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De animais domésticos à fauna silvestre, GDF investe em saúde animal e trabalho de prevenção

Com atenção especial deste GDF desde 2019, a proteção animal passou a ter sua própria política pública permanente, estruturada dentro da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), criada em outubro de 2024. Entre as ações implementadas e promovidas pela pasta, estão iniciativas voltadas tanto para animais domésticos quanto em situação de rua e também a fauna silvestre, o que inclui atendimento clínico especializado, controle populacional, identificação eletrônica, educação e resgate ambiental. Parte da estrutura pública de atendimento animal, a Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Zoonoses) tem seu impacto, em especial, na prevenção de doenças. À frente da Gerência de Vigilância de Zoonoses, Andressa Jalyne explica que o foco do serviço é a chamada saúde única, que integra a saúde animal, humana e ambiental. “Nosso trabalho é pautado em prevenção e vigilância. De vacinações a testes, temos conseguido estabelecer melhor a nossa função nos últimos anos, as pessoas têm entendido melhor o que fazemos e tem sido gratificante”, destacou. Entre as principais ações do espaço está a vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos a partir de três meses, realizada diariamente, das 8h às 17h, além das campanhas anuais intensificadas entre agosto e outubro. Entre 2023 e 2025 foram aplicadas cerca de 7,3 mil vacinas antirrábicas. E, entre 2020 e 2025, foram realizados mais de 7,4 mil testes para Leishmaniose visceral canina. Na última semana, o engenheiro Thiago Neiva Pereira levou os cães Bailey e John Snow para vacinação antirrábica na unidade. “Foi muito rápido. Em menos de cinco minutos a gente conseguiu o atendimento”, contou. Para ele, a oferta gratuita reforça a segurança coletiva: “Raiva é uma doença letal. É muito importante essa vacinação pública”. Parte da estrutura pública de atendimento animal, a Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Zoonoses) tem seu impacto, em especial, na prevenção de doenças | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A gerência também atua no recolhimento de morcegos com suspeita de raiva, na testagem de leishmaniose em cães, com exames rápidos e confirmatórios, além do acompanhamento de casos. Doenças como esporotricose, leptospirose e hantavirose também fazem parte do monitoramento. A gerente da unidade reforçou que o recolhimento ocorre apenas em casos com vínculo epidemiológico, ou seja, quando há suspeita de zoonose. Embora não seja a função principal, a unidade também acolhe, em situações específicas, animais resgatados de maus-tratos ou de acumuladores. Atualmente, 15 cães e duas gatas saudáveis aguardam adoção. Eles são castrados, vacinados, vermifugados e microchipados, com acompanhamento diário da equipe. Resgates da fauna silvestre Além da estrutura para animais domésticos, nos últimos anos o GDF organizou a política voltada à fauna silvestre. Unidade específica para esse contingente, o Hospital Veterinário Público de Fauna Silvestre (Hfaus) já realizou, desde a inauguração em 2024, cerca de 4,8 mil atendimentos, contemplando 222 espécies diferentes — 149 de aves, 41 de mamíferos e 32 de répteis. Entre as espécies mais resgatadas de 2021 a 2024 estão o saruê, o canário-da-terra e a jiboia, reflexo da pressão urbana sobre áreas naturais e do aumento da circulação desses animais em regiões habitadas. Entre as principais causas estão cuidados neonatais, responsáveis por 30% dos atendimentos, e lesões e fraturas, com 26% dos registros. Ataques de animais domésticos correspondem a 6% das ocorrências. Após reabilitação, os animais passam por avaliação técnica do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama) antes da reintegração ao habitat natural. Os resgates são realizados pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Entre 2019 e 2025, o número anual de animais resgatados variou de 2,9 mil a 4,2 mil. A tenente Thays Gonçalves, do BPMA, destaca a importância do acionamento correto. “A população é muito importante no nosso trabalho, porque é ela que nos aciona. A orientação é que, ao se deparar com um animal silvestre, a pessoa se mantenha em segurança e ligue no 190. Em hipótese alguma deve tentar fazer a captura.”  

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Cães e gatos podem ser vacinados contra a raiva neste sábado (23)

Cães e gatos saudáveis e com mais de três meses de idade poderão ser vacinados contra a raiva neste sábado (23). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá 14 locais de atendimento, em Águas Claras, Gama, Vicente Pires, Sobradinho e Sol Nascente. As iniciativas para ampliar a cobertura vacinal dos pets prosseguem. Outros 14 locais de atendimento, em Santa Maria, Recanto das Emas e Guará, já estão planejados para o sábado seguinte (30). Já os Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental fazem a vacinação de segunda a sexta-feira. A lista completa com endereços e horários de atendimento está disponível no site da SES-DF. Cães e gatos devem ser vacinados contra a raiva anualmente | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Para levar um cão ou gato para vacinação é necessário ser maior de idade e apresentar documento de identidade. O animal deve estar com coleira, guia, focinheira ou caixa de transporte, conforme o porte. Não é necessário fazer agendamento. A aplicação da vacina deve ser anual: isto é, cães e gatos vacinados em 2024 devem receber o imunizante mais uma vez. Isso também vale para fêmeas prenhas ou em período de amamentação, pois podem ser vacinadas. Qualquer dúvida adicional pode ser tirada com as equipes da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Primeiros animais chegam à Expoabra 2025 e passam por adaptação para a feira

Rincon é um dos 450 jumentos da raça Pêga que já estão no Parque de Exposições da Granja do Torto para a 33ª edição da Expoabra, que começa no próximo dia 29 e vai até 7 de setembro. O espaço também já recebeu as primeiras 60 vacas do concurso leiteiro. A chegada antecipada é essencial para a adaptação dos animais e garante melhores condições nas competições. Neste ano, mais de dois mil animais de elite vão movimentar a maior vitrine da pecuária e da agricultura do Distrito Federal. A Expoabra será palco da 38ª Exposição Nacional da Raça Pêga, que reunirá os melhores exemplares e criadores do país. “É o momento de apresentar a qualidade que a raça alcançou, trocar informações, comparar linhagens e também atrair novos criadores. Além de ser uma competição, é uma grande confraternização entre amigos e apaixonados pelo Pêga”, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Jumento Pêga, Cristiano Marzola. Chegada antecipada é essencial para a adaptação dos animais e garante melhores condições nas competições | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Entre as características que tornam a raça tão valorizada atualmente, ele aponta a marcha — diferencial em relação a outras raças de asininos —, a resistência, a docilidade e a versatilidade, já que os animais são usados tanto para trabalho quanto para lazer. “A mula Pêga se tornou muito apreciada por criadores em todo o Brasil”, contou.   Durante a Expoabra, os animais disputam provas divididas por idade e sexo: jovens de seis a 36 meses e adultos a partir de 36 meses. Primeiro, os juízes escolhem os campeões de cada categoria e, em seguida, os grandes campeões gerais, separados em machos e fêmeas. Para os criadores, mais do que a premiação, a mostra é uma oportunidade de apresentar o trabalho e avaliar a qualidade das linhagens que desenvolvem.  A exposição também inclui o leilão, marcado para o dia 29, às 19h, com a oferta de jumentos e muares previamente selecionados e credenciados. Outra atração são as chamadas provas sociais, que reforçam o caráter familiar da raça. Mais de dois mil animais de elite vão movimentar a maior vitrine da pecuária e da agricultura do Distrito Federal Mais atrações O gado de leite também já está na fase de adaptação no parque para participar do concurso leiteiro, que reúne algumas das principais fazendas do Distrito Federal, do Entorno e de outros estados, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo. “Receber os animais com antecedência é fundamental para que se adaptem bem ao espaço e participem das competições em condições semelhantes às de propriedades de origem”, explicou o diretor executivo do Parque Granja do Torto, Luciano Mendes. A programação vai além da exposição de animais de elite, como gado de leite, cavalos, muares e ovinos. Este ano, o público poderá conferir também feira de orquídeas, feira de adoção de pets, mostras gastronômicas com vinhos e cervejas artesanais produzidos no DF e atrações culturais no fim da tarde, para valorizar artistas locais. “É um evento para toda a família, da criança ao idoso, pensado tanto para a população urbana quanto rural, com acessibilidade garantida em toda a estrutura”, ressaltou Mendes. Luciano Mendes, diretor executivo do Parque de Exposições, exalta a Expoabra: "É um evento para toda a família, da criança ao idoso, pensado tanto para a população urbana quanto rural, com acessibilidade garantida em toda a estrutura"  [LEIA_TAMBEM]Luciano destacou ainda que a Expoabra tem papel estratégico no fomento ao setor agropecuário do Distrito Federal e da região. “Apesar da imagem de cidade urbana, Brasília também tem um lado agro muito forte, impulsionado pelo PGT [Serviço Social Autônomo Parque Granja do Torto], pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri), pela Emater [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural] e pelo próprio Governo do Distrito Federal (GDF). Isso garante uma produção local de grande relevância no cenário nacional, mesmo com o território restrito.” Abertura A Expoabra 2025 conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio das secretarias de Agricultura, de Governo e de Cultura e Economia Criativa, e da Emater-DF. A tradicional demonstração de animais, antes realizada em espaço fechado, será feita ao ar livre na pista central, em 2 de setembro, durante a abertura oficial do evento, às 10h. O público poderá acompanhar dez atrações em sequência, incluindo balé a cavalo, adestramento, corrida de tambor com campeão regional, provas de carroça e, pela primeira vez, exibições de hipismo.

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Vigilância Ambiental vacina 542 animais contra a raiva em Vicente Pires

A equipe do Núcleo Regional de Vigilância Ambiental em Saúde (Nuval) do Guará esteve no sábado (16) em Vicente Pires, onde vacinou 542 animais contra a raiva em um pet shop da região. A ação itinerante faz parte do trabalho dos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES) e integra a campanha anual de vacinação antirrábica, voltada para cães e gatos.  “O objetivo é garantir a imunização dos pets, reduzindo a circulação do vírus da raiva. Embora não haja registros recentes em cães, o vírus ainda pode estar presente em animais silvestres. Queremos alcançar pelo menos 80% de cobertura da população animal do DF”, explicou a agente de Vigilância Ambiental (AVA) do Nuval do Guará, Lidiane Pires. Vacina antirrábica deve ser aplicada anualmente em cães e gatos a partir dos três meses de idade | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Entre os tutores que compareceram à ação estava o servidor público Heanes Medeiros, 49 anos, que levou a gatinha Juma, 10 meses, para vacinar. “Essa iniciativa é muito importante para a proteção dos nossos pets. A gente cria como se fossem filhos, então precisamos ter esse cuidado não só com a saúde deles, mas também com a dos nossos familiares”, disse. [LEIA_TAMBEM]Além de Vicente Pires, a SES também levou a vacinação antirrábica a pontos estratégicos de Santa Maria e Sobradinho. Ao longo do ano, o imunizante segue disponível nos 15 Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental em Saúde e na Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde. Os endereços e horários podem ser consultados no site da pasta. Prevenção A vacina antirrábica deve ser aplicada, anualmente, em cães e gatos a partir dos três meses de idade, inclusive em fêmeas prenhas ou em período de amamentação. O intervalo de 12 meses deve ser respeitado tanto para a primeira dose quanto para as demais aplicações. Não é necessário agendamento, basta que o tutor, maior de idade e com documento de identidade, leve o animal com coleira, focinheira ou caixa de transporte, conforme o porte. Pepita, 12 anos, também recebeu a dose de proteção. Para o tutor, Leonardo Martins, 52 anos, o cuidado deve ser contínuo. “Ela está comigo há muitos anos e é parte da família. Manter a vacinação em dia é essencial e ações como essa precisam acontecer com mais frequência.” Heanes Medeiros levou a gatinha Juma, de 10 meses, para vacinar Doença A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos e pode ser transmitida aos humanos pela mordedura, lambedura ou arranhadura de animais infectados com o vírus. A vacinação de cães e gatos continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a circulação do vírus e proteger a saúde de todos. *Com informações da Secretaria de Saúde

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