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Hvep Móvel chega ao Itapoã com atendimentos veterinários gratuitos para cães e gatos

O Serviço Público Veterinário do Distrito Federal passou a atender, nesta semana, aos moradores do Itapoã com a chegada da unidade móvel do Hospital Veterinário Público (Hvep). Instalada na administração regional, a estrutura vai permanecer na cidade pelos próximos três meses, oferecendo atendimentos gratuitos de baixa complexidade para cães e gatos, como consultas clínicas, exames laboratoriais, curativos simples, aplicação de medicamentos e orientações aos tutores. A proposta é ampliar o acesso da população aos cuidados veterinários e facilitar o atendimento em regiões mais distantes da sede fixa do Hvep, localizada no Parque Ecológico do Cortado, em Taguatinga. Diariamente, são distribuídas dez senhas, a partir das 7h30, para atendimento pela manhã, com retornos agendados no período da tarde. Casos que demandem procedimentos de maior complexidade, como cirurgias, exames de imagem ou situações de emergência, são encaminhados para a unidade fixa. Diariamente, são distribuídas dez senhas, a partir das 7h30, para atendimento pela manhã, com retornos agendados no período da tarde | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo o secretário de Proteção Animal, Cristiano Lopes da Cunha, a chegada do Hvep Móvel ao Itapoã atende a uma demanda identificada diretamente junto à comunidade. “Essa unidade móvel vem exatamente nesse sentido de descentralizar o atendimento clínico veterinário e democratizar o acesso ao serviço público. Muitas vezes, o cidadão está distante da sede do hospital, e o objetivo é facilitar esse acesso”, explicou. Ele detalhou que o modelo prevê a permanência da unidade por ciclos. “O Hvep Móvel fica geralmente sediado nas administrações regionais por um período de três meses. Os atendimentos são feitos pela manhã, com dez senhas diárias, e os retornos acontecem à tarde. Quando identificamos a necessidade de um atendimento mais complexo, o animal é encaminhado para a sede em Taguatinga”, afirmou.   A médica-veterinária responsável pela unidade, Flávia Amorim, reforçou o papel do serviço como porta de entrada para o cuidado animal. “Aqui a gente oferece atendimento clínico, tanto para animais com algum problema de saúde quanto para check-up, rotina e prevenção. Fazemos exames de sangue, exames citológicos e alguns exames laboratoriais”, explicou. Ela ressaltou a importância do atendimento primário próximo da casa dos tutores. “Nós somos um ambulatório, com serviços de baixa complexidade. É muito importante que a população tenha acesso à saúde perto de casa, além da educação sobre prevenção de doenças e controle de parasitas, o que evita problemas maiores no futuro”, afirmou. Roseane Cirina Santos: "Aqui no Itapoã é difícil ter atendimento para os cãezinhos, e agora a gente tem essa facilidade, perto de casa" Entre os tutores atendidos no primeiro dia, a dona de casa Roseane Cirina Santos, 37 anos, aprovou a iniciativa. “Achei muito bom o atendimento. Aqui no Itapoã é difícil ter atendimento para os cãezinhos, e agora a gente tem essa facilidade, perto de casa”, contou. Ela levou uma cadela resgatada da rua para uma consulta de rotina. “É só acompanhamento mesmo, pra ver se tem alguma coisa. Tá tudo certo com ela, graças a Deus”, disse. Para o jardineiro Honório da Silva, de 54 anos, o serviço representa economia e acesso. “Uma consulta veterinária é cara demais, é difícil a pessoa conseguir. Aqui, de graça, é tudo de bom”, afirmou. [LEIA_TAMBEM] Já a dona de casa Valciene Rodrigues, 44, destacou a agilidade do atendimento. “O atendimento é maravilhoso. Vim andando, pertinho de casa, e foi rápido. Já conseguiu fazer exame de sangue e já saiu com medicação”, relatou. Segundo ela, o custo seria alto se precisasse recorrer ao atendimento particular. “Exame veterinário é muito caro. Aqui ajudou demais”, afirmou. Inaugurado há sete anos, o Hospital Veterinário Público do DF se consolidou como referência no atendimento gratuito a cães e gatos. Apenas entre janeiro e julho deste ano, foram realizados cerca de 10 mil atendimentos, beneficiando aproximadamente 5,6 mil tutores.  

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Mais de 65% de animais silvestres recebidos em unidades do DF neste ano retornaram à natureza

Mais de 65% dos animais silvestres recebidos nas unidades especializadas do Distrito Federal foram devolvidos à natureza no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, dos 3.806 animais acolhidos pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 2.493 foram reabilitados e soltos em seus habitats. Referência no tratamento e reabilitação de animais silvestres no país, o Hfaus conta com uma equipe de 26 profissionais, entre médicos-veterinários, biólogos, enfermeiros, tratadores e auxiliares | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O trabalho de acolhimento e recuperação é realizado de forma integrada pelo Cetas, pela Polícia Militar Ambiental (BPMA) e pelo Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do DF (Hfaus). Os animais podem chegar por três caminhos principais: resgatados e levados diretamente ao Hfaus, encaminhados pela PMDF (que distribui os casos entre o Cetas e o hospital) ou entregues diretamente ao Cetas, que, em casos de necessidade clínica, também os redireciona ao Hfaus ou ao hospital veterinário da UnB. "Originalmente, há esse acordo entre o Brasília Ambiental, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental e o Ibama, representado pelo Cetas, em que os animais atendidos no hospital são encaminhados para avaliação final no Cetas. Se um animal chega primeiro ao Cetas e precisa de cuidados específicos, ele é trazido para cá", explica o coordenador do Hfaus, Thiago Marques de Lima. Reabilitação e cuidado individualizado  Duas onças-pardas resgatadas ainda filhotes permanecem em recintos especiais no Cetas até estarem prontas para o retorno à natureza O processo de reabilitação começa com avaliação clínica, exames e período de observação. Os animais que precisam de cuidados emergenciais recebem atendimento imediato. Em seguida, são alocados em viveiros monitorados, onde podem interagir com outros da mesma espécie e readquirir comportamentos naturais antes de serem considerados aptos à soltura. Somente nos primeiros seis meses de 2025, o Hfaus atendeu 787 animais silvestres — um aumento significativo em relação aos 392 atendimentos realizados entre fevereiro e junho do ano anterior. Com uma equipe de 26 profissionais — entre médicos-veterinários, biólogos, enfermeiros, tratadores e auxiliares —, o hospital atua como referência no tratamento e reabilitação de animais silvestres no país. “Temos muito orgulho de dizer que o Hfaus é o primeiro hospital público de fauna silvestre do Brasil. Essa experiência nos mostra que a demanda é real e crescente. Em 2024, mais de 2 mil animais foram resgatados”, destaca Thiago. "Se um animal chega primeiro ao Cetas e precisa de cuidados específicos, ele é trazido para cá", afirma o coordenador do Hfaus, Thiago Marques de Lima Ele reforça que, mesmo quando a reintrodução na natureza não é possível, o destino desses animais é planejado com responsabilidade, podendo incluir zoológicos ou centros de conservação. “Salvar cada vida é uma conquista. O BPMA e o Ibama são parceiros fundamentais nesse trabalho, e é gratificante saber que hoje temos onde acolher esses animais com qualidade”, afirma.  [LEIA_TAMBEM]Triagem e soltura O Cetas é o ponto de entrada de grande parte dos animais silvestres no DF, recebendo indivíduos resgatados, apreendidos ou entregues voluntariamente por particulares. “Recebemos apreensões feitas por órgãos ambientais do DF, do estado de Goiás, da Polícia Federal e também as entregas voluntárias, uma figura que isenta o tutor de penalidades quando o animal é entregue espontaneamente”, explica a técnica ambiental Clara Costa, do Ibama. Essas entregas voluntárias visam a reduzir o número de animais mantidos ilegalmente em cativeiro. “Às vezes a pessoa tem um papagaio sem anilha, e, ao entregá-lo voluntariamente, evita penalidades administrativas e criminais”, completa Clara. Além da triagem, o centro realiza atividades de reabilitação e readaptação ao ambiente natural. “O Cetas não é só um centro de triagem. Aqui também fazemos a reabilitação dos animais. Nosso objetivo é ambientar o animal da melhor forma possível ao habitat, preparando-o para os desafios que enfrentará em vida livre”, explica Júlio Montanha, chefe do Cetas. “Trabalhamos com estruturas e estratégias que favorecem a readaptação do animal ao ambiente selvagem, respeitando as características da espécie e promovendo seu bem-estar”. Entre os casos emblemáticos, estão duas onças-pardas resgatadas ainda filhotes, com cerca de três meses de idade, que permanecem em recintos especiais no Cetas até estarem prontas para o retorno à natureza. “Nosso objetivo é preparar cada animal para cumprir o seu papel ecológico — seja na dispersão de sementes, no controle de pragas, seja na manutenção dos ciclos naturais. Essa é a missão do Cetas”, conclui Montanha.

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Pioneiro no Brasil, Hfaus já atendeu mais de 2,5 mil animais silvestres no DF

Desde a inauguração, em março de 2024, o Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus) já acolheu e tratou 2.511 animais silvestres. A unidade, vinculada ao Instituto Brasília Ambiental e gerida pela Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), é a primeira do país a oferecer um atendimento integrado e especializado com objetivo claro de devolver os bichos à natureza após o tratamento. Entre os pacientes, 1.554 são aves, 882 mamíferos e 75 répteis. “Cada animal que chega aqui passa por uma avaliação completa. Temos exames laboratoriais, ultrassonografia, raio-X e até tomografia. Tudo para garantir a melhor reabilitação possível”, destaca o biólogo Thiago Marques de Lima, coordenador do hospital. A equipe multidisciplinar, formada por veterinários, biólogos e outros profissionais, cuida da saúde física, nutricional, comportamental e psicológica dos animais | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A estrutura do Hfaus é pensada para respeitar o comportamento natural das espécies. O espaço é dividido por grupos (mamíferos, répteis e aves) e conta com alas que evitam o estresse causado pela proximidade entre presas e predadores. A equipe multidisciplinar, formada por veterinários, biólogos e outros profissionais, cuida da saúde física, nutricional, comportamental e psicológica dos animais. O Hfaus é resultado de uma parceria entre o setor público e a iniciativa privada, com forte atuação conjunta de órgãos como o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), o Instituto Brasília Ambiental, a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), o Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) e o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF). Em caso de avistamento ou resgate de animal silvestre, a orientação é nunca intervir diretamente. O ideal é acionar os órgãos ambientais pelo 190 (BPMA) ou 193 (CBMDF). A estrutura do Hfaus é pensada para respeitar o comportamento natural das espécies Casos marcantes Um dos animais recém-atendidos pelo hospital foi um tamanduá-bandeira resgatado no último sábado (3), em Sobradinho, pelo BPMA. O bichinho apresentava escoriações na cauda, pata e parte traseira, e a suspeita é que ele tenha sido atacado por cães, após entrar em uma residência na região. [LEIA_TAMBEM]Nas últimas semanas, o hospital recebeu outros casos que também chamam a atenção, como o de um lobo-guará resgatado em Padre Bernardo (GO) com suspeita de atropelamento. Após exames, foi constatado que ele provavelmente foi vítima de uma armadilha, com uma grave lesão na pata e hemorragia interna. “Ele chegou com um quadro de magreza severa, mas vem respondendo bem à cirurgia e ao acompanhamento clínico”, relata Thiago. Outro paciente recente é um cachorro-do-mato, atendido após ser atropelado e diagnosticado com parasitas intestinais. O animal passou por vermifugação, tratamento dentário e está em processo final de recuperação. Já um tamanduá-bandeira, resgatado em junho de 2024 no Park Way após ser atacado por cães, foi um dos primeiros casos da unidade. O animal quase teve a cauda amputada, mas sobreviveu após várias cirurgias. Depois de receber alta do hospital no fim de março, passou a ser acompanhado pelo Cetas, parceiro do Hfaus, para avaliação comportamental – etapa essencial antes da reintrodução à natureza.

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Hvep Móvel desembarca na Estrutural para exames e atendimentos gratuitos a cães e gatos

Pelos próximos três meses, a unidade móvel do Serviço Público Veterinário (Hvep) estará na cidade da Estrutural com consultas gratuitas para cães e gatos. O serviço itinerante estava no Gama, onde promoveu mais de 700 atendimentos, e começou nesta segunda-feira (10) no estacionamento da Administração Regional da Estrutural. Unidade móvel do Hvep oferecerá atendimento a cães e gatos pelos próximos três meses, no estacionamento da Administração Regional da Estrutural | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A unidade móvel promove tanto consultas quanto procedimentos, como exames laboratoriais (hemograma e bioquímico), curativos simples, aplicação de medicamentos e orientações gerais. Por dia, são distribuídas dez senhas, a partir das 7h30. Segundo a médica-veterinária Flávia Amorim, responsável pelos atendimentos na unidade móvel, a iniciativa amplia o acesso à saúde animal gratuita e conscientiza sobre a importância da prevenção. “Nosso objetivo é levar orientação, saúde e atendimento adequado aos tutores e seus animais. No último ciclo de atendimento no Gama, atendemos 770 animais, proporcionando diagnósticos e tratamentos necessários para cada caso”, destacou. “Não teria condição de pagar por um exame no particular, e esse é um serviço de que a gente precisa”, diz Kilsyanne Lima Silva A chegada do Hvep móvel foi comemorada por moradores da região. A dona de casa Kilsyanne Lima Silva, 36, levou sua cadela para um check-up de rotina. “Fiquei sabendo pelo jornal e decidi trazer minha cachorrinha, a Pipoca, para fazer uns exames. Não teria condição de pagar por um exame no particular, e esse é um serviço que a gente precisa. Ela é como uma filha para mim, me ajudou a tratar de uma depressão”, relatou. O atendimento na unidade móvel é de segunda a sexta-feira e inclui consultas clínicas, exames laboratoriais e pequenas intervenções ambulatoriais. Casos graves e emergenciais serão encaminhados à sede fixa do Hvep, em Taguatinga, onde há estrutura para procedimentos mais complexos.

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