Programa Saberes Socioemocionais é lançado para a comunidade escolar do DF
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) lançou, nessa quinta-feira (19), o programa Saberes Socioemocionais, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A iniciativa começa pelos anos iniciais e finais do ensino fundamental e será ampliada gradualmente para o ensino médio e para a comunidade escolar em geral. O programa Saberes Socioemocionais, inicialmente voltado para estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental, foi lançado nessa quinta (19) | Foto: Andressa Rios/SEEDF Na prática, o programa propõe inserir, de forma estruturada, o desenvolvimento de competências socioemocionais no cotidiano escolar. A proposta é trabalhar habilidades como empatia, responsabilidade, convivência e tomada de decisão, com foco na formação integral dos estudantes e na melhoria do ambiente escolar. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essas competências influenciam diretamente o desempenho acadêmico, a saúde mental e a trajetória profissional ao longo da vida. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou o cenário vivido nas unidades de ensino e o impacto direto nas relações escolares. “Quero começar reconhecendo e honrando cada profissional que está aqui. Falar de educação hoje é, antes de tudo, falar de pessoas e, mais do que nunca, de emoções. Vivemos um tempo desafiador, não só no Distrito Federal ou no Brasil, mas no mundo. Antes de entrar aqui, conversava com uma coordenadora regional que relatou a situação de uma professora que sofre agressões diárias de um aluno. Essa é a nossa realidade: dura, cruel e desafiadora”, observou. [LEIA_TAMBEM]O secretário-executivo Isaías Aparecido também resgatou o período crítico da pandemia e seus efeitos ainda presentes no cotidiano escolar: “Para mim, é um momento de muita emoção estar aqui depois de quatro, cinco anos à frente da Secretaria de Educação. Enfrentamos um período extremamente difícil, com o retorno às aulas presenciais e uma responsabilidade enorme, diante do risco de perdas de colegas e estudantes. Até hoje, lidamos com os resquícios daquele tempo, buscando retomar a melhoria da qualidade e dos resultados da educação”. Na rotina das escolas, os impactos já são percebidos. “Nós temos uma demanda diária de atendimentos, procura de estudantes com crises de ansiedade, questões emocionais que, muitas vezes, eles não conseguem identificar o que estão sentindo”, relatou a orientadora educacional Danielle Valverde, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Dra. Zilda Arns, no Itapoã. “O programa vem num momento muito oportuno. A gente precisa começar a falar de questões socioemocionais de forma sistematizada na escola, entender que, mesmo que haja um desconforto inicial, é possível atravessar aquele rio de sentimentos e chegar na outra margem, transformado. O estudante, sabendo lidar com a emoção, não transborda para os conflitos”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Pesquisa traça impacto dos jogos de azar na população do DF
Com o objetivo de analisar os impactos dos jogos de azar na população que vive na capital do país, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF), lança o estudo “Apostadores no Distrito Federal Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”. A pesquisa identifica as modalidades de jogos praticadas, os motivos que levam as pessoas a fazerem apostas e os impactos sociais, financeiros e de saúde entre cidadãos maiores de 18 anos. Estudo foca os impactos dos jogos de azar na estrutura das famílias | Arte: IPEDF “Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social” Manoel Barros, diretor-presidente do IPEDF O levantamento também avalia a percepção de pessoas que não participam dessas atividades. Os dados foram coletados por meio de questionários aplicados por pesquisadores uniformizados em locais de grande circulação, abrangendo todas as regiões administrativas do Distrito Federal. As informações, que permanecem sem identificação dos respondentes, foram analisadas segundo critérios como gênero e faixa de renda. “Os jogos de azar, especialmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas uma prática recreativa e passaram a gerar impactos reais na vida das famílias, como endividamento, conflitos familiares e adoecimento emocional”, avalia o secretário da Família, Rodrigo Delmasso. “O estudo inédito nos permite compreender quem são os apostadores no DF, onde estão e como esse comportamento afeta a dinâmica familiar. Com dados técnicos, o GDF poderá formular políticas públicas preventivas, voltadas à educação financeira, à saúde mental e ao fortalecimento das famílias, protegendo especialmente os mais vulneráveis.” Políticas públicas Por sua vez, o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, afirma: “O IPEDF tem como missão produzir informações qualificadas para orientar a tomada de decisão no âmbito das políticas públicas. Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social. Ao oferecer dados objetivos e territorializados, a pesquisa contribui para que o poder público atue de forma preventiva e baseada em evidências”. [LEIA_TAMBEM]Segundo a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, a pesquisa responde a uma demanda crescente por informações qualificadas sobre o tema. “Com a rápida expansão das plataformas de jogos online e o fácil acesso às apostas, torna-se fundamental produzir um diagnóstico consistente sobre o perfil dos apostadores e sobre as possíveis consequências desse hábito na vida financeira, social e na saúde da população”, aponta. “O estudo permite compreender melhor esse fenômeno no contexto específico do Distrito Federal e subsidiar políticas públicas que consigam dar conta da problemática que envolve as apostas”. O objetivo do estudo é compreender o comportamento, as motivações e o perfil sociodemográfico dos apostadores (considerando gênero, renda e faixa etária) com mais de 18 anos. Dados gerais indicam que, no Brasil, a maior parte dos apostadores em plataformas de bets concentra-se entre jovens de 16 a 34 anos, embora também haja um volume expressivo de apostas entre aposentados. A pesquisa constitui uma resposta direta ao crescimento do endividamento associado aos jogos de azar e contribuirá para a construção de um diagnóstico específico da realidade da capital federal. Veja os dados apurados. *Com informações do IPEDF
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Curso vai orientar servidores sobre gestão de conflitos
Qualidades e habilidades de mediação de conflitos são consideradas, por gestores, como essenciais para o trabalho institucional. Desenvolver a capacidade de liderança, de negociação e de gestão de conflitos torna-se necessário para o alcance de uma administração pública mais eficiente. Com esse propósito, a Escola de Governo do Distrito Federal (Egov) está com inscrições abertas para o curso Gestão de conflitos e resolução consensual na administração pública. A capacitação, com carga horária de 20 horas, tem como público-alvo os servidores públicos do Governo do Distrito Federal (GDF). Com aulas presenciais, o curso da Egov será realizado no período de 25 a 29 de abril, das 8h às 12h | Foto: Renato Araújo/Agência Brasília O conteúdo programático engloba os temas Gestão de conflitos, Resolução consensual e Comunicação não Violenta (CNV). As inscrições podem ser realizadas até esta terça (19), no site da Egov. Para obter mais informações e fazer sua inscrição, acesse aqui. O curso será realizado de forma presencial, entre os dias 25 e 29 deste mês, das 8h às 12h, ministrado pela instrutora Neide Odete Coutinho Saad, graduada em pedagogia e direito. Estão sendo oferecidas 30 vagas. [Olho texto=”“Compreender que os conflitos sempre irão existir e saber lidar com eles, de maneira criativa e humanizada, diminui o adoecimento físico e mental e aumenta o engajamento e a produtividade da equipe”” assinatura=”Juliana Tolentino, diretora-executiva da Egov” esquerda_direita_centro=”esquerda”] De acordo com a diretora-executiva da Egov, Juliana Tolentino, saber lidar com a pluralidade de ideias é fundamental para o bom desempenho das organizações públicas. “O conflito nasce da diversidade de ideias que, quando bem-administradas, tendem a elevar a criatividade e as oportunidades de inovação nas equipes organizacionais. É com esse olhar, visando a um futuro progressista para a administração pública, que disponibilizamos as melhores capacitações para os servidores públicos distritais”, afirma. Segundo Neide Saad, a capacitação em ferramentas de mediação de conflitos é um ganho valioso para os gestores. “Compreender que os conflitos sempre vão existir e saber lidar com eles, de maneira criativa e humanizada, diminui o adoecimento físico e mental e aumenta o engajamento e a produtividade da equipe”, assinala [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A instrutora explica que o curso tem grande relevância para a prestação de serviços e vai ao encontro da promoção da saúde integral dos servidores públicos. “A complexidade da administração pública demanda formas céleres e menos onerosas de solução de conflitos. O curso permite, ainda, um atendimento mais humanizado, com escuta ativa e empática. Assim, não é só uma forma de resolução de conflitos, mas uma mudança em busca de uma cultura humanizada e de paz”, conclui. Serviço Curso: Gestão de conflitos e resolução consensual na administração pública Período: de 25 a 29 deste mês Modalidade: presencial Horário: das 8h às 12h Carga horária: 20 horas Inscrições: até terça-feira (19), no site da Egov ou pelo link https://sistemas.df.gov.br/EGOV/ListadeTurmasPublicadas.aspx.
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Coordenadores regionais já têm linha direta com o Batalhão Escolar
O Batalhão Escolar finalizou a implementação do WhatsApp nas 14 coordenações regionais de ensino da rede pública do Distrito Federal. Este foi um dos assuntos tratados na primeira reunião da comissão responsável pelo Plano de Urgência pela Paz nas Escolas, que aconteceu na tarde desta sexta-feira (1º), na sede da pasta. A comissão é composta por representantes das subsecretarias da Secretaria de Educação. Em reunião com a secretária Hélvia Paranaguá, a comissão composta por representantes das subsecretarias da Educação reiterou o compromisso de melhorar o ambiente das escolas para que os casos de violência possam diminuir | Fotos: Álvaro Henrique / Ascom SEE-DF O grupo de WhatsApp tem o objetivo de facilitar e agilizar a comunicação entre os coordenadores regionais e o Batalhão Escolar. Sempre que necessário, os coordenadores, que têm contato direto com os gestores das escolas, poderão acionar a corporação diretamente pelo novo canal de comunicação. Além disso, os participantes poderão fazer sugestões e trocar experiências, na medida em que o plano for avançando. [Olho texto=”“Por trás dessas crianças que estão envolvidas em violência, existe alguma angústia, um trauma ou algo parecido. Temos que ter esse olhar cuidadoso sobre nossos estudantes, respeitando-os, porque cada um tem uma história” – Hélvia Paranaguá, secretária de Educação” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Outras ações, como a impressão e distribuição a todas as escolas do caderno orientador Convivência Escolar e Cultura de Paz, serão realizadas até o dia 18 de abril. O documento, organizado em três partes, terá temas como Educação em Direitos Humanos, Ética, Justiça, Diversidade, Paz, Cultura de Paz, Não Violência, Conflitos, Competências Socioemocionais, Empatia e Participação Estudantil. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, participou do encontro e destacou que o trabalho que envolve a paz nas escolas deve ser realizado de forma cuidadosa com os alunos. “Por trás dessas crianças que estão envolvidas em violência, existe alguma angústia, um trauma ou algo parecido. Temos que ter esse olhar cuidadoso sobre nossos estudantes, respeitando-os, porque cada um tem uma história”, afirmou. O coordenador da comissão do Plano de Urgência, Tony Marcelo, adiantou que, a partir da próxima semana, os diretores e coordenadores das Regionais de Ensino irão se reunir para debater o que precisa melhorar dentro das escolas. “O mais importante é ouvir cada um deles que estão presenciando cada caso, para que possamos encontrar uma solução para este problema que estamos vivendo agora. Não somente os alunos, mas os diretores e professores também pedem socorro”, avaliou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Ele reiterou ainda que a Secretaria de Educação tem o comprometimento de resolver a situação para que casos de violência possam diminuir. “Quando o problema dentro da escola atinge a paz, é algo ruim, porque reflete em todos nós. É preciso ter coragem para enfrentar este desafio de extrema complexidade”, finalizou Marcelo. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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