Zoológico abre votação para projeto de inovação em cuidados animais
O Zoológico de Brasília abriu, nesta segunda-feira (6), a votação do Concurso de Tratadores, iniciativa que valoriza o trabalho técnico das equipes responsáveis pelo cuidado diário dos animais. A escolha do público pode ser feita por meio dos stories do perfil oficial do zoo no Instagram até sexta-feira (10) e também contará com avaliação de especialistas. Concurso reúne duplas que, durante dois meses, trabalharam nos projetos inscritos | Foto: Divulgação/FJZB O concurso tem como objetivo promover a elaboração, execução e apresentação de projetos de ambientação e bem-estar animal desenvolvidos por tratadores da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB). “A proposta busca incentivar a inovação, a responsabilidade técnica e a transformação positiva dos recintos e das rotinas de manejo, com foco na qualidade de vida dos animais”, explica o diretor-presidente da FJZB, Wallison Couto. Para isso, os projetos apresentados exigem estudo detalhado da ecologia, do comportamento e das necessidades naturais das espécies, além de fundamentação técnica das intervenções propostas. As equipes também devem apresentar soluções de enriquecimento ambiental baseadas em evidências científicas e referências atualizadas. Participantes As duplas participantes tiveram dois meses para planejar e executar as melhorias nos recintos. Entre os destaques, Juracir e Ademir desenvolveram intervenções no recinto da zebra, com a instalação de um sombreiro aliado a comedouros estrategicamente posicionados. Já Magno e Maicon propuseram melhorias no recinto das ariranhas Saraê e Macaw, por sua vez, ampliaram a privacidade dos animais com a criação de novas tocas e ações voltadas ao aumento do bem-estar. No recinto das antas, Roger e Thaynara apresentaram mudanças voltadas às famílias da espécie, enquanto Ésio e Gorete fizeram alterações na casa de criação, espaço que será aberto ao público durante a visitação noturna do projeto Zoo Noturno. [LEIA_TAMBEM]Outras intervenções incluem o trabalho de Estevão e Cadu, que promoveram mudanças significativas no recinto das onças-pintadas George e Peter, e de Priscila e Joze, responsáveis por melhorias no recinto de internação do hospital veterinário, que atualmente abriga duas onças e não é aberto à visitação. Os resultados das transformações podem ser conferidos no perfil oficial do Zoológico de Brasília no Instagram. Além da votação popular, membros da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e da equipe técnica do zoológico também participarão da escolha das duplas vencedoras. Premiação A premiação do Concurso de Tratadores contempla cinco duplas. A equipe vencedora receberá o prêmio TransformaZoo Ouro, com participação completa no Congresso 2026 da Associação Latino-Americana de Parques Zoológicos e Aquários (Alpza). A segunda colocada será premiada com participação no Congresso da Azab, também neste ano. Já a terceira colocação garante um final de semana com duas diárias e café da manhã para cada tratador e um acompanhante. As duplas que ficarem em quarto e quinto lugar também serão contempladas com experiências de lazer: day-use em cachoeiras com almoço incluído e jantar em restaurante parceiro, respectivamente. *Com informações da FJZB
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Projeto leva educação ambiental a crianças da rede pública no Parque Ecológico do Gama
Uma aula sobre a natureza em meio à própria natureza. Estudantes dos primeiros anos do Ensino Fundamental do Gama tiveram a oportunidade, nesta semana, de participar do projeto Arte Vivencial, no Parque Ecológico da região. A iniciativa, que conta com apoio do Brasília Ambiental e recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, usa atividades lúdicas para promover a conscientização ambiental. Em estruturas montadas no parque — que formam uma espécie de circuito —, estudantes e professores participam de atividades | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Com essa idade, a gente consegue introduzir alguns conceitos e os professores podem dar continuidade na escola, no dia a dia, por meio de algumas técnicas e oficinas que eles [os docentes] participam aqui também. Então, eles vão prolongar esse projeto no decorrer do ano e as crianças vão poder assimilar com mais tranquilidade e trazer isso para a vida dela. Essa questão do cerrado, do meio ambiente, da fauna, da flor, todo esse universo que engloba o bioma Cerrado. Nessa época de mudanças climáticas, é um projeto de extrema importância”, apontou Domingos Rodrigo, conhecido como Dom Rodrigo, idealizador do projeto e fundador da Cia Teatral Cidade dos Bonecos. Em estruturas montadas no parque — que formam uma espécie de circuito —, estudantes e professores participam de seis atividades: teatro de bonecos, contação de histórias, palestra de agroecologia, oficina de construção de bonecos e o Cine Ambiental. A última é a favorita da criançada: um passeio de trenzinho por uma pequena trilha, onde foram colocadas peças de madeira representando os animais do Cerrado. “As crianças vão embarcadas no trenzinho, com um arte educador que vai orientando ela a respeito dos bichos. Elas passam pela trilha e voltam para a tenda, onde vão ter mais informações sobre cada bicho, alguns hábitos, a importância deles para o bioma, e vão desenhar esses bichos. No final, a gente monta um mural e a meninada pode levar para casa. É bem bacana”, explicou Dom Rodrigo. Dom Rodrigo, idealizador do projeto e fundador da Cia Teatral Cidade dos Bonecos: “Essa questão do cerrado, do meio ambiente, da fauna, da flor, todo esse universo que engloba o bioma Cerrado. Nessa época de mudanças climáticas, é um projeto de extrema importância” Os colégios escolhidos para a ação foram as Escolas Classe 29, 16, 21, 28, 02 e 07. Esta é a segunda edição do projeto no Parque Ecológico do Gama. Antes, a iniciativa já passou também pelos Parques Ecológicos dos Jequitibás, em Sobradinho; Três Meninas, em Samambaia; Águas Claras; e Saburo Onoyama, em Taguatinga — todos eles Unidades de Conservação administradas pelo Brasília Ambiental. “Eu sou bem suspeito para falar das atividades que a nossa educação ambiental desempenha, [porque] eu acredito que a melhor forma de atingir as famílias é pelas crianças. As nossas crianças conseguem nos ensinar sempre, todos os dias. Esses projetos em momentos como o que vivemos agora alertam a comunidade e ensinam na prática. Eu tenho muito orgulho, e tenho como meta pessoal a ampliação dos atendimentos às escolas do DF por meio do parque educador”, destacou o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. Professora do 2º ano do Ensino Fundamental na Escola Classe 02 do Gama, Núbia Arruda ressaltou o valor pedagógico da ação. “É importante a interação que eles têm com a natureza, já que aqui é um ambiente ecológico, e entre eles também. Tem muitas crianças que não têm a oportunidade de ter um passeio. Aqui, puderam vir gratuitamente em um projeto muito bonito”, exaltou. “Quando eles entram em contato com o meio ambiente, acho que eles têm a consciência de cuidar, de tratar. Estão sendo instruídos a cuidar daquilo que é deles”, arrematou a docente.
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Herbário do Jardim Botânico conta com 40 mil espécimes nativos do Cerrado
A construção da nova sede do Herbário do Jardim Botânico de Brasília (JBB) entrou em sua fase final. É no espaço que ficarão abrigadas as quase 40 mil espécies de plantas e vegetações nativas do Cerrado, que ajudam a compor um dos acervos científicos mais completos do país. Foram investidos R$ 790 mil na construção do novo prédio, que leva o nome de Ezechias Paulo Heringer – ambientalista responsável por realizar as primeiras coletas depositadas no Herbário do JBB. O montante investido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) viabilizou a ampliação e modernização do acervo, que contará também com salas de reunião e catalogação de espécies coletadas. Uma das próximas etapas da reforma do Herbário do JBB é a climatização | Fotos: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Com toda parte estrutural e de acabamento já finalizadas, as equipes, agora, trabalham nos serviços de instalação das redes de telefonia e de internet, e de climatização, etapa importante para garantir as condições adequadas ao armazenamento dos exemplares da estação ecológica. As melhorias ajudarão a ampliar esta verdadeira biblioteca viva do Cerrado. “O prédio novo nos permitirá aumentar o número de coletas de espécies e, consequentemente, ampliar a nossa produção”, enfatiza Priscila Oliveira Rosa, gerente de Vegetação e Flora do JBB. “Manter uma coleção dessa é um grande investimento para que ela sirva de base de pesquisa para as pessoas daqui a 20, 30, 50 anos”, prossegue. Priscila Oliveira Rosa: “Manter uma coleção dessa é um grande investimento para que ela sirva de base de pesquisa para as pessoas daqui a 20, 30, 50 anos” A gerente está entre as várias pessoas que ajudam, diariamente, a preservar o legado do bioma. “O material que coletamos serve de pesquisa, banco de informações para várias áreas. Recebemos constantemente muitos pesquisadores, químicos, farmacêuticos, ecólogos”, completa. Outro trabalho de excelência desenvolvido no Jardim Botânico de Brasília é a produção de plantas do Cerrado ameaçadas de extinção. Hoje, a estação ecológica conta com um moderno laboratório que oferece um ambiente controlado para o desenvolvimento de mudas nativas do bioma. Atualmente, há 20 mil mudas de 10 espécies diferentes em produção na instalação, sendo que cinco delas estão ameaçadas. “É aqui que começa o trabalho de preservação. Nosso foco está em desenvolver mudas dentro de um ambiente controlado, que inclui desde a captação das sementes até a manutenção das condições adequadas para que elas cresçam”, explica Daniel Oliveira Mata, gerente de laboratório do JBB. Categoria A Daniel Oliveira Mata: “Nosso foco está em desenvolver mudas dentro de um ambiente controlado, que inclui desde a captação das sementes até a manutenção das condições adequadas para que elas cresçam” A manutenção do vasto e complexo acervo científico e o trabalho desenvolvido por técnicos no laboratório estão entre os critérios que tornam o Jardim Botânico de Brasília um dos mais completos do país. Recentemente, a estação ecológica foi classificada como categoria A, a mais alta categorização existente entre jardins botânicos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Para obter esse status, o JBB teve que atender a critérios técnicos que levam em consideração a infraestrutura, qualificação do corpo técnico e de pesquisadores, os objetivos, a localização e a especialização operacional. A categorização é realizada a cada dois anos por uma comissão formada por servidores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Esta avaliação é fundamentada na Resolução nº 339, de setembro de 2003, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
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Parque dos Jequitibás reabre com plantio de mudas nativas
O Parque Ecológico dos Jequitibás, localizado em Sobradinho, teve sua reabertura, realizada na manhã desta quinta-feira (16), marcada com o plantio de 100 mudas nativas do Cerrado. O parque havia sido interditado para a extração de árvores que representavam risco aos frequentadores. A população foi incentivada a participar do plantio, contribuindo com a reposição da arborização e cuidando também da natureza do local | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental Entre as várias espécies plantadas estavam jacarandá-mimoso, ingá, copaíba, umburana, ipê-rosa, saboneteira, paineira, maria-preta, pimenta-de-macaco, tamboril e árvore-da-chuva. [Olho texto=”“Com o desenvolvimento, as mudas, que vão virar árvores jovens, depois árvores adultas, darão sombra para a população que frequenta o parque”” assinatura=”Gesisleu Darc, administrador da unidade” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O plantio foi feito com objetivo de repor as 46 árvores angico, retiradas da Unidade de Conservação (UC) por apresentarem risco de queda. Das 100 mudas plantadas, 61 foram na parte principal do parque, e o restante nas áreas menos frequentadas. Com o parque reaberto, a população foi incentivada a participar do plantio, contribuindo com a reposição da arborização e cuidando também da natureza do local. Este foi o caso da frequentadora Iliana Fornazier, conhecida como Magrella. Ela plantou sua muda, disse que ia escolher um nome e prometeu cuidados durante o processo de crescimento da planta. Para o administrador da unidade, Gesisleu Darc, o trabalho realizado nesta quinta foi muito importante porque fez parte de um processo de cuidado com o parque e com seus frequentadores. Frequentadora do parque, Iliana (conhecida como Magrella na comunidade) plantou sua muda e prometeu cuidar durante o crescimento da planta “Primeiro tivemos que erradicar as árvores velhas da unidade, que estavam caindo justamente nas áreas com mais frequência da população. Essa erradicação gerou alvoroço na população, pois acharam que a vegetação estava sendo retirada sem necessidade. Agora fazemos o plantio e em número mais de duas vezes superior ao que foi retirado”, explicou Darc. O administrador lembrou que, com o tempo, o trabalho feito poderá ser melhor percebido e entendido. “Com o desenvolvimento, as mudas, que vão virar árvores jovens, depois árvores adultas, darão sombra para a população que frequenta o parque”, acrescenta. A diretora de Unidades de Conservação do Brasília Ambiental (Diruc I), Andryelle Castro, ressalta a importância da ação. “O plantio das mudas tem o objetivo não só de repor, mas de arborizar mais ainda o parque. Muitas pessoas passaram pelo parque para plantar ‘a sua árvore’”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Amor ao parque Magrella, frequentadora do Jequitibás, criou perto da entrada da unidade a Árvore da Amizade. Enfeitada com bolinhas de natal, a árvore natural representa a interatividade dos frequentadores. Ela incentiva a colocação de enfeites natalinos na árvore com o objetivo de materializar o carinho e amor que cada pessoa tem pelo parque. “Cada bolinha da árvore foi colocada por uma pessoa que fica contente de passar um tempo no local”, explica. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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