Bebês prematuros celebram a primeira Copa do Mundo com ensaio especial
Toucas, adereços inspirados no futebol e muitos registros para guardar no coração transformaram a rotina da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Com o tema “Minha 1ª Copa”, bebês prematuros participaram de um ensaio fotográfico especial que levou leveza e emoção para famílias que vivem os desafios da internação neonatal. A ação foi idealizada pela equipe da unidade neonatal do hospital, que frequentemente promove registros temáticos para celebrar datas especiais e criar memórias afetivas para pais e responsáveis. Desta vez, a proximidade da Copa do Mundo serviu de inspiração para o cenário montado especialmente para os recém-nascidos. “Normalmente realizamos ensaios voltados para as festas juninas, mas este ano surgiu a ideia de fazer algo diferente. É um trabalho construído em equipe, em que cada profissional contribui com sugestões e, no final, sempre nasce algo muito bonito”, explica Lorena Mendes, chefe do Serviço de Enfermagem da UTIN. Com o tema “Minha 1ª Copa”, bebês prematuros participaram de um ensaio fotográfico especial no Hospital de Santa Maria | Foto: Divulgação IgesDF Segundo a enfermeira rotineira da unidade, Thayná Cid, todas as ações comemorativas são planejadas com atenção especial ao aspecto emocional das famílias. “Sempre pensamos que essas são datas que os pais gostariam de estar vivendo em casa, reunidos e celebrando. Como isso nem sempre é possível, buscamos tornar esse período mais leve e acolhedor”, afirma. Ela destaca que os registros se transformam em lembranças carregadas de significado. “São fotos que vão acompanhar essas famílias para sempre. No futuro, elas poderão olhar para esses momentos e lembrar de tudo o que superaram juntos. Acabam se tornando um símbolo de vitória”, ressalta. Entre os bebês fotografados estava a pequena Liz Prado, nascida com 36 semanas de gestação e diagnosticada com uma cardiopatia. Prestes a ser transferida para outra unidade para dar continuidade ao tratamento, ela protagonizou um dos momentos mais emocionantes da ação. “Eu não fazia ideia de que elas estavam preparando isso. Quando vi as fotos, fiquei encantada" Liliane Prado, mãe de bebê prematuro “Eu não fazia ideia de que elas estavam preparando isso. Quando vi as fotos, fiquei encantada. O pai dela também adorou e até pensou que fosse montagem. Ver a Liz daquele jeito, tão linda, deixou meu coração muito feliz”, conta a mãe, Liliane Prado. Para Liliane, que acompanha diariamente a luta da filha pela recuperação, o ensaio representou um marco especial antes da transferência da recém-nascida. “Fechou esse ciclo com chave de ouro”, comemora. *Com informações do Iges/DF
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Teste do pezinho já registrou, no DF, mais de 15,4 mil coletas neste ano
De janeiro deste ano até este momento, a rede de saúde pública do Distrito Federal registrou mais de 15,4 mil coletas do teste do pezinho, que tem a capacidade de detectar doenças raras em recém-nascidos. Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), a cada ano são feitos aproximadamente 40 mil procedimentos. Procedimento é feito a partir da coleta de gotas de sangue do calcanhar do bebê | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Ao identificarmos resultados positivos, conseguimos diagnosticar, intervir e tratar com antecedência” Victor Araújo, responsável técnico distrital em triagem natal da Secretaria de Saúde Em 2023, a rede ampliou o escopo do teste, que passou a incluir doenças lisossomais, imunodeficiência combinada grave (Scid, sigla em inglês) e atrofia muscular espinhal (AME). No total, são 62 condições rastreadas de forma completa e moderna. O teste do pezinho é um exame simples, feito a partir de gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê, sendo disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A triagem deve ser feita nos primeiros dias de vida, uma vez que muitas doenças que o teste pode detectar não apresentam sintomas logo no início. “Ao identificarmos resultados positivos, conseguimos diagnosticar, intervir e tratar com antecedência”, explica Victor Araújo, responsável técnico distrital em triagem natal da SES-DF. “Esse fluxo pode mudar a maneira como determinada doença impactará a vida daquela criança.” Entre os benefícios dessa triagem está também o uso do recurso público em ações e exames preventivos, evitando que possíveis doenças futuras gerem mais desgaste aos familiares e custos à rede pública. Acompanhamento contínuo Em média, o serviço de triagem neonatal recebe mensalmente 4 mil cartões de coletas As amostras do programa de triagem neonatal provêm de unidades da SES-DF espalhadas por todas as regiões da capital federal, como hospitais, maternidades, casas de parto e unidades básicas de saúde (UBSs). O serviço recebe, em média, 4 mil cartões de coletas por mês. Geralmente, a primeira amostra é feita entre 24 e 48h após o nascimento. Crianças internadas, como prematuros ou aquelas em unidades de terapia intensiva neonatal (Utins), seguem protocolos específicos, com até três coletas sequenciais em períodos determinados. [LEIA_TAMBEM]Ao chegar ao laboratório, cada amostra recebe um código único, que funciona como uma identidade dentro do sistema. Essa classificação acompanha todo o histórico do bebê, especialmente nos casos em que há diagnóstico positivo, exames confirmatórios e acompanhamento contínuo. Quando há suspeita de alteração, a equipe entra em contato com a família, que é orientada a ir ao Hospital de Apoio de Brasília (HAB). Na unidade, o bebê passa por uma segunda coleta para eliminar todos os fatores pré-analíticos (falhas na primeira amostra, no transporte do material etc.) e garantir um resultado mais fiel. “É importante que os pais acompanhem os resultados”, lembra Victor Araújo. De acordo com o gestor, desde 2023, os responsáveis pelo bebê conseguem monitorar a produção desse laudo em tempo real, com acesso à plataforma, por meio deste link. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF reforça estratégias para proteção de bebês prematuros contra VSR
Desde o início deste mês, bebês prematuros com idade gestacional inferior a 37 semanas de gestação e crianças com comorbidades, como doenças cardíacas, pulmonares, neurológicas ou imunológicas, passaram a receber o Nirsevimabe, medicamento que protege bebês contra infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O DF foi pioneiro na aplicação do imunizante, com bebês protegidos desde abril de 2025. A estratégia complementa a vacinação de gestantes, disponível a partir da 28ª semana de gestação, ampliando a proteção desde o nascimento. Com o início da aplicação da medicação, profissionais de saúde do DF participaram, na terça-feira (3), de uma capacitação no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O curso, promovido pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), reuniu equipes das salas de vacinação, dos núcleos hospitalares de epidemiologia e outros profissionais da rede assistencial. O uso do Nirsevimabe no combate a infecções graves causadas pelo VSR no DF começou em abril do ano passado | Fotos: Divulgação/IgesDF O foco do encontro foi orientar profissionais sobre a aplicação segura do remédio, além de fortalecer as estratégias de prevenção de infecções respiratórias graves em recém-nascidos. O VSR é o principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. Durante a programação, os profissionais aprofundaram conhecimentos sobre o impacto clínico da infecção, medidas de prevenção e controle da doença. Também foram abordadas as indicações, o preparo e a administração segura do Nirsevimabe. Além disso, foram contemplados temas como monitoramento de possíveis reações após a aplicação, e a importância do registro correto, monitoramento e qualidades das informações inseridas nos sistemas oficiais. Segundo a gerente substituta da Rede de Frio, Laís de Morais, o curso foi pensado para oferecer uma formação abrangente: “Nosso objetivo é alinhar conhecimento técnico, segurança na administração do imunobiológico e a importância do registro correto. Esse preparo é essencial para que a estratégia seja aplicada de forma qualificada no Distrito Federal.” Avanço na proteção infantil Somente no HRSM, nascem mais de mil prematuros por ano Segundo o Ministério da Saúde, 300 mil doses do imunizante já foram distribuídas em todo o país. O VSR é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Para a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do HRSM, Larysse Lima, a capacitação tem impacto direto na assistência prestada pela unidade. “Somente aqui, nascem mais de mil bebês prematuros por ano. E, esta estratégia, representa um avanço importante na proteção dos nossos bebês”, destaca. De acordo com a gestora, esse preparo das equipes já se traduz em ações concretas dentro do hospital. Na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais, setor de acompanhamento especializado, todos os bebês elegíveis já foram imunizados com o Nirsevimabe, fortalecendo a prevenção da bronquiolite e a segurança do cuidado neonatal no HRSM. [LEIA_TAMBEM]Público-alvo A aplicação do Nirsevimabe começou na última segunda-feira (2). Bebês nascidos de até 36 semanas e 6 dias de gestação, e crianças com até 24 meses de idade com comorbidades devem ser imunizados. A aplicação do medicamento é feita antes do pico da sazonalidade das infecções respiratórias em bebês, como medida preventiva para reduzir complicações e internações — o que tem impacto direto na ocupação de leitos de UTI neonatal. Confira a lista dos locais onde o remédio está disponível. *Com informações do IgesDF
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GDF inicia aplicação de medicamento em bebês prematuros para prevenir infecções respiratórias
A partir desta segunda-feira (2), a Secretaria de Saúde (SES-DF) inicia a aplicação do medicamento nirsevimabe em bebês nascidos de até 36 semanas e 6 dias de gestação, além de crianças com até 24 meses de idade com comorbidades. O medicamento será oferecido para os bebês nascidos a partir de 1º de agosto de 2025. A lista dos locais está disponível neste link. O objetivo é proteger contra infecções graves causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. No dia 26 deste mês, a pasta recebeu do Ministério da Saúde um lote de 296 doses de 0,5ml, destinadas a bebês com menos de 5 kg, e 60 doses de 1 ml, para os bebês com pelo menos 5 kg. O nirsevimabe será oferecido tanto nas maternidades públicas, para prematuros que ainda estejam em internação, quanto em unidades básicas de saúde (UBSs) para crianças que já estão em casa. Em todos os locais de atendimento, a equipe está preparada para tirar dúvidas e avaliar a situação do bebê. A referência técnica distrital (RTD) de pediatria da SES-DF, Juliana Queiroz, destaca os resultados esperados: "O nirsevimabe é uma grande arma para proteger as nossas crianças menores de dois anos contra quadros de bronquiolite graves. Na prática, são menos crianças em prontos-socorros, menos internação, menos espera por UTI pediátrica" O nirsevimabe será oferecido tanto nas maternidades públicas, para prematuros que ainda estejam em internação, quanto em unidades básicas de saúde (UBSs) para crianças que já estão em casa | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF A médica explica que não se trata de uma vacina, mas de um anticorpo que protege as crianças contra o Vírus Sincicial Respiratório, um dos principais causadores desses quadros, principalmente durante o período conhecido como de sazonalidade de doenças respiratórias, em geral, entre março e julho. Por esse motivo, recomenda-se cuidados adicionais com os bebês, como evitar aglomerações e lavar as mãos antes de ter contato com as crianças. DF foi pioneiro na aplicação Juliana Queiroz lembra que, em 2025, a SES-DF foi pioneira no Brasil a utilizar o nirsevimabe. "O DF saiu na frente de todos os estados, e usamos já para o período da sazonalidade do ano passado. Houve diminuição nos números de casos graves e no número de óbitos. Vale lembrar que o DF foi a única unidade da Federação que comprou o nirsevimabe com recursos próprios, no ano passado", completa. Agora, as 354 doses recebidas em 2026 foram enviadas pelo Ministério da Saúde, em uma estratégia de aplicação nacional. Como no DF ainda há cerca de 1,6 mil doses remanescentes da compra feita no passado com recursos distritais, será possível atender a um número maior de crianças. "Nós vamos distribuir para os locais de aplicação e dar continuidade à estratégia de aplicação para proteger os bebês dos vírus", completa a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Confira aqui a lista dos locais onde o nirsevimabe está disponível. *Com informações da SES-DF
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