Ambulâncias do DF passam a contar com monitoramento 24 horas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Ambulâncias, motolâncias e veículos de apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF) passarão a ser monitorados em tempo real. O sistema indicará localização, condutor, quilometragem percorrida e atividade conduzida. Todas as informações serão acompanhadas por uma central de controle, localizada no parque de apoio da pasta, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Coordenadora de Transportes e Apoio Operacional da SES-DF, Carolina Holanda destaca que o intuito é dar mais segurança às operações, principalmente em ocorrências como falhas mecânicas ou acidentes. "O condutor não estará mais sozinho. Se houver algum problema, como furar um pneu ou precisar de manutenção, a central consegue entrar em contato e ajudar na resolução", explica a profissional. O acompanhamento também vai permitir planejar antecipadamente as manutenções preventivas. O contrato prevê instalar os equipamentos em 597 veículos, entre motocicletas, ambulâncias, carros, caminhonetes e caminhões | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Funcionamento Com o novo sistema, ao ligar o veículo, o condutor aproximará o cartão de identificação em um equipamento instalado a bordo. Os dados ficarão disponíveis para os operadores da central de controle. No caso das ambulâncias, também serão instaladas duas câmeras, uma voltada para fora e outra para dentro do veículo. "Vamos conseguir ver as rotas dos veículos, onde e em quanto tempo as ambulâncias estão chegando. Ao otimizar o uso da frota, o acesso tanto de servidores quanto de usuários é facilitado", afirma o subsecretário de Infraestrutura da SES-DF, Leonídio Pinto Neto. O contrato prevê a instalação dos equipamentos em 597 veículos, entre motocicletas, ambulâncias, carros, caminhonetes e caminhões. O investimento de R$ 6,6 milhões por ano também inclui os equipamentos e os técnicos para a operação da central de controle. Essa contratação é renovável por até dez anos. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Rede de ambulâncias da Saúde soma 289 veículos e registra queda de trotes
Na linha de frente do atendimento à saúde, a atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é primordial para otimizar o tempo de resposta, às vezes curto, mas sempre crucial para salvar vidas. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) contabiliza atualmente 289 ambulâncias distribuídas entre as sete regiões de saúde, o Samu e unidades de referência. No ano passado, ambulâncias do Samu prestaram mais de 80.600 mil atendimentos | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O Samu-DF conta com 38 ambulâncias, sendo 31 unidades de suporte básico (USBs) e sete unidades de suporte avançado (USAs), além de um aeromédico (helicóptero) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF). Os atendimentos prestados por ambulâncias do serviço, incluindo equipes de motos, somaram 88.957 ocorrências em 2023, 80.320 em 2024 e 80.626 em 2025. “Em uma ocorrência, quem estiver mais próximo é que vai fazer a diferença — e pode acabar sendo alguém que treinamos. Quanto mais bem-treinadas as pessoas são, mais vidas são salvas” Lorhana Morais, diretora do Samu-DF Nos últimos três anos também houve redução nos registros de trotes: foram 16.075 em 2023, 12.713 em 2024 e 4.543 em 2025. De acordo com a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, o trabalho pedagógico tem impacto direto nos resultados positivos. “A parte educativa é essencial”, afirma. “Em uma ocorrência, quem estiver mais próximo é que vai fazer a diferença — e pode acabar sendo alguém que treinamos”, ilustra. “Quanto mais bem-treinadas as pessoas são, mais vidas são salvas. Cada minuto de massagem [ressuscitação cardiopulmonar], por exemplo, aumenta em 10% a chance de a vítima sobreviver e diminui muito a possibilidade de sequelas.” Capacitação Ocorrências de saúde mental, como atendimento a pessoas com TEA, também são atendidas pelo Samu Entre as ações educativas intensificadas nos últimos anos, está o projeto Samuzinho, iniciativa que promove a capacitação em primeiros-socorros em escolas públicas e privadas do Distrito Federal. Lorhana destaca, ainda, que as parcerias com outros programas e órgãos do GDF também são primordiais, consolidando uma integração que faz toda diferença, pois todos os setores envolvem atendimento à comunidade. O Samu-DF também passou a reforçar a capacitação das equipes para ocorrências de saúde mental e atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Segundo Lorhana, no último ano houve um treinamento específico para o tema, na intervenção em emergência psiquiátrica. “Somos pioneiros no trabalho de saúde mental, tanto na central de regulação quanto na viatura”, afirma a gestora. “O Samu é um suporte avançado, e desenvolvemos um programa educativo e preventivo, além da prática de atender as urgências e emergências da população, seja em grandes eventos, seja no dia a dia.” Deslocamentos No transporte de pacientes em estado crítico entre unidades da rede própria, a Central de Regulação de Transporte Sanitário administra o Contrato nº 053386/2025 SES-DF, firmado com a empresa Só Saúde — que prevê quantitativo mensal de deslocamentos com possibilidade de ampliação conforme a demanda. A empresa opera com quatro ambulâncias, sendo três em atividade diária e uma de reserva, todas equipadas para suporte avançado de vida, com médico e enfermeiro a bordo. [LEIA_TAMBEM]No último trimestre, foram registradas 1.392 remoções. Em média, são efetuados 16 deslocamentos diários de pacientes graves. Em um tempo médio de 90 segundos, as equipes identificam paciente, solicitante, endereço e característica principal da ocorrência. Em seguida, a chamada vai para um dos seis médicos reguladores que, em cerca de 127 segundos, decide qual tipo de suporte será enviado e permanece na linha dando orientações de primeiros socorros para o solicitante. Nos anos de 2023 e 2024, foram incorporadas 74 novas viaturas à frota, com a pasta em fase de planejamento para novas aquisições. Entre as medidas adotadas para aprimorar o serviço estão a revisão de protocolos assistenciais, a implantação de sistema informatizado para monitorar solicitações de transporte, o acompanhamento de indicadores de desempenho e a integração entre unidades hospitalares, tendo como foco a liberação de leitos e na redução do tempo de espera para transferências. Outros veículos de atendimento Veículos especializados da Secretaria de Saúde, como furgões, caminhões e vans, reforçam as ações | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Caminhões, furgões e vans especializadas da SES-DF também reforçam a distribuição de medicamentos, ações de vacinação e atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A secretaria incorporou 50 novos veículos à frota da rede pública como parte do processo de renovação e ampliação da infraestrutura logística da rede. O investimento, que supera R$ 28 milhões em aquisições já contratadas, envolve caminhões, furgões e vans especializadas, definidos a partir das demandas operacionais das unidades e com impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos à população.
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Entenda a diferença entre os sons da sirene em ambulâncias do Samu
Você já parou para pensar por que o barulho das sirenes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) muda no meio do trânsito? Mais do que um simples alerta sonoro, cada variação tem uma função estratégica, como avisar motoristas e pedestres sobre a aproximação da ambulância e garantir passagem rápida e segura. José Jenecy dos Santos, condutor do Samu: “O reconhecimento da sirene é importante para garantir a rapidez na assistência e no deslocamento, seja para chegar ao paciente, seja para transportá-lo a uma unidade de saúde, onde receberá o suporte necessário” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Em 2025, o Samu-DF ultrapassou a marca de 643 mil atendimentos. Desses, cerca de 80 mil ocorrências exigiram ambulâncias. Para o condutor do Samu-DF José Jenecy dos Santos, os dados evidenciam como a atenção aos sinais sonoros faz diferença no tempo de resposta e na segurança das operações. “O reconhecimento da sirene é importante para garantir a rapidez na assistência e no deslocamento, seja para chegar ao paciente, seja para transportá-lo a uma unidade de saúde, onde receberá o suporte necessário”, explica Jenecy. “Precisamos de mobilidade e passagem para cumprir nossa missão.” Sinais sonoros Arte: Agência Saúde-DF As ambulâncias do Samu-DF operam com quatro padrões distintos de sirene, escolhidos conforme o tipo de via e a dinâmica do tráfego. Em trechos mais abertos, como rodovias, o som adotado é o wail, prolongado e oscilante. Ele indica deslocamento em maior velocidade e permite que os motoristas percebam a aproximação com antecedência, reduzindo riscos de freadas bruscas e manobras inesperadas. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Secretaria de Saúde DF (@secsaudedf) Nas cidades, onde o tráfego costuma ser mais denso, entra em ação o yelp, um sinal mais curto e agudo. Esse padrão é usado para solicitar passagem em congestionamentos, facilitando a identificação rápida da ambulância e a abertura imediata de espaço entre os veículos. [LEIA_TAMBEM]O piercer, também chamado de blipper, emite som curto, agudo e mais rápido. É um alerta mais incisivo, pensado para locais com pouca visibilidade ou espaço limitado. Em rotatórias, curvas fechadas, vias estreitas e corredores apertados, esse som ajuda o motorista a perceber com precisão de onde vem a ambulância, agilizando a reação. Já o fá-dó apresenta um padrão simples, alternando duas notas. Menos agressivo, costuma ser aplicado em deslocamentos de baixa velocidade, como áreas hospitalares ou durante manobras, quando o objetivo é sinalizar presença sem gerar impacto excessivo. Também auxilia na identificação de ambulâncias em comboios, mantendo a organização do tráfego ao redor. No dia a dia, esses sons não funcionam de forma isolada. Durante um mesmo deslocamento, a equipe pode alternar os padrões conforme o cenário muda. “O conjunto desses sons transforma a sirene em uma ferramenta de comunicação ativa com o trânsito, contribuindo para a segurança de motoristas, pedestres e das próprias equipes de atendimento”, complementa Jenecy. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Sessão no Congresso Nacional homenageia os 20 anos do Samu
Sessão realizada no Congresso Nacional celebrou os 20 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em nível nacional. Presente na solenidade, o diretor do serviço no Distrito Federal (DF), Victor Arimatea, destacou a experiência dos profissionais e o reconhecimento do trabalho do Samu em todo o DF. “Nestes 20 anos, renovamos nosso compromisso de garantir a intervenção pré-hospitalar dentro do menor tempo possível aos pacientes em situações extremas, fazendo a diferença em nome da vida” Victor Arimatea, diretor do Samu-DF “Graças aos nossos condutores socorristas, operadores de frota, técnicos em enfermagem, enfermeiros, médicos, psicólogos, mecânicos, assistentes sociais, instrutores, telefonistas e gestores, o que antes foi uma intensa jornada de aprendizado, hoje alcança a envergadura de uma experiência profissional”, reforçou o diretor do Samu DF durante a cerimônia. No Distrito Federal, de 2020 a 2024, foram mais de 3,6 milhões de ligações acolhidas via 192 e aproximadamente 255 mil pacientes atendidos com ambulâncias, motos ou unidades de resgate aéreo, resultando em cerca de 175 atendimentos diários nos últimos 4 anos. Além dos atendimentos, o diretor do Samu destacou os desafios superados e o compromisso do serviço. “Nestes 20 anos, renovamos nosso compromisso de garantir a intervenção pré-hospitalar dentro do menor tempo possível aos pacientes em situações extremas, fazendo a diferença em nome da vida”, enfatizou. Sessão realizada no Congresso Nacional destacou os 20 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Atualmente, em âmbito nacional, o Samu chega a mais de 187 milhões de brasileiros em cerca de 3,9 mil municípios, o que significa que 92% da população é atendida pelo serviço. Também presente na solenidade, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou o compromisso de chegar a 100% de cobertura do serviço. Em 2024, está prevista a entrega de 1.780 novos veículos em todo o Brasil. “Além disso, o Novo PAC vai destinar 350 novos veículos e construir 14 novas centrais de regulação do Samu 192 em áreas com vazio assistencial. O objetivo é garantir que o serviço alcance a universalização até 2026”, destacou a ministra. Atendimento de urgência Criado pelo decreto 5.055, de 27 de abril de 2004, o Samu é componente da Política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde, integrando a Rede Assistencial Pré-Hospitalar Móvel de atendimento às urgências. O atendimento pré-hospitalar móvel em situações de urgência é caracterizado pela resposta rápida à vítima após um incidente que afete a saúde, seja de natureza clínica, cirúrgica, traumática ou psiquiátrica. O tipo de atendimento evita o agravamento da condição da vítima, minimizando o sofrimento, prevenindo sequelas ou mesmo evitando o óbito. O serviço é gratuito, acessado pelo número 192, funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, oferecendo orientações e enviando veículos tripulados por equipes capacitadas, acionadas por uma Central de Regulação das Urgências. Saiba mais sobre o Samu 192 DF. *Com informações da SES-DF
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