso: demanda espontânea, sem a necessidade de agendamento prévio para a recepção inicial. ⇒ Endereço e localização: a orientação é ir à UBS de referência da região de residência, com consulta de endereços na ferramenta Busca Saúde UBS. Se houver necessidade de conduta especializada, a própria equipe da UBS solicita o encaminhamento. Cuidados voltados ao público infantojuvenil Para crianças e adolescentes com sofrimento emocional de intensidade moderada, a atenção primária e secundária opera mediante acesso regulado, ou seja, é necessário passar por consulta na UBS para ser encaminhado. Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (ComPP): ⇒ Perfil: atende transtornos mentais e sofrimento de intensidade moderada. ⇒ Público: crianças de até 11 anos, 11 meses e 29 dias. ⇒ Acesso: regulado, com consulta e encaminhamento prévio pela UBS. ⇒ Endereço: Setor Médico Hospitalar Norte (SMHN), Quadra 3, Conjunto 1, Bloco A. ⇒ Telefones: (61) 3449-4763 / (61) 98184-2216. O ComPP atende casos de transtornos mentais e sofrimento de intensidade moderada Adolescentro ⇒ Perfil: assistência multiprofissional para quadros moderados e necessidades do desenvolvimento juvenil. ⇒ Público: adolescentes de 12 a 17 anos, 11 meses e 29 dias. ⇒ Acesso: regulado via encaminhamento da UBS. ⇒ Endereço: SGAS 605, Lotes 33/34. ⇒ Telefones: (61) 3449-4748 / (61) 99271-6800. Nos casos de transtornos graves, persistentes ou crises psíquicas intensas para o público de até 17 anos e 11 meses, a referência são os centros de atenção psicossocial infantojuvenil (Capsis). O atendimento funciona por demanda espontânea (sem agendamento nem encaminhamento prévio), de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. ⇒ Capsi Asa Norte: SMHN, Quadra 3, Conj. 1, Bloco A | Telefones: (61) 3449-4754 / (61) 98184-2495. ⇒ Capsi Taguatinga: QNF, Área Especial nº 24, Taguatinga Norte | Telefones: (61) 3449-6682 / (61) 99124-2067. ⇒ Capsi Recanto das Emas: Quadra 307, Área Especial 1 | Telefone: (61) 3449-6903. ⇒ Capsi Sobradinho: Quadra 4, Área Especial, Lote 6 | Telefones: (61) 3449-5643 / (61) 99444-1343. O acolhimento é destinado a pessoas de todas as idades Atendimento a adultos nos Caps Os centros de atenção psicossocial (Caps) prestam suporte a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, além de atendimento especializado para demandas decorrentes do uso de álcool e outras drogas. A entrada ocorre por acolhimento direto e demanda espontânea. Caps II e Caps III (transtornos mentais graves e persistentes) ⇒ Público: adultos a partir de 18 anos nos Caps II e III (o Caps I, em Brazlândia, atende diversas faixas etárias). ⇒ Caps I Brazlândia (atendimento infantil, juvenil e adulto): Quadra 01, Área Especial 02, Setor Veredas | Telefones: (61) 2017-1300 / (61) 3449-6399. ⇒ Caps II Brasília: SHCE/Sul, Quadra 1409, Lote 01, Cruzeiro Novo | Telefones: (61) 3349-4755 / (61) 98184-2577. ⇒ Caps II Taguatinga: QNA 39, Área Especial 19, Taguatinga Norte | Telefones: (61) 3449-6680 / (61) 99294-0377. ⇒ Caps II Paranoá: Quadra 02, Conjunto K, Área Especial nº 01 | Telefones: (61) 3449-5317 / (61) 99103-7790. ⇒ Caps II Planaltina: Via W/L 04, Setor Hospitalar Oeste | Telefone: (61) 3449-5828. ⇒ Caps II Riacho Fundo: EPNB, km 04, Área Especial | Telefones: (61) 3449-5001 / (61) 3449-4998. ⇒ Caps III Gama: SNO, Quadra 02, Ponte Alta Norte. ⇒ Caps III Samambaia (aberto 24 horas): Quadra 302, Conjunto 05, Lote 01 | Telefone: (61) 3449-6906. Caps AD (Álcool e outras drogas) ⇒ Público: adultos e jovens a partir de 16 anos. ⇒ Caps AD II Guará: QE 23, Área Especial S/N, subsolo do Centro de Saúde nº 02, Guará II | Telefone: (61) 2017-1145, ramais 3781, 3782 e 3783. ⇒ Caps AD II Itapoã: Quadra 378, Conjunto A, Área Especial nº 04, Del Lago | Telefones: (61) 3449-5315 / (61) 99113-0736. ⇒ Caps AD II Santa Maria: Quadra 312, Conjunto H, Casa 12 – Santa Maria Norte | Telefone: (61) 2017-1145, ramais 5640 e 5641. ⇒ Caps AD II Sobradinho II: AR 17, Chácara 14 | Telefones: (61) 2017-1145, ramal 2115 / (61) 99830-4348. ⇒ Caps AD III Brasília Candango (aberto 24 horas): Setor Comercial Sul, Quadra 05, Bloco B, Loja 73 | Telefone: (61) 3349-4751. ⇒ Caps AD III Ceilândia (aberto 24 horas): QNN 16, Área Especial (próximo à estação Guariroba) | Telefone: (61) 3449-6151. ⇒ Caps AD III Samambaia (aberto 24 horas): QS 107, Conjunto 7, lotes 3 e 4, Samambaia Sul | Telefone: (61) 3449-6902. O Hospital de Base é um dos centros de referência em atendimento de saúde mental do DF | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Urgência, emergência e situações de crise Para quadros de risco iminente de suicídio, crises psiquiátricas graves ou tentativas de suicídio, o atendimento emergencial fica disponível 24 horas por dia nas seguintes estruturas: ⇒ Samu (192): acionamento telefônico de emergência em casos de risco iminente. ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais gerais: acolhimento contínuo para a estabilização de crises agudas. ⇒ Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e Hospital São Vicente de Paulo (HSVP): centros de referência para urgências e emergências psiquiátricas especializadas.
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Projeto "Em Todas as Cores: Saúde Mental e Saúde Integral" reúne mais de 200 pessoas em Vicente Pires
Mais de 200 pessoas participaram da primeira edição do projeto "Em Todas as Cores: Saúde Mental e Saúde Integral", realizada na manhã deste sábado (27), em Vicente Pires. A ação foi promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), que aproveitou os últimos momentos do Setembro Amarelo para reforçar a importância do cuidado com a saúde mental dentro da comunidade LGBTQIAPN+. Inclusão e empregabilidade foram alguns dos temas discutidos durante o encontro, organizado pela Coordenação de Políticas de Proteção e Promoção de Direitos e Cidadania LGBT (CoorLGBT). O debate evidenciou que a comunidade LGBTQIAPN+ segue sendo uma das mais afetadas por doenças como ansiedade, depressão e síndrome de burnout, motivadas pelo preconceito, assédio e exclusão profissional no mercado de trabalho. “Políticas públicas só fazem sentido quando chegam a todas as pessoas, sem distinção. Precisamos ouvir as necessidades da população e transformar isso em ações concretas que valorizem cada cidadão”, pontua o titular da CoorLGBT, Eduardo Fonseca. Eduardo Fonseca: "Políticas públicas só fazem sentido quando chegam a todas as pessoas, sem distinção. Precisamos ouvir as necessidades da população e transformar isso em ações concretas que valorizem cada cidadão” | Fotos: Guilherme Emanuel/Ascom Sejus Além dos debates, o público presente também pôde acessar serviços gratuitos de assistência jurídica, oficina de currículos, atendimento psicológico, auriculoterapia, avaliação física e nutricional. Lorraine Macedo, 57 anos, coordenadora do coletivo Força Trans, reforça que as políticas públicas em favor da comunidade LGBTQIAPN+ só serão efetivas de fato quando as famílias começarem a acolher seus filhos. “A transgeneridade não é uma escolha, é algo que nasce com a gente, e esconder quem somos adoece o corpo e a mente. Aconselho os pais a buscar informação para acolher seus filhos, pois dessa forma conseguiremos garantir saúde mental, dignidade e futuro para todos”, afirma. “A transgeneridade não é uma escolha, é algo que nasce com a gente, e esconder quem somos adoece o corpo e a mente", destacou Lorrane Macedo, coordenadora do coletivo Força Trans Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o cuidado integral com a saúde também significa garantir que toda a comunidade seja vista e acolhida em sua diversidade. “Saúde, educação, trabalho e dignidade são direitos básicos e precisam ser garantidos em rede, com governo, sociedade civil e movimentos sociais atuando juntos”, conclui a chefe da Sejus-DF. “Saúde, educação, trabalho e dignidade são direitos básicos e precisam ser garantidos em rede, com governo, sociedade civil e movimentos sociais atuando juntos" Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania O encontro contou com o apoio de instituições parceiras, como a Rede Interdisciplinar de Excelência (Riex), o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF), Remax Imobiliária, Igreja Cidade do Refúgio, Uneforense, Grupo Cirandinha, Fashion Campus, Espaço Terapêutico Pérola, Nutrox Nutrição Animal, Richard Doceria e Café, Portela Contabilidade, Yes Viagens e Enjoy It Perfumes. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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GDF reforça políticas de integração e cuidado para a população idosa
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem fortalecido políticas públicas voltadas à promoção do envelhecimento saudável e à garantia dos direitos das pessoas idosas. No Dia Nacional do Idoso, celebrado no próximo dia 1º de outubro — mesma data do Dia Internacional das Pessoas Idosas, instituído pela ONU —, as ações ganham destaque e reforçam a atenção a este público, que representa uma parcela crescente da população. Entre as principais iniciativas está o Programa Viver 60+, instituído em 25 de maio deste ano como política pública permanente pelo governador Ibaneis Rocha. Coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o programa oferece serviços gratuitos e integrados que promovem qualidade de vida, bem-estar físico e emocional, inclusão social e combate às violências contra a pessoa idosa. Este GDF tem fortalecido políticas públicas voltadas à população idosa | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília: Atualmente, o programa alcança mais de 7 mil pessoas em 34 polos espalhados por quase todas as regiões administrativas, com atividades de ginástica, dança, palestras, cultura, lazer e ações de saúde. No mês de outubro, a programação é intensificada, com destaque para a Conferência da Pessoa Idosa, o Baile Prateado e eventos intergeracionais que envolvem familiares e comunidades locais. Nesta sexta-feira (26), uma das ações ocorreu na Igreja Presbiteriana Renovada, em Santa Maria, reunindo cerca de 90 participantes em um bate-papo sobre saúde mental, alusivo à campanha Setembro Amarelo. A atividade integra o projeto “Flor por Onde Eu For”, que percorreu diversas cidades com o objetivo de fortalecer o apoio emocional e combater o isolamento. A subsecretária de Política para a Pessoa Idosa da Sejus, Dolores Ferreira, afirmou que com iniciativas como o Viver 60+ e a expansão dos serviços de saúde, o GDF busca assegurar envelhecimento digno, participativo e saudável, com foco na inclusão social e no combate ao etarismo.“O mês de outubro chama atenção para a importância de políticas públicas direcionadas à população idosa. Em 2030, teremos mais idosos do que jovens. É essencial garantir acolhimento, autonomia e prevenção de violências”, ressaltou. “O mês de outubro chama atenção para a importância de políticas públicas direcionadas à população idosa. Em 2030, teremos mais idosos do que jovens. É essencial garantir acolhimento, autonomia e prevenção de violências” Dolores Ferreira, subsecretária de Política para a Pessoa Idosa da Sejus Além das atividades físicas e sociais, o Viver 60+ conta com parcerias na área da saúde, como a realização de exames preventivos cardiovasculares e testes de doenças sexualmente transmissíveis, com acompanhamento gratuito por meio de clínicas parceiras. “O objetivo é prevenir riscos como infartos e derrames, oferecendo exames que podem não estar disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou o assistente social Eduardo Rikelme, do Instituto Chronos de Apoio à Pesquisa (Icape), um dos parceiros do programa Viver 60+. Voz da comunidade As ações têm impactado diretamente a vida dos participantes. Para a aposentada Maria Gorete Mota da Silva, de 69 anos, a convivência com mais pessoas da mesma faixa etária em aulas coletivas transformou a qualidade de vida. “Eu amo esse projeto, gosto muito dos exercícios e das danças. Fiz novas amizades e melhorei minha saúde física e mental”. A dona de casa Francisca Marques do Santos, também com 69 anos, reforça os benefícios da iniciativa: “Antes eu vivia em casa, sem sair. Agora me sinto melhor, com menos dores na coluna e mais disposição. Eu tenho muito problema de esquecimento e até isso está melhorando”. A dona de casa Francisca Marques destaca os benefícios do projeto: "Antes eu vivia em casa, sem sair. Agora me sinto melhor, com menos dores na coluna e mais disposição. Eu tenho muito problema de esquecimento e até isso está melhorando” Durante o evento desta sexta-feira em Santa Maria, profissionais de psicologia orientaram os idosos sobre formas de lidar com ansiedade, depressão e solidão, consequências que atingem grande parte da população idosa que sofre de isolamento. O psicólogo Felipe Junio de Jesus, diretor de programas para idosos na Sejus, destacou que a palestra aprofundou o tema e buscou trazer formas de comunicação para essa parcela da sociedade. “Quando a gente tem essas rodas de conversa, percebemos que aquele idoso que provavelmente estava passando por alguma situação de vulnerabilidade, às vezes até algum tipo de violência doméstica, começa a falar. Esse é o objetivo do programa, dar voz para quem às vezes não está sendo ouvido”. Segundo o profissional, a equipe já percorreu mais de seis cidades. Cartilha do Idoso e outros serviços A Sejus também lançou recentemente a Cartilha dos Direitos da Pessoa Idosa, com informações sobre garantias legais e o papel das famílias na proteção desse público. O material está disponível gratuitamente no site da secretaria. Na área da Saúde, o atendimento às pessoas idosas no DF é pautado pela Política Nacional da Pessoa Idosa, com foco na Atenção Primária, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), reforçando cuidados e envelhecimento ativo. As unidades oferecem acompanhamento integral com equipes multiprofissionais e atividades como o Circuito Multifuncional de Prevenção de Quedas, Práticas Integrativas em Saúde e Grupos que tratam do tabagismo. Para participar das atividades do Viver 60+ ou receber encaminhamento especializado, basta procurar a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) da região Para casos que exigem atenção especializada, há 10 Ambulatórios de Geriatria e Centros de Reabilitação com profissionais como geriatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos. Apenas no primeiro semestre de 2024, foram realizados 824 atendimentos voltados à saúde da pessoa idosa na rede pública. O cuidado, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), deve começar antes dos 60 anos, com foco na prevenção de doenças crônicas e na manutenção da autonomia e funcionalidade. O programa Viver 60+ está presente em 34 polos espalhados pelo Distrito Federal e oferece atividades físicas, culturais, sociais e de promoção da saúde para pessoas com 60 anos ou mais. Ações contínuas são ofertadas durante todo o ano, com programação especial no mês de outubro. Para participar das atividades ou receber encaminhamento especializado, basta procurar a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) da região. Mais informações estão disponíveis no site da Sejus.
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