IML oferece atendimento humanizado para vítimas de todas as idades
A nova sede do Instituto de Medicina Legal (IML) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) representou não apenas um avanço em termos estruturais e de modernização, mas também uma importante ampliação na humanização do atendimento às vítimas. Mesmo na antiga sede, o IML já contava com ambientes individualizados, projetados para evitar a revitimização dos atendidos. Com as novas instalações, a setorização dos espaços destinados à realização de perícias tornou-se ainda mais acolhedora e adequada às necessidades de cada público. O diretor-adjunto do IML, Roney Augusto Faria, destaca que a individualização dos atendimentos e a preservação das vítimas sempre fizeram parte da rotina do instituto desde o primeiro contato do público | Foto: Herbert Barbosa/PCDF A PCDF oferece a crianças e adolescentes vítimas de violência ambientes exclusivos, com recepção diferenciada, atendimento especializado prestado por médicos e enfermeiros, além de uma brinquedoteca, onde, inclusive, a criança pode escolher um brinquedo para levar para casa. Com isso, o instituto mantém campanha permanente para o recebimento de doações de brinquedos em bom estado. O diretor-adjunto do IML, Roney Augusto Faria, destaca que a individualização dos atendimentos e a preservação das vítimas sempre fizeram parte da rotina do instituto desde o primeiro contato do público, mesmo antes da publicação da Lei nº 7.909, de 16 de junho de 2026. Segundo ele, a nova estrutura ampliou ainda mais essas medidas. “A nova estrutura permitiu acomodar, receber e amparar as vítimas de uma maneira ainda mais humanizada. A própria ambientação, com a separação de ambientes, os profissionais ali presentes — tudo compõe uma diferenciação e reforça a atuação pela não revitimização”, afirma o diretor. *Com informações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
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Hospital Cidade do Sol é convidado para representar o Centro-Oeste em evento nacional de cuidados paliativos
O Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foi convidado pelo Ministério da Saúde para apresentar sua experiência em cuidados paliativos em um evento nacional que marcará os dois anos da Política Nacional de Cuidados Paliativos, comemorados em maio. O convite foi feito durante visita técnica realizada nesta quarta-feira (29), quando a equipe federal conheceu de perto o modelo de atendimento desenvolvido na unidade. “Receber esse convite é motivo de satisfação e realização. Mostra que estamos no caminho certo e que o nosso trabalho tem feito diferença. Além disso, é uma oportunidade de representar o Centro-Oeste”, comemora o gerente-geral substituto do HSol, Leandro Queza. Segundo a coordenadora do Núcleo Nacional de Cuidados Paliativos do Ministério da Saúde, Gabriela Hidalgo o cuidado paliativo ainda é recente, mas apresenta grande potencial. “Queremos levar exemplos que estão dando certo, e o trabalho desenvolvido aqui é um deles”, frisa. Modelo que humaniza a assistência Referência no Distrito Federal, o Hospital Cidade do Sol se destaca pela assistência voltada a pacientes com doenças graves ou que ameaçam a vida, com foco no conforto, na dignidade e na qualidade de vida. A visita teve como objetivo conhecer o funcionamento desse atendimento na prática, além de promover a troca de experiências e discutir estratégias para ampliar esse tipo de assistência no Sistema Único de Saúde (SUS). No HSol, o atendimento é realizado por uma equipe dedicada, composta por psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas | Fotos: Divulgação/IgesDF Segundo o chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos do IgesDF, o médico paliativista Arthur Amaral, ainda existe uma compreensão equivocada sobre esse tipo de assistência. “É importante entender que cuidados paliativos não são apenas para pacientes em fim de vida. Eles devem ser oferecidos a qualquer pessoa com doença grave, que traga sofrimento. O nosso objetivo é garantir mais conforto, dignidade e qualidade de vida”, explica. O gestor destaca ainda que esse modelo contribui diretamente para a humanização da assistência. “Não é desistir do paciente. Pelo contrário, é cuidar melhor, de forma integrada”, completa. Durante a visita, Gabriela Hidalgo, ressaltou como diferencial do HSol a integração entre os serviços de saúde. “Aqui existe uma articulação entre hospital, unidades de pronto atendimento (UPAs) e outras unidades, o que facilita a identificação e o encaminhamento dos pacientes que precisam desse cuidado. Isso faz toda a diferença para quem vive com uma condição grave e precisa de acolhimento”, afirma. O modelo apresentado pela unidade também se destaca pela rápida expansão. O Hospital Cidade do Sol iniciou suas atividades em junho de 2025, com 10 leitos exclusivos de cuidados paliativos. Atualmente, já conta com 25 leitos, e a meta é alcançar 60, sendo 24 com suporte para hemodiálise, o que pode consolidar o hospital como referência nacional na área. Entre junho e dezembro de 2025, 114 pacientes foram encaminhados ao HSol, oriundos de diferentes unidades da rede pública Dados do serviço reforçam esse crescimento. Entre junho e dezembro de 2025, 114 pacientes foram encaminhados ao HSol, oriundos de diferentes unidades da rede pública, como o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria e diversas UPAs do Distrito Federal. O perfil dos pacientes indica média de idade de 72 anos, com casos que variam de 23 a 103 anos, além de uma distribuição equilibrada entre homens e mulheres. Como funcionam os cuidados paliativos Na prática, pacientes atendidos na rede pública de saúde do Distrito Federal são identificados por equipes médicas capacitadas quanto à necessidade de cuidados paliativos. A partir dessa avaliação, o paciente é encaminhado de forma regulada para o Hospital Cidade do Sol ou se houver indicação para o Hospital de Apoio de Brasília (HAB), unidades de referência nesse tipo de atendimento. “No dia a dia, o fortalecimento dos cuidados paliativos representa mais qualidade de vida para pacientes e familiares. Essa abordagem atua no controle da dor, no suporte emocional e no cuidado integral, sempre respeitando as necessidades e desejos de cada paciente”, explica o chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos do IgesDF. No HSol, o atendimento é realizado por uma equipe dedicada, composta por psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. Em conjunto com médicos e familiares, esses profissionais constroem um plano antecipado, centrado no paciente. *Com informações do IgesDF
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Investimentos de R$ 78,1 milhões modernizam delegacias do DF e ampliam segurança e atendimento à população
Quem procura as delegacias do Distrito Federal já percebe mudanças que vão além da estrutura física. Hoje, ao chegar a uma unidade da Polícia Civil, a população encontra instalações modernas, atendimento reservado e mais segurança — medidas que, segundo o delegado-geral adjunto Saulo Lopes, fazem diferença no acolhimento à comunidade. “As novas delegacias separam as áreas de atendimento, custódia e trabalho interno. Contam com espaços específicos para a Polícia Militar e têm ambientes voltados ao acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência, com salas reservadas e estrutura adequada para um atendimento mais sensível”, explica o delegado-geral. Essas melhorias são resultado de um conjunto de investimentos que, entre 2019 e 2025, somaram R$ 78,1 milhões. Segundo Saulo Lopes, a principal obra foi a construção do novo Instituto Médico Legal (IML), no Plano Piloto, com investimento de cerca de R$ 47,4 milhões. Entre 2019 e 2025, o GDF investiu R$ 78,1 milhões nas delegacias do Distrito Federal, resultando em instalações modernas e atendimento mais reservado | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Além da estrutura moderna, o principal ganho foi a humanização do atendimento. Antes, havia uma única entrada para vítimas, autores de crimes e familiares. Hoje, os acessos são separados, garantindo mais segurança e respeito às pessoas”, afirma. Atendimento ampliado No período, também foi construída a 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho II, erguida do zero com investimento de R$ 10,5 milhões. Outras seis delegacias passaram por reforma: a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), na Asa Sul; a 17ª DP, em Taguatinga Norte; a 9ª DP, no Lago Norte; a 10ª DP, no Lago Sul; o posto policial do aeroporto; e a Divisão de Operações Aéreas (DOA/Depate). “A Polícia Civil tem hoje 31 delegacias espalhadas pelo DF, além de unidades especializadas, que ampliam a capacidade de atendimento e aproximam a polícia da comunidade”, aponta o delegado-geral. O montante investido também possibilitou a criação da Deam II e do IML em Ceilândia, ambos ao lado da 15ª DP Os investimentos também resultaram na criação de três Núcleos de Atendimento à Mulher (Nuiam) — na 29ª DP, no Riacho Fundo; na 38ª DP, em Vicente Pires; e na 11ª DP, no Núcleo Bandeirante —, além da requalificação do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA). “Outro avanço importante é a delegacia eletrônica, que permite o registro de ocorrências pela internet. O DF foi pioneiro no registro de casos de violência doméstica online, com a solicitação de medidas protetivas, sem que a vítima precise sair de casa”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Saulo Lopes também destaca as melhorias no Complexo Regional da Ceilândia, com a criação da Deam II e do IML na região, ambos ao lado da 15ª DP: “A descentralização dos serviços facilitou o acesso da população, que antes precisava se deslocar até a área central de Brasília. Isso representa um avanço importante, especialmente para regiões com grande número de moradores”. Segundo o delegado-geral, há ainda obras em andamento para este ano. “Já foi assinada a ordem de serviço, pelo governador Ibaneis Rocha, para a construção da nova sede da 12ª DP, em Taguatinga, com investimento superior a R$ 15 milhões. Também estamos em fase de contratação de uma nova sede para a Divisão de Operações Especiais, com valor semelhante, e de uma nova policlínica, com investimento estimado em R$ 34 milhões, no Complexo da Polícia Civil, na Asa Sul”, detalha. Além dos investimentos em estrutura, desde 2019 o DF voltou a contar com delegacias que funcionam 24 horas por dia, o que contribuiu para que Brasília fosse eleita, em 2024, a segunda capital mais segura do país, segundo o Atlas da Violência.
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Painel destaca empregabilidade como caminho para prevenir violência doméstica no DF
Nesta quarta-feira (10), a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) participou da 2ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União, realizada no auditório do Superior Tribunal Militar (STM). O debate destacou a importância da empregabilidade como instrumento de autonomia econômica e prevenção à violência doméstica. Com o tema “Protocolos Unificados de Atendimento Humanizado às Vítimas de Violência”, a audiência foi conduzida pela ministra-presidente Maria Elizabeth Rocha e reuniu especialistas, representantes de órgãos públicos, entidades da sociedade civil e pesquisadores. O objetivo foi discutir a padronização de procedimentos que garantam atendimento digno, ágil e humanizado às vítimas. A Secretaria da Mulher do Distrito Federal participou da 2ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União, nesta quarta (10) | Foto: Mardonio Vieira/SMDF A vice-governadora Celina Leão reforçou que o Governo do Distrito Federal tem o compromisso de criar caminhos para que mulheres reconstruam suas histórias com dignidade e independência: “Nosso objetivo é garantir não apenas a contratação, mas a permanência no emprego, fortalecendo a estabilidade emocional, financeira e social dessas mulheres. A autonomia econômica é parte fundamental para romper, de forma definitiva, o ciclo da violência.” Atualmente, 362 mulheres já estão inseridas no mercado de trabalho por meio de 12 Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados pela SMDF. Os acordos determinam que contratos de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra reservem de 2% a 8% das vagas para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. [LEIA_TAMBEM]A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou que a SMDF criou uma área exclusiva para a empregabilidade, com foco na reconstrução de vidas. “Cada mulher é acompanhada por uma equipe de psicólogos, pedagogos e assistentes sociais, que contribuem para o fortalecimento emocional, profissional e social. Para os próximos 12 meses, nossa meta é ampliar significativamente esse número com novas parcerias. A pauta da mulher é de todos. Essas ações têm feito a diferença na vida de muitas famílias.” O Observatório Pró-Equidade, criado pelo STM, é um espaço de diálogo voltado ao fortalecimento da equidade, da inclusão e da proteção de grupos vulnerabilizados. Nesta segunda edição, o foco esteve na proteção de vítimas e no aprimoramento das redes de acolhimento, integrando perspectivas jurídicas, sociais, psicológicas e institucionais. Durante o evento, também foi apresentado o Livro-Guia de Licitações e Contratos sob a Perspectiva da Equidade, produzido a partir da primeira audiência pública do Observatório, realizada em agosto. “Esta audiência é mais um avanço na consolidação de protocolos de atendimento que priorizam a dignidade e a proteção integral das vítimas em todo o país. É a demonstração de que estamos construindo uma sociedade mais justa e solidária. Não se trata apenas de um esforço, mas de um movimento de interesse público que merece ser celebrado. Obrigada a todos que fazem parte disso”, afirmou a ministra-presidente Maria Elizabeth. *Com informações da Secretaria da Mulher (SMDF)
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