Emater-DF celebra 48 anos com reconhecimento ao trabalho no campo
A força de uma história construída no campo, lado a lado com o produtor rural, marcou a solenidade de celebração dos 48 anos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), nesta sexta-feira (10). Em um evento concorrido, a instituição reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da agropecuária e com a melhoria da qualidade de vida das famílias rurais. Servidores, extensionistas e produtores rurais se reuniram para a comemoração do aniversário da empresa pública | Foto: Divulgação/Emater-DF Logo na abertura da cerimônia, a extensionista Sandra Evangelista declamou o poema Emater, Minha Flor, na qual a produtora Manu, do Assentamento Pequeno William, em Planaltina, traduziu em versos a relação de afeto e parceria entre a empresa e o homem do campo. “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo” Cleison Duval, presidente da Emater-DF “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo” Cleison Duval, presidente da Emater. Ao longo da solenidade, autoridades e representantes dos produtores destacaram o papel estratégico da assistência técnica e extensão rural. “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo”, declarou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ao falar sobre as parcerias institucionais. Políticas públicas O presidente da Associação dos Servidores da Emater-DF, Adalmyr Borges, reforçou que o maior patrimônio da empresa são as pessoas: “Toda história tem protagonistas, e os protagonistas da Emater-DF são seus trabalhadores. Somos nós que levamos as políticas públicas até onde elas precisam chegar, transformando conhecimento em produção, alimento e qualidade de vida”. Representando os produtores rurais do Gama, a presidente da Cooperativa Brasil Cerrado, Maria José Ribeiro Alves, falou sobre sua trajetória de três décadas ao lado da Emater-DF. “Mais do que profissionais, vocês são amigos do produtor”, afirmou. “Vocês olham além da produção, olham para a família. Se hoje existimos como produtores, é porque a Emater esteve e está sempre presente”. Por sua vez, o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, lembrou a relevância da Emater-DF no cenário nacional e o papel da instituição como porta de entrada junto ao produtor rural. “Precisamos avançar continuamente para manter o Distrito Federal como referência”, pontuou. “O sistema de agricultura reconhece o trabalho de vocês”. Dedicação [LEIA_TAMBEM]Representante da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba, Luiz Curado ressaltou a importância do trabalho contínuo dos extensionistas: “São vocês que estão diariamente ao lado dos produtores, levando tecnologia, conhecimento e sensibilidade. Transformar quem não tinha acesso à informação em um produtor de alto nível exige paciência, dedicação e compromisso”. Um dos pontos altos da programação foi a premiação de empregados e equipes que se destacaram ao longo do último ano. Foram reconhecidos profissionais nas categorias Destaque Individual (área-fim e área-meio), Gestão e Equipes Destaque, evidenciando iniciativas inovadoras, resultados expressivos e o compromisso com a missão institucional.Também foram homenageados os servidores da Ouvidoria. Houve ainda o reconhecimento de iniciativas voltadas à qualidade de vida no trabalho, com premiação para as equipes da Gerência de Desenvolvimento Social (Gedes), da Gerência de Agricultura Orgânica (Esorg) e do escritório local de Vargem Bonita, reforçando o olhar da instituição para o bem-estar de seus colaboradores. *Com informações da Emater-DF
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Emater-DF celebra 47 anos de dedicação ao desenvolvimento rural do Distrito Federal
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) completa, nesta segunda-feira (7), 47 anos de atuação em prol do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar e nutricional da população. Fundada com o objetivo de promover o desenvolvimento rural sustentável, a empresa tem uma trajetória consolidada como referência nacional e oferece uma gama diversificada de serviços ー da assistência técnica à promoção da inclusão social e ambiental no campo. A Emater-DF tem sido uma aliada essencial dos produtores rurais. Somente em 2024, foram realizados 176.807 atendimentos em diversas áreas. O produtor Isaías Costa da Rocha, morador do Assentamento Márcia Cordeiro Leite, em Planaltina desde 2007, iniciou a trajetória com a Emater-DF em 2010, participando de palestras e cursos. Isaías Costa da Rocha: “Eu planto feijão, mandioca, milho, amendoim e, com o crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que eu peguei com o apoio da Emater” | Foto: Divulgação/Emater-DF “Em 2014 recebi minha área no assentamento e sempre tive apoio da Emater-DF para acessar programas sociais e para adquirir insumos, sementes, adubos. Eu planto feijão, mandioca, milho, amendoim e, com o crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que eu peguei com o apoio da Emater, consegui construir galinheiro, um poço e comprar galinhas. Hoje, minha renda maior vem da venda de ovos. Recebo orientações sobre a criação das galinhas, vacinação e tenho tido sempre muito apoio”, conta Isaías. Ele tem cerca de 100 galinhas e toda semana vai vender os ovos no Plano Piloto. O extensionista rural Alessandro Rangel é um dos responsáveis pelos serviços de assistência técnica e extensão rural junto ao produtor. “É um dos atendimentos mais complexos que já realizei. Atuamos desde a elaboração de projetos de crédito até a construção de estruturas, manejo, sanidade e incentivo à comercialização. É gratificante ver a dedicação do Isaías”, relata. “Quando aplicamos a orientação técnica com zelo, a resposta do cultivo é inevitável. Busco alta qualidade no café e a orientação da Emater tem sido importante” Rubens Gomes, produtor rural Além de produtores que recebem assistência há muitos anos, existem aqueles que iniciaram as atividades há pouco tempo e contam com o suporte da empresa desde o planejamento da produção. Esse é o caso do produtor Rubens Alves Gomes, do Lago Oeste, que cultiva 3 mil pés de café com orientação da Emater-DF. “A orientação da Emater em relação à implantação do cafezal foi fundamental, pois é uma planta muito exigente e tem muitos tratos culturais. Inicialmente tinha 500 pés e com o início da assistência da Emater alteramos o sistema de adubação, irrigação e o espaçamento entre plantas. Aumentamos a quantidade de pés e hoje temos três mil. Fizemos quatro adubações programadas, capina permanente, manejo de pragas e estou indo para a terceira safra com um resultado excepcional”, relata Rubens. A orientação de técnicos da Emater-DF é de extrema importância para o desenvolvimento rural da capital federal Ele busca tornar a chácara autossustentável com a produção de cafés especiais. “Quando aplicamos a orientação técnica com zelo, a resposta do cultivo é inevitável. Busco alta qualidade no café e a orientação da Emater tem sido importante”, diz. Diversas frentes A Emater-DF atua em múltiplas frentes, atendendo tanto o campo quanto a cidade com o trabalho de assistência técnica e extensão rural, metodologia de trabalho que combina conhecimento técnico-científico com o saber tradicional dos agricultores. Essa abordagem é aplicada por uma equipe multidisciplinar que atua nos escritórios locais espalhados por todas as regiões do DF, garantindo atendimento personalizado e adaptado às realidades de cada território nas atividades agrícolas, de pecuária, de agroindústria, artesanato rural e outras. “Celebramos quase cinco décadas de compromisso com o desenvolvimento rural e urbano, sempre buscando inovar e ampliar nosso alcance para construir um Distrito Federal mais justo e produtivo” Cleison Duval, presidente da Emater-DF Ao longo de 47 anos, a Emater-DF tem sido peça fundamental na transformação do cenário agropecuário e social do DF. “Celebramos quase cinco décadas de compromisso com o desenvolvimento rural e urbano, sempre buscando inovar e ampliar nosso alcance para construir um Distrito Federal mais justo e produtivo”, destacou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. Conheça alguns serviços oferecidos pela Emater-DF ⇒ Agricultura urbana e periurbana: Apoia a implantação de hortas comunitárias, escolares e medicinais, promovendo segurança alimentar e nutricional em áreas urbanas carentes. Projetos como o de hortas urbanas beneficiam escolas, entidades sociais e unidades de internação, com orientação técnica gratuita; ⇒ Cidadania e benefícios sociais: Facilita acesso a políticas públicas, como a emissão do Cartão do Produtor Rural (com benefícios como redução de tarifas de energia e crédito rural), cadastramento no Cadastro Único (CadÚnico) e regularização previdenciária para agricultores familiares; A floricultura é uma das atividades incentivadas pela Emater-DF ⇒ Meio ambiente e regularização fundiária: Auxílio na adequação ambiental de propriedades rurais, elaborando projetos de recuperação de áreas degradadas (Prada) e cadastros no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Por meio de parcerias, como com os programas como Reflorestar, da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, são distribuídas mudas nativas para recuperação de áreas verdes; ⇒ Compras institucionais: O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) conectam agricultores familiares a mercados institucionais, garantindo renda e alimentação de qualidade para escolas e entidades assistenciais; ⇒ Crédito rural e capacitação: Orientação de produtores sobre linhas de crédito como o Pronaf e o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), além da oferta de cursos de capacitação em técnicas agrícolas, agroindústria e gestão rural; ⇒ Inovação e sustentabilidade: Projetos como o Energia Limpa – Fotovoltaica na Agricultura incentivam o uso de energias renováveis, alinhando-se aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU; ⇒ Agroindústria: Auxílio aos empreendedores rurais em todas as etapas da agroindustrialização. Isso inclui desde a implantação de unidades de processamento até a adequação às normas sanitárias, como as Boas Práticas de Fabricação (BPF) e os requisitos para obtenção de registros. A empresa também oferece orientação em gestão de negócios, ajudando os produtores a organizarem seus processos de forma mais eficiente e lucrativa. Além disso, o órgão investe em capacitação, realizando cursos e treinamentos que abrangem desde o processamento de alimentos, até temas como rotulagem, normas de comercialização e controle de qualidade; ⇒ Assistência técnica individual e coletiva nas cadeias produtivas: Oferta de assistência técnica tanto individual quanto coletiva a produtores rurais de todas as regiões do Distrito Federal, promovendo o fortalecimento de diversas cadeias produtivas — como horticultura, fruticultura, floricultura, avicultura, bovinocultura, olericultura, agroindústria, apicultura, cafeicultura, piscicultura, entre outras. Para conhecer mais sobre os serviços ou solicitar atendimento, podem acessar o site e procurar uma das unidades locais da empresa. *Com informações da Emater-DF
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Investimento de R$ 7,9 mi em crédito beneficia mais de 290 produtores
O apoio em crédito à agricultura familiar tem crescido no Distrito Federal e na Região de Desenvolvimento Integrado do Distrito Federal (Ride). Por meio do Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural (FDR), o GDF concedeu R$ 7,9 milhões a 78 projetos, beneficiando 296 produtores rurais, de 2019 até 2022. O empréstimo tem como objetivo aumentar a produção, a renda e a permanência dos produtores no espaço rural ao financiar projetos de investimento e custeio agropecuários. “O crédito rural é o principal subsídio de produção para a agricultura no Distrito Federal e no Brasil”, ressalta o diretor de Gestão de Fundos da Secretaria de Agricultura (Seagri), José Luiz Guerra. O crescimento do fundo nos últimos anos – que subiu de R$ 1,42 milhão em 2019 para R$ 2,01 milhões em 2022 – se deve ao próprio empréstimo. O capital que retorna dos pagamentos é cedido a novos produtores, formando um ciclo. “A nossa inadimplência é pequena, então a gente consegue ter um controle bom e costuma ter uma arrecadação de até R$ 3 milhões ao ano de pagamento do que foi emprestado”, acrescenta Guerra. Podem ser beneficiados pelo FDR produtores rurais assistidos pela Emater, associações e cooperativas de produtores rurais e empresas rurais | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Além disso, houve uma maior procura pelo FDR devido à permanência da concessão durante o auge da pandemia da covid-19 e à facilidade de acesso ao crédito aos produtores. “Na pandemia, os produtores tiveram problemas na concessão das outras linhas de crédito, mas aqui na Secretaria de Agricultura não paramos”, afirma o diretor. “Os créditos maiores para os produtores exigem a garantia da terra, e muitos deles não têm as escrituras. Esse fundo usa avalista, e o próprio governo avalia o produtor rural”, explica. Benefícios Produtores rurais assistidos pela Emater, associações e cooperativas de produtores rurais e empresas rurais podem ser beneficiados pelo FDR. É necessário elaborar um projeto técnico e apresentar documentos pessoais, fundiários e ambientais. Mais informações sobre o empréstimo podem ser obtidas no site da Seagri. Nos últimos dois anos, o fundo financiou projetos de agroindústria cervejeira e de embutidos, trator, estufas agrícolas, energia fotovoltaica, irrigação, equipamentos de grãos, veículos para transporte, retroescavadeira, implemento agrícola e agrofloresta. A produtora rural Fátima Cabral usou valor concedido pelo FDR para comprar um furgão para fazer a distribuição de cestas de frutas e verduras Fátima Cabral, 63 anos, é responsável, ao lado da família, pela Pé na Terra Agroecologia, que produz frutas, legumes, verduras e hortaliças em uma chácara no Núcleo Rural Pipiripau, em Planaltina. O projeto foi beneficiado pelo FDR de crédito. Com o valor concedido, a família comprou um furgão para fazer a distribuição das cestas vendidas no formato CSA (comunidade que sustenta a agricultura). “Nós fazíamos a entrega com uma Kombi e precisávamos fazer em dois dias da semana, porque não cabia tudo. Agora, a gente realiza apenas na terça-feira a entrega em todos os pontos: 409 Norte, 113 Sul e Funai. Agilizou, porque agora em um dia apenas fazemos tudo”, afirma. Por semana, os produtores costumam levar mais de 45 cestas no veículo. Essa não foi a primeira vez que a família recorreu a um auxílio do governo para incrementar a produção. O filho dela e a nora também participaram do Prospera, da Secretaria de Trabalho (Setrab), para angariar recursos para a implementação de banana na chácara. “Aqui em Brasília estamos muito bem-apoiados pelo governo, com órgãos como a Secretaria de Agricultura, a Emater e a Embrapa”, destaca Fátima.
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Semana Santa aquece vendas no Mercado do Peixe
Reaberto em 2020, o Mercado do Peixe recebe diariamente cerca de meia tonelada de pescados produzidos por piscicultores do DF e Entorno. As vendas às vésperas da Sexta-feira da Paixão aumentam aproximadamente 70% | Fotos: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília A tilápia em posta tem destino certo na casa de Laurício Monteiro, 54. É temperada com sal e cozida em azeite de dendê, leite de coco e açafrão. Nessa quarta-feira (13), o veterinário atravessou a cidade para garantir a moqueca baiana da família. Saiu do Jardim Botânico e dirigiu até as Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) em busca do produto oferecido pelo Mercado do Peixe. “Gosto da ideia de comprar dos produtores locais. O pescado é fresco e, o preço, imbatível”, conta. “Para a Semana Santa, estou levando 11 kg de tilápia – são 28 pessoas na família, todos comem bem”. As vendas no Mercado do Peixe crescem aproximadamente 70% às vésperas da Sexta-Feira da Paixão – saltam de 80 a 100 atendimentos diários para mais de 130. O movimento intenso é sentido pela vendedora Bruna Regosino, 20. A jovem divide sua atenção entre o telefone e os clientes que compram direto no balcão. “Recebemos muitas encomendas por aplicativos de mensagem, é mais prático”, afirma. “A pessoa já diz como quer o peixe, a quantidade. E a gente deixa tudo prontinho, é só buscar”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Desativado por quase três anos, o Mercado do Peixe reabriu suas portas em 2020. O espaço recebe, diariamente, cerca de meia tonelada de pescado vindo de 32 piscicultores do DF e Entorno. Apesar da tilápia ser a campeã em vendas, outras espécies produzidas na região também fazem sucesso na mesa do brasiliense. É o que garante Luciano Andrade de Carvalho, presidente da Coopindaiá (Cooperativa Mista da Agricultura Familiar, do Meio Ambiente e da Cultura do Brasil) e administrador do Mercado do Peixe. “O segundo mais vendido aqui é o tambaqui, seguido pelo pintado e surubim”, destaca. “Oferecemos mais de 20 variedades, incluindo camarão e peixes de água salgada, os únicos que não vêm de produção local”.
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