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Restaurantes comunitários promovem ação nesta quinta-feira (24) em alusão ao Dia Nacional do Coração 

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Os 18 restaurantes comunitários do Distrito Federal promovem nesta quinta-feira (24/9), das 11h às 14h, ação de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) em alusão ao Dia Nacional do Coração, comemorado em 29 de setembro. O objetivo é utilizar o espaço dos restaurantes para incentivar as famílias vulneráveis a ter uma alimentação saudável para prevenir e controlar doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Com o tema “Dia Nacional do Coração: Alimentos Amigos do Coração”, as equipes dos restaurantes vão decorar as unidades, preparar cartazes e materiais informativos para serem entregues aos frequentadores, explicando a diferença entre alimentos in natura, processados e ultraprocessados, os impactos do consumo desses produtos para a saúde e a importância de ter uma alimentação cardioprotetora. As informações dos materiais fazem parte do guia Alimentação Cardioprotetora Brasileira (Dica Br), conjunto de orientações nutricionais desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital do Coração (HCor).  Nutricionistas que produzem as refeições vão estar nos restaurantes para dar dicas e explicar aos frequentadores a importância de uma alimentação saudável | Foto: Divulgação/Sedes-DF A diferença dos alimentos  Nos restaurantes, nutricionistas das empresas que produzem as refeições estarão disponíveis para conversar com os frequentadores, explicar os materiais, a diferença dos alimentos e dar dicas de como manter uma alimentação saudável. Para marcar este dia, os frequentadores também receberão, como degustação, salada de frutas. Coordenadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), com o apoio das empresas terceirizadas que administram os restaurantes comunitários, as ações de EAN são realizadas mensalmente durante o almoço, que é o horário de maior movimentação de frequentadores nas unidades. Todo mês um tema diferente para a ação de EAN, sempre com o objetivo de utilizar o refeitório como espaço para levar informação correta e de qualidade aos frequentadores, de forma que eles tenham autonomia e possam se alimentar de forma saudável também em casa. No almoço desta quinta-feira, além da ação de EAN em alusão ao Dia Nacional do Coração, está previsto no cardápio costelinha suína assada ao molho barbecue ou um prato chamado silveirinha de frango, com pimentão, milho, tomate e cenoura. O prato principal é acompanhado de arroz e feijão, purê de batata, salada de alface e beterraba, suco e, de sobremesa, flan de chocolate.    *Com informações da Sedes-DF  

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Comer bem também é cuidar do intestino

Muito além de matar a fome ou controlar o peso, a alimentação influencia diretamente o funcionamento do organismo. Estudos mostram que uma alimentação rica em açúcares, gorduras e alimentos ultraprocessados, aliada à baixa ingestão de fibras, pode comprometer o equilíbrio do intestino e favorecer o surgimento de processos inflamatórios relacionados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Apesar disso, pequenas mudanças na rotina já são capazes de promover benefícios importantes para a saúde. Bilhões de microrganismos vivem no intestino e desempenham funções essenciais para o organismo. Eles auxiliam na digestão, participam da absorção de nutrientes e ajudam a proteger o corpo contra doenças. Quando essa comunidade está equilibrada, o organismo funciona melhor. No entanto, segundo a nutricionista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires, Bruna Pires, uma alimentação baseada em produtos ultraprocessados pode alterar esse equilíbrio.  Verduras, legumes e frutas estão entre os alimentos que devem fazer parte de uma dieta saudável | Fotos: Divulgação  "Esse padrão alimentar reduz as bactérias benéficas e favorece o crescimento de outras que estimulam inflamações, prejudicando a proteção natural do intestino e dificultando o funcionamento adequado do organismo", explica. Como a alimentação protege o intestino Esse desequilíbrio nem sempre provoca sintomas intensos no início, mas costuma dar sinais que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Inchaço abdominal, excesso de gases, prisão de ventre ou diarreia, desconforto após as refeições, sensação constante de cansaço e até uma maior frequência de infecções podem estar relacionados aos hábitos alimentares.  "Preservar a saúde intestinal pode ser mais simples e acessível do que muitas pessoas imaginam. O tradicional prato com arroz, feijão, verduras e legumes continua sendo um grande aliado, assim como frutas, aveia, cereais integrais e azeite de oliva" Bruna Pires, nutricionista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires Bruna destaca que esses sintomas merecem atenção, pois podem indicar que o intestino não está funcionando da forma como deveria e que o organismo já sofre as consequências desse desequilíbrio. Além de participar da digestão, o intestino exerce papel importante na imunidade, na produção de vitaminas e na comunicação com o cérebro. Para a nutricionista, quando esse órgão está saudável, o organismo absorve melhor os nutrientes, fortalece as defesas naturais, reduz inflamações e favorece o bem-estar físico e emocional. "Apesar dos riscos associados aos alimentos ultraprocessados, preservar a saúde intestinal pode ser mais simples e acessível do que muitas pessoas imaginam. O tradicional prato com arroz, feijão, verduras e legumes continua sendo um grande aliado, assim como frutas, aveia, cereais integrais e azeite de oliva", afirma. Alimentos como iogurte natural e kefir, uma bebida probiótica fermentada, também ajudam a manter o equilíbrio das bactérias benéficas do intestino. A especialista ressalta, no entanto, que probióticos devem ser consumidos apenas com orientação de um médico ou nutricionista. Pequenas escolhas fazem diferença Os benefícios de uma alimentação equilibrada podem ser percebidos por quem decide mudar os próprios hábitos. Foi o que aconteceu com a empresária Samila Espíndola, de 31 anos, que cresceu consumindo muitos alimentos industrializados, mas resolveu rever a rotina alimentar ao perceber que seu corpo já não respondia da mesma forma.  Uma dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcares refinados e baixa ingestão de fibras pode comprometer o equilíbrio do intestino e favorecer o surgimento de processos inflamatórios relacionados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares "Eu consumia muitos ultraprocessados. Cresci com esse hábito, mas, com o passar dos anos, fui percebendo que quanto mais eu comia esse tipo de alimento, pior meu organismo reagia. Foi aí que comecei a reduzir esse consumo e senti uma melhora significativa", relata Samila. Para Bruna Pires, cuidar da alimentação não significa abrir mão do prazer de comer, mas fazer escolhas mais conscientes na maior parte do tempo. "Substituir refrigerantes por água, incluir uma fruta entre as refeições, trocar alimentos refinados por integrais e aumentar o consumo de legumes e verduras são atitudes que, mantidas ao longo dos anos, ajudam a proteger o intestino e reduzem o risco de doenças relacionadas à inflamação", pontua. A nutricionista explica que uma boa forma de compreender essas escolhas é observar o grau de processamento dos alimentos. A classificação Nova, desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, leite e cereais integrais. Ingredientes culinários, como óleo, manteiga, açúcar e sal, devem ser utilizados com equilíbrio no preparo das refeições. Já os alimentos processados, como queijos, pães e conservas, podem fazer parte da alimentação com moderação. Os ultraprocessados, por sua vez, ricos em aditivos químicos e formulações artificiais, devem ter o consumo reduzido. Mais do que seguir tendências ou dietas da moda, manter uma alimentação equilibrada representa um investimento diário na saúde. Pequenas escolhas feitas à mesa ajudam a fortalecer o intestino, prevenir doenças e promover mais qualidade de vida. "Cada refeição oferece uma oportunidade de fortalecer o organismo, preservar a saúde e construir um futuro com mais qualidade de vida", ressalta a nutricionista.  

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'Descasque mais, desembale menos': essa é a regra de ouro para uma alimentação saudável

Contar calorias? Decidir entre carboidratos, gorduras e proteínas? E os micronutrientes? Ter uma alimentação saudável, em geral, pode ser bem menos complicado. A dica de ouro, apresenta a nutricionista da Secretaria de Saúde (SES-DF) Kelva Aquino, está contida em uma única frase: “Descasque mais, desembale menos". De acordo com a profissional da Gerência de Vigilância Epidemiológica das Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde (GVDANTPS), o lema incentiva o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. “Evitar alimentos ultraprocessados é evitar, também, altas doses de sódio, açúcar e gorduras. Os produtos industrializados são os que mais reúnem esses tipos de aditivos”, explica Aquino.  Outra dica, oferecida pelo nutricionista e coordenador do Comitê Central de Promoção da Saúde, no âmbito da SES-DF, Douglas Moreira, refere-se ao momento das compras: leia a lista de ingredientes dos alimentos que for escolher. "Se tiver vários nomes complicados de ler,  substâncias químicas que você não conhece e não tem na sua cozinha, possivelmente, é um alimento ultraprocessado e não saudável", descreve. "Dê preferência por ingredientes que você conhece", enfatiza. Foto: Agência Saúde-DF Promoção da saúde O Dia Nacional da Saúde e da Nutrição, celebrado em 31 de março, busca conscientizar as pessoas sobre a importância da alimentação saudável para a saúde. A alimentação não saudável é um dos principais fatores de risco para o adoecimento por doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), junto ao tabagismo, ao consumo excessivo de álcool e à inatividade física. Em um recente relatório publicado pelo Ministério da Saúde, o consumo de alimentos ultraprocessados no Distrito Federal está acima da média nacional.  A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal referência no âmbito da promoção do bem-estar. As equipes de Saúde da Família (eSF) são capacitadas para fornecer orientações acerca de alimentação saudável, aleitamento, prevenção e tratamento de doenças. Alguns casos podem ser acompanhados pelas equipes multiprofissionais (eMulti). Encontre sua unidade de referência a partir do endereço de moradia. Para mais informações sobre o tema, é possível acessar, ainda, o Guia Alimentar para a População Brasileira. O documento, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, apresenta um conjunto de dados e recomendações que objetivam melhorar os padrões de alimentação e nutrição da sociedade como um todo. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Consumo de ultraprocessados no DF diminui, mas índices continuam elevados

A ingestão de alimentos ultraprocessados apresentou uma redução entre os brasilienses. É o que mostra o mais recente boletim sobre estado nutricional e consumo alimentar da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde (APS), com dados referentes a 2024. Ainda assim, o estudo elaborado anualmente pela Secretaria de Saúde (SES-DF) mostra percentuais alarmantes.  Os boletins são publicados todos os anos e apresentam o perfil alimentar e nutricional da população do DF. Segundo Gama, os dados servem de elemento para a elaboração de políticas públicas: “É de suma importância conhecer a população para planejar as ações voltadas à promoção da saúde e da alimentação adequada e saudável”, avalia a gerente do Serviço de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama. Dados mais positivos que indicam preferência por alimentos saudáveis, como frutas, foram encontrados nas pesquisas entre idosos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Os adultos diminuíram em 5,3% a ingestão de ultraprocessados em 2024, alcançando 67%. Em 2023, o índice era de 72,36%. O consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes, sucos industrializados ou de fruta com adição de açúcar, também baixou, caindo de 52,58% para 49%. O grupo de gestantes, por sua vez, aumentou o consumo de ultraprocessados em 2024: 55%, pouco mais de 1% do que o registrado em 2023.  Alimentação das crianças Entre o público infantil, os números preocupam. Aproximadamente uma em cada três crianças de 6 meses a 2 anos de idade consumiu alimentos ultraprocessados em 2024. Entre os mais velhos (de 2 até 5 anos), esse índice é superior a 78%. Desses, 9,63% já apresentam excesso de peso. A situação se agrava entre crianças de 5 a 10 anos, com 83,56% consumindo ultraprocessados e 25% com excesso de peso, além de ser um grupo que frequentemente faz refeições assistindo televisão, hábito também comum entre os adolescentes. Nesta última faixa etária, 84,78% consomem alimentos do tipo, 27,86% apresentam excesso de peso e apenas 68% realizam regularmente as três refeições principais ao dia.  [LEIA_TAMBEM]O melhor cenário geral é demonstrado pelos idosos. Além de menos da metade optar por alimentos ultraprocessados (46,3%), a maioria — mais de 84% — ingere feijão, frutas, legumes e verduras, mantendo o hábito de fazer no mínimo três refeições principais ao dia. Produtos industrializados Os ultraprocessados são produtos industrializados que utilizam aditivos químicos (não naturais) para realçar o sabor e aumentar o prazo de validade. Possuem corantes e conservantes com elevado teor de açúcar, sódio e gorduras saturadas — elementos que, além do excesso de calorias, não fornecem os nutrientes necessários. “Esses ingredientes acabam ‘conquistando’ o paladar, especialmente das crianças”, aponta Carolina Gama. “Uma alimentação baseada nesses produtos é geralmente acompanhada de excesso de peso e desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.” *Com informações da Secretaria de Saúde  

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