Resultados da pesquisa

Unidade de pronto atendimento (UPA)

Thumbnail

Mais de 8 mil pessoas procuraram atendimento odontológico nas UPAs do DF em 2025

Dor intensa, infecções, traumas e situações que afetam diretamente a qualidade de vida encontram resposta imediata nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal. Entre os serviços que se destacam no cuidado integral à população está o atendimento odontológico de urgência e emergência, um diferencial que reforça o compromisso do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) com um SUS mais humano, acessível e resolutivo. Ao longo de 2025, as UPAs de Ceilândia 1, Samambaia, Sobradinho, Núcleo Bandeirante e Recanto das Emas realizaram 8.605 atendimentos odontológicos. Os números traduzem a importância do serviço e, mais do que estatísticas, representam pessoas que encontraram alívio para a dor e acolhimento em momentos de urgência. Arte: Divulgação/IgesDF Segundo o superintendente das UPAs, Francivaldo Soares, o atendimento odontológico integra de forma estratégica a Rede de Atenção às Urgências e Emergências. “As UPAs oferecem assistência odontológica voltada exclusivamente para situações que exigem intervenção imediata, como dores intensas, infecções, abscessos, fraturas dentárias e hemorragias. Isso garante cuidado rápido, evita agravamentos e reduz a sobrecarga dos prontos-socorros hospitalares”, explica. Os serviços incluem procedimentos como drenagem de abscessos, extração de dentes, tratamento de inflamações, abertura do dente para tratamento do nervo e realização de curativos, além de ajustes na mordida e retirada de objetos estranhos da boca e do rosto. Todo o atendimento é realizado por equipes qualificadas, formadas por cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal, com apoio de estrutura adequada, equipamentos e insumos necessários para garantir segurança e eficácia. O fluxo de atendimento segue o mesmo padrão das demais demandas da UPA. O paciente chega por demanda espontânea, passa pelo acolhimento com classificação de risco e, ao ser identificada a urgência odontológica, é encaminhado para o consultório. “Esse processo garante que quem realmente precisa de atendimento imediato seja assistido com rapidez e segurança”, destaca Francivaldo. "Quando esse cuidado é organizado dentro da rede, com equipe capacitada e protocolos definidos, o paciente recebe um atendimento mais seguro, resolutivo e humanizado" Edson Gonçalves, diretor de Atenção à Saúde do IgesDF Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, garantir o atendimento odontológico de urgência nas UPAs é uma decisão estratégica da assistência. “Situações de dor, infecção e trauma exigem resposta imediata. Quando esse cuidado é organizado dentro da rede, com equipe capacitada e protocolos definidos, o paciente recebe um atendimento mais seguro, resolutivo e humanizado”, completa. Quando a dor exige resposta imediata Na UPA de Samambaia, o impacto do atendimento odontológico aparece no cuidado diário prestado à população. A coordenadora multiprofissional Izabela de Moraes ressalta que o serviço é essencial para aliviar o sofrimento imediato e prevenir complicações graves. “Uma infecção dentária não tratada pode evoluir e colocar a vida do paciente em risco. Atuar rapidamente evita perdas dentárias, internações e agravos à saúde geral”, pontua. Maria Aparecida de Sousa, 47 anos, encontrou acolhimento em um momento delicado. “Cheguei com muita dor e fui rapidamente atendida. Sei que preciso de acompanhamento, mas a forma como fui tratada aqui me deu coragem para continuar cuidando da minha saúde”, relata. Cuidado que vai além da urgência Na UPA do Recanto das Emas, o atendimento odontológico também incorpora ações educativas. Após uma experiência positiva com pacientes em observação médica, a equipe passou a repetir a iniciativa pelo menos duas vezes por semana, reforçando a importância da higiene bucal e dos cuidados preventivos. Laís Kelly Guerra e Evaine Nonato buscam entender a realidade de cada paciente para que seja feito um atendimento humanizado A dentista Laís Kelly Guerra, uma das idealizadoras da ação, explica que o objetivo é compreender a realidade de cada paciente. “Mesmo em situações de urgência, aproveitamos o momento para orientar sobre higiene bucal. Muitas pessoas nunca usaram fio dental ou passaram por um dentista. Garantir informação também é cuidar”, afirma. A técnica em saúde bucal Evaine Nonato reforça esse olhar humanizado: “Muitos pacientes chegam desesperados, pedindo soluções drásticas. Nosso papel é acolher, explicar o que pode ser feito naquele momento e encaminhar para a UBS quando é necessário acompanhamento. Isso dá segurança e continuidade ao cuidado.” Alyne Veras foi atendida e aprovou o serviço: "Vim com dor no dente e saí aliviada. Dou nota dez para a equipe" [LEIA_TAMBEM]Para quem passa pelo atendimento, a diferença é percebida na prática. Alyne Veras, 32 anos, paciente atendida na UPA, relata a experiência positiva. “Aqui na região é difícil conseguir atendimento odontológico, então ter esse serviço na UPA faz toda a diferença. Fui atendida rápido, com muito cuidado. Vim com dor no dente e saí aliviada. Dou nota dez para a equipe”, conta. Ao fortalecer o atendimento odontológico de urgência nas UPAs, o IgesDF amplia o cuidado e qualifica a resposta da rede às demandas imediatas. Para o superintendente das UPAs, Francivaldo Soares, esse modelo garante segurança e resolutividade. “Ao atender a urgência no momento certo, evitamos agravamentos, reduzimos internações e orientamos o paciente para o acompanhamento adequado na Atenção Primária”, destaca. *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

Referências no horário noturno, UBSs de Águas Claras, Ceilândia e Paranoá registraram 90 mil atendimentos em três anos

As unidades básicas de saúde (UBSs) 1 de Águas Claras, 7 de Ceilândia e a 1 do Paranoá são as mais procuradas pela população no período noturno, segundo levantamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O relatório, feito com dados do Sistema InfoSaúde, mostra que os três equipamentos registraram, juntos, 89.474 atendimentos de janeiro de 2022 a outubro deste ano. Todas ultrapassaram a média geral de serviços no horário, que é de 12,99%. A UBS 7 de Ceilândia ocupa o primeiro lugar no ranking: os atendimentos noturnos equivalem a 24,55% do total — quase o dobro do índice geral. A unidade com melhor desempenho promoveu 155.268 assistências no período analisado, dos quais 38.114 ocorreram de 18h às 22h. Com isso, segundo o relatório da SES-DF, é possível afirmar que aproximadamente um em cada quatro atendimentos é feito à noite. O relatório, feito com dados do Sistema InfoSaúde, mostra que os três equipamentos registraram, juntos, 89.474 atendimentos de janeiro de 2022 a outubro deste ano | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Em seguida, destaque para a UBS 1 de Águas Claras. Na unidade, foram ofertados 130.625 atendimentos no período analisado, dos quais 24.100 foram realizados no horário noturno, equivalente a 18,45% do total. Já a UBS 1 do Paranoá registrou 168.307 acolhimentos, sendo 27.260 à noite, referente a 16,20% do total. Atualmente, a rede pública conta com 11 UBSs que funcionam de segunda à sexta-feira das 7h às 22h. Impacto Responsável pela UBS 1 de Águas Claras, a enfermeira de Saúde da Família, Greice Daiane Fredes, explica que são atendidos cidadãos com problemas agudos. “De 18h às 22h, fazemos o acolhimento da demanda espontânea, como febre, sintomas gripais, diarreia, náuseas, vômitos. São casos de menor complexidade que evitam que a pessoa precise procurar uma UPA”, afirma. Segundo a especialista, quadros agudos são queixas recentes, que surgiram há dois ou três dias, enquanto os crônicos são sintomas que duram mais de 10 a 15 dias. “Estes precisam de investigação com a equipe de referência. Se constatamos que não há risco imediato, fazemos o encaminhamento responsável para a UBS de origem, com tudo orientado por escrito”, explica. Qualquer pessoa com um quadro agudo pode ser acolhida em qualquer UBS, mesmo que não seja a unidade de referência dela. “Ter essa porta aberta desafoga outras unidades e oferece um atendimento mais próximo da casa do paciente", explica Greice Fredes, responsável pela UBS 1 de Águas Claras Com isso, o horário estendido significa bem-estar e comodidade para quem, por qualquer motivo, não pode se consultar durante o dia. “Ter essa porta aberta desafoga outras unidades e oferece um atendimento mais próximo da casa do paciente. E, como conhecemos muitos deles, conseguimos perceber quando algo se repete e orientar uma investigação mais aprofundada”, comenta Greice. Caso o quadro não possa ser solucionado totalmente na unidade, a equipe faz o encaminhamento responsável à uma unidade de pronto atendimento (UPA) ou a um hospital regional. “Na maioria das vezes, o paciente já sai daqui com a medicação em mãos e com todas as orientações de sinais de gravidade para buscar outra unidade, se necessário. Quando não conseguimos resolver por aqui, ele chega no outro local com um relatório explicando os sintomas e a justificativa do envio”, esclarece a enfermeira. Facilidade A ampliação do horário das UBSs beneficia, principalmente, quem trabalha em horário comercial e não consegue ir às unidades durante o dia. O enfermeiro Gustavo Soares, 23 anos, faz parte desse público que já recorreu à UBS 1 de Águas Claras diversas vezes após às 18h. “Todo mundo da família é atendido aqui. Hoje mesmo a gente veio para pegar medicamentos para minha irmã, que descobriu problemas cardíacos recentemente. Se não estivesse aberto, teríamos que comprar esses remédios, que são bem caros”, conta. “Todo mundo da família é atendido aqui. Hoje mesmo a gente veio para pegar medicamentos para minha irmã, que descobriu problemas cardíacos recentemente", conta o enfermeiro Gustavo Soares A estudante Isabelle Moura também costuma procurar o equipamento público durante à noite, depois de ser liberada do trabalho e faculdade. Na última visita, ela teve um retorno com o médico sobre uma questão dermatológica. “Esse horário é muito bom porque diminui a quantidade de pessoas dentro das UPAs, já que não são questões emergenciais. Quem está com uma dor de garganta, com febre, nauseada, consegue ser atendido com mais tranquilidade, em um lugar mais próximo de casa”, comenta. Fique de olho Informações sobre horários e o endereço das UBSs podem ser verificados no site da Secretaria de Saúde do DF Para encontrar sua unidade de referência, definida pelo endereço de moradia, clique aqui

Ler mais...

Thumbnail

UPA de Brazlândia disponibiliza fisioterapia ao ar livre e potencializa recuperação de pacientes

Tomar banho de sol e se movimentar em um ambiente ao ar livre faz parte da rotina de muitas pessoas, mas, para quem está em recuperação dentro de uma unidade de saúde, essa simples mudança de cenário pode representar um grande diferencial. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), a fisioterapia ao ar livre passou a ser adotada como estratégia de cuidado, promovendo mais conforto, estímulo e bem-estar aos pacientes. “O diferencial é tirar o paciente do leito ou de um ambiente fechado e levá-lo para o espaço externo”, explica a fisioterapeuta Franciele Chaves. As sessões em grupo acontecem, em média, a cada 15 dias, sempre que há duas fisioterapeutas no plantão, garantindo segurança, apoio da equipe e mobilidade adequada para cada caso. “O diferencial é tirar o paciente do leito ou de um ambiente fechado e levá-lo para o espaço externo”, explica a fisioterapeuta Franciele Chaves | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Franciele acrescenta que a proposta vai além do exercício físico. Segundo ela, a equipe busca aliar o movimento à ludicidade, com estímulos para mobilidade, interação e fortalecimento muscular. “Nosso objetivo é trazer uma forma de interação para o paciente, mas também trabalhar o equilíbrio e a força. Dependendo do diagnóstico, fazemos uma triagem prévia. Em muitos casos, observamos melhora significativa, principalmente no desmame de oxigênio, em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Com isso, conseguimos antecipar a alta, sempre em parceria com a equipe médica”, explica. Quem participa e como funciona Participam da fisioterapia ao ar livre pacientes com estabilidade clínica, que apresentem condições de deslocamento externo com segurança. A cada atividade, até sete enfermos da sala amarela são acompanhados por fisioterapeutas e, quando há liberação médica, aqueles internados na sala vermelha também podem participar. Durante as sessões, são realizados jogos, caminhadas assistidas e exercícios de funcionalidade em duplas ou pequenos grupos. “A prática estimula a mobilidade, controle de tronco, força física, autonomia e, principalmente, o convívio social. O que contribui para reduzir sequelas motoras e favorecer o bem-estar emocional”, explica a fisioterapeuta. A fisioterapia ao ar livre passou a ser adotada como estratégia de cuidado, promovendo mais conforto, estímulo e bem-estar aos pacientes Impactos à saúde e ao cuidado A gerente da UPA de Brazlândia, Célia Maria Gonçalves, destaca o impacto da atividade no acolhimento e na experiência do paciente durante a permanência na unidade. Segundo ela, esse tipo de ação traz um cuidado mais humanizado para a unidade e uma boa experiência para pacientes e equipe. “Quando o paciente vem para o ar livre, é outra sensação. Ele esquece que está com soro e até que está internado. Isso faz diferença não só para os pacientes, mas para toda a equipe, porque sabemos o quanto a fisioterapia contribui para uma recuperação mais rápida”, ressalta. Eliane Rocha, 50 anos, moradora de Brazlândia, está na UPA há uma semana devido a um quadro de crise renal e contou como a atividade contribuiu na sua recuperação. “Foi libertador! O tempo passa diferente. Só de poder respirar o ar, conversar, ver a luz do sol, já muda tudo. Eu fiz caminhada e me ajudou até no sono e nas dores na perna. A equipe é muito acolhedora. Nota 10”, revela.   *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Nos 35 anos do SUS, projeto do IgesDF une humanização e atendimento seguro de pacientes

Quando criança, Djalma Araújo, 72 anos, lembra que a família precisava juntar dinheiro para cada consulta médica. “A gente tinha que escolher: ou comprava comida ou levava meu pai ao médico”, recorda. Hoje, ela celebra os 35 anos do SUS com gratidão. “Faço meus exames e consultas no hospital público sem gastar nada. É um direito que mudou a vida da minha família”, conta. Tânia Moraes, de 56 anos, sempre teve plano de saúde. Mas quando quebrou o ombro em um acidente doméstico, já não estava mais pagando as mensalidades. Sem recursos, foi levada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde recebeu atendimento de emergência, internação e cirurgia com prótese. “Eu tinha preconceito com o SUS, achava que não funcionava. Mas tudo correu bem e o cuidado da equipe foi excelente”, elogia. Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos nesta sexta-feira (19) | Foto: Divulgação/IgesDF Nesta sexta-feira (19), o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos. Desde 1990, o serviço público garante, de forma gratuita e universal, o acesso de milhões de brasileiros a cuidados que vão da Unidade Básica de Saúde até procedimentos de alta complexidade. Há seis anos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) assumiu a administração de várias unidades de saúde no DF que continuam 100% no SUS. “Nenhum hospital ou UPA do IgesDF exige pagamento por consultas, exames, medicamentos ou procedimentos, todos os serviços são assegurados pelo SUS”, destaca Cleber Monteiro, presidente do instituto. Responsável pelos Hospitais de Base, Regional de Santa Maria, Cidade do Sol e 13 unidades de pronto atendimento (UPAs), o IgesDF foi além. Com a implementação do programa Humanizar, idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, ainda em 2019, o Instituto coloca o paciente no centro do cuidado, inspirado na Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. “O programa garante acolhimento em todas as unidades, valoriza a escuta qualificada e oferece suporte a usuários e acompanhantes, tornando a experiência no sistema de saúde mais respeitosa e acolhedora”, explica Anucha Soares, gerente do programa. Com a implementação do programa Humanizar, idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, ainda em 2019, o Instituto coloca o paciente no centro do cuidado, inspirado na Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde SUS e humanização O Programa Humanizar dentro do IgesDF se antecipou até mesmo ao próprio SUS. Em abril de 2025, a Lei nº 15.126 atualizou a legislação do SUS, incluindo a atenção humanizada ao lado da universalidade, integralidade e equidade. Isso significa que, além de garantir atendimento gratuito, o SUS agora tem a obrigação legal de oferecer respeito, acolhimento e comunicação clara em todas as etapas do cuidado. Antes, a humanização era tratada em programas e diretrizes do Ministério da Saúde como a Política Nacional de Humanização. Agora, torna-se uma obrigação legal, vinculando gestores, profissionais e serviços de saúde em todo o país. Com o Humanizar, o IgesDF reforçou as práticas de acolhimento, comunicação clara, respeito à individualidade e protagonismo do paciente. “Ações de humanização já acontecem dentro de várias secretarias de saúde pelo país. No Iges é diferente. Fazemos contratação direta, exclusiva para esse serviço. Nosso colaborador fica na porta acolhendo e individualizando o atendimento não só do paciente, mas dos seus familiares também”, completa Anucha. “Nós já colocamos a humanização como eixo central do cuidado. Estamos à frente das mudanças na Lei e, por isso, somos referência nessa prática”, conclui o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador