Reunião debate melhorias nas condições de trabalho dos brigadistas florestais
Na manhã desta terça-feira (10), o Centro de Práticas Sustentáveis (CPS) do Instituto Brasília Ambiental recebeu brigadistas florestais para uma reunião de alinhamento após sete meses de contrato. O encontro teve como objetivo ouvir as demandas, sugestões e reivindicações dos profissionais que atuam diretamente na prevenção e no combate aos incêndios florestais no Distrito Federal. O momento foi destinado a conversar com os brigadistas sobre as necessidades e expectativas em relação às condições de trabalho. Durante o encontro, os profissionais apresentaram uma série de reivindicações relacionadas à valorização da categoria. Entre as principais demandas dos brigadistas florestais está o aumento do adicional de periculosidade para 20% | Foto: Divulgação/ Brasília Ambiental Entre as principais demandas apontadas estão o aumento do adicional de periculosidade, atualmente fixado em 10%, para 20%, percentual que, segundo os brigadistas, segue o padrão adotado por entidades federais. A equipe também destacou a necessidade de concessão de benefícios como vale-alimentação e auxílio-transporte, além da recomposição salarial. O presidente da autarquia, Rôney Nemer, destacou a importante mobilização institucional para garantir a permanência da equipe no quadro de brigadistas do Brasília Ambiental. “Todas as reivindicações que vocês apresentaram aqui são mais do que justas. Vocês são fruto de um sonho muito grande dos servidores do Brasília Ambiental e também de uma necessidade institucional. Quando me apresentaram a importância e a contribuição que vocês trazem para as nossas unidades de conservação, isso foi mais do que suficiente para que eu me comprometesse a lutar pela permanência de vocês”, afirmou. O gestor também lembrou que a consolidação do trabalho das brigadas foi fortalecida pela aprovação da Lei nº 7.657, de 02 de abril de 2025, que passou a regulamentar a contratação de brigadas florestais para prevenção e combate a incêndios nas unidades de conservação do Distrito Federal. A norma autoriza contratos de até dois anos para os brigadistas, ampliando significativamente o prazo anterior de seis meses. [LEIA_TAMBEM]“Essa conquista contou com o apoio do nosso governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão. Foi o Governo do Distrito Federal inteiro reconhecendo e abraçando a importância que vocês têm para a proteção do nosso Cerrado”, apontou o presidente. O superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água, Marcos João da Cunha, também aproveitou o momento para parabenizar o trabalho desempenhado pela equipe. “Gostaria de parabenizar o trabalho de vocês, que tem permitido avanços significativos nas nossas unidades de conservação. Um exemplo é a Trilha da Biodiversidade, no Parque Ecológico do Tororó, que só se tornou possível graças ao esforço e ao apoio de vocês. O trabalho realizado pela brigada vai muito além do combate aos incêndios”, destacou. *Com informações do Brasília Ambiental
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Ciclo de qualificação vai capacitar 150 brigadistas florestais em 2026
O Instituto Brasília Ambiental, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar-DF), realiza, ao longo deste ano, um ciclo de capacitações voltado à qualificação de 150 brigadistas florestais que atuam nas unidades de conservação do Distrito Federal. A iniciativa integra o Plano Estratégico de Treinamentos dos Brigadistas Florestais (Petbrif), que visa à segurança operacional e ao manejo integrado do fogo para o ciclo 2026-2027. Na opinião da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, investir na formação dos brigadistas é uma medida estratégica para a proteção ambiental e para a segurança da comunidade. “Capacitar nossos brigadistas significa investir na preservação do Cerrado e na proteção da vida. São profissionais que atuam na linha de frente, enfrentando riscos diariamente, e que precisam estar preparados técnica e operacionalmente para responder aos desafios cada vez mais complexos impostos pelos incêndios florestais”, destaca. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, classifica a qualificação permanente das equipes como essencial para garantir eficiência e segurança nas ações de campo. “O trabalho dos brigadistas florestais exige preparo técnico, domínio de protocolos e atenção rigorosa à segurança. Essa capacitação reforça nosso compromisso com a prevenção, o manejo integrado do fogo e a proteção das unidades de conservação do DF”, conclui. Entre os dias 9 e 12 de fevereiro, ocorre a capacitação em Norma Regulamentadora (NR) 31.12 – Segurança e Saúde no Trabalho Rural e Florestal, com carga horária de 16 horas, na área de Educação Ambiental (Educ) do Parque Ecológico de Águas Claras. Já nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro, os brigadistas participarão da capacitação em Análise de Perigos e Riscos (APH), nas dependências da Educ do Centro de Formação da Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae). A iniciativa integra o Plano Estratégico de Treinamentos dos Brigadistas Florestais (Petbrif), que visa à segurança operacional e ao manejo integrado do fogo para o ciclo 2026-2027 | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental De acordo com o diretor de Manejo Integrado do Fogo, Érisom Vieira Cassimiro, a capacitação em NR 31.12 pretende garantir a segurança das equipes em campo. “Esse curso é totalmente voltado à segurança e à saúde no trabalho florestal. São 16 horas de formação, sendo oito horas teóricas e oito práticas, com foco no uso correto dos equipamentos e na prevenção de acidentes”, explica. A meta do Brasília Ambiental é alcançar todos os 150 brigadistas ao longo do ano, em turmas de até 15 participantes, conforme diretriz do Senar-DF. “Nesta primeira etapa, estamos capacitando os chefes de brigada, pois entendemos que eles atuam como multiplicadores desse conhecimento junto às equipes. Posteriormente, teremos o curso para motosserristas, de operação e manutenção de motosserras e roçadeiras”, acrescenta Érisom. *Com informações do Brasília Ambiental
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Equipe de brigadistas resgata jiboia em Taguatinga Sul
Na tarde desta quarta-feira (22), brigadistas florestais do Instituto Brasília Ambiental, locados no Parque Ecológico do Riacho Fundo, foram acionados para auxiliar no resgate de uma jiboia. A serpente foi resgatada por volta de 12h20 nas proximidades do Parque Ecológico Boca da Mata, quando tentava atravessar uma via localizada entre o parque e o Instituto Federal de Brasília. Logo após ser retirada do local pelos brigadistas, a jiboia foi encaminhada ao Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus) para avaliação e cuidados. No hospital, os profissionais identificaram que o animal apresentava uma grande queimadura em processo de cicatrização. A serpente seguiu para triagem e monitoramento, passará por exames laboratoriais e, não havendo alterações, será devolvida ao seu habitat natural. Logo após ser retirada do local pelos brigadistas, a jiboia foi encaminhada ao HFAUS para avaliação e cuidados | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental “O treinamento da Brigada Florestal de 2025 preparou os candidatos tanto para atuar na prevenção e combate a incêndios quanto para lidar com animais silvestres. Também reforçamos a importância de encaminhar animais resgatados ao Hfaus, garantindo cuidados adequados à fauna local”, afirmou o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. A Brigada Florestal não atua apenas no combate ao fogo. O grupo também realiza o resgate e manejo de animais silvestres, desenvolve ações preventivas no período chuvoso, mantém trilhas e aceiros e apoia os parques ecológicos. Hfaus É o Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre que realiza atendimento clínico-veterinário, tratamento, reabilitação e acolhimento temporário de espécies silvestres feridas ou em situação de risco, como vítimas de atropelamentos, queimadas, choques elétricos ou debilitados, contribuindo para a preservação da fauna local. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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Incêndios florestais diminuem 54% no DF no primeiro semestre de 2025
A Operação Verde Vivo 2025, do Governo do Distrito Federal (GDF), coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), atendeu, até 3 de julho, 549 ocorrências de incêndios em vegetação no DF. É uma redução de 54,25% em relação a 2024, quando, no mesmo período, houve 1.230 ocorrências. Até o início de julho, a área queimada foi de 988 hectares (9.880.000 m²), enquanto, até julho de 2024, foram 2.126,76 hectares consumidos pelo fogo. Neste ano, a operação começou em 30 de abril e compreende o período de estiagem, seguindo até 30 de novembro. Medidas preventivas e de conscientização da população contribuem para a redução de incêndios florestais neste ano, segundo a Operação Verde Vivo | Foto: Divulgação/CBMDF O controle do número de incêndios não ocorre por acaso. A estratégia do CBMDF envolve inteligência, tecnologia e prevenção, com profissionais já mobilizados para mapear áreas de risco e iniciar ações preventivas, inclusive o uso do fogo controlado, aplicado com acompanhamento técnico para evitar grandes incêndios. De acordo com o tenente do CBMDF Anderson Ventura, todos os anos, a Operação Verde Vivo prevê ações de prevenção, educação ambiental, além do acompanhamento de manejo de fogo e realização de aceiro (faixa de terra sem vegetação) em áreas críticas. “Todas essas providências são tomadas nos meses que antecedem o período de seca a cada ano", explica. “Porém, existem circunstâncias que fogem do nosso controle. E o ano passado foi muito difícil, com uma série de fatores que confluíram para os incêndios, como baixa umidade e calor, por exemplo. Realmente, 2024 foi um ano difícil, mesmo com as medidas preventivas”, afirma. Segundo o tenente Ventura, a redução de ocorrências neste ano se deu não só pelas ações de prevenção, mas também pelas chuvas atípicas que ocorreram durante o período de estiagem. “Não posso deixar de mencionar que as chuvas ajudaram”, reconhece o militar. Em abril, o Instituto Brasília Ambiental contratou novos brigadistas para atuar na prevenção e combate aos incêndios florestais | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O tenente cita também as ações educativas do CBMDF junto às comunidades que vivem próximas às áreas de vegetação. “A fase preliminar do período de estiagem é planejada durante todo o ano. Entre as providências que tomamos, estão visitas às comunidades mais próximas da vegetação e cercanias. Além de instruções práticas a essas comunidades, deixamos abafadores confeccionados aqui no Grupamento de Proteção Ambiental [Gpram] para que seja possível a eles que controlem princípios de incêndio em segurança. Todos os treinamentos que damos a essas comunidades envolvem noções de análise de risco para que eles não corram perigo. Além disso, claro, a orientação é sempre acionar o Corpo de Bombeiros”, explica. O militar faz um alerta: a fase crítica dos incêndios na vegetação do DF ainda está por vir. “A gente tem uma curva de tendência todos os anos. Estatisticamente, historicamente, a gente tem um aumento nesse período de agosto e setembro. A vegetação fica mais seca, o ar fica mais quente. No ano passado, tivemos 165 dias sem chuva. Por isso, já temos previsto recursos humanos e materiais para que o nosso poder de resposta aumente de acordo com a curva estatística. A capacidade operacional e de socorro do CBMDF aumentam na mesma proporção para assegurar a melhor resposta possível aos incêndios no Cerrado”, afirma o tenente. Arte: Fábio Nascimento/Agência Brasília Operação Verde Vivo 2025 A Operação Verde Vivo 2025 é uma ação conjunta do GDF com o governo federal, coordenada pelo Grupamento de Proteção Ambiental do CBMDF, que reúne servidores do Instituto Brasília Ambiental, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). [LEIA_TAMBEM]A atuação conta com o suporte de viaturas especializadas, brigadas florestais, aeronaves e ferramentas de georreferenciamento para o monitoramento das áreas mais suscetíveis aos incêndios florestais. Em janeiro deste ano, o GDF adquiriu um novo helicóptero com o objetivo de reforçar tanto o transporte de tropas quanto o combate aos incêndios por meio do lançamento d’água. As ações da Operação Verde Vivo 2025 são divididas em fases: → Fase de Preparação e Prevenção: Foco na capacitação das equipes e no planejamento logístico, garantindo que os militares e os recursos estejam prontos para atuar de forma eficaz. Envolve também ações educativas junto à comunidade, campanhas de conscientização, visitas técnicas, atividades de fiscalização ambiental e a realização de queimadas prescritas. → Fase de Combate: Período de maior risco de incêndios, marcado pelo aumento da seca e dos focos de calor. As equipes são posicionadas estrategicamente para garantir resposta rápida e efetiva. → Fase de Desmobilização e Avaliativa: Etapa final da operação, dedicada à análise dos resultados alcançados e dos impactos ambientais e operacionais, com o objetivo de aprimorar futuras edições da ação. Além das ações previstas pelo CBMDF, o Instituto Brasília Ambiental contratou em abril 150 profissionais para atuar na prevenção e combate aos incêndios florestais e no Manejo Integrado do Fogo. São 30 chefes de esquadrão e 120 brigadistas florestais para atuar por um período de dois anos. Em janeiro, o GDF adquiriu um helicóptero para reforçar tanto o transporte de tropas quanto o combate aos incêndios por meio do lançamento d’água | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Aliada ao tempo frio e seco, a fumaça dos incêndios piora a qualidade do ar e aumenta a incidência de doenças respiratórias, principalmente em idosos e crianças. Embora não seja possível impedir totalmente os incêndios, o trabalho do grupamento busca assegurar que eles causem o menor prejuízo possível. A corporação informa também que estão sendo produzidos vídeos educativos com orientações sobre prevenção, como a realização de aceiros. Incêndios florestais em 2024 Nos meses de vigência da Operação Verde Vivo, em 2024, foram atendidas 8.545 ocorrências, totalizando uma área queimada de 22.250,4 hectares (222.504.000 m²), com o maior número de casos em agosto (2.065 ocorrências) e setembro (2.851). O CBMDF explica que o cálculo da área queimada mês a mês é uma medida estimada, feita pelas equipes após o atendimento ou nos dias seguintes. Ao mensurar a área queimada em todo o Distrito Federal, com uso de georreferenciamento por satélite, o valor total sobe para 38.080 hectares (380.800.000 m²). Esse aumento leva em conta as queimas preventivas e aceiros negros (feitos com uso de fogo), as eventuais queimas feitas por proprietários rurais (autorizadas ou não) e incêndios que extinguiram sem a intervenção do CBMDF. Em termos de área queimada, as principais ocorrências em 2024 foram registradas em setembro (com exceção do Núcleo Rural Chapadinha/Alto da Boa Vista, de 1º de outubro): → Flona I, 2.610 hectares; → Parque Nacional de Brasília (PNB), 1.630 hectares; → Chapada Imperial, 1.240 hectares; → Fercal, 917 hectares; → Núcleo Rural Chapadinha/Alto da Boa Vista, 782 hectares; → Estação Ecológica do Jardim Botânico, 696 hectares; → SCIA/SMU, 673 hectares; → Recanto do Sossego/Gama, 671 hectares.
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