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Corpo de Bombeiros auxilia Saúde em transporte de órgãos

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado nesta quarta-feira (30/9) pela Secretaria de Saúde do DF para realizar o transporte de órgãos humanos para doação. A equipe de serviço no Comando de Aviação empregou nesta missão a aeronave Resgate 09, tripulada por um piloto, uma copiloto e um operador de solo. Às 12h05, o avião decolou de Brasília rumo à cidade de Uruaçu-GO, onde foi realizada a captação dos órgãos (rins e fígado). Após a liberação, a equipe médica que acompanharia o transporte embarcou, e o regresso ao Distrito Federal foi iniciado. A chegada a Brasília ocorreu às 18h45. A equipe médica seguiu em uma ambulância para o hospital onde os procedimentos serão realizados. Em razão da Lei Geral de Proteção de Dados, o hospital de destino e o(s) paciente(s) receptor(es) não serão identificados. *Com informações do CBMDF

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa. Doações de perucas ou mechas de cabelos podem ser feitas de manhã e à tarde | Foto: José Cruz/Agência Brasil As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados. Como doar Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467. A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador. Como acessar o serviço O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses. O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia. 

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Caminhada pela doação de leite humano celebra importância do ato que salva vidas

Neste domingo (24), a Secretaria de Saúde (SES-DF), com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF), realiza a II Caminhada pelo Dia Mundial de Doação de Leite Humano do Distrito Federal, um momento de conscientização, acolhimento e celebração da vida. Programada para começar às 9h no Estacionamento 13 do Parque da Cidade, a atividade reunirá famílias, profissionais de saúde, doadoras, mães, crianças e toda a sociedade em apoio aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso que dependem do leite humano para crescer com mais saúde e esperança. O evento é gratuito e aberto a toda a população, mas precisa de inscrição, que pode ser feita aqui.  Além da caminhada, há previsão ainda de atividades recreativas, orientações educativas e conversa sobre amamentação e cuidados com o bebê. Evento contará com atividades recreativas, orientações educativas e rodas de conversa sobre amamentação e cuidados com o bebê | Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF Rede de apoio à amamentação No DF, a rede conta com 14 bancos de leite humano (BLHs) e sete postos de coleta (PCLHs), dos quais nove BLHs e dois PCLHs são operados pela SES-DF. Os BLHs são casas de apoio à amamentação, onde as famílias encontram profissionais capacitados para dar orientações e sanar dificuldades que possam surgir. “Por meio de atendimentos em todas as unidades, profissionais de saúde orientam sobre o posicionamento, a pega, como extrair leite das mamas quando estão muito cheias e ainda apoia no ajuste da mamada quando mamãe e bebê ainda estão aprendendo”, explica Maria das Graças Cruz, coordenadora das políticas de aleitamento materno da SES-DF. Os bancos de leite humano ou postos de coleta de leite humano realizam atendimento de porta aberta, ou seja, sem agendamentos para as famílias. II Caminhada pela Doação de Leite Humano Local: Parque da Cidade Sarah Kubitschek – Estacionamento 13 Horário: 9h às 12h Inscrições site Sympla. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Saiba como é feita a pasteurização do leite materno

O leite materno doado percorre um caminho de intenso cuidado até chegar aos recém-nascidos que precisam desse alimento nos hospitais da rede pública. Diferentemente do que muitos imaginam, o produto não sai da casa da doadora direto para a unidade neonatal: cada frasco passa por etapas técnicas que garantem um alimento seguro e nutritivo para os bebês internados. Cada lote do produto doado passa por rigorosa inspeção e tratamento nos bancos de leite humano do DF | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Quando recebemos o leite, sabemos que ali existe um gesto de solidariedade que pode mudar histórias”,  afirma a coordenadora do Centro de Referência em Banco de Leite Humano do DF, Graça Cruz. “Nosso trabalho é assegurar que ele mantenha suas propriedades e seja oferecido com total segurança aos bebês.” “Controlar a temperatura desde a casa da doadora até o processamento é fundamental para preservar as características do leite” Graça Cruz, coordenadora do Centro de Referência em Banco de Leite Humano do DF Ao chegar ao banco de leite humano, o produto é inspecionado. São avaliadas a integridade da embalagem, a presença de impurezas no frasco e as condições de armazenamento, incluindo a temperatura de congelamento desde a coleta domiciliar. Controle de qualidade O leite humano cru pode permanecer congelado por até 15 dias antes de ser pasteurizado — portanto, deve chegar ao banco até pelo menos dez dias, e os lotes são selecionados de acordo com a data de validade do produto. “Controlar a temperatura desde a casa da doadora até o processamento é fundamental para preservar as características do leite”, reforça Graça Cruz. Após essa triagem, o leite selecionado é descongelado a 40°C, com equipamentos próprios. Mesmo após o descongelamento, ele é mantido sob refrigeração a 5°C, temperatura que ajuda a preservar suas características.  Uma amostra é retirada para exames físico-químicos, como a medição da acidez Dornic, parâmetro que indica se o leite está apto para seguir à pasteurização. Também é feito o crematócrito, exame que identifica o valor calórico do leite e auxilia a equipe médica na definição da dieta de cada recém-nascido. O pequeno Benício foi um dos bebês que precisaram recorrer ao banco de leite humano logo nos primeiros dias de vida. Ele nasceu prematuro com 35 semanas no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), pesando 1,8 kg. “Nem sempre a gente consegue produzir leite o suficiente, então esse gesto fez toda diferença para a saúde do meu filho”, relata a mãe, Maria Vitória de Medeiros, 24. Pasteurização Uma vez aprovado nas análises, o leite é reenvasado em frascos esterilizados e encaminhado para a pasteurizadora a 62,5°C por 30 minutos, temperatura e tempo definidos para eliminar microrganismos que poderiam afetar a saúde de prematuros e recém-nascidos de baixo peso. Segundo a coordenadora, tempo e temperatura foram definidos por estudos realizados há mais de 40 anos, com o objetivo de eliminar 99,9% desses microrganismos. [LEIA_TAMBEM]Logo após esse período, o leite passa por resfriamento rápido até atingir 5°C. Em seguida, uma nova amostra é coletada para o controle microbiológico. O material fica incubado por 48 horas. Somente após resultado negativo para crescimento de microrganismos o leite é liberado para o estoque do BLH.  Finalizado o processo, o líquido é separado individualmente de acordo com a prescrição do médico e do nutricionista para cada recém-nascido. O método garante também o não desperdício: um frasco de 250ml, por exemplo, pode suprir até dez bebês.  Rede solidária O DF conta com 14 bancos de leite humano e sete postos de coleta. A Secretaria de Saúde (SES-DF) é responsável por dez bancos e três postos. Nesses locais, é feito o controle de qualidade, pasteurizar e distribuir o leite, também orientam famílias sobre o manejo da amamentação. Em 2025, a Rede de Bancos de Leite Humano do DF (rBLH-DF) atendeu 16,9 mil recém-nascidos, entre prematuros e bebês com baixo peso. Para doar, basta ligar para 160, opção 4, ou acessar o portal Amamenta Brasília. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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