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Abertas inscrições para oficinas gratuitas de capoeira no Riacho Fundo 

Estão abertas as inscrições para as vivências gratuitas de capoeira do projeto Mulheres Fortes, iniciativa com atividades voltadas para o fortalecimento da liderança feminina por meio da cultura popular. A programação está agendada para este fim de semana (18 e 19) e para o dia 25, um sábado, sempre a partir das 14h, na Associação Cultural Arena Capoeira, localizada na Colônia Agrícola Riacho Fundo. Atividades são desenvolvidas por grupos predominantemente femininos, mas participação é aberta a todo o público | Foto: Diane Gomes/Divulgação Os encontros propõem um espaço de aprendizagem, diálogo e acolhimento, reunindo diferentes gerações em torno de uma prática marcada por resistência, ancestralidade e construção coletiva. Embora as mulheres sejam o foco do projeto, o evento é aberto a toda comunidade. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio deste formulário eletrônico.  As vivências serão conduzidas por duas referências da capoeira feminina no país: Mestra Arara, do Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19; e Mestra Lilu, da Bahia, responsável pela vivência do dia 25. Participação online Além das atividades presenciais, o projeto promove transmissões ao vivo pelo perfil do Mulheres Fortes no Instagram, sempre às 20h. Nesta quinta-feira (16), a programação terá um debate sobre coco de zambê. Seguem-se encontros sobre maculelê, no dia 20; e sobre samba de roda, no dia 22. O objetivo é reunir participantes de diferentes localidades para compartilhar conhecimentos sobre manifestações tradicionais da cultura afro-brasileira. A programação será encerrada com o tradicional batizado de capoeira, momento que marca a conclusão do ciclo de atividades. A expressão cultural é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.    

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Aluna da rede pública do DF celebra título internacional de capoeira

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) comemora mais uma conquista da rede pública de ensino. A estudante Karine Rodrigues Macedo, de 16 anos, aluna Centro de Ensino Médio 417 e treina no Centro de Ensino Fundamental 316 de Santa Maria, conquistou, no último fim de semana, o título do Campeonato Volta ao Mundo Bambas (VMB 11), considerado o maior torneio internacional de capoeira do mundo, realizado em Brasília. Conhecida nas rodas como Tigresa, a estudante venceu a categoria destinada a atletas de 16 e 17 anos após superar uma adversária de São Paulo na grande final. A trajetória até o título foi marcada por persistência e evolução dentro das competições. Antes da conquista inédita, Karine acumulou participações com eliminações nas quartas de final, semifinal e um vice-campeonato na edição anterior. O resultado também evidencia o trabalho desenvolvido por servidores da rede pública de ensino do Distrito Federal. Responsável pela formação da atleta, o professor de educação física João Paulo Araújo Barbosa, servidor da SEEDF desde 2014, acompanha Karine no projeto de capoeira desde 2017, iniciativa realizada no contraturno escolar no CEF 316 de Santa Maria. “A Karine está comigo no projeto desde 2017. Hoje, com 16 anos, ela se tornou referência para muitos jovens de Santa Maria, do DF e do Entorno. Foi um processo construído com dedicação, amadurecimento e muito treino”, destaca o professor. Karine se tornou uma referência para muitas meninas e meninos capoeiristas em Santa Maria, no DF e no entorno | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Para a estudante, a capoeira representa mais do que resultados esportivos. “Gosto das medalhas, claro, mas gosto mais da adrenalina de competir e de poder conquistar meu espaço. A capoeira traz benefícios para a saúde e para a mente”, afirma Karine. Além do título internacional conquistado neste ano, a estudante também acumula outros resultados expressivos na modalidade. Em 2025, venceu a Copa Brasil de Capoeira. Em 2024, foi vice-campeã da mesma competição e conquistou o primeiro lugar nos Jogos Internacionais de Capoeira Axé Dendê, realizados em Paracatu (MG). Atualmente no 2º ano do ensino médio da rede pública do DF, Karine já projeta o futuro ligado ao esporte. “Quero fazer uma faculdade que consiga agregar no meu esporte, talvez educação física ou fisioterapia, e continuar praticando capoeira”, completa. A conquista reforça o papel da rede pública de ensino do Distrito Federal no incentivo ao esporte, à formação cidadã e ao desenvolvimento de talentos dentro e fora das salas de aula. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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Aulas gratuitas de capoeira abrem vagas para jovens em Samambaia

Entre gingas, cantos e movimentos que misturam luta e dança, a capoeira se firma como mais do que expressão cultural: é um esporte que desenvolve corpo, disciplina e consciência coletiva. Crianças de Samambaia já têm acesso gratuito a essa vivência por meio do projeto Ginga Menino: Capoeira e Compostagem Orgânica, que alia a modalidade à educação ambiental e ocorre no Centro Comunitário de Samambaia Norte (QR 405, Área Especial 2), com encontros duas vezes por semana, sempre das 20h às 21h. A iniciativa atende atualmente 60 participantes e conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), que viabiliza estrutura, materiais e gratuidade das atividades. O ciclo teve início em 6 de abril e tem previsão de conclusão em 11 de setembro, quando os alunos participarão de uma apresentação pública aberta à comunidade, compartilhando os aprendizados adquiridos. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa interino do DF, Fernando Modesto, a proposta reforça o papel da política cultural no território. “Projetos como o Ginga Menino traduzem, de forma muito concreta, o papel do poder público em articular cultura, educação e cidadania nos territórios. Ao unir a capoeira com práticas de educação ambiental, a iniciativa amplia repertórios, fortalece vínculos comunitários e oferece novas perspectivas a crianças e adolescentes de Samambaia”, observa. A iniciativa atende atualmente 60 participantes e conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), que viabiliza estrutura, materiais e gratuidade das atividades | Foto: Divulgação Formação social As turmas são divididas no período noturno, em dois dias na semana: segunda e quarta-feira; e terça e quinta-feira. O público é formado majoritariamente por estudantes da rede pública, muitos em situação de vulnerabilidade social e com acesso restrito a atividades culturais no contraturno escolar. O projeto também contempla pessoas com deficiência, com adaptações baseadas no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), respeitando diferentes formas de participação e aprendizado. Além da prática da capoeira — que envolve luta, dança, música e história —, os participantes têm contato com temas como educação ambiental, por meio da compostagem orgânica. Idealizado pelo mestre de capoeira e educador físico Elenilton Barbosa, fundador do Grupo Ginga Menino, o projeto nasceu da necessidade de ampliar o acesso de jovens a atividades culturais e educativas na região. Ele reforça que a iniciativa vai além da prática esportiva e atua diretamente na formação dos participantes, estimulando disciplina, respeito, convivência coletiva e consciência ecológica: “A proposta une a capoeira como ferramenta de inclusão, desenvolvimento pessoal e consciência cidadã. Além das aulas, são trabalhados temas como combate ao bullying, fortalecimento da autoestima, noções de defesa pessoal, reflexões sobre violência de gênero e desenvolvimento de habilidades importantes para a vida.” As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio deste formulário online. O projeto é voltado para moradores de Samambaia e região, com idades entre 8 e 18 anos.

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Com apoio do FAC, projeto Identidade Nagô valoriza cultura afro-brasileira em escola do Lago Norte

Patrimônio cultural imaterial da humanidade, a capoeira ganhou destaque na Escola Classe Aspalha, no Lago Norte. Durante quatro meses, o projeto Identidade Nagô ofereceu oficinas de capoeira, maculelê, puxada de rede e musicalidade para crianças a partir de 6 anos. A iniciativa é da União da Capoeira do Distrito Federal (UCDF), com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Projeto Identidade Nagô oferece oficinas de capoeira, maculelê, puxada de rede e musicalidade para crianças a partir de 6 anos | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A cada semana, os alunos mergulharam em histórias, cantos e movimentos que reforçam a identidade afro-brasileira como parte da formação do povo brasileiro, aprendendo sobre ancestralidade e cidadania. Diante do sucesso da primeira edição, haverá um segundo ciclo de oficinas, iniciado ainda neste mês. “Quando a escola recebe cultura, quem ganha são os estudantes. Eles aprendem dentro e fora da sala de aula, e isso enriquece todo o processo pedagógico”, afirma a diretora, Juliana Pereira. De acordo com a gestora, o projeto dialoga com o compromisso da unidade em promover uma educação integral e antirracista. “Os estudantes passaram por uma sensibilização desde o início do ano sobre a nossa formação enquanto povo cultural, com as raízes que vieram da África que formaram o povo brasileiro”, explica. “É uma forma da criança perceber a influência africana na formação do Brasil. Trabalhamos a autoestima, a valorização da diversidade e desmistificamos preconceitos ainda associados à capoeira”.   A proposta incluiu diferentes vertentes da arte-luta, como angola, regional e contemporânea, além de danças populares, como jongo e coco de embolada. “Queremos oferecer uma experiência imersiva. A capoeira é patrimônio da humanidade e uma ferramenta educacional, cultural e social que abraça todos os públicos”, salienta o coordenador do projeto, Eduardo Coelho Segovia, conhecido como Mestre Foca. Em compromisso com a inclusão social, a iniciativa teve interpretação em Libras e materiais em Braille para estudantes cegos e com baixa visão. “Além disso, um dos nossos professores tem artrite reumatoide severa, que limita os movimentos das mãos e dos pés, mas não impede que ele compartilhe o conhecimento que adquiriu em mais de 40 anos. Mostra que a arte afro-brasileira é, realmente, uma arte sem limites”, revelou o Mestre Foca. Ao longo de quatro meses, alunos da Escola Classe Aspalha mergulharam em histórias, cantos e movimentos que reforçam a identidade afro-brasileira No encerramento dos encontros, os alunos participantes mostraram a outras turmas a potência do que aprenderam, com direito a apresentação de maculelê, roda de dança e bate-papo sobre as origens das expressões culturais. As amigas Ana Júlia Mota, 10 anos, e Júlia Jacomini, também 10, foram escolhidas para contar a história do Mestre Bimba, responsável por criar a primeira escola de capoeira no Brasil, em 1932, localizada em Salvador. [LEIA_TAMBEM]No texto, as meninas ressaltaram a importância dos saberes do mestre para a valorização e fortalecimento da cultura afro-brasileira. “Foi uma experiência maravilhosa; poucas pessoas têm oportunidade de ter capoeira na escola, uma atividade originada pelos africanos e que faz parte da nossa cultura”, comentou Ana Júlia. Para Júlia, a melhor parte foi aprender os movimentos da dança e ter uma atividade diferente no dia a dia. “Gosto de artes diferentes e achei bem divertido, superlegal, uma coisa única de um continente diferente”, disse. O estudante Renan de Castro, 10, se divertiu tanto durante as oficinas e apresentações que, se dependesse dele, seriam permanentes. “Aprendemos várias coisas, vários golpes, tivemos muitas atividades. O ruim é que acabou hoje”, desabafou no encontro final. “Gostei muito de aprender sobre a nossa cultura”. Renan de Castro, estudante: "Aprendemos várias coisas, vários golpes, tivemos muitas atividades. O ruim é que acabou hoje" Localizada no Núcleo Rural Vale do Palha, a escola recebe 240 estudantes a partir dos 6 anos em período integral, nos anos iniciais do ensino fundamental. Além do Identidade Nagô, a instituição conta com outras ações sobre ancestralidade. Entre elas, o projeto Ubuntu, Juntos Somos Mais Fortes utiliza a fotografia para fortalecer a identidade das crianças e incentivar a expressão artística, com atividades desde a concepção até a revelação de uma fotografia.

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