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Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

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IgesDF supera 1,2 mil contratações em 2026

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Entre janeiro e agosto de 2026, 1.234 profissionais passaram a integrar as equipes das unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). As contratações alcançaram áreas diretamente ligadas à assistência, como medicina, enfermagem e equipes multiprofissionais, além de setores administrativos e de apoio. No período, o instituto abriu 98 processos seletivos para formação de cadastro reserva, que receberam 48.769 inscrições. Os profissionais aprovados podem ser convocados conforme a necessidade dos serviços e os critérios estabelecidos em cada edital. Entre os profissionais que passaram a integrar as equipes assistenciais está a médica clínica Janimar Lago, atualmente lotada na UPA de Sobradinho. Natural de Chapecó (SC), ela está em processo de mudança para Brasília e viu no IgesDF a possibilidade de construir uma nova trajetória profissional. “Procurava uma instituição sólida, que oferecesse suporte às equipes e transmitisse segurança. Participei de algumas seleções e fui aprovada para atuar na região de Sobradinho, mas continuo concorrendo a outras vagas da rede e aguardo uma possível convocação para o Hospital de Base”, relata. Também entre as novas contratações está Vanessa da Mata, auxiliar de farmácia no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Ela participou da integração realizada na última quinta-feira (3/9), etapa que antecede o início das atividades no Instituto. Com experiência anterior em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Luziânia (GO), Vanessa comemora a oportunidade de continuar atuando na área e iniciar uma nova etapa profissional. “Já trabalhava na área e estou muito feliz por conquistar esta oportunidade. É um novo desafio, uma nova etapa da minha carreira. Estou bastante ansiosa para começar”, conta. A integração também é um momento de acolhimento para quem está chegando | Foto: IgesDF A integração também é um momento de acolhimento para quem está chegando. Sempre que possível, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, participa da recepção para conversar com os profissionais que iniciam uma nova etapa no Instituto. “Quando a gente recebe um novo colaborador, não está apenas preenchendo uma vaga. Está recebendo uma pessoa que chega com uma história, com sonhos, expectativas e vontade de fazer a diferença. Por isso, faço questão, sempre que posso, de estar nas integrações, me apresentar e dar as boas-vindas pessoalmente. Quero que quem está chegando saiba que é importante para o IgesDF e que o trabalho de cada um tem impacto direto na vida de quem precisa do nosso atendimento”, avalia Eliane. As contratações também alcançam áreas administrativas. David Carvalho vai atuar na Coordenação de Protocolo e Arquivo do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Para ele, a chegada ao Instituto representa a oportunidade de ampliar a experiência profissional e conhecer de perto a rotina da unidade. “É uma conquista muito importante para mim. Sei da responsabilidade do trabalho desenvolvido aqui e estou motivado para aprender, colaborar com a equipe e fazer parte dessa missão de atender a população com qualidade”, afirma. Julho concentra maior número de seleções Dos 98 processos seletivos abertos até agosto, 51 foram realizados no primeiro semestre, período que registrou 19.905 inscrições. Março teve o maior número de seleções nessa primeira metade do ano, com 14 processos, enquanto junho concentrou o maior volume de inscrições, com 7.534. Em julho, foram abertos 31 processos seletivos, o maior número registrado em um único mês em 2026, com 20.265 inscrições. Em agosto, outros 16 processos receberam 8.599 inscrições. Somados, os dois meses contabilizaram 47 seleções e 28.864 inscrições. Ao longo do ano, as seleções contemplaram diferentes especialidades médicas, entre elas pediatria, urologia, cirurgia pediátrica, oncologia, nefrologia, cardiologia, anestesiologia, neonatologia, cirurgia vascular, terapia intensiva pediátrica, emergência, hematologia e hemoterapia, otorrinolaringologia, pneumologia, infectologia, radiologia, endocrinologia, psiquiatria, oftalmologia e cirurgia cardiovascular. Nos meses de julho e agosto, foram abertas ainda seleções para cardiologia intervencionista e hemodinâmica, medicina nuclear, oncologia, pediatria, intensivismo adulto e regulação médica. Na enfermagem, houve processos para profissionais de atendimento pediátrico, UTI neonatal, UTI adulto, oncologia e hematologia, ambulatório, centro cirúrgico, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e nefrologia. Para técnicos de enfermagem, as áreas contempladas incluíram centro obstétrico, atendimento pediátrico, UTI neonatal, medicina nuclear, psiquiatria, neurologia, mobilidade e urgência e emergência. As seleções também abrangeram profissionais de fisioterapia, farmácia, nutrição, psicologia hospitalar, fonoaudiologia, serviço social e laboratório. O IgesDF é responsável pela gestão do Hospital de Base, do Hospital Regional de Santa Maria e de 13 Unidades de Pronto Atendimento do Distrito Federal. Os processos seletivos são publicados de acordo com as necessidades das áreas e destinados à formação de cadastro reserva. Os interessados podem acompanhar os editais, consultar os requisitos e conferir as oportunidades disponíveis no portal de processos seletivos do IgesDF.   *Com informações do IgesDF

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Teleconsulta registra 80% de efetividade nas UPAs do DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Os serviços de telemedicina e telepediatria estão consolidados como uma das principais ferramentas de agilidade no atendimento de pacientes de baixa complexidade nas 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF. O modelo, idealizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), apresenta taxa de resolutividade de aproximadamente 88% — ou seja, em apenas 12% dos casos houve necessidade de conversão para atendimento médico presencial. Desde a implementação, em maio do ano passado, já foram feitos 35.636 atendimentos do tipo.  “É um projeto pioneiro do próprio Iges-DF, não é uma contratação de serviço terceirizado. A gente aproveita a própria mão de obra do IgesDF, integrando profissionais que, por limitações ou condições como a gestação, estariam afastados da linha de frente presencial. A dinâmica é voltada aos casos leves e tem sido um sucesso absoluto. A gente quer levar esse programa também para os nossos hospitais, para classificação na porta do hospital", destacou a governadora Celina Leão durante visita técnica à UPA de Sobradinho, nesta segunda-feira (10/8). Celina Leão: " A gente quer levar esse programa também para os nossos hospitais, para classificação na porta do hospital" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília Atendimento unificado Pelo formato, o paciente permanece acolhido fisicamente na UPA, com acesso a exames, medicamentos e reavaliação médica contínua. Se houver necessidade de exame físico presencial detalhado ou se o quadro clínico se agravar, o médico remoto converte o atendimento imediatamente para a equipe presencial. "[A teleconsulta] dá fluidez aos atendimentos de porta e ao tempo de espera e de permanência" Eliane Souza de Abreu, presidente do IgesDF Para a presidente do IgesDF, Eliane Souza de Abreu, a iniciativa ajuda a acelerar o fluxo de atendimentos. "Isso dá fluidez aos atendimentos de porta e ao tempo de espera e de permanência. São todas as unidades praticando o mesmo método e entendendo que é eficaz para atender o grande volume de porta que a gente tem nas unidades de pronto atendimento", explica, ao ressaltar que o formato também atende crianças.  "Em todas as unidades que atendem pediatria, a gente também conta com o método de teleconsulta, exatamente porque, em períodos de sazonalidade, quando a gente tem um aumento expressivo do volume de crianças à nossa porta, esse método dá vazão e fluidez aos atendimentos", acrescenta a gestora.  O gerente da UPA de Sobradinho, Amilton Xavier, explica que os atendimentos remotos são feitos em uma estrutura específica dentro da UPA. "A teleconsulta é uma importantíssima estratégia que contribui muito para dar vazão aos pacientes classificados como não urgentes, que não necessitam de exames físicos detalhados imediatos. A gente tem na unidade a sala onde o paciente é recebido, com o monitor de televisão, a câmera e um técnico de enfermagem que acompanha o paciente durante toda a consulta. O médico fala ao vivo com o paciente, o paciente passa suas queixas para o médico. Feito o atendimento, o médico manda para a impressora da UPA toda a papelada que o paciente precisa", detalha.  Durante os mais de 35 mil atendimentos feitos, foram registrados: 21.225 medicamentos administrados diretamente nas unidades; 10.103 exames laboratoriais solicitados e coletados;  4.801 exames de imagem feitos para apoiar o diagnóstico. Corpo de trabalho A presidente do IgesDF afirma que os profissionais da telemedicina são aqueles que, por algum motivo, estão afastados do atendimento presencial. Assim, o projeto também resolve uma questão de gestão de pessoas e direitos trabalhistas.  "O programa nasce com a necessidade de acolher as médicas gestantes, que a gente precisa tirar da assistência direta. A gente, então, coloca essas gestantes no teleatendimento para garantir o que é direito delas por lei. Isso é bom para a população, que tem o atendimento garantido, e é bom para o instituto, que concede o direito às gestantes. A gente consegue, então, equilibrar todas as necessidades, seja da população, seja do colaborador contratado pelo instituto", completa Eliane.  Gestão com base em dados Outro grande diferencial técnico do sistema é a gestão dinâmica de demanda via painel de business intelligence (BI). "Nosso projeto mapeia as portas de calor das UPAs. Se identificamos que uma unidade em determinada região está superlotada, destinamos a força médica de operação remota para acolher prontamente esses pacientes e desafogar a recepção física. Nossa intenção é acolher o doente na primeira queixa aguda, como uma infecção urinária, antes que o quadro se degenere para uma condição mais grave, como uma pielonefrite no dia seguinte", observa Amandha Roberta Dias, chefe do Núcleo de Telessaúde do IgesDF.  Amandha Roberta Dias garante que o horário de atendimento na UPA será extendido: "Queremos acolher o trabalhador que sai do serviço e necessita de um atendimento rápido e garantido" Para ampliar o acesso e acolher as demandas de saúde de forma ágil, o IgesDF vai expandir o horário de funcionamento dos atendimentos remotos. "A implantação da teleconsulta ocorreu de forma gradual nas regiões administrativas e hoje temos dados consolidados. Diante disso, vamos expandir o horário de funcionamento, que antes era de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, para o período das 7h às 22h. Queremos acolher o trabalhador que sai do serviço e necessita de um atendimento rápido e garantido. Além disso, passaremos a atender aos sábados e domingos, das 7h às 19h", informa Amandha. Saiba como é o fluxo assistencial da teleconsulta: Chegada e triagem: o paciente retira a senha no totem da unidade, tanto para clínica médica quanto para pediatria; Classificação de risco: o enfermeiro avalia os sintomas e identifica se o paciente atende aos critérios de elegibilidade para o atendimento remoto; Consentimento: o paciente é convidado a participar e, caso aceite, assina o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE); Sala especializada: o paciente é encaminhado a um consultório exclusivo de telessaúde, equipado com monitor de TV, câmera e suporte tecnológico. Ele é acompanhado em tempo integral por um técnico de enfermagem local; Consulta por vídeo: o médico remoto faz a anamnese e define a conduta; Desfecho: receita médica, atestado ou solicitações de exames são enviados remotamente para a impressora do consultório na UPA. Caso necessite de medicação, o paciente é encaminhado à sala de medicação física da própria unidade.  

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GDF investe R$ 17,5 milhões em construção de primeira UPA de Taguatinga

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Na manhã desta terça-feira (21/7), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, fez uma visita técnica às obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Taguatinga Sul. Foram investidos R$ 17,46 milhões na construção do espaço. A nova unidade terá a capacidade de ampliar a assistência de urgência e emergência na região, reforçando a rede pública de saúde do Distrito Federal. A UPA de Taguatinga Sul funcionará 24 horas por dia e será destinada a atendimentos de baixa e média complexidade, com 63 leitos disponíveis. Celina Leão destacou que nova UPA vai desafogar o movimentado HRT | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília “A UPA de Taguatinga é muito especial porque nós não tínhamos nenhuma aqui, que é uma das maiores cidades do Distrito Federal. Hoje, nós temos um hospital que já está sobrecarregado, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), e eu tenho certeza que a construção dessa unidade vai atender à necessidade da população de Taguatinga e região adjacente”, comentou a chefe do Executivo, afirmando que a unidade de saúde trará conforto e comodidade à população. A estrutura da edificação já conta com lajes de cobertura concluídas, enquanto seguem em execução a alvenaria, as platibandas e a rede de drenagem externa. No interior da unidade, estão sendo instalados os sistemas de climatização, redes elétrica, de incêndio, gases medicinais, lógica e dados, além da execução dos revestimentos das paredes. A unidade vai desafogar hospitais e garantir maior agilidade no atendimento. Durante a visita, a governadora do DF adiantou que a UPA terá um tomógrafo próprio.  A primeira UPA de Taguatinga funcionará 24 horas por dia e será destinada a atendimentos de baixa e média complexidade, com 63 leitos disponíveis Para o administrador de Taguatinga, Ezequias Pereira da Silva, a unidade de atendimento chega em momento oportuno para a região, sobretudo por desafogar as demandas do HRT. “[O local] de instalação tem alta demanda. Nós não temos hospital público na área sul de Taguatinga, apenas na área norte, então a UPA vem em um momento muito importante para as demandas da nossa cidade”, disse.

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Governadora inaugura Caps III no Gama com atendimento 24 horas em saúde mental

A rede pública de saúde do Distrito Federal ganhou um reforço no atendimento em saúde mental. A governadora Celina Leão entregou, nesta quinta-feira (2), o novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps III) do Gama, em que foram investidos cerca de R$ 4 milhões. A unidade, localizada na Quadra 2 do Setor Norte, foi construída para atender, principalmente, moradores do Gama e de Santa Maria com transtornos mentais graves e persistentes.  Durante a solenidade, a chefe do Executivo destacou a importância do acolhimento na saúde mental e descreveu o equipamento como uma ampliação ao atendimento para além das unidades de pronto atendimento (UPAs).  Celina Leão: "Muitas pessoas procuravam a emergência por uma crise de ansiedade, uma depressão ou uma tentativa de suicídio. Uma pessoa nesse quadro precisa de acolhimento. Esse espaço é especializado para a saúde mental" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília "Quase 30% dos atendimentos nas UPAs foram para saúde mental. Isso significa que muitas pessoas procuravam a emergência por uma crise de ansiedade, uma depressão ou uma tentativa de suicídio. Uma pessoa nesse quadro precisa de acolhimento. Esse espaço é especializado para a saúde mental, com uma equipe que vai conseguir fazer esse tipo de acolhimento, cuidar de quem muitas vezes não consegue expressar o que está sentindo", afirmou Celina Leão. Com investimento de cerca de R$ 4 milhões, o novo Caps III, com 741 m², fortalece a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde e amplia o acesso aos serviços especializados em saúde mental na Região Sul. A unidade atenderá, principalmente, moradores do Gama e de Santa Maria, beneficiando uma população estimada em 260 mil habitantes.  A previsão é que outras unidades do Centro de Atenção Psicossocial sejam inauguradas em breve. “Faz parte de um conjunto de emendas. Dois Caps já estão prontos: aqui no Gama e o do Recanto das Emas. Nós temos mais duas unidades para as quais vamos assinar as ordens de serviço, em Taguatinga e Ceilândia”, anunciou Celina Leão.   Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o novo Caps do Gama vai impactar a qualidade de vida e o acolhimento da população. "Essa entrega e as muitas outras que virão relacionadas à saúde mental vão trazer melhor qualidade de vida, vão cuidar de famílias, porque uma pessoa depressiva, uma pessoa com ansiedade, a família toda adoece. Não é só a pessoa, e sim uma família adoecida que não consegue ter uma vida vida normal”, afirmou o gestor. Atendimento especializado O novo Caps terá atendimento 24 horas, com equipe multiprofissional de prontidão para acolhimento noturno também O Caps III é um serviço especializado do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para o atendimento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. O diferencial é o funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia, incluindo acolhimento noturno para pacientes em situação de crise, com multiprofissionais. A inauguração representa o fim de uma espera histórica para os moradores da região e fortalece a rede de saúde mental do DF. Para a gerente da unidade, Adriana Câmara, a entrega do equipamento é um presente para a comunidade, fruto de uma demanda de mais de 15 anos. "Inicialmente, vamos atender até as 22h, até organizar a equipe e o trabalho todo. Mas já vamos estar de portas abertas, é um serviço de portas abertas. Esses pacientes hoje são atendidos no Riacho Fundo. Então, agora eles vão ser atendidos no próprio território", celebra a gestora, ao destacar que a nova estrutura possui leitos de acolhimento integral.  "Esse paciente tem que voltar a estudar e a trabalhar. O nosso trabalho é esse, isso faz parte do tratamento" Adriana Câmara, gerente do Caps III do Gama Segundo a gerente, o foco será o atendimento humanizado e a reinserção social dos usuários por meio de oficinas e atividades externas. "O modelo de Caps não é trabalhar só dentro da estrutura, a gente trabalha no território também. Então, esse paciente tem que voltar a estudar e a trabalhar. O nosso trabalho é esse, isso faz parte do tratamento”, ressalta Adriana, ao comentar a estrutura da unidade. A unidade do Gama entra, agora, na etapa final de preparação para o início das atividades. Nesse período, serão concluídos os treinamentos das equipes, a instalação dos equipamentos e a organização dos fluxos de atendimento. O espaço dispõe de duas salas grandes para grupos, pacientes e familiares. A previsão é que o local ofereça cursos para geração de renda, como crochê e horta. A expectativa é que o Caps acolha em média 100 pessoas por dia. Moradora do Gama, Maria José Rezende, de 83 anos, destacou a qualidade da nova estrutura e o impacto positivo para a região. "Vai ser um bálsamo para as pessoas e vai ajudar a desafogar um pouco as outras cidades. Está muito bonito. Tem lugar para tudo, salões para atividades, as salas são muito arejadas. O Gama merece. Acho que é um dos melhores Caps que temos. As pessoas que precisam de um psicólogo, de um psiquiatra, de um acompanhamento, de um tratamento sério agora não vão ter que se deslocar para outros lugares", celebrou a aposentada. Maria José Rezende: "Vai ser um bálsamo para as pessoas e vai ajudar a desafogar um pouco as outras cidades" [LEIA_TAMBEM]Novos Caps no DF Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 Caps distribuídos pelas regiões de saúde conforme a demanda da população e a complexidade do atendimento. As unidades oferecem assistência especializada a pessoas com transtornos mentais e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com equipes multiprofissionais e diferentes modalidades de cuidado, que incluem atendimentos diurnos e, em alguns casos, acolhimento integral. A rede será ampliada com mais novas unidades. Além dos Caps inaugurados no Gama e no Recanto das Emas, o GDF prevê o início das obras de um Caps Infantojuvenil em Ceilândia e de um Caps Álcool e Outras Drogas em Taguatinga, com investimento superior a R$ 10 milhões. As futuras estruturas contarão com consultórios, enfermarias, salas de medicação, áreas de convivência e espaços voltados ao acompanhamento clínico e psicossocial dos pacientes. Além disso, recentemente a governadora entregou a nova sede do Caps no Cruzeiro. O local já está aberto ao público, com capacidade para atender até 1,2 mil pessoas com transtornos mentais severos e sofrimento psíquico. *Colaborou Jak Spies  

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