Apreensões de animais de grande porte triplicam no DF, ampliando adoções nos últimos anos
O número de apreensões de animais de grande porte no Distrito Federal triplicou nos últimos anos e mantém ritmo elevado em 2026. Desde 2019, mais de 2 mil equinos e bovinos foram recolhidos pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com 631 destinados à doação. Somente neste ano, até o momento, já são 196 apreensões e 78 adoções registradas, o que consolida a tendência de crescimento impulsionada pelo aumento das denúncias e pela ampliação das ações de resgate no DF, o que significa centenas de animais alcançando uma melhor qualidade de vida em um novo lar. O crescimento se intensificou a partir de 2024, quando houve salto nas apreensões, que passaram de 252, em 2023, para 466 no ano seguinte. O volume de doações acompanhou essa evolução, com 156 doações registradas em 2024. Em 2019, foram 44 animais doados, número que chegou a 175 em 2025. De janeiro de 2026 até o momento, foram registradas 196 apreensões e 78 doações. A intensificação das ações coincide com a criação, em 2025, da Subsecretaria de Proteção aos Animais de Produção (Suproa), responsável pelo resgate e acolhimento de equinos e bovinos soltos em áreas urbanas ou vítimas de atropelamentos, além da execução de políticas públicas voltadas à prevenção e ao monitoramento. O secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, destacou o avanço no recolhimento e na doação de animais de grande porte no DF, apontando o crescimento contínuo desde 2021. Segundo ele, o trabalho envolve ações de resgate, combate a maus-tratos, parcerias com forças de segurança e novas ferramentas para ampliar a adoção, como fila virtual e divulgação online dos animais disponíveis. Em 2019, foram 44 animais doados, número que chegou a 175 em 2025 | Foto: Matheus Borges/Agência Brasíia “É um trabalho feito pelo GDF que a cada dia vem crescendo e ganhando mais relevância. O recolhimento desses animais tem o intuito de prevenir acidentes de trânsito e possíveis transmissões de zoonoses, além de evitar que esses animais possam rasgar o lixo nas ruas buscando se alimentar. Esperamos que esses animais, principalmente os que foram abandonados, possam ganhar um novo lar, com segurança”, declarou. Tratamento dos animais O veterinário-chefe do Núcleo de Proteção de Animais de Produção, Anderson Guimarães, ressaltou que os animais resgatados passam por triagem e tratamento no curral da Seagri-DF. Ele afirmou que muitos chegam em estado crítico, com desnutrição, ferimentos ou após situações de abandono. Casos mais graves são encaminhados ao Serviço Veterinário Público (Hvep) ou ao Hospital Veterinário da UnB, enquanto os demais seguem em recuperação até estarem aptos para adoção. “A gente tem um cuidado especial com esses animais. Muitas vezes chegam animais magros, caquéticos, alguns acidentados e abandonados. Então, fazemos esse trabalho de recuperação e, caso o dono não apareça, a gente coloca para doação. Além de evitarmos acidentes e prevenir doenças, é um trabalho que faz uma família feliz com a adoção e uma nova chance para o animal”, observou. A Seagri-DF oferece, ainda, o transporte dos animais doados até a nova propriedade em que serão instalados, além de acompanhamento veterinário inicial, com orientações aos novos proprietários. Na área rural de Samambaia, a bispa Lúcia dos Santos Costa, após o cadastro e período de espera, acolheu quatro cavalos vindos do curral da secretaria: Aurora, Melissa, Max e Caramelo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Uma nova vida A história de quem adota ajuda a dimensionar o impacto do programa. Na área rural de Samambaia, a bispa Lúcia dos Santos Costa conheceu o programa por indicação, motivada pelo desejo antigo de conviver com cavalos e pelo amor pelos animais, reforçado desde a infância. Após o cadastro e período de espera, ela acolheu quatro cavalos vindos do curral da secretaria: Aurora, Melissa, Max e Caramelo. Segundo a nova tutora, os animais chegaram debilitados e ela acompanhou de perto a recuperação deles, com apoio da família. “Eles estavam todos magrinhos, o Caramelo só tinha perna e cabeça. Passaram por cuidados e hoje estão lindos demais, eu olho e penso o quanto valeu a pena”, relatou. A adoção é feita mediante cadastro na Seagri-DF, e os interessados podem acompanhar em tempo real a disponibilidade de animais. O processo inclui avaliação e, em alguns casos, tempo de espera. Atualmente há 15 animais disponíveis para adoção nas mediações, aguardando a chance de viver em um lar acolhedor. Quem encontrar animais de grande porte soltos ou em situação de abandono pode acionar a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural pelos telefones (61) 3347-8019 e (61) 98325-0369. O resgate é feito pelas equipes da pasta, que também atuam na recuperação e destinação dos animais. A apreensão também pode contar com parcerias de outros órgãos em alguns casos, como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA-DF) ou Brasília Ambiental (Ibram).
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Projeto Pet ConVivência incentiva adoção de animais por escolas públicas
Muito além do ensino curricular, a escola é espaço fundamental para a transformação social e a formação de valores humanos. Reforçando esse compromisso, a assinatura da portaria conjunta, entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), institui o projeto Pet ConVivência e estrutura a presença de animais nas unidades escolares como uma prática pedagógica segura e orientada. O evento realizado nesta terça-feira (20) reuniu diretores de 58 escolas da rede pública que já convivem com pets nas respectivas unidades escolares, evidenciando que a presença de animais neste ambiente é uma realidade consolidada e, agora, reconhecida institucionalmente como ferramenta pedagógica. Com a presença dos pets nas escolas, as crianças poderão trabalhar valores como empatia e respeito à vida | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF O Pet ConVivência propõe integrar os animais comunitários ao cotidiano escolar, fortalecendo valores essenciais à formação integral dos estudantes, como empatia, responsabilidade, respeito à vida e convivência ética. A iniciativa vai além do cuidado animal, utilizando essa convivência como estratégia para o desenvolvimento de competências socioemocionais e para a formação cidadã. Os estudantes deixam de ser apenas receptores de conteúdo e passam a ser cuidadores ativos. Esse papel desenvolve a empatia e o senso de responsabilidade, uma vez que compreendem que aquele ser vivo depende da coletividade para estar bem. O resultado é um ambiente escolar mais humanizado, onde o cuidado com a vida torna-se o principal eixo da formação cidadã. Ganhos percebidos na prática As experiências já vividas pelas escolas demonstram os impactos positivos da iniciativa. Milla, pet adotada pela Escola Classe (EC) 10 do Gama, reverbera o sucesso da ideia, surgida a partir de uma demanda interna da escola e evidenciando a necessidade de orientar e estruturar a convivência com animais no ambiente escolar. A diretora da EC 10 do Gama, Edna Silva, afirma que a convivência com a cadela Milla transformou a rotina da unidade escolar Para a diretora da unidade, Edna Silva, o projeto trouxe ganhos significativos para o cotidiano escolar. “É um projeto que deu supercerto. Adotamos a Milla e ela foi um ganho muito grande para a nossa escola. Vimos um lado muito positivo, principalmente com alunos especiais. Os alunos adquiriram essa consciência do cuidado”, relatou. O projeto proporciona, ainda, uma integração entre o bem-estar animal e a educação inclusiva. No ambiente escolar, os pets atuam como reguladores emocionais, especialmente para estudantes com transtorno do espectro autista (TEA). O contato com o animal funciona como uma âncora sensorial, reduzindo níveis de ansiedade e auxiliando na organização interna do aluno em momentos de sobrecarga. Essa transformação é visível no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 02 da Estrutural, como relata a diretora Juliana Gomes de Assunção. “Temos hoje a Melissa, um pet de apoio aos autistas e às crianças em geral. Quando o estudante se desregula, ele chega próximo da gata e vai se acalmando, o que nos possibilita retomar o diálogo e a aprendizagem”, explica. Além do suporte pedagógico, a iniciativa foca em animais que enfrentam barreiras para adoção, como os de pelagem preta ou idosos, utilizando essa convivência para combater preconceitos e promover a empatia desde cedo. Acolhimento universal Os secretários Cristiano Cunha, de Proteção Animal, e Hélvia Paranaguá, da Educação, comemoraram a parceria entre as pastas O projeto também chama a atenção para uma realidade muitas vezes invisibilizada: o abandono animal e suas causas estruturais. Diante dos desafios do Distrito Federal com a superpopulação de cães e gatos, a escola torna-se um espaço estratégico de sensibilização para estudantes, famílias e a comunidade local, contribuindo para a ruptura desse ciclo. Para o secretário de Proteção Animal, Cristiano Cunha, interromper o abandono exige o envolvimento de todos. “Cães e gatos foram para as ruas por ação ou omissão da própria sociedade. Envolver a escola nesse processo é compreender que essa é uma responsabilidade coletiva. A escola não é apenas uma instituição da comunidade, mas um de seus principais agentes transformadores”, destacou. O CEF 02 da Estrutural é um dos grandes exemplos de como o Projeto Pet ConVivência pode ressignificar realidades. A implantação de um gatil estruturado permitiu que a escola liderasse uma mudança de mentalidade na região, promovendo o acolhimento desses animais e consolidando uma nova cultura de cuidado que envolve estudantes, famílias e moradores. "Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa" Juliana Gomes, gestora do CEF 02 da Estrutural “Quando cheguei à escola, me deparei com gatos sendo jogados lá dentro. As crianças não sabiam lidar com eles. Então começamos a trabalhar que os gatos são seres que merecem cuidado e respeito. Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa”, afirma Juliana Gomes, gestora da unidade precursora da ação. Para ampliar o incentivo à adoção e acolhimento de animais pelas escolas, a SEEDF planeja o aporte de recursos específicos. Durante a oficialização da parceria, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, anunciou medidas para garantir o bem-estar dos animais adotados pelas escolas da rede. "Vamos propor uma bonificação do PDAF [Programa de Descentralização Administrativa e Financeira] para as escolas que aderirem ao projeto. Esse recurso extra servirá para apoiar as escolas no cuidado a esses animais, como a compra de ração e a construção de estruturas de acolhimento", afirmou a secretária. Hélvia reforçou, ainda, que os animais são referência de amor e carinho e que a escola deve ser um reflexo desse cuidado. *Com informações das secretaria de Educação e de Proteção Animal
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Zoonoses disponibiliza mais de dez cães para adoção
Já pensou em começar o ano com um novo amigo dentro de casa? A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES-DF) está com 17 cães disponíveis para a adoção. A maioria são cachorros machos e com idades acima de dois a três anos. Para levar o bichinho para casa, basta comparecer ao local, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É preciso ter mais de 18 anos, levar documento de identificação com foto e assinar um termo de responsabilidade. Os profissionais estão disponíveis para realizar uma visita guiada, ajudando a indicar o melhor pet para cada realidade familiar. A maioria dos cães disponíveis para a adoção são machos e acima de dois a três anos | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Nas baias onde os cães esperam visita, há informações sobre cada um, como idade, características gerais, histórico, medicamentos e tratamentos. "Todos os animais já estão vacinados, vermifugados e castrados. Além disso, os animais possuem coleiras de repelente de mosquitos — para proteger contra a leishmaniose — e estão microchipados", reforça a gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Camila Cibeli. Os chips permitem controle e rastreabilidade, contendo um número de 15 dígitos que identifica o animal de maneira única. Os animais foram resgatados em 2025, da casa de uma pessoa acumuladora, na Candangolândia. Na época, a operação recuperou mais de 120 cachorros. Horário de funcionamento De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h Endereço: SHCNW — Setor de Habitações Coletivas Noroeste. Trecho 02, Lote 4 (Via de acesso ao Hospital da Criança) *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Feira Pet Buriti terá mais uma edição
Durante dois dias, a passarela da entrada norte do Anexo do Palácio do Buriti vai se transformar em um espaço de afeto, reencontros e novas histórias. Nos dias 28 (terça) e 29 (quarta) deste mês, das 9h às 16h, a Feira Pet retorna com uma proposta que vai além da adoção de animais — é uma celebração de amor, empatia e qualidade de vida. Durante os dois dias da feira, cães e gatos estarão prontos para ganhar um novo lar | Foto: Divulgação/Seec-DF Promovida pela Secretaria de Economia (Seec-DF) por meio da Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), a iniciativa já conseguiu reunir tutores e padrinhos para mais de 100 gatos e cachorros. “Além de encontrar quem possa colaborar na criação desses pets, a gente busca aproximar servidores e visitantes da causa animal, reforçando o valor do cuidado e da responsabilidade que precisamos ter com a natureza”, avalia o titular da Sequali, Epitácio Júnior. Segundo ele, a iniciativa — que está na oitava edição — já se tornou uma tradição aguardada e acolhida com carinho pelos servidores. “A Feira Pet é sempre um sucesso”, afirma. “Cada edição nos emociona e reforça o quanto nossos servidores são engajados em causas que envolvem solidariedade e bem-estar. É um momento de troca, onde o cuidado com os animais se conecta com a promoção da qualidade de vida dentro do GDF”. A Feira Pet é uma oportunidade de recomeço para os animais que aguardam um lar e para as pessoas que decidem abrir espaço para o amor incondicional. Além das ações de adoção e apadrinhamento, a feira também oferece momentos de conscientização e abre espaço para venda de artigos voltados ao universo pet. Feira Pet → Data: terça (28) e quarta (29) → Horário: 9h às 16h → Local: Passarela da entrada norte do Anexo do Palácio do Buriti. *Com informações da Secretaria de Economia
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