Plano integrado organiza ações de equidade de gênero na segurança pública do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Mulheres que atuam nas instituições de segurança pública do Distrito Federal passam a contar com o Plano Integrado de Equidade de Gênero nas Forças de Segurança do Distrito Federal, com a publicação do Decreto nº 49.217. A normativa foi publicada nesta segunda-feira (24), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), com ações comuns de formação, desenvolvimento profissional, saúde e integridade. O objetivo é organizar ações já relacionadas à promoção da equidade de gênero em uma estrutura comum de planejamento, execução, acompanhamento e avaliação, respeitando as especificidades e competências de cada instituição. O plano alcança profissionais das secretarias de Segurança Pública (SSP-DF), de Administração Penitenciária (Seape-DF), polícias Militar (PMDF) e Civil (PCDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e Departamento de Trânsito (Detran-DF), respeitando as especificidades de cada instituição. Entre as ações previstas estão capacitações em equidade de gênero, formação de lideranças femininas, identificação de barreiras à progressão profissional, iniciativas de saúde e qualidade de vida e medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio, à discriminação e à violência no ambiente de trabalho. Instrumentos de acompanhamento O decreto cria mecanismos para acompanhar os resultados das ações, como o Índice de Participação Feminina em Liderança, o Banco de Talentos Delas, os Planos Estratégicos Institucionais de Equidade de Gênero e o Canal Único de Denúncias. O Banco de Talentos Delas será utilizado para mapear competências, experiências e trajetórias profissionais, podendo subsidiar ações de capacitação, mentoria e preparação para funções de liderança. Já o índice permitirá acompanhar a presença feminina em posições de liderança. Na Polícia Civil, o decreto estabelece percentual mínimo inicial de 30% de participação feminina, aferido de forma separada conforme os níveis e grupos de cargos e funções. Os demais órgãos também deverão definir, em atos próprios, as metas progressivas de ampliação da participação feminina, considerando suas estruturas e regimes jurídicos. O decreto prevê, ainda, um canal específico para recebimento e acompanhamento de denúncias relacionadas a assédio, violência, discriminação e outras situações que comprometam a integridade das mulheres no ambiente de trabalho. O funcionamento do canal deverá assegurar sigilo, acolhimento da denunciante, proteção contra retaliações, preservação da intimidade e encaminhamento às instâncias competentes. As regras específicas de funcionamento ainda serão definidas pela SSP-DF. Execução começa em 2027 O ciclo inicial do plano será de 2027 a 2029. Cada instituição deverá elaborar, em até 90 dias, seu próprio plano estratégico, com diagnóstico, ações prioritárias, metas, indicadores e responsáveis pela execução. O acompanhamento será feito pelos comitês permanentes de equidade de gênero de cada órgão e pelo Conselho das Mulheres da Segurança Pública do Distrito Federal, responsável por monitorar os indicadores, consolidar informações e avaliar os resultados. *Com informações da SSP-DF
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PCDF cria comitê para o desenvolvimento de políticas públicas para as servidoras
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deu mais um passo em direção à valorização e ao fortalecimento da atuação feminina na instituição. Publicada nesta segunda-feira (19), a portaria nº 305/2025 institui o comitê permanente para o planejamento e o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas às mulheres policiais civis. Criação de comitê reforça o compromisso com a promoção da equidade de gênero, segundo a PCDF | Foto: Divulgação/PCDF A iniciativa visa a garantir que as demandas específicas das servidoras sejam contempladas em ações estruturadas, contínuas e alinhadas com o decreto distrital nº 45.414/2024, que orienta as diretrizes voltadas à equidade de gênero na segurança pública do DF. [LEIA_TAMBEM]O comitê será composto por representantes de todas as carreiras policiais da instituição, com a seguinte formação: uma delegada de polícia — que exercerá a presidência do grupo —, uma perita criminal, uma perita médico-legista, uma agente de polícia, uma escrivã, uma agente policial de custódia e uma papiloscopista. As indicações serão feitas pelas unidades responsáveis, no prazo de até dez dias após a publicação da portaria. Segundo a normativa, caberá ao comitê apresentar, anualmente, as metas e ações previstas para o cumprimento dos objetivos estabelecidos, com a devida publicação das informações no site institucional da PCDF. As atividades desenvolvidas seguirão os parâmetros do decreto distrital vigente, sem prejuízo de outros normativos relacionados. O comitê será vinculado diretamente ao gabinete do delegado-geral de Polícia Civil, a quem se reportará institucionalmente. A presidência do comitê será ocupada pela diretora da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher (Diam), a delegada Karen Tatiane Langkammer, que destaca: “Essa medida reforça o compromisso da PCDF com a promoção da equidade de gênero, o respeito aos direitos das servidoras e o fortalecimento de um ambiente de trabalho mais justo, inclusivo e representativo”. *Com informações da PCDF
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Com aulas e oportunidade de emprego, projeto amplia presença feminina na construção civil
A oportunidade de aprender e colocar os conhecimentos em prática em um curto espaço de tempo levou mais qualidade de vida e segurança para Alessandra Ribeiro, 45 anos. Por meio do curso Rejunte é com Elas, promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ela se aprofundou na área da construção civil, um mercado praticamente restrito aos homens. A iniciativa é da Secretaria de Justiça (Sejus-DF) em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF (Senai-DF) e contempla 23 formandas que compõem o Programa Direito Delas. “Nós tivemos aulas teóricas, práticas de rejuntamento, assentamento de cerâmica e também nos foi dado uma visão panorâmica sobre a limpeza pós-obra. Tivemos também aulas sobre equipamentos e como elaborar um currículo. Foi um curso muito proveitoso”, conta Alessandra. Alessandra Ribeiro: “Agora eu tenho prática na área e não vou ter mais insegurança. Acho que estou pronta para desbravar o ramo da construção” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Com duração de 40 horas de aulas, o curso serviu de pontapé profissional para Alessandra, que decidiu pela especialização após perder uma oportunidade de emprego na área. “Ano passado, eu havia me candidatado a uma vaga de rejunte, mas como não tinha experiência, acabei não sendo selecionada. Porém, fiquei com isso na cabeça, de que queria fazer o curso e entender sobre o assunto. Quando surgiu a oportunidade, fui lá, fiz a inscrição, e foi muito legal”, relembra. “Agora eu tenho prática na área e não vou ter mais insegurança. Acho que estou pronta para desbravar o ramo da construção”. Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o objetivo do programa é oferecer às mulheres em situação de vulnerabilidade a possibilidade de conquistar a independência financeira, além de promover a equidade de gênero. “O Rejunte é com Elas fortalece a autonomia financeira das mulheres e amplia a participação das mulheres no mercado de trabalho. Promover a equidade de gênero passa por abrir oportunidades reais em todas as áreas e a construção civil também precisa dessa inclusão”, destaca. Especialização e emprego Azilene Lopes optou pela construção civil em busca de mais qualidade de vida Azilene Lopes, 45, trocou a área de atuação na saúde para se arriscar na construção civil, buscando mais qualidade de vida. “Os horários na área de enfermagem estavam atrapalhando minha rotina. Optei por mudar de profissão, e o curso me possibilitou adquirir experiência e ampliar meu currículo, para mais oportunidades de emprego”, conta a moradora do Itapoã, que também aproveitou os conhecimentos adquiridos para trabalhar na própria casa. “Aproveitei para fazer o de pedreiro de alvenaria pelo Senai, e isso foi importante para conseguir fiscalizar o serviço dos profissionais que estão construindo minha casa, além de me permitir também colocar a mão na massa”, comemora. Novas perspectivas “Quando vem uma oportunidade, você tem que encarar. Tem que dizer assim: ‘eu já peguei’”, aconselhou Maria Irene Alves, 57, que deu o exemplo para a filha e amigas ao se inscrever imediatamente na vaga de rejuntamento. “Assim que vi a possibilidade, mandei para todo mundo e me inscrevi. Na época, estava desempregada há mais de dois anos e o curso meu deu um novo horizonte”, relembra. Além de ajudar na vida financeira, o emprego também ativou motivação e alegria, tirando a profissional da depressão. “Eu passei uns momentos muito difíceis, e com a chance me senti com mais dignidade. Porque eu acho que com um emprego, as pessoas passam a olhar para você como alguém honesto, que quer trabalhar, que quer pegar no pesado”, conta, agradecida. “Essa oportunidade realmente mudou minha vida”.
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GDF marca presença em evento do G20 sobre perspectiva de gênero e empoderamento feminino
A Secretaria da Mulher (SMDF) marcou presença no evento paralelo Integração da Perspectiva de Gênero e Empoderamento das Mulheres no G20, realizado nesta quinta-feira (10), no Hotel Meliá Brasil 21, em Brasília. Organizado pelo Ministério das Mulheres em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), o encontro ocorreu simultaneamente às reuniões do Grupo de Trabalho de Empoderamento das Mulheres, reunindo diversas autoridades para debater a incorporação da perspectiva de gênero nas políticas globais. “É uma honra para a Secretaria da Mulher do DF participar de discussões tão relevantes. Nosso papel é garantir que as mulheres tenham suas vozes ouvidas em todas as instâncias”, disse a secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, que participou do evento nesta quinta (10) | Foto: Vinicius de Melo/SMDF O Brasil ocupa, pela primeira vez, a presidência do G20, o principal fórum internacional que reúne as maiores economias do mundo. A pauta feminina tem ganhado destaque em diversas frentes. Durante o evento, foram abordados temas como a equidade de gênero e a urgência no combate a todas as formas de violência contra as mulheres, com ênfase na violência política. Reafirmando o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) na defesa dos direitos das mulheres, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou a importância de construir políticas públicas mais inclusivas e igualitárias. “É uma honra para a Secretaria da Mulher do DF participar de discussões tão relevantes. Nosso papel é garantir que as mulheres tenham suas vozes ouvidas em todas as instâncias, tanto no âmbito local quanto nas agendas globais. Essas trocas nos permitem pautar diferentes políticas públicas para o DF”, declarou Giselle. A programação contou com dois painéis principais. O primeiro discutiu a transversalidade de gênero nos grupos de trabalho do G20 durante a presidência brasileira, com a participação de representantes das áreas macroeconômicas estratégicas e de finanças. O segundo painel tratou da importância da participação social, com representantes de oito dos treze grupos de engajamento do G20 Social. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, reforçou a necessidade de incluir a perspectiva de gênero nas principais agendas internacionais. “O G20 é um espaço estratégico para a implementação de políticas públicas que promovam a igualdade de gênero. Precisamos assegurar que as mulheres estejam no centro das decisões e que suas necessidades sejam consideradas em todas as áreas”, afirmou a ministra. A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, também presente ao evento, ressaltou a relevância do empoderamento feminino nas decisões do G20, enfatizando que a inclusão de mulheres em posições de liderança é essencial para o desenvolvimento sustentável e equitativo. “Precisamos garantir que as vozes das mulheres sejam ouvidas e que suas demandas sejam integradas nas mais altas esferas de decisão”, declarou. *Com informações da SMDF
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