Público da Biblioteca Nacional de Brasília cresce 32% em 2025
O Governo do Distrito Federal (GDF) registrou um crescimento de 31,75% no número de usuários da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) em 2025, em comparação com o ano anterior. Entre janeiro e novembro deste ano, 129.681 pessoas passaram pelo espaço localizado no Setor Cultural da República, reforçando o papel da biblioteca como ambiente de estudo e difusão do conhecimento na capital. Vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o local é um dos principais equipamentos culturais da capital. De acordo com levantamento da própria instituição, 56.664 visitantes que passaram pela BNB neste ano não residem no Distrito Federal e estiveram na biblioteca como turistas, o que representa cerca de 44% do público atendido no período. O dado confirma o alcance do equipamento público também junto a quem visita Brasília, favorecido pela localização próxima à Rodoviária do Plano Piloto e pelo acesso facilitado ao espaço. A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) registrou um aumento de público de 32% neste ano, em comparação com 2024 | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Ampliação das atividades Em 2025, a Biblioteca Nacional promoveu 442 eventos, número 82,64% maior que o registrado em 2024, quando foram realizadas 242 ações. A programação incluiu lançamentos de livros, aulões, clubes de leitura, oficinas, palestras, cursos, exposições, reuniões, visitas guiadas, feiras e apresentações artísticas. “Com certeza, esse aumento se deve à quantidade de eventos realizados pela biblioteca”, afirmou o diretor substituto da Biblioteca Nacional de Brasília, o bibliotecário Luís Eustáquio Braga. Ele destacou que a estratégia tem sido diversificar a programação para atrair diferentes públicos, como estudantes, jovens, adultos e idosos, por meio de aulões preparatórios para o Enem e para o Concurso Nacional Unificado (CNU), além de cursos gratuitos. “Muitas pessoas vêm pela primeira vez por causa dessas ações e acabam retornando, passando a frequentar a biblioteca”, explicou. O diretor também ressaltou que iniciativas como os cursos gratuitos de inglês e mandarim ajudam a despertar o interesse pelo espaço e fortalecem o vínculo do público com o equipamento cultural do Distrito Federal. No programa de voluntariado da BNB, são oferecidos cursos gratuitos de inglês, em módulos instrumentais (conversação e gramática), e de mandarim, nos níveis iniciante e intermediário. Ele comentou ainda que outro atrativo da biblioteca é a agenda permanente de clubes de leitura voltados a diferentes públicos e eventos culturais, como o Slam DFão, batalha de poesia falada com foco na cultura periférica e em temas sociais. “Além de ser um refúgio para estudantes que se preparam para vestibulares e concursos, a biblioteca tem localização privilegiada, próxima à Rodoviária do Plano Piloto, o que facilita o acesso de moradores de todas as regiões administrativas”, concluiu Luís Eustáquio. Em 2025, a Biblioteca Nacional promoveu 442 eventos; programação incluiu lançamentos de livros, aulões, clubes de leitura, oficinas, palestras, cursos e exposições, entre outras atividades Acervo físico e indicadores Mesmo em um contexto marcado pela digitalização do acesso à informação, a biblioteca mantém forte demanda por seu acervo físico. Entre janeiro e novembro de 2025, foram contabilizados 29.103 empréstimos de livros, crescimento de 23,2% em relação a 2024, quando o total foi de 23.610. Os dados também mostram avanço consistente nos indicadores da instituição. Em 2024, o total geral de acessos — considerando usuários e turistas — foi de 153.213 registros. Em 2025, o número de usuários atendidos até novembro já supera o total de usuários registrado no ano anterior, consolidando uma trajetória de crescimento contínuo. [LEIA_TAMBEM]Serviço Horário de funcionamento da Biblioteca Nacional de Brasília: • Segunda a sexta-feira: das 8h às 22h • Sábados e domingos: das 8h às 14h A Biblioteca Nacional de Brasília ficará fechada nos dias 1º, 2, 3 e 4 de janeiro. Na quarta-feira (31 de dezembro), o atendimento ao público será realizado até as 14h.
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Confira as datas de inscrições nas olimpíadas científicas de 2025
A Secretaria de Educação (SEEDF) por meio da Subsecretaria de Educação Básica (Subeb), divulga o calendário das olimpíadas científicas de 2025, com os prazos para inscrição e link com maiores informações. As competições visam a possibilitar a descoberta de novas habilidades, fortalecer os vínculos entre os estudantes e a escola e enriquecer valores afetivos, como autoestima e sociabilidade. As olimpíadas científicas buscam facilitar a relação dos estudantes com diversas áreas do conhecimento | Foto: Álvaro Henrique/SEEDF As olimpíadas também têm como proposta intercambiar o saber do estudante com diversas áreas do conhecimento de matemática, astronomia, biologia e história do Brasil, dentre outras disciplinas. No calendário, estão listadas 14 competições oficiais com diferentes prazos de inscrições para a participação de estudantes de diferentes etapas escolares, com oportunidades que vão desde a primeira série do ensino fundamental até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Estudantes, professores e escolas mais bem-colocados receberão prêmios. Além disso, as competições são porta de entrada para o ingresso de estudantes medalhistas em cursos de graduação e em projetos de iniciação científica por meio dos editais das olimpíadas. A valorização dos professores também é um dos objetivos das competições. A preparação se torna um momento de envolvimento entre professor e alunos durante o qual a criatividade é estimulada na prática, pois os desafios das olimpíadas buscam incentivar os participantes a utilizar a ciência em situações diárias. Entre os editais está o da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep Nacional). Em 2024, a rede pública do Distrito Federal comemorou um feito histórico: 167 estudantes foram premiados na 19ª edição da competição. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Alunos da rede pública conquistam ouro em Olimpíada Internacional de Matemática
Uma equipe de estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 9 de Ceilândia foi premiada com a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras (MSF) de 2024. A prova foi aplicada entre 21 e 28 de maio e o resultado saiu em agosto. O CEM 9 de Ceilândia foi a única escola pública do DF, junto com o Colégio Militar Tiradentes, a receber a premiação máxima. A Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras é uma competição que exige conhecimentos interdisciplinares, envolvendo matemática, interpretação de texto e uma língua estrangeira. Voltada para estudantes do ensino fundamental e médio, a MSF se destaca por ser uma competição internacional em equipes e interclasses. Ana Luiza, Anna Beatriz, Mateus Otavio e Isaque Luiz são alguns dos alunos do CEM 9 de Ceilândia que ganharam medalhas em olimpíadas do conhecimento | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Para conquistar a medalha de ouro, foi necessário um planejamento com aulas e atividades extraclasse duas vezes por semana, no contraturno escolar. A equipe, formada pelos alunos do 2º e 3º anos do ensino médio Anna Beatriz Luiza da Silva, Ana Luiza Sousa Silva, Adrian Raffael Lopes Sales, Giselly Fernandes de Melo, Lee Siler Kanashiro Martins e Mateus Otavio do Espirito Santo, foi orientada pela professora Paula Reiko Inoi Nishikawa. “A gente faz uma preparação desde o início do ano para as competições de matemática. Os alunos tiveram atividades teóricas e práticas além de simulados periódicos”, destacou a professora. Uma das participantes da equipe de ouro do CEM 9, Anna Beatriz agradeceu o grande apoio que recebe dos professores e funcionários da escola. “Toda a equipe aqui da escola incentiva muito a gente. Eles sempre vêm aqui em sábados, feriados, para acompanhar a gente, ajudando sempre que eles podem mesmo”, ressaltou. Incentivo em casa Mateus Otavio, filho de um representante de vendas e de uma dona de casa, ressaltou que além das atividades escolares, têm um incentivo muito grande em casa para estudar. “Eu leio bastante, e minha mãe sempre incentivou a gente a estudar, principalmente em atividades extracurriculares. Então eu e minha irmã fazemos muitos simulados, provas, esse tipo de coisa, pra tentar melhorar e ter resultados bons”, disse. Um dos segredos do sucesso obtido nas olimpíadas de conhecimento é o incentivo da própria família Sobre o futuro, Mateus já tem seus planos bem delineados. “Eu quero muito trabalhar com modificação genética. Então a minha expectativa é fazer alguma engenharia de bioprocessos ou algum curso envolvendo biotecnologia”, contou. Outra integrante da equipe, Ana Luísa, vive com a mãe, que é empregada doméstica, e o padrasto, que é bombeiro, e em casa também é muito estimulada a estudar. Ela achou a prova da MSF bastante desafiadora. “Nossa equipe era muito boa, eu trabalhei mais na parte da interpretação mesmo, porque matemática é um pouco desafiadora para mim. Mas foi um processo muito difícil”, relembrou. Tradição A tradição em preparação para olimpíadas de matemática do CEM 9 começou em 2007, dois anos depois da criação da Olimpíada Brasileira de Matemática em Escolas Públicas (OBMEP) em 2005. Desde então, a escola participa de todas OBMEP, além de outras olimpíadas voltadas à matemática, como o Canguru da Matemática e a própria Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras (MSF). Em 2012, inclusive, seis alunos da escola participaram da edição do MSF realizada na Índia. Quando questionada sobre o diferencial da CEM 9 de Ceilândia dentre as escolas públicas do DF, a diretora da instituição, Maria José Ferreira dos Passos, atribuiu a uma tradição de excelência que existe na escola. Além disso, uma das prioridades é ouvir todas as vozes dentro da escola. A professora Paula Reiko Inoi Nishikawa orientou a equipe de estudantes que participou da Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras “O CEM 09 é uma escola de gerações. O antigo diretor ficou lá 39 anos, foi professor de vários docentes que atuam lá hoje. Desses 39, estive com ele por quase 16 anos e hoje estou como gestora. Nosso foco é valorizar, acolher, entender e oferecer condições estruturais, emocionais, sociais para docentes e estudantes”, destacou. O professor de física Hebio Parreao Bezerra frisou que com as conquistas nas olimpíadas de matemática os próprios alunos passaram a sugerir que a escola se inscrevesse em outras, como a Olimpíada Brasileira de Astronomia Astronáutica (OBA). Para auxiliar, os professores oferecem aulas extras. “A gente consegue fazer esse trabalho por causa de uma parceria que a gente tem com a própria direção da escola, porque o antigo diretor, por exemplo, lutava muito por isso”, destacou. Em 2024, os alunos da CEM 9 já foram premiados em nove olimpíadas diferentes: Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras (OIMSF), Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), Olimpíada Brasileira de Biotecnologia (OBBIOTEC), Olimpíada Brasileira de Biologia Sintética (OBBS), Olimpíada do Oceano (O2), Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) e Olimpíada Nacional de Ciências (ONC). *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Professores de escolas públicas são capacitados em programação e robótica
O Planetário de Brasília se tornou, mais uma vez, um espaço de educação e conhecimento com a capacitação em robótica de 16 professores de escolas públicas do DF no Programa Steam Maker. A iniciativa está transformando a educação ao integrar as áreas de ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática (Steam) com a cultura do “faça você mesmo” (Maker). O programa é fruto de uma parceria entre a FAPDF, Secretaria de Educação e o Instituto Conhecer Brasil, com o apoio da Escola do Futuro da USP | Fotos: Divulgação/FAPDF A capacitação foi intitulada “mão na massa” e teve como objetivo preparar os professores para serem multiplicadores desse conhecimento inovador. O programa é fruto de uma parceria entre a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), Secretaria de Educação (SEDF) e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), com o apoio da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP). “O programa será implementado em escolas públicas que oferecem os anos finais do ensino fundamental, proporcionando um ambiente inovador de aprendizagem e preparando os alunos para a universidade e para a vida profissional. Eles são incentivados a explorar, experimentar e criar utilizando ferramentas e tecnologias como impressoras 3D, robótica e programação”, disse o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Jr. O Steam Maker não apenas equipa professores e alunos com kits educacionais, mas também transforma a colaboração em sala de aula e promove o pensamento criativo Essa metodologia desenvolve habilidades cruciais como pensamento crítico, resolução de problemas, trabalho em equipe e criatividade. O Steam Maker não apenas equipa professores e alunos com kits educacionais, mas também transforma a colaboração em sala de aula e promove o pensamento criativo. Os alunos terão a oportunidade de criar os próprios protótipos, desenvolvendo uma compreensão prática das disciplinas estudadas. “O programa foi concebido dentro do laboratório da Escola do Futuro, da Universidade de São Paulo (USP), com objetivo de trazer para o ensino fundamental a ampliação das metodologias ativas, por meio da cultura Maker Steam, que promove inovação na gestão educacional, sobretudo, trazendo para dentro da sala de aula o conceito da transdisciplinaridade”, disse o pesquisador da USP e responsável pelo projeto, Wemerson Marinho. “Na Secretaria de Educação o programa vem transformar ambientes escolares, impulsionando habilidades transdisciplinares por meio da prototipagem pedagógica e do conceito Maker. Além disso, destaca a importância fundamental da educação de qualidade, da participação social e do preparo dos estudantes tanto para a jornada universitária quanto para o mercado de trabalho. Seu alinhamento com as políticas públicas de desenvolvimento educacional do Distrito Federal evidencia sua contribuição para a implementação de uma educação inovadora”, disse o coordenador de acompanhamento pedagógico da SEEDF, Marcelo Reis. *Com informações da FAPDF
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