Oficina gratuita de grafite no IFB celebra 10 anos de carreira da artista urbana Siren
A arte urbana como ferramenta de transformação social, formação cultural e ocupação criativa da cidade. É com essa proposta que a artista visual e grafiteira brasiliense Camilla Santos, conhecida como Siren, realiza a oficina gratuita Spray na Prática, destinada a estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Taguatinga. A atividade, que será realizada nesta terça-feira (16), das 14h às 18h, integra o projeto Fantasia Concreta, que celebra os 10 anos de trajetória da artista e antecede uma grande exposição inédita no Espaço Cultural Renato Russo. Artista visual e grafiteira, a brasiliense Camilla Santos, conhecida como Siren, realiza a oficina gratuita Spray na Prática | Fotos: Divulgação/Secec-DF Com carga horária de quatro horas e certificação para os participantes, a oficina oferecerá uma imersão prática nas técnicas do grafite em spray. O objetivo é aproximar jovens e adultos da cultura hip-hop e incentivar a criatividade, a expressão artística e novas possibilidades de atuação profissional no campo da economia criativa. Ao conectar educação, cultura e economia criativa, a iniciativa contribui para fortalecer a cena artística do Distrito Federal, valorizar a cultura urbana e criar novas oportunidades para jovens e artistas" Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal "O apoio do Fundo de Apoio à Cultura permite que projetos como este alcancem a população de forma concreta, promovendo formação, inclusão e acesso à arte. Ao conectar educação, cultura e economia criativa, a iniciativa contribui para fortalecer a cena artística do Distrito Federal, valorizar a cultura urbana e criar novas oportunidades para jovens e artistas. Esse é um compromisso permanente da Secretaria de Cultura e Economia Criativa: ampliar o acesso à produção cultural e estimular a diversidade de expressões que compõem a identidade da nossa cidade", afirma o gestor da pasta, Fernando Modesto. A ação formativa marca o início de um projeto mais amplo, que inclui a exposição Fantasia Concreta, prevista para ocupar a Galeria Rubens Valentim, no Espaço Cultural Renato Russo, com aproximadamente 60 obras inéditas produzidas por Siren ao longo de uma década de pesquisa e intervenções urbanas. A mostra reunirá telas, bordados, objetos, instalações interativas e experimentações em diferentes suportes, convidando o público a uma experiência sensível sobre afeto, imaginação e pertencimento nos espaços urbanos. A arte de ampliar horizontes e despertar sensibilidades Na obra de Siren, destacam-se mulheres fortes e resilientes em conexão com a natureza e o território Reconhecida por retratar mulheres fortes e resilientes em conexão com a natureza e o território, Siren construiu uma trajetória de destaque na arte urbana brasileira desde 2014. Entre os marcos de sua carreira estão o Prêmio Cultura Brasília 60, concedido pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), e a publicação do livro Siren Concreta, lançado em versões bilíngue e em Braille. "Levar essa experiência aos estudantes do IFB é uma forma de devolver ao Distrito Federal parte de tudo o que construí e vivi nesses anos, contribuindo para que novos artistas e agentes culturais encontrem também seus próprios caminhos de expressão” Siren, artista plástica e grafiteira “O grafitti transformou a forma como eu vejo e me relaciono com a cidade, e acredito profundamente na capacidade que a arte tem de ampliar horizontes, despertar sensibilidades e criar novas possibilidades de existência", avalia Siren. "Levar essa experiência aos estudantes do IFB é uma forma de devolver ao Distrito Federal parte de tudo o que construí e vivi nesses anos, contribuindo para que novos artistas e agentes culturais encontrem também seus próprios caminhos de expressão”, enfatiza. Além da exposição e da oficina, o projeto prevê a doação de três obras para espaços públicos e acervos culturais do Distrito Federal, ampliando a presença da arte urbana em equipamentos públicos e fortalecendo o patrimônio cultural da cidade. Também será realizada uma campanha de arrecadação de materiais artísticos durante o período expositivo, destinada ao IFB Campus Taguatinga, com o objetivo de incentivar a continuidade de atividades criativas e formativas junto aos estudantes. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa se destaca ainda pelo compromisso com a acessibilidade e a inclusão. Todas as obras da exposição contarão com audiodescrição por meio de QR Codes, haverá atendimento especializado para pessoas com deficiência visual mediante agendamento, materiais acessíveis na oficina e presença de intérprete de Libras quando necessário. O projeto também reforça políticas de equidade de gênero e diversidade, sendo conduzido por uma equipe majoritariamente feminina e inclusiva. *Com informações da Secec-DF
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Grafite leva cor e dá vida às passagens subterrâneas do Plano Piloto
Um verdadeiro painel a céu aberto. Essa é a passagem subterrânea na altura da 103 Norte. Nesta segunda-feira (20), o grafiteiro Elom Cordeiro, de Ceilândia, desenhou, no local, formas geométricas que remetem a Athos Bulcão e a monumentos, como Torre de TV, Congresso Nacional e Praça dos Três Poderes. Muitos outros trabalhos vão colorir os quase 1,2 mil metros quadrados da passarela de pedestres e ciclistas. Cada parede tem cerca de 200 metros de extensão e 2,90 metros de altura. Outros nomes da arte urbana do Distrito Federal vão se juntar a Elom. Entre eles, Toys Daniel, conhecido mundialmente por seus murais e ilustrações; e Vinícius Lap!xa, referência do grafite em Sobradinho. Elom Cordeiro: "A ideia é dar vida a essas estruturas monocromáticas mostrando a genialidade dos artistas candangos" | Foto: Divulgação/Novacap “Outros talentos da periferia ainda vão se juntar a nós, uma vez que esse projeto vai crescer para as demais passagens subterrâneas. A ideia é dar vida a essas estruturas monocromáticas mostrando a genialidade dos artistas candangos", destaca Elom, responsável por diversos painéis em todo o DF. “Queremos, com isso, incentivar esses moleques novos que querem mostrar a própria arte e firmar parcerias para que seus trabalhos ganhem oportunidades e sejam contemplados pela comunidade.” "As 16 passagens vão ficar mais harmoniosas e totalmente agradáveis, melhorando muito a estética e, com ela, o bem-estar e a sensação de segurança do cidadão" Fernando Leite, presidente da Novacap A iniciativa faz parte do processo de reforma dessas passarelas gerido pela Diretoria das Cidades da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). “Esse trabalho está dentro do contrato da empresa executora das obras, responsável por contratar os profissionais que vão estampar sua arte nas paredes”, explica o presidente da empresa, Fernando Leite. “As 16 passagens vão ficar mais harmoniosas e totalmente agradáveis, melhorando muito a estética e, com ela, o bem-estar e a sensação de segurança do cidadão”. Cada caminho deve levar de uma a duas semanas para ficar completamente grafitado. Assim que a 103 Norte ficar pronta, os artistas seguem para a Asa Sul, nas estruturas na altura da 102 e da 104, que também já foram reformadas. “Eu passei na ida para deixar minha filha na escola e fiz questão de voltar pelo mesmo caminho para apreciar com mais calma. Está lindo demais. Deu outra cara”, comenta o servidor público Túlio Figueiredo, de 43 anos, morador da região. [LEIA_TAMBEM]A Novacap reforça o apelo à comunidade para preservar os espaços reformados, evitando descarte irregular de lixo e estacionamento de veículos nas áreas de acesso, bem como a utilização do local para necessidades fisiológicas. Essas práticas indevidas comprometem a conservação e o uso seguro das passagens, fundamentais para a mobilidade e segurança de pedestres. Além disso, um acordo de cooperação técnica entre a Novacap e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) está em estudo para garantir a segurança e inibir a depredação das passagens subterrâneas do Plano Piloto. A companhia prepara um edital para a aquisição e manutenção de câmeras de segurança que vão fazer o videomonitoramento 24 horas das passagens. A projeção é que o sistema conte com cerca de 220 equipamentos de filmagem. *Com informações da Novacap
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Em sua quinta edição, projeto transforma paradas de ônibus de Sobradinho em galerias de arte
O cotidiano transformado em cores, histórias e arte acessível a todos, chega a mais uma edição em Sobradinho por meio da quinta edição da Bienal Internacional de Arte Urbana. Idealizada pelo artista da cidade Toninho de Souza, a iniciativa pretende transformar 74 pontos de ônibus de Sobradinho em verdadeiras telas a céu aberto, com obras de mais de 40 artistas. Com apoio da Administração Regional de Sobradinho, por meio da Gerência de Cultura, Esporte e Lazer, o projeto também reforça a importância da preservação dos espaços públicos | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília “Usamos colagem, pintura direta, entre outras técnicas que permitem liberdade total ao artista. A ideia é justamente essa: criar um intercâmbio cultural em que cada um se expresse com autenticidade, tanto no tema quanto na técnica”, explica Toninho de Souza. Na primeira etapa, cinco artistas convidados já reformaram 12 paradas de ônibus. A próxima fase contará com a participação de artistas que integraram a edição anterior. “O artista expressa o que carrega por dentro. Aqui, ele coloca a alma no trabalho. E a maior alegria é ver que isso é reconhecido e valorizado pela comunidade”, destaca Toninho. O venezuelano Ramon Maldonado Diaz é um dos convidados para compor o cenário artístico de Sobradinho. Na edição anterior, ele transformou a parada da Quadra 4 com cores vibrantes e elementos da natureza, como flores e pássaros. “Ainda não decidi o que vou pintar desta vez. O coração é quem escolhe. Minha arte é baseada no amor. Tudo precisa ser feito com sentimento, com dedicação. É isso que dá vida ao trabalho”, comenta, entusiasmado com o retorno. “É uma experiência emocionante, que traz alegria para as pessoas da cidade”. A comunidade também sente o impacto positivo da iniciativa. Maria Elsa Alves, 78 anos, afirma que se sente mais feliz ao chegar às paradas decoradas por Toninho. “Acho lindo. Valoriza o ambiente, a cidade. Todo mundo comenta”, diz a aposentada. Já a atendente Rafaela Morais, 23, destaca a importância de democratizar o acesso à arte: “Enquanto espero o ônibus, aprecio as pinturas. Elas transformam um lugar que antes era feio em algo bonito, que transmite boas sensações”. Idealizada pelo artista Toninho de Souza, a iniciativa pretende transformar 74 pontos de ônibus de Sobradinho em verdadeiras telas a céu aberto, com obras de mais de 40 artistas Preservação da arte [LEIA_TAMBEM]Com apoio da Administração Regional de Sobradinho, por meio da Gerência de Cultura, Esporte e Lazer, o projeto também reforça a importância da preservação dos espaços públicos. A gerência atua na catalogação e no encaminhamento dos artistas para futuras edições. “As pinturas nas paradas de ônibus embelezam e valorizam a cidade, transformando-a em referência cultural. É fundamental que a população ajude a preservar esses patrimônios e não depredar as estruturas”, ressalta o gerente de Cultura, Esporte e Lazer de Sobradinho, Mestre Bené. A pichação é considerada crime ambiental no Brasil, conforme o artigo 65 da Lei nº 9.605/98. A pena prevista é de três meses a um ano de detenção, além de multa. Já o grafite, quando autorizado e com valor artístico, é reconhecido como expressão legítima de arte urbana. O administrador regional de Sobradinho, Paulo Izidoro, também enfatiza a importância do projeto: “É uma grande honra apoiar uma iniciativa reconhecida pela população. Essa arte pública é um patrimônio da nossa cidade”.
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Portais do Parque da Cidade ganham vida com obras de artistas locais
Com um trabalho de arte urbana iniciado nos portais de acesso do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, nove dos 15 murais existentes já estão com as pinturas completas, compondo um cartão-postal da cidade. Ao todo, oito artistas locais foram convidados para preencher as entradas e saídas do maior parque urbano da América Latina, deixando os espaços mais coloridos, atrativos e representativos com figuras importantes para a capital federal, como Burle Marx, Joaquim Cruz, Bernardo Sayão, entre outros. Portal em frente ao Setor de Rádio e TV Sul, que dá acesso ao parque Nicolândia, celebra o corredor de meia-distância brasileiro Joaquim Cruz, campeão e medalhista olímpico nascido em Taguatinga | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Nas obras, elementos contemporâneos e artísticos são incorporados aos homenageados, levando mensagens e valorizando os artistas da cidade na arte a céu aberto. De acordo com o administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, além de um incentivo grande para os artistas, a parceria com o GDF também proporciona uma geração de renda. “É uma valorização do nosso artista aqui, prata da casa. Valorizar o artista e o grafismo do DF não é algo que começamos agora, a gente sabe que é muito forte essa relação com os grafiteiros, e precisamos prestigiar e beneficiar tanto os artistas quanto ao público brasiliense”, afirmou. Arte personalizada “Estou em sintonia com a obra dele, trazendo um pouco da minha realidade artística também, com uma natureza mais potente, porque isso também está dentro da minha identidade”, diz a artista urbana Didi Colado, que homenageia Burle Marx no mural No Portal do Eixo Monumental, que fica em frente ao Estádio Mané Garrincha, a artista urbana Didi Colado, 38, completa o mural de entrada com referências ao artista plástico e paisagista Burle Marx – responsável por introduzir o paisagismo modernista no Brasil e com diversas obras espalhadas por toda a cidade. A artista destacou que busca incorporar pontos de releitura da obra de Burle Marx com singularidade à sua origem paraense. “Sou do Pará, do norte do Brasil, com uma vegetação muito presente, e gostei de terem escolhido ele pra mim, achei bem emblemático. Estou em sintonia com a obra dele, trazendo um pouco da minha realidade artística também, com uma natureza mais potente, porque isso também está dentro da minha identidade”, pontuou. “Caminhando pelo mural você chega na corrida como campeão. Então é um pouco dessa história, de começar pequeno e lá no fim ser grande”, diz o artista plástico Toys Daniel, que pintou o moral em homenagem ao corredor Joaquim Cruz Já no portal em frente ao Setor de Rádio e TV Sul (SRTVS), que dá acesso ao parque Nicolândia, o mural de entrada representa o corredor de meia-distância brasileiro Joaquim Cruz, campeão e medalhista olímpico nascido em Taguatinga. O atleta foi marcado na parede pelo artista plástico Toys Daniel, 33, que contou ter idealizado uma linha do tempo não tão óbvia, mas lúdica – onde a atenção está nos detalhes que contam não apenas a história do atleta, mas dos sonhadores. “Quis trazer lembranças da infância, da pipa que remete à liberdade, a flutuar no céu, depois a casinha com uma janela com a luz acesa retratando as noites que a gente vira buscando um sonho. Com certeza o Joaquim virou muitas noites buscando ser campeão olímpico. Caminhando pelo mural, você chega na corrida como campeão. Então é um pouco dessa história, de começar pequeno e lá no fim ser grande. Ao mesmo tempo, o que vale é o caminho, não a linha de chegada”, detalhou. Visibilidade O militar Bruno Rodrigues costuma correr no Parque da Cidade e diz que os murais deixam o ambiente ainda mais bonito O encarregado do mural que representa o engenheiro agrônomo Bernardo Sayão, importante na construção de Brasília com o legado da construção da rodovia Belém-Brasília, foi o artista urbano e designer Rodolfo Caburé, 31. Encarando como uma grande responsabilidade, o artista disse ter incorporado um olhar de orgulho ao ver Brasília, colocando também elementos marcantes como o céu azul da capital. Caburé destacou, ainda, a importância da visibilidade que os murais agregam à trajetória dele e de outros artistas locais – além de ressaltar a felicidade ao colocar o trabalho em um lugar importante não só para a cidade, mas para ele também, resgatando memórias afetivas do artista com o Parque da Cidade, aonde ia com o pai quando era mais novo para andar de bicicleta e comer churrasco. “Brasília é um lugar onde a cena da arte urbana é muito grande, com artistas muito bons que precisam dessa disponibilidade. Esses murais são cobiçados por grafiteiros, todos querem expor seu trabalho. Quando há essas oportunidades, faz com que a cultura do grafite cresça, seja cada vez mais valorizada e vista como algo artístico. Quando as pessoas veem que o próprio governo nos contratou, percebem que é algo sério, um trabalho que traz mais vida para a cidade. A arte passa emoção, e só tem a agregar para a população”, observou. O militar da Aeronáutica Bruno Rodrigues, 37, costuma correr no Parque da Cidade com frequência, preferindo as atividades ao ar livre. Para ele, o trabalho dos artistas trouxe outro visual para suas corridas: “Sem dúvida, é um trabalho muito bacana que está sendo realizado. Deixa mais atrativo, mais bonito o ambiente e até melhor para correr. A gente tem que valorizar mesmo os artistas locais, e fazer essas homenagens com essas personalidades enriquece demais o trabalho dos artistas aqui de Brasília”.
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