Metrô-DF fortalece ações de segurança com a aquisição de drone de alta tecnologia
Uma nova ferramenta tecnológica acaba de pousar na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) para reforçar a segurança e o monitoramento do sistema metroviário. Trata-se do drone DJI Matrice 4T (M4T), um equipamento de última geração voltado para operações de inspeção, vigilância e apoio a ações de segurança pública. Equipamento ajuda a intensificar a fiscalização preventiva, bem como as inspeções técnicas | Foto: Divulgação/Metrô-DF O aparelho, adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado Max Maciel, chega ao Metrô-DF em um momento estratégico para fortalecer as ações de segurança da companhia, ampliando a capacidade de monitoramento e contribuindo para a otimização das atividades dos empregados do Corpo de Segurança Operacional (CSO). A tecnologia será usada para intensificar as ações de fiscalização preventiva e ostensivas, garantindo maior segurança aos usuários do metrô. Entre os diferenciais do equipamento estão a capacidade de voo diurno e noturno e sensores que permitem a operação mesmo em áreas com pouca ou nenhuma iluminação. O drone também conta com uma câmera térmica de alta resolução, sistema de zoom e de laser de longo alcance, além de recursos de inteligência artificial e sensores de detecção de obstáculos, o que possibilitará a visualização detalhada de pessoas, de veículos e objetos em tempo real. Monitoramento [LEIA_TAMBEM] “Com todas essas funcionalidades, o drone também poderá ser utilizado para inspeções técnicas e monitoramento da infraestrutura metroviária, auxiliando na vistoria de trilhos, equipamentos de via e outras estruturas essenciais para o funcionamento do sistema”, enumera o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Márcio Aquino. Outro recurso importante do equipamento é a presença de holofotes e alto-falantes integrados, que permitem a comunicação direta com usuários ou transeuntes em áreas restritas, o que facilitará o apoio e a transmissão de orientações rápidas em situações de risco. Atualmente, o CSO do Metrô-DF conta com oito pilotos habilitados para a operação remota da aeronave. O equipamento tem uma autonomia de, aproximadamente, 35 minutos de voo, podendo atingir a velocidade de até 75 km/h. A aeronave possui registro oficial na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e opera em conformidade com toda a legislação vigente, além de seguir os procedimentos operacionais internos estabelecidos pela companhia. *Com informações do Metrô-DF
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Plataforma desenvolvida com apoio da FAPDF utiliza inteligência artificial e drones no combate a espécies invasoras do Cerrado
A expansão de espécies daninhas é um dos maiores desafios para a agricultura moderna. No Cerrado, bioma que abriga parte significativa da produção de grãos do país, o avanço do Amaranthus palmeri, popularmente conhecido como caruru-palmeri, tem preocupado agricultores e pesquisadores por provocar perdas milionárias na produtividade de soja e algodão. Com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o professor Edilson de Souza Bias, do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), coordena o desenvolvimento de uma plataforma de código aberto integrada a ferramentas de inteligência artificial (IA) voltada à identificação automática de plantas invasoras. A iniciativa é resultado do edital Agro Learning (2023) e envolve parceria do Laboratório de Visão Computacional da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pesquisadores durante missão de mapeamento agrícola em Sapezal (MT), com drone DJI Matrice 300 RTK | Fotos: Divulgação/FAPDF Tecnologia e precisão no campo O projeto começou a ser idealizado em 2018, mas ganhou força em 2023, quando a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF) alertou para o risco da chegada do caruru-palmeri à região. As primeiras análises foram conduzidas no município de Sapezal (MT), onde a infestação já havia provocado prejuízos de até US$ 18,5 milhões em fazendas de soja e algodão. Utilizando drones equipados com sensores de alta resolução (GSD de 2,5 cm, ou seja, capazes de registrar detalhes de até 2,5 centímetros por pixel), a equipe desenvolveu um modelo de aprendizado profundo (deep learning), técnica de inteligência artificial que ensina o sistema a reconhecer padrões visuais a partir de grandes volumes de imagens, alcançando 96% de precisão na identificação das plantas invasoras. Equipe do projeto durante atividades de campo em Mato Grosso O modelo foi construído a partir de milhares de imagens aéreas captadas por aeronaves não tripuladas de mapeamento profissional, em especial um drone DJI Matrice 300 RTK, equipamento de alto desempenho usado em levantamentos topográficos e agrícolas de precisão. O drone foi acoplado a sensores RGB, multiespectral, termal e LiDAR (Light Detection and Ranging, ou Detecção e Medição da Luz), que emitem pulsos de laser para medir o tempo de retorno das reflexões e criar modelos tridimensionais da vegetação e do relevo. Essa combinação de sensores permite capturar diferentes tipos de informação — desde a cor e textura até o calor e a estrutura das plantas. Em campo, a equipe avaliou a resposta de cada sensor para definir quais apresentavam maior eficiência na detecção da espécie Amaranthus palmeri. Esse conjunto tecnológico utiliza o sistema RTK (Real Time Kinematic), que faz correções em tempo real no posicionamento do drone e garante precisão centimétrica — requisito essencial para diferenciar espécies semelhantes em meio às lavouras. O sistema RTK faz correções em tempo real no posicionamento do drone e garante precisão centimétrica [LEIA_TAMBEM]As imagens passaram por testes de altura de voo e resolução para definir o ponto ideal entre abrangência e detalhamento. Com os dados ajustados, a equipe treinou uma rede neural profunda — estrutura computacional inspirada no funcionamento do cérebro humano — que aprendeu a distinguir automaticamente as plantas invasoras com base em padrões sutis de cor, textura e formato. Foram testadas diferentes arquiteturas de redes, como U-Net, ResU-Net e DeepLabv3+, para alcançar o melhor desempenho na segmentação das imagens. Além do Amaranthus palmeri, a equipe também identificou e mapeou o Amaranthus híbrido, uma variante igualmente resistente aos herbicidas e de difícil controle nas lavouras. O processo contou com a participação de bolsistas de graduação e pós-doutorado da UnB, responsáveis pela coleta de dados e pelo treinamento do algoritmo. O resultado é um sistema capaz de processar imagens de diferentes drones e gerar coordenadas geográficas precisas das áreas afetadas. “A plataforma de código aberto já está pronta e será aplicada no DF como fase final do projeto. O objetivo é permitir que a Seagri utilize a ferramenta para identificar e mapear as áreas afetadas de forma rápida e precisa”, explica o professor Edilson Bias. O projeto conta com bolsistas de graduação e pós-doutorado da UnB e mantém colaboração com o Laboratório de Visão Computacional da PUC-Rio, coordenado pelos professores Raul Feitosa e Gilson Alexandre, referências nacionais em IA aplicada. *Com informações da FAPDF
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Drone com câmera termal reforça policiamento do Batalhão Rural do Distrito Federal
O Batalhão de Policiamento Rural (BPRural) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) recebeu um novo drone para reforçar as operações junto à população. O equipamento possui câmera termográfica de alta resolução, capaz de capturar detalhes nítidos de pessoas e objetos em locais de baixa luminosidade, como no período noturno e em meio à vegetação. A tecnologia permite que os policiais tenham melhor visibilidade em áreas remotas, podendo atuar com maior precisão e agilidade. Equipado com câmera termográfica de alta resolução, o novo drone do BPRural é capaz de capturar detalhes nítidos de pessoas e objetos em locais de baixa luminosidade | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília O novo aparelho é do modelo Mavic 2 Enterprise Advanced, fabricado pela empresa de tecnologia DJI, e conta com câmeras duplas (visual e termográfica), zoom digital, transmissão de vídeo em HD e detecção de obstáculos omnidirecionais, que evita colisões com outras naves e animais. O BPRural já utiliza drones para o gerenciamento das operações desde 2018 e, com a nova aquisição, passa a contar com cinco dispositivos. “É um aparelho furtivo, de 1,1 kg, que entrega imagem em tempo real com qualidade, capacidade de bateria e autonomia adequados ao patrulhamento rural” Elan Nunes, terceiro-sargento do BPRural Apenas policiais capacitados pelo Batalhão de Aviação Operacional (BAvOp) podem pilotar as naves. No treinamento, eles são preparados para operar o drone sem que o objeto interfira no curso de outras aeronaves que estejam voando em Brasília, seguindo as normas da regulação de aviação civil, estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). “Nós já vínhamos utilizando os drones para entregar um serviço com maior qualidade para a comunidade em operações policiais e em grandes eventos. Agora, com o drone com câmera termográfica, poderemos fazer a busca de indivíduos durante à noite e em matas, o que é um importante incremento ao nosso serviço em campo”, explica o terceiro-sargento do BPRural Elan Nunes, um dos militares capacitados para pilotar os equipamentos. As câmeras térmicas formam imagens a partir da radiação infravermelha emitida por pessoas, animais e objetos, que são invisíveis ao olho humano. “É um aparelho furtivo, de 1,1 kg, que entrega imagem em tempo real com qualidade, capacidade de bateria e autonomia adequados ao patrulhamento rural”, detalha o terceiro-sargento. Segundo Elan Nunes, a funcionalidade poderá ser aplicada em diversas ocasiões e em toda a área rural do Distrito Federal, que representa cerca de 70% do território total. Ele cita como exemplo o monitoramento da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio Descoberto e da Estação de Tratamento de Água Rio Descoberto (ETA RD). “É uma região em que é proibida a entrada de pessoas alheias à atividade de captação de água, devido ao risco de acidentes e, principalmente, de contaminação da água que abastece 60% das residências do DF. Ainda assim, muitas pessoas entram aqui; e, com o drone, podemos localizá-las com maior eficácia e evitar quaisquer problemas”, observa.
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Drones reforçam policiamento de blocos de Carnaval
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