Trabalhadores participam de ação de saúde em Santa Maria
Quem passou pelo terminal de BRT de Santa Maria na terça-feira (28) pôde acessar uma série de serviços oferecidos pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Intitulada “Abril Verde – Trabalhador com Saúde”, a ação disponibilizou vacinas do calendário adulto, testes rápidos para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), sífilis e hepatites virais e aferição da pressão arterial. Aferição de pressão arterial foi um dos serviços oferecidos durante a ação, que faz parte da campanha Abril Verde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Devemos lembrar sempre que a prevenção é o melhor caminho para evitar tragédias e garantir a qualidade de vida no trabalho” Lisa Marques Silva, chefe do Cerest da Região de Saúde Sul Durante o evento, também foram ministradas orientações sobre a prevenção de acidentes no ambiente laboral e a importância de utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) no decurso do trabalho, com a distribuição de folhetos didáticos. O evento marcou o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. “Devemos lembrar sempre que a prevenção é o melhor caminho para evitar tragédias e garantir a qualidade de vida no trabalho”, reforçou Lisa Marques Silva, chefe do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) da Região Sul. [LEIA_TAMBEM]“A campanha do Abril Verde destaca que a segurança começa com a atitude individual”, lembrou a gestora. “Além de orientações técnicas, o evento reforça o autocuidado como um fundamento. O profissional é incentivado a ouvir os sinais do próprio corpo, a adotar hábitos saudáveis que garantam sua integridade física e mental durante a jornada.” Passando pelo local, a aposentada Maria Divina, de 62 anos, aproveitou para checar a saúde. “Essa ação é ótima”, elogiou. “A gente às vezes tem dificuldade de ir até a unidade de saúde para ser vacinado. Eu mesma teria que pegar um outro ônibus, mas agora posso resolver aqui”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Cooperativas de catadores participam de capacitação sobre segurança no trabalho
Nesta segunda-feira (24), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) promoveu uma capacitação dirigida às cooperativas e associações de catadores contratadas para a coleta e triagem de materiais recicláveis. A iniciativa teve como objetivo reforçar práticas de segurança no trabalho, como o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) e orientações sobre o procedimento formal de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A capacitação reuniu servidores do SLU, representantes de cooperativas e estagiários do curso de saúde coletiva da UnB | Foto: Divulgação/SLU Durante o encontro, servidores da Diretoria Técnica do SLU e estagiários de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB) apresentaram rotinas de prevenção e os canais de notificação exigidos pela autarquia. Eles desenvolvem trabalho permanente junto às cooperativas para reforçar práticas seguras e a cultura de notificação. A intenção é transformar os registros em insumo para aperfeiçoar treinamentos, prever mudanças na logística operacional e ajustar exigências contratuais que aumentem a proteção dos trabalhadores. [LEIA_TAMBEM]O SLU criou um formulário específico de CAT para que as cooperativas registrem qualquer acidente, mesmo os de menor gravidade, permitindo a adoção imediata de medidas corretivas — tanto nas orientações de segurança quanto nas cláusulas dos contratos de prestação de serviço. “Essas informações têm que ser preenchidas pela cooperativa no momento em que ocorreu o acidente e imediatamente comunicadas ao SLU”, completou Mendes, lembrou o chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes. O SLU mantém atualmente 22 contratos de coleta seletiva e 31 contratos de serviço de triagem no Distrito Federal. A coleta seletiva está presente em 33 regiões administrativas, e todo o material recolhido é encaminhado aos galpões de triagem, onde os catadores separam os recicláveis para comercialização, gerando trabalho e renda. A capacitação faz parte de uma agenda mais ampla da autarquia voltada à qualificação dos agentes da cadeia de reciclagem e à garantia de condições seguras de trabalho, contribuindo para a formalização do setor e a minimização de riscos ocupacionais. *Com informações do SLU
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Descarte incorreto de materiais perfurocortantes oferece perigo para garis; saiba como proceder
De janeiro a agosto de 2025, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) contabilizou 98 acidentes com garis provocados por materiais perfurocortantes. O número representa 77% do total registrado em 2024, quando houve 127 casos. A alta no comparativo serve de alerta para a importância do descarte correto de objetos cortantes, além de resíduos de saúde como seringas usadas, por exemplo. No Distrito Federal, cerca de 2 mil toneladas de resíduos são recolhidas todos os dias. Parte desse volume inclui materiais descartados de forma inadequada, o que amplia o risco de acidentes. Para reduzir ocorrências, o SLU orienta que recipientes de vidro, cacos, facas, espetos e outros itens perfurocortantes sejam acondicionados em caixas de papelão, garrafas PET ou folhas de jornal, com identificação para os coletores. Segundo a diretora técnica do SLU, Andreia Almeida, o cenário preocupa pelo impacto sobre os trabalhadores. “Se mantivermos o ritmo atual, este ano deve fechar com aumento de até 3% em relação a 2024. Pode parecer pouco, mas não é, porque estamos falando de quase 6 mil pessoas — entre garis e catadores — expostas diariamente a esse risco”, afirmou. Proteção e protocolo Andreia explica que os garis contam com equipamentos de proteção individual (EPIs), como uniformes de tecido mais resistente, luvas certificadas e óculos de proteção no caso dos catadores em cooperativas. “Os EPIs ajudam, mas não são indestrutíveis. Por isso, qualquer descuido no descarte aumenta a chance de acidentes”, disse. No Distrito Federal, cerca de 2 mil toneladas de resíduos são recolhidas todos os dias | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Quando ocorre um corte ou perfuração, há um protocolo imediato. O trabalhador deve ser levado a uma unidade de saúde para atendimento, limpeza do ferimento e início de profilaxia pós-exposição a patógenos como HIV e hepatites. “É um processo pesado física e psicologicamente, porque envolve medicação forte e acompanhamento médico prolongado. A população precisa entender que um simples espeto ou agulha descartados incorretamente podem gerar esse tipo de situação”, destacou Andreia. Orientações ao cidadão Entre os principais cuidados, o SLU reforça que vidros quebrados devem ser acondicionados em caixas ou embalados em jornal, garfos e espetos em garrafas pet bem fechadas e as tampas de latas devem ser pressionadas para dentro. Sempre que possível, deve-se identificar o material no saco ou na caixa. No caso de resíduos de saúde usados em domicílios, a Secretaria de Saúde (SES-DF) orienta que algodão e gazes com pequenas quantidades de sangue sejam embalados em sacos plásticos separados antes do descarte comum. Seringas, medicamentos injetáveis e outros perfurocortantes devem ser entregues nas unidades básicas de saúde (UBS). A auditora de Atividades Urbanas da SES-DF, Andria Delgado Vieira, lembra que cabe à Vigilância Sanitária fiscalizar todas as etapas do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, da separação à destinação final, para prevenir riscos à população e ao meio ambiente. Ela explica que o gerenciamento de resíduos em estabelecimentos de saúde segue a Norma da Anvisa, estabelecida na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 222/2018, que define cinco categorias: biológicos, químicos, radioativos, perfurocortantes e comuns.[LEIA_TAMBEM] “No caso de perfurocortantes contaminados, como agulhas, é fundamental utilizar recipientes rígidos com tampas rosqueáveis, devidamente identificados. Para medicação vencida, a orientação é procurar as UBS, que recolhem o material regularmente, conforme lei. A Secretaria de Saúde assume o ônus da coleta, garantindo que os resíduos infectantes não contaminem o meio ambiente ou coloquem trabalhadores em risco”, explicou Andria. Cada unidade de saúde deve ter contrato com empresas especializadas para coleta e destinação de resíduos infectantes. O mesmo se aplica a clínicas e consultórios privados, incluindo odontológicos. Em grandes centros comerciais, a norma permite contratos coletivos, em que uma empresa recolhe os resíduos de múltiplos estabelecimentos. Fiscalização e conscientização O descarte inadequado está sujeito à fiscalização do DF Legal, com aplicação de multas. Andreia relata que, em alguns casos, a penalidade levou condomínios a se reorganizarem. “Já vimos condomínios multados por armazenar material perfurocortante de forma irregular. Depois da autuação, passaram a fazer a separação correta e até receberam selo verde de reconhecimento”, contou. Além da fiscalização, o SLU mantém mobilizadores ambientais que percorrem cidades orientando moradores, e disponibiliza o aplicativo SLU Coleta DF, que traz informações sobre como acondicionar corretamente cada tipo de resíduo. O aplicativo está disponível para celulares Android e iOS. Experiência em destaque No Cruzeiro, a UBS 1 desenvolveu em 2024 um coletor específico para medicamentos vencidos ou inutilizados. A iniciativa, idealizada pela farmacêutica Anna Heliza Giomo, também promove ações educativas para orientar a comunidade sobre o uso e o descarte correto desses produtos. Após a coleta, os medicamentos são encaminhados a uma empresa incineradora contratada pela SES-DF, em conformidade com as normas da Anvisa. UBS do Cruzeiro desenvolveu um coletor específico para medicamentos vencidos ou inutilizados | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O projeto foi apresentado como “experiência exitosa” no Fórum dos Gestores da Atenção Primária, no final de setembro. A ideia é que o modelo seja compartilhado com outras UBSs do DF, para que a prática seja replicada. Como descartar perfurocortantes em casa: - Materiais cortantes e perfurocortantes: sempre identificar como “material cortante” ou “infectante”; distribuir em mais de um saco se houver excesso de peso Vidros quebrados: caixas de papelão ou jornal; Garfos, espetos, agulhas: garrafas PET bem fechadas; Latas: tampas pressionadas para dentro; - Resíduos médicos domésticos Algodão e gazes com sangue: sacos plásticos separados e bem fechados.
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Maio Amarelo: GDF promove ação com conscientização e entrega de kits para motofretistas
O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) deu início, nesta segunda-feira (12), a uma ação de conscientização voltada aos motofretistas. Agentes do órgão têm ido a pontos estratégicos para dar orientações a esses profissionais acerca das leis de trânsito, bem como para entregar a eles kits com equipamentos de proteção individual (EPIs). A ação ocorre em meio ao Maio Amarelo, um movimento criado em 2014, pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, que, neste ano, tem como tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A primeira parada foi em Sobradinho. Ainda nesta semana, o DER deve promover a iniciativa no Plano Piloto. "Essa ação é voltada aos motofretistas, que são os entregadores de aplicativo, porque eles passam muito tempo em cima da moto e a gente verificou que é o pessoal que mais sofre sinistros de trânsito. Para tentar evitar isso, a gente está distribuindo alguns EPIs, como o colete refletivo e a antena que corta linha de pipa, para a segurança deles", explicou o agente de trânsito Gustavo Estevam. A ação ocorre em meio ao Maio Amarelo, um movimento criado em 2014, pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, que, neste ano, tem como tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”. "É um mês todo voltado para as ações de segurança e atenção no trânsito. É uma ação mundial, estamos já na 12ª edição e, onde a gente pode, a gente está fazendo ação, justamente para tentar diminuir um pouco os sinistros de trânsito", completou o agente. "É uma ajuda muito grande para a gente, que é motoboy. Muito importante, [dá] muito mais segurança para a gente. Esse colete refletivo para andar à noite, fazendo as entregas, é muito bom", apontou Victor Gomes, 29 anos Motofretistas que receberam o kit nesta segunda aprovaram a ação. "É uma ajuda muito grande para a gente, que é motoboy. Muito importante, [dá] muito mais segurança para a gente. Esse colete refletivo para andar à noite, fazendo as entregas, é muito bom", apontou Victor Gomes, 29 anos. "Achei muito legal, porque está provando que está em prol do motoboy na segurança, na atenção", emendou Tauan Albuquerque, 27. O Distrito Federal tem cerca de 30 mil motofretistas, segundo estimativas do Sindicato dos Motociclistas Profissionais (Sindmoto). A frota de motocicletas na capital federal era de 272,7 mil unidades no primeiro semestre de 2024, o que revelava um aumento aproximado de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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