Cursos dos centros de referência da mulher brasileira ampliam oportunidades de geração de renda
Quase mil mulheres do Distrito Federal encontraram nos cursos profissionalizantes oferecidos pelos centros de referência da mulher brasileira (CRMBs) uma oportunidade para conquistar autonomia financeira e construir novos caminhos. Promovidas pela Secretaria da Mulher (SMDF), em parceria com a Ação Social Renascer, as capacitações já certificaram 989 alunas desde março de 2026. Segundo a coordenação das unidades, cerca de 70% delas passaram a trabalhar ou gerar renda após a conclusão dos cursos, principalmente nas áreas de tranças, design de sobrancelhas e crochê. Nos centros de referência, cursos fazem parte da política de fortalecimento da autonomia feminina Mais do que ensinar uma profissão, os cursos fazem parte da política de fortalecimento da autonomia feminina desenvolvida pela Secretaria da Mulher. Nos centros de referência, as participantes encontram um espaço de acolhimento, orientação e atendimento especializado, reunindo serviços que contribuem para a reconstrução de trajetórias marcadas por situações de violência e vulnerabilidade. "O curso de tranças me deu uma profissão e autonomia. Hoje pago minhas contas com meu próprio esforço. Esse trabalho devolveu minha autoestima e o controle da minha história" Mirian Marislania Serrano Nunes, trancista "Os centros de referência da mulher brasileira são espaços de acolhimento, proteção e fortalecimento das mulheres. Além da qualificação profissional, elas encontram equipes preparadas para oferecer orientação, atendimento psicossocial e os encaminhamentos necessários para que possam reconstruir suas vidas com mais segurança, autonomia e dignidade", afirma a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar. Além dos cursos profissionalizantes, os centros de referência oferecem atendimento psicossocial, orientação jurídica, assistência social, enfermagem e brinquedoteca. Desde a inauguração das quatro unidades, cerca de 2,8 mil mulheres já foram atendidas pelos equipamentos da SMDF. Os CRMBs têm capacidade para prestar até 3.864 atendimentos por mês e disponibilizam cerca de 500 vagas mensais em cursos de qualificação profissional, fortalecendo o acesso das mulheres às políticas públicas de proteção, autonomia e inclusão produtiva. Um novo começo Curso de rranças e penteados afro marcou uma reviravolta na vida Mirian Nunes, após nove anos afastada do mercado de trabalho "Quando conquistam uma profissão, as mulheres ampliam as oportunidades de geração de renda, fortalecem sua autonomia e passam a construir novos projetos de vida" Fausta Maria de Matos, diretora-geral dos centros de referência da mulher brasileira Entre as mulheres que transformaram a capacitação em oportunidade de trabalho está Mirian Marislania Serrano Nunes, de 31 anos, moradora de Ceilândia Norte. Mãe de três filhos, ela permaneceu nove anos afastada do mercado de trabalho para se dedicar à maternidade. Após vivenciar uma situação de violência doméstica, foi encaminhada ao Centro de Referência da Mulher Brasileira do Sol Nascente, onde recebeu acolhimento e acompanhamento psicossocial. Foi durante esse processo que Mirian conheceu o curso de tranças e penteados afro. Mesmo insegura no início, decidiu se matricular. A formação marcou o começo de uma nova trajetória profissional. Hoje, trabalha em um salão de beleza e também realiza atendimentos em domicílio nos fins de semana. "O curso de tranças me deu uma profissão, e o trabalho me deu autonomia. Hoje pago minhas contas com meu próprio esforço. Esse trabalho devolveu minha autoestima e o controle da minha história", conta. [LEIA_TAMBEM]Para a diretora-geral do Centro de Referência da Mulher Brasileira, Fausta Maria de Matos, a autonomia financeira representa um passo importante para que as mulheres reconstruam suas vidas com mais segurança e independência. "Quando conquistam uma profissão, as mulheres ampliam as oportunidades de geração de renda, fortalecem sua autonomia e passam a construir novos projetos de vida", destaca. As mulheres interessadas podem procurar as unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira localizadas no Recanto das Emas, Sol Nascente, São Sebastião e Sobradinho II para obter informações sobre os cursos e os demais serviços oferecidos. As inscrições para o sexto ciclo de capacitações estão previstas para o fim de julho. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Recém-nascidos do Hospital Regional de Santa Maria recebem kits artesanais
Em meio aos desafios que acompanham os primeiros dias de vida, um gesto simples e cheio de afeto tem feito a diferença para bebês internados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A unidade recebeu dez kits com roupas feitas à mão para os recém-nascidos que estão sob cuidados médicos. As gêmeas Antonella e Aurora ganharam roupas novas; “foi uma surpresa muito boa”, disse a mãe das meninas, Lorena Santana | Foto: Divulgação/IgesDF As peças foram feitas pelo grupo de voluntárias Amigas para o Bem, do Sudoeste. Cada item carrega aconchego em forma de crochê: agasalhos, toucas, meias, além de cueiros e fraldas delicadamente bordadas. Tudo preparado com cuidado para aquecer os bebês nos dias mais frios. [LEIA_TAMBEM]“Doamos para hospitais, maternidades e instituições que acolhem pessoas em situação de vulnerabilidade”, relatou Maria Elisabeth de Souza, integrante do grupo. “Cada uma contribui como pode, seja produzindo as peças, doando materiais, montando kits ou cuidando da contabilidade. É um trabalho coletivo de fazer o bem sem olhar a quem.” Acolhimento Esta é a segunda vez que o grupo promove a ação no hospital administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A primeira foi no ano passado, também em época de meses mais frios. Para o chefe substituto do serviço de enfermagem da pediatria do HRSM, Dartway Santhiago, o gesto vai além do material. “Vejo essa doação como uma forma de acolhimento”, pontuou. “É um carinho para essas mães que passaram por momentos difíceis com seus filhos. Muitas tentam ser fortes o tempo todo; mas, no fundo, o que elas mais precisam é de cuidado, de um abraço, mesmo que para seus bebês.” Gabriela Ferreira, com as filhas Maria Helena e Maria Alice, que nasceram prematuras e também ganharam peças de crochê: “Dá para ver que foi feito com muito amor” Na pediatria, Lorena Nogueira Santana, mãe das gêmeas Antonella e Aurora, recebeu os kits com emoção. Após o parto no Hospital Regional do Gama (HRG), as pequenas seguem internadas no HRSM para alcançar o peso ideal. “Foi uma surpresa muito boa”, contou. “Quando a gente é mãe, tudo o que vem para os filhos é motivo de alegria. Perguntei se já podia usar, e no mesmo dia coloquei as touquinhas”. Na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin), outra mãe de gêmeas, Gabriela dos Santos Ferreira, também foi presenteada. As filhas, Maria Helena e Maria Alice, nasceram prematuras e estão em fase de transição da sonda para a alimentação com chuquinha. “Os detalhes das peças são lindíssimos”, comemorou Gabriela. “Dá para ver que foi feito com muito amor. Vou tirar até fotos para mostrar para minha sogra”. Para a superintendente do HRSM, Eliane Abreu, a iniciativa reforça o amor ao próximo. “A solidariedade aquece não apenas os pequenos corpos dos recém-nascidos, mas também o coração das mães que enfrentam dias desafiadores nos corredores hospitalares”.
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GDF incentiva cultura e geração de renda com oficinas gratuitas de crochê na Estrutural
A partir desta segunda-feira (7), a Cidade Estrutural será palco de oficinas de crochê totalmente gratuitas, voltadas para quem deseja aprender uma nova habilidade, estimular a criatividade e, ainda, gerar renda. A ação faz parte do projeto Vigília Cultural Artesanato Empreendedorismo & Formação, realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Durante as oficinas, os alunos irão confeccionar peças artesanais de crochê; além da formação presencial, as aulas ficarão disponíveis online | Foto: Divulgação Promovido pela Multicultural & Eventos, o projeto tem caráter prático e inclusivo. Serão formadas seis turmas distribuídas entre os turnos da manhã, tarde e noite. As aulas presenciais ocorrem em duas etapas – nos dias 7 e 21 de julho – com até 15 participantes por grupo. Ao todo, serão ministradas 10 aulas, cada uma com duração de três horas. Todo o material é fornecido gratuitamente, assim como o transporte até o local. Ao final do curso, os participantes recebem certificado de conclusão. [LEIA_TAMBEM]Para o produtor do evento, Márcio Apolinário, as oficinas representam uma oportunidade concreta de transformação. “O participante não precisa de experiência prévia. Ele recebe todo o material e a capacitação necessária para produzir peças e já começar a gerar renda”, afirma. Crochê na prática Durante as oficinas, os alunos irão confeccionar peças artesanais de crochê – como bolsas, croppeds e turbantes. A proposta reconhece o artesanato como parte essencial da economia criativa no DF, setor que reúne mais de 11 mil profissionais formalizados e que se destaca como vetor de turismo, inclusão e desenvolvimento social. Além da formação presencial, o projeto irá disponibilizar as aulas gravadas no canal TV Multicultural, no YouTube, após o evento de encerramento. As inscrições podem ser feitas pelo número de WhatsApp (61) 99606-9282 e também na Agência do Trabalhador da Cidade Estrutural, localizada na Área Especial 9, Setor Central.
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Museu Vivo da Memória Candanga está com inscrições abertas para cursos de artesanato
Já pensou em aprender a costurar, crochetar ou tricotar? Essas e outras modalidades de artesanato são oferecidas pelo Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) por meio do projeto Saber Fazer. Para participar, basta fazer a inscrição junto ao professor de cada oficina e comparecer aos encontros promovidos no equipamento público. São várias modalidades de cursos, quase todos gratuitos ou com taxa | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Atualmente, são ofertados os cursos de gravura e xilogravura, corte e costura, crochê, tricô, bordado tradicional, costura criativa, bijuteria em crochê, pintura em gesso, crochê no lacre, bolsas de crochê, cerâmica e sabonetes artesanais. Embora a maioria dos workshops seja gratuita, o MVMC permite que os professores cobrem taxas simbólicas aos participantes para a aquisição de materiais. Aulas As aulas de sabonete artesanal, bolsa de crochê, bordado livre, crochê no lacre começam nesta segunda-feira (10). Os demais já estão em andamento, mas ainda são aceitas novas inscrições. O aprendizado ocorre de segunda a sexta-feira, conforme os horários de cada oficina, e seguem até dezembro. “Esses cursos são muito importantes para a nossa comunidade, resgatam os saberes populares e incentivam novas possibilidades de renda”, observa a gerente do MVMC, Eliane Falcão. “É uma forma de valorizar os saberes do nosso país. Estou no museu desde 2019 e conheço muitas pessoas que tiraram a carteirinha de artesão graças a esse conhecimento gratuito e voltaram para dar aulas, levando o conhecimento adiante.” Localizado no Núcleo Bandeirante, o Museu Vivo da Memória Candanga ocupa as instalações do primeiro hospital de Brasília. As lembranças da época da construção da capital federal estão reunidas na mostra permanente Poeira, Lona e Concreto. Os contatos para inscrições estão disponíveis no Instagram do museu. Museu Vivo da Memória Candanga → Funcionamento: de segunda a sábado, das 9h às 17h. Entrada gratuita. → Endereço: Setor Juscelino Kubitschek, Lote D, Núcleo Bandeirante. Telefone (61) 3301-3590
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