Saúde amplia monitoramento contra viroses gripais
A Secretaria de Saúde (SES-DF) aumentou a vigilância contra os vírus respiratórios. Agora, duas vezes ao dia, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) vai liberar resultados de amostras de pacientes com suspeita de adenovírus, metapneumovírus, rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR), influenza e Sars-CoV-2 — este último, causador da covid-19. Análises do Lacen-DF ajudam a definir estratégias para enfrentar período de aumento do número de casos de doenças respiratórias | Foto: Matheus Oliveira/Agência-Saúde DF “A celeridade é necessária, inclusive, para qualificar a assistência dada aos pacientes: dependendo do resultado, pode-se indicar a internação ou, se for o caso, a alta”, explica a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes. De janeiro até março, a unidade registrou 6.866 análises para esses vírus. A expectativa é que a produtividade cresça ainda mais neste ano. “Todos os dias, fazemos o recolhimento das amostras coletadas nas unidades de saúde do DF”, detalha a gestora. “Os exames recolhidos no período da manhã têm seus resultados finais liberados até as 21h do mesmo dia. Agora, ampliamos o recolhimento das amostras com a adoção de mais uma rota: iniciamos às 13h30, com retorno ao Lacen-DF às 17h30, e essas amostras têm seus resultados liberados na manhã do dia seguinte.” [LEIA_TAMBEM]Além de representar agilidade para a assistência aos pacientes, a ampliação tem impacto para a gestão dos serviços, explica a enfermeira Rosana Campos, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde. “A ampliação do monitoramento e a liberação rápida de resultados pelo Lacen-DF fortalecem a vigilância epidemiológica e permitem decisões assistenciais mais ágeis e eficazes no manejo das viroses respiratórias”, ressalta. Até o dia 10 deste mês, a SES-DF já confirmou 1.445 casos da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destacam-se 29 casos por conta da covid-19, 50 pelo vírus influenza, 482 pelo rinovírus, 282 pelo metapneumovírus e 143 por VSR. Os demais foram causados por outros agentes não especificados ou ainda estão em investigação. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Profissionais de saúde debatem implementação de Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar
Cerca de 40 profissionais de saúde do Distrito Federal se reuniram nestas quarta (9) e quinta-feiras (10), para avaliar a implementação da Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Reveh) na capital. No encontro, representantes da vigilância epidemiológica de unidades públicas e privadas – inclusive do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) e dos hospitais militares – debateram a elaboração de uma estratégia distrital sobre o assunto. Oficina para elaboração da avaliação da implantação da Reveh-DF; objetivo é fortalecer a vigilância epidemiológica local e proporcionar aos gestores elementos para apoiar a tomada de decisão | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF O objetivo é promover o intercâmbio de desafios e soluções entre os diferentes agentes de saúde. “A oficina é uma das ferramentas apresentadas nas estratégias de planejamento, voltada à melhoria do nível de implantação da Reveh no DF, para que ela funcione da forma como está prevista na legislação”, explica a gerente de Epidemiologia de Campo da Secretaria de Saúde (SES-DF), Priscilleyne Ouverney. No encontro, os participantes desenvolveram um protótipo da rede, refletindo sobre insumos, atividades, produtos e resultados desejados na Vigilância Epidemiológica Hospitalar. A ideia é que os pontos em comum sejam consolidados, ainda no primeiro semestre, em um documento, que servirá como modelo oficial. Sobre a Reveh-DF Definido pela Portaria nº 527/2022, a Reveh possibilita o conhecimento, detecção, preparação e resposta imediata às emergências em saúde pública que ocorram no âmbito hospitalar. O intuito é fortalecer a vigilância epidemiológica local e proporcionar aos gestores elementos para apoiar a tomada de decisão. Com a rede, é possível descentralizar as ações de vigilância em saúde, tornando-as mais próximas das unidades. Os Núcleos de Vigilância Hospitalar (NVH) são os responsáveis por fornecer as informações essenciais para auxiliar na organização, preparação e resposta dos hospitais diante dos eventos de interesse público. No DF, a Reveh é composta por hospitais da rede pública – serviços hospitalares no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo as unidades de Pronto Atendimento (UPAs), institutos, hospitais militares e universitários – e por hospitais da rede suplementar – atendimentos hospitalares particulares que prestem ou não serviços de saúde no âmbito do SUS. *Com informações da SES-DF
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Mais de 30 mil servidores da Saúde serão capacitados por novo modelo de qualificação
Dando continuidade ao fortalecimento do Plano de Educação Permanente em Saúde (Peps), o Governo do Distrito Federal (GDF) promoveu, nesta quarta-feira (8), oficinas para que integrantes dos três níveis de atenção (primária, secundária e hospitalar) e da Vigilância em Saúde discutissem a estruturação de trilhas educativas. Entre os temas debatidos estão: conteúdo, prioridades, carga horária e outros tópicos. O novo plano servirá de guia para capacitar mais de 30 mil servidores de toda a rede. Entre os temas debatidos estão conteúdo, prioridades, carga horária, além de outros tópicos | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Cerca de cem pessoas participaram das oficinas realizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para a elaboração das trilhas educativas, que serão compostas por cursos multiprofissionais. Para a coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento da SES-DF, Mabelle Roque, as oficinas vão aprimorar o desenvolvimento educacional e as ações educativas dos servidores. “Falar de educação é falar de desenvolvimento do SUS (Sistema Único de Saúde) e do servidor, o que traz melhorias na conduta clínica e na entrega para o usuário”, ressaltou. As trilhas irão abranger todos os níveis de atenção: primária, secundária e especializada Os cursos serão oferecidos de formas híbrida, presencial e online, a depender do tema e necessidade. A ideia é oferecer diversidade na metodologia educacional, para atingir diversos setores e perfis de servidores. A expectativa é que parte das capacitações estejam disponíveis no segundo semestre. Para esta primeira etapa, foram mapeadas 1.410 atividades e mais de 77 mil participações. Fisioterapeuta da Coordenação de Inovação e Gestão do Conhecimento da SES-DF e participante da elaboração das trilhas, Iara Cezário Jardim reforça que os cursos vão melhorar a assistência ofertada na rede pública de saúde. “A expectativa é que a gente consiga implementar as trilhas e que chegue a todos os mais de 30 mil servidores, melhorando a educação em saúde. É um projeto de grande responsabilidade e a intenção é contribuir para entregar uma assistência melhor”, enfatizou. Peps O Plano de Educação Permanente em Saúde irá atuar como um guia para ações de gestores e responsáveis pela formulação de propostas, organização e execução das atividades em educação permanente voltadas aos profissionais da Saúde. *Com informações da SES-DF
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Comitiva da Nicarágua conferiu trabalho da rede pública de saúde do DF
O Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde do Distrito Federal (Cievs-DF), o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) e o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) integraram a programação de visitas de servidores do Ministério da Saúde da Nicarágua e representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A comitiva esteve nessas unidades da Secretaria de Saúde, nesta terça-feira (7), para conferir as melhores práticas adotadas pela pasta no monitoramento de doenças. “Para a Opas, o Brasil é referência em muitas iniciativas”, afirmou Enrique Pérez-Flores, representante da Organização na Nicarágua. “É um trabalho muito avançado no sentido científico e tecnológico”, completou Carlos Saénz Torres, secretário-geral do Ministério da Saúde da Nicarágua. Ele foi apresentado aos sistemas utilizados pela Secretaria de Saúde do DF para monitoramento das doenças, bem como ao trabalho diário realizado pelos servidores. Enrique Pérez-Flores, representante da Organização na Nicarágua, disse que o Brasil é referência em várias áreas | Fotos: Tony Winston/Agência Saúde A gerente do Cievs-DF, Priscilleyne Reis, destacou o aumento da capacidade de vigilância alcançada com os desafios impostos pela pandemia de covid-19. “Hoje conseguimos fornecer informações muito mais completas e confiáveis, e em um intervalo menor de tempo”, disse. A servidora também ressaltou a integração entre as diversas unidades, inclusive da rede privada, e o monitoramento realizado nas escolas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] À frente da Coordenação-Geral de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Janaína Sallas, explicou sobre a escolha de mostrar para a comitiva estrangeria o trabalho realizado no Distrito Federal. “É uma forma de reconhecer toda a experiência de resposta do DF frente à pandemia e outros agravos, como dengue, surtos de diarreia, pólio e sarampo, dentre outras”, detalhou. A gerente do Cievs-DF, Priscilleyne Reis, destacou o aumento da capacidade de vigilância alcançada com os desafios impostos pela pandemia A coordenadora explicou que o Ministério da Saúde trabalha em parceria com países das Américas e da comunidade língua portuguesa para reforçar a troca de conhecimentos. “O grande objetivo é que a gente tenha uma proteção global”, disse. *Com informações da Secretaria de Saúde
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