Com cerca de R$ 46 milhões em recursos, Viaduto de Planaltina entra na fase de lançamento das vigas
As obras do Viaduto de Planaltina, executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), já passaram da metade do tempo previsto para execução. Em uma das fases mais importantes, o serviço contempla intervenções no Km 22,6 da BR-020, no entroncamento com a DF-128. O investimento, feito pelo Governo do Distrito Federal (GDF) , é de aproximadamente R$ 46 milhões. Guindaste iça as estruturas de concreto que serão posicionadas sobre as vigas transversais | Foto: Divulgação/DER-DF “A expectativa é melhorar a fluidez do trânsito, reduzir congestionamentos e aumentar a segurança viária em um dos principais corredores de ligação entre o Distrito Federal e o Entorno”, reforça o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. Ele estima que, quando concluída, a obra vai beneficiar cerca de 90 mil motoristas que passam diariamente pela região. Atualmente, os trabalhos estão concentrados no lançamento das vigas longarinas. Com o uso de guindastes de grande porte, essas estruturas de concreto são içadas e posicionadas sobre as vigas transversais, responsáveis por ligar os pilares já concluídos. Essa etapa, lembra o DER-DF é fundamental para o avanço da superestrutura. Encaixe das peças De forma simples, o processo pode ser comparado à montagem de um “lego”, em que as peças são encaixadas e conectadas para formar a base da estrutura. Na sequência, após a instalação de 100 vigas longarinas — cerca de 20 por vão —, será feita a ligação entre essas estruturas por meio de vigas transversinas. Após essa fase de montagem e amarração, será iniciada a execução do tabuleiro, por onde os veículos vão trafegar. Paralelamente, as equipes atuam nos serviços de terraplenagem e no aterro das cabeceiras, preparando o terreno para os acessos e a integração com o sistema viário existente. Com a evolução das etapas estruturais, o Viaduto de Planaltina ganha forma e cresce como referência de uma das principais intervenções de mobilidade urbana em andamento no DF. *Com informações do DER-DF
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Um ano após reforma, Via Estrutural se torna referência em infraestrutura e segurança
Há um ano, os motoristas do Distrito Federal ganharam uma nova realidade ao trafegar pela DF-095, mais conhecida como Via Estrutural. O antigo asfalto repleto de buracos e ondulações deu lugar a um tapete de concreto de 21 cm de espessura, cobrindo os 13 km de cada sentido da principal via de ligação entre o Plano Piloto e as regiões administrativas de Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires, Samambaia, Cidade Estrutural e até Águas Lindas de Goiás. Imagem da via antes da troca do asfalto | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Vista aérea do trecho renovado: 13 quilômetros com revestimento de concreto de 21 cm de altura garantem piso duradouro | Foto: Anderson Parreira/Agência Brasília “A qualidade da via melhorou substancialmente com a reforma, especialmente na sua trafegabilidade e durabilidade, natural a uma via pavimentada em concreto” José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo A obra, que contou com um investimento de R$ 80 milhões, transformou a Estrutural na primeira rodovia do DF a adotar pavimento rígido de concreto ao longo de toda a sua extensão. A escolha do material garante maior durabilidade, resistência e facilidade de manutenção ao piso que reveste a via. A nova Via Estrutural é uma das iniciativas e obras que a Agência Brasília relembra na série de reportagens Esta é a Nossa História. A expectativa é que a nova pista tenha uma vida útil de até 20 anos, beneficiando os mais de 100 mil motoristas que trafegam pelo local diariamente. “A qualidade da via melhorou substancialmente com a reforma, especialmente na sua trafegabilidade e durabilidade, natural a uma via pavimentada em concreto”, ressalta o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo. “O governo terá uma economia significativa de manutenção, e com absoluta certeza este será um modelo a ser adotado em outras regiões e em outras vias – já foi, inclusive, definido pelo governador que a Estrada Parque Núcleo Bandeirante será toda refeita com concreto”, prossegue o titular da pasta. Qualidade de vida O empresário José Rodrigues Neto elogia o trabalho: “Foi uma grande evolução para a nossa região” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Entre usuários de transporte público, condutores de ônibus e motoristas cotidianos, uma coisa é certa: a Via Estrutural mudou para melhor. “Foi uma grande evolução para a nossa região”, diz o empresário José Rodrigues Neto, 48. “A durabilidade do concreto traz mais segurança e economia para todos. A Estrutural se tornou um modelo para o Brasil inteiro”. Proprietário de uma concessionária na Cidade do Automóvel, Neto também destaca o impacto indireto no comércio local: “Com uma rodovia como essa, é natural que o fluxo de veículos aumente, o que fomenta o nosso mercado. Tudo isso traz mais oportunidades e crescimento para a região.” Todos os dias, o professor William Resende, 35, precisa percorrer a Estrutural para ir e voltar do trabalho. Morador do Sol Nascente, ele enfatiza as melhorias especialmente no tempo de deslocamento: “Antes, eu demorava uma hora e meia para voltar do trabalho; agora, faço o trajeto em 30 ou 40 minutos. Isso nos dá mais tempo para ficar com a família e qualidade de vida. É uma mudança significativa”. Segurança viária Antônio Carlos Filho, motorista: “Antes, os buracos danificavam as suspensões dos ônibus e os problemas atrasavam as viagens. Agora, o fluxo está livre e seguro, tanto para nós quanto para os passageiros” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Para os profissionais do transporte público, a qualidade do pavimento é apenas uma das melhorias que transformaram o trabalho na Via Estrutural. “A estrada ficou 100%”, avalia o motorista Antônio Carlos Filho, 40. “Antes, os buracos danificavam as suspensões dos ônibus e os problemas atrasavam as viagens. Agora, o fluxo está livre e seguro, tanto para nós quanto para os passageiros”. Colega de trabalho de Antônio Carlos, Tiago Francisco Rodrigues, 40, da empresa BSBus, ressalta a criação de baias para ônibus: “Antes, parar na pista era perigoso e causava acidentes. Agora, temos segurança para embarcar e desembarcar passageiros. O pavimento rígido também reduziu as manutenções nos veículos”.
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Chapas de aço e concreto projetado compõem a base dos túneis do Drenar DF
Você já se perguntou quais materiais são necessários para a construção de túneis de um grande sistema de captação e escoamento de águas pluviais? Com um investimento de R$ 180 milhões e na etapa final das obras, o Drenar DF atualmente conta com 108 túneis que serão responsáveis por direcionar as águas da chuva para a bacia de detenção, localizada na ponta do projeto, às margens do Lago Paranoá. Obras avançam pelo subterrâneo: com os poços de visita, serviço é feito sem gerar incômodo para a população | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A escavação dos túneis foi possível graças à construção de 108 poços de visita (PVs). As estruturas verticais permitiram o avanço das obras de forma subterrânea, reduzindo o incômodo para a população. Por serem pontos de partida para a escavação das galerias, as entradas também são chamadas de poços de ataque, e serão pontos de manutenção, inspeção e limpeza do sistema quando as obras forem finalizadas. Equipamentos Pás, picaretas e outros equipamentos são utilizados no trabalho, de acordo com o tipo de solo encontrado A metodologia empregada no Drenar é conhecida como tunnel liner e garante maior agilidade aos serviços, sem abertura de grandes valas no meio da cidade. Após a abertura dos poços de visita, é feita a escavação das galerias. A depender do tipo de solo encontrado, são usadas pás, picaretas e miniescavadeiras para avançar com os serviços. A cada 46 cm de solo escavado são instaladas chapas de aço curvadas para sustentar o túnel aberto, que tem diâmetro de 3,60 metros. “Uma grande chapa de aço forma o arco do túnel”, detalha o diretor-técnico da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Hamilton Lourenço Filho. “Concluído o trecho de escavação, é colocada uma tela de aço que recebe o concreto projetado. Depois é aplicada uma argamassa de solo-cimento para finalizar as estruturas.” Fim de alagamentos e enchentes Executado pela Terracap, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes. O programa duplicará a capacidade de escoamento da região sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas. A rede de tubulação começa na altura da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha) e vai até o Lago Paranoá, seguindo em paralelo às quadras 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chega à L4 Norte. Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende das quadras 4 e 5 às quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Novacap e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16.
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Estrutural é liberada para o trânsito nos dois sentidos
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