Com investimento de R$ 2,9 milhões, GDF leva asfalto ao acesso da escola do Incra 9
Estudantes, professores e moradores do Incra 9 passaram a contar, nesta segunda-feira (8), com um acesso asfaltado entre a BR-070 e a escola pública da comunidade, no Setor de Chácaras Alexandre Gusmão, em Ceilândia. Com investimento de R$ 2,9 milhões, a obra integra o Caminho das Escolas, programa do GDF voltado para a pavimentação de vias próximas a unidades de ensino em áreas rurais do Distrito Federal. Durante a entrega da obra, a governadora anunciou: “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Com mais uma rua pavimentada, avançamos no cercamento de toda essa área”, comemorou a governadora Celina Leão, que acompanhou a entrega da obra. “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos. Esse é um esforço conjunto para garantir dignidade à população que vive no campo. Os alunos passam a chegar à escola com mais conforto, sem poeira ou lama, mesmo diante das duas estações bem marcadas da região, seca e chuva. A melhoria também preserva os ônibus e contribui para uma melhor qualidade de vida para todos.” Área rural Trecho da obra concluída liga a BR-070 à escola, atendendo diretamente a comunidade do Incra 9 A intervenção contemplou pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical e obras complementares no trecho de acesso à unidade de ensino. O trecho liga a BR-070 à unidade escolar e atende diretamente a comunidade do Incra 9, formada por estudantes, famílias, professores, trabalhadores da educação e moradores da área rural de Ceilândia. “Ações como essa mostram a força desse governo que não faz obra somente nas cidades, mas também na área rural, que tem uma carência muito grande”, pontuou o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. “E essa entrega é ainda mais importante quando é na porta de uma escola, com crianças que sofrem na seca e na chuva. Isso é, inclusive, uma questão de saúde para a comunidade escolar, que agora não lida mais com as doenças causadas pela poeira.” [LEIA_TAMBEM]A escola atende cerca de 500 estudantes. Pela manhã, recebe turmas da educação infantil e do ensino fundamental I; à tarde, alunos do ensino fundamental II; e, à noite, estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A obra faz parte do pacote de intervenções do Caminho das Escolas em Ceilândia. A emenda federal de bancada destinada ao conjunto de obras soma R$ 22,4 milhões e contempla também acessos a outras unidades de ensino da área rural. Caminho das Escolas O Caminho das Escolas foi criado para melhorar o deslocamento de alunos, professores e servidores da educação em áreas rurais. Segundo a Secretaria de Governo (Segov-DF), o programa já havia viabilizado 29,2 km de acessos pavimentados a escolas rurais desde 2020, com previsão de chegar a 42,9 km após a conclusão das obras em andamento. Andreia Gomes, que mantém uma ONG no local: “O asfalto fez muita diferença para a gente. A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui” Moradora da região, Andreia Gomes, de 57 anos e mantenedora de uma ONG de proteção animal, destacou a importância da obra para a comunidade: “O asfalto fez muita diferença para a gente. Antes, com a passagem dos ônibus, havia muita poeira. A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui. Há várias ONGs aqui na região, e foi muito importante para todos nós”. Eron Lopes, organizador de eventos: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós” Também morador do Incra 9, o organizador de eventos Eron Lopes, 60, também ressaltou o impacto da obra para a comunidade: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Era inadmissível ter uma escola tão próxima da rodovia e ainda em estrada de chão. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós”. Escola Classe 15 Antes da entrega do acesso asfaltado no Incra 9, a governadora Celina Leão visitou a Escola Classe 15 de Ceilândia, única unidade da região que oferece ensino integral em tempo integral para cerca de 530 estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. “Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo” Mariângela Rolim, diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia Com jornada de dez horas diárias e 530 alunos matriculados, a escola desenvolve projetos nas áreas de educação financeira, informática, esporte e cultura, além de acumular premiações em iniciativas pedagógicas e de alimentação escolar. A unidade também recebeu recentemente um novo parquinho, instalado após pedido feito por uma aluna à governadora. A diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia, Mariângela Rolim, enfatizou o papel do ensino integral para a comunidade, tanto no desenvolvimento pedagógico e segurança nutricional das crianças quanto no apoio que oferece às famílias. “Quando a criança passa mais tempo na escola, ela tem mais tempo para se desenvolver”, avaliou. “Os projetos que temos, de horta, educação física e outros, potencializam a aprendizagem”, enumerou a diretora. “Nesse cenário, são os meninos que ganham, porque uma escola que atende crianças durante dez horas consegue atender as famílias também. Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo.” Na agenda, a governadora Celina Leão anunciou a construção de um vestiário para atender a comunidade escolar. Para a secretária de Educação, Iêdes Braga, esses espaços chegam em uma boa hora. “Com a construção dos vestiários feminino e masculino, essas crianças vão poder tomar banho”, lembrou. “Também vamos fazer uma parceria com a CEB que vai resolver o problema da rede elétrica das escolas, porque muitas unidades não suportam ar-condicionado e outras demandas”.
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Escola do Recanto das Emas reduz evasão a partir do ensino noturno flexível
A conclusão do ensino médio é um marco fundamental para o desenvolvimento do cidadão. No entanto, para muitos jovens, a pressão do cenário socioeconômico impõe uma escolha difícil entre os estudos e a inserção no mercado de trabalho. Para enfrentar esse desafio, a rede pública do Distrito Federal tem investido em estratégias que tornam a escola mais acessível a quem precisa conciliar o aprendizado com a jornada laboral. No Recanto das Emas, o Centro de Ensino Médio 804 (CEM 804) virou referência nesse esforço. A escola foi reconhecida pelo Ministério da Educação dentro do Programa Ensino Médio Mais, que oferece apoio a unidades com ensino noturno. A iniciativa fortalece a permanência de estudantes do 1º ao 3º ano que trabalham durante o dia. Inovação e adaptabilidade no currículo O investimento em ações pedagógicas reflete no aumento da procura pelo ensino médio noturno na região | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF A resposta da escola tem sido prática. A unidade reorganizou o currículo e investiu em estratégias que dialogam com a rotina dos alunos. O resultado aparece no aumento da procura pelo ensino noturno. A adequação segue a Política Nacional de Ensino Médio, que prevê carga horária ampliada e a combinação entre atividades presenciais e recursos tecnológicos. Para dar conta desse novo formato, a escola criou um Núcleo de Inovação, com aulas gravadas e suporte pedagógico para o estudo fora da sala. Segundo o chefe da Gerência de Desenvolvimento Curricular e Gestão Pedagógica do Ensino Médio, Tiago Luz, a mudança passa pela escuta dos estudantes. “O CEM 804 realiza um trabalho de proximidade. Ao estabelecer esse vínculo, a escola percebeu, nos últimos anos, um aumento expressivo no número de estudantes interessados no ensino médio noturno”, afirma. Ele lembra que manter o aluno na escola após um dia de trabalho exige mais do que conteúdo. “O ensino médio noturno é um desafio histórico no Brasil. Estratégias de retenção precisam partir do diálogo. É necessário trazer discussões pertinentes a esse público, com foco no mundo do trabalho, para que eles percebam que a qualificação é o caminho para almejar melhores oportunidades”, diz. Para quem vive essa rotina, a flexibilidade faz diferença. O professor de artes Thiago André de Lacerda reforça que o diálogo constante entre professores e alunos humaniza o processo de ensino-aprendizagem e vem sendo fundamental para a formação cidadã, para além do currículo [LEIA_TAMBEM]O estudante Daniel Ribeiro conta que precisou mudar de turno para continuar estudando. “Mudei para o noturno na metade do primeiro ano porque não conseguia conciliar o trabalho com o horário regular. Foi uma escolha pela minha autonomia e liberdade financeira, e a escola me permitiu isso”, relata. Educação para o protagonismo e formação humana O projeto também aposta na formação humana. Professores e alunos mantêm um diálogo constante, que vai além do conteúdo curricular e ajuda a construir um ambiente mais acolhedor. “O projeto é rico por vincular as disciplinas à realidade dos estudantes, mas também por fomentar o processo de formação cidadã”, afirma o professor de artes Thiago André de Lacerda. *Com informações da Secretaria de Educação
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Abertas inscrições para programas de incentivo à pesquisa científica
A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) abriu inscrições para a 3ª edição dos programas institucionais de Iniciação Científica (PICs) e de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIDTI), assim como para suas modalidades Afirmativas (PIC-AF e PIDTI-AF) e de Ensino Médio (PIC-EM). Ao todo, serão ofertadas 65 bolsas, sendo 60 apoiadas pela UnDF e cinco pelo CNPq. UnDF aceitará inscrições presenciais ou feitas por meio do site; prazo vai até 27 de maio | Foto: Divulgação Com valor mensal de R$ 700 e duração de 12 meses, as bolsas serão distribuídas entre os dois programas e suas modalidades. Destinam-se a estudantes de graduação da UnDF e de suas escolas vinculadas, assim como a estudantes do ensino médio de instituições públicas do Distrito Federal. Carga horária mínima dos bolsistas selecionados será de dez horas semanais As inscrições deverão ser feitas do dia 25 deste mês a 27 de maio, por meio deste site. Cada docente orientador de estudantes de graduação poderá inscrever até dois orientandos. Já o orientador de estudantes do ensino médio deverá indicar apenas um orientando, além de um professor da escola na qual o bolsista está matriculado, para atuar como preceptor. Educação básica [LEIA_TAMBEM]“Esta chamada acentua a preocupação da instituição com a pesquisa inclusiva e voltada às questões de ordem social e humana, assim como busca o estreitamento e o fortalecimento de laços com a educação básica”, resume Maria Veralice Barroso, chefe da Unidade de Cursos de Pós-graduação da UnDF. O PIC e o PIDTI são iniciativas voltadas para o aprimoramento da pesquisa científica no âmbito do ensino público distrital. Os bolsistas selecionados deverão dedicar no mínimo dez horas semanais à pesquisa, conforme o plano de trabalho aprovado. Dúvidas sobre as inscrições podem ser solucionadas presencialmente, na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UnDF, ou pelos e-mails iniciacaocientifica@undf.edu.br ou codatec@undf.edu.br. Conheça mais sobre os programas e os projetos de pesquisa da UnDF neste site. *Com informações da UnDF
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Delegação do Uzbequistão visita Centro Educacional 08 do Gama
A Secretaria de Educação (SEEDF) recebeu, na manhã desta terça-feira (7), autoridades educacionais do Uzbequistão, membros do Conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A visita institucional ao Centro Educacional (CED) 08 do Gama integra a programação da 61ª reunião do conselho, realizada em Brasília entre os dias 7 e 10 deste mês, promovida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A agenda teve como objetivo apresentar práticas pedagógicas desenvolvidas na rede pública do Distrito Federal e fortalecer o intercâmbio internacional na área educacional. Durante a visita, o chefe do Instituto Nacional de Excelência Pedagógica do Uzbequistão, Abduvali Ismailov, destacou o interesse em compreender o funcionamento do sistema educacional brasileiro e suas estratégias de melhoria. O CED 08 do Gama recebeu autoridades educacionais do Uzbequistão, integrantes do Conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) | Fotos: André Amendoeira/SEEDF “Estávamos ansiosos para conhecer as iniciativas de uma escola local no Brasil e entender como o país tem desenvolvido suas políticas educacionais, especialmente a partir dos resultados do Pisa. Isso é muito relevante para nós, que somos de um país em rápido desenvolvimento e buscamos aprimorar nossas práticas com base em experiências bem-sucedidas”, afirmou. Ainda segundo o gestor, a evolução do Brasil nos indicadores educacionais chamou a atenção da delegação internacional. “Observamos que, ao longo do tempo, o Brasil utilizou os resultados do Pisa como base para implementar melhorias consistentes no sistema educacional, alcançando avanços importantes. Queremos compreender como novas metodologias e políticas são aplicadas na prática e como isso contribui para a qualidade da educação”, completou. [LEIA_TAMBEM]Projetos inovadores O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, ressaltou a importância da visita para a valorização da escola pública: “É uma grande honra para o CED 08 receber representantes do Inep e do Instituto Nacional de Educação do Uzbequistão. Este momento reafirma o papel da escola pública como espaço de transformação social e de busca permanente pela excelência”. A unidade escolar tem se consolidado como referência na rede pública do Distrito Federal, com resultados expressivos em avaliações educacionais. “Esse trabalho nos colocou entre as dez melhores escolas do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica [Ideb], com uma gestão pedagógica focada em acompanhamento contínuo, uso de dados e intervenções rápidas. Nossas práticas estão alinhadas às competências avaliadas pelo Pisa, priorizando o pensamento crítico e a resolução de problemas”, explicou o diretor. Além dos indicadores, o protagonismo estudantil também se destaca nas conquistas acadêmicas da escola. “Temos estudantes premiados anualmente na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas [Obmep], além de um número expressivo de aprovados na Universidade de Brasília [UnB]. Esses resultados refletem um trabalho coletivo, com professores comprometidos e uma cultura escolar que acredita no potencial de todos os estudantes”, afirmou Valdevino. O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, ressaltou a importância da visita para a valorização da escola pública: "É uma grande honra para o CED 08" Ensino integral e protagonismo estudantil Com 533 estudantes matriculados no ensino médio, o CED 08 do Gama funciona em regime de educação em tempo integral. A estrutura ampliada permite o desenvolvimento de projetos pedagógicos, científicos e de acolhimento, além de oferecer suporte contínuo à aprendizagem, com foco em avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A escola também investe em espaços de estudo e iniciativas voltadas para o bem-estar dos estudantes, fortalecendo um ambiente que estimula tanto o desempenho acadêmico quanto o protagonismo juvenil. No último ano, a escola conquistou o bicampeonato no Circuito de Ciências da SEEDF, com o projeto de extração de citronela voltado para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A iniciativa envolveu o cultivo da planta, a extração de óleos essenciais com materiais de baixo custo e a produção de soluções acessíveis para a comunidade. “A gente percebeu a gravidade dos casos de dengue no Distrito Federal e quis desenvolver algo que pudesse ajudar a diminuir esse problema. Foi assim que surgiu o projeto com a citronela, pensando em soluções acessíveis e de baixo custo, como velas, difusores e outros produtos que ajudam a afastar o mosquito”, explicou a estudante Júlia Damásio, 17 anos, ex-aluna do CED 08 e uma das responsáveis pela iniciativa. As estudantes Júlia Damásio e Cinthya Dourado, do CED 08 e responsáveis pela iniciativa que conquistou o primeiro lugar no circuito distrital de ciências Os pilares da avaliação A ação integrou a agenda institucional da SEEDF, com intermediação da diretora de Avaliação Educacional da pasta, Gizelle Xavier. A gestora destacou o caráter estratégico da iniciativa. “A visita reforça o intercâmbio de experiências e o reconhecimento das práticas pedagógicas desenvolvidas na rede pública do Distrito Federal”, apontou. “Essa troca contribui para o fortalecimento da cooperação entre os países participantes do Pisa e amplia o diálogo internacional na área educacional”. Gizelle explicou que o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é um estudo comparativo internacional realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Diferentemente de avaliações tradicionais, que priorizam a memorização de conteúdos, o exame busca medir o nível de preparo de estudantes de 15 anos para os desafios da vida adulta e da cidadania”, destacou a gestora. A avaliação concentra-se em três áreas principais: leitura, matemática e ciências. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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