Riacho Fundo recebe espetáculo que traz reflexão sobre a condição humana
Entre os dias 31 deste mês e 2 de agosto, o espetáculo Janelas estará em cartaz no Riacho Fundo. Com entrada gratuita, a montagem, de Glednna Fernanda e Alzira Bosaipo, propõe uma reflexão sobre a condição humana a partir de uma releitura contemporânea dos sete pecados capitais. Montagem faz referência aos chamados sete pecados capitais, discutindo temas como alienação, culpa e desafios da vida contemporânea | Foto: Divulgação A peça é livremente inspirada em O Processo, de Franz Kafka, e utiliza os sete pecados capitais como alegorias para discutir temas como culpa, alienação, burocracia, relações de trabalho e os desafios da vida contemporânea. O texto dialoga com o teatro do absurdo e incorpora recursos como projeções, vídeos e referências às linguagens digitais para aproximar o público das questões apresentadas em cena. Além das apresentações, o projeto promove uma oficina de construção dramatúrgica, ampliando as ações de formação artística e incentivando o desenvolvimento de novos talentos locais. O espetáculo também fortalece a produção cultural da região e amplia o acesso da população às artes cênicas, contribuindo para a formação de público, a valorização dos artistas locais e o fortalecimento do sentimento de pertencimento da comunidade. A peça reúne os atores Alzira Bosaipo e Jhony Gomantos, em uma proposta que transita por diferentes estéticas teatrais e convida o público a refletir sobre os desafios e contradições da sociedade contemporânea. As apresentações contarão ainda com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição e interpretação em Libras. Serviço Janelas → Data: de 31 deste mês a 2 de agosto → Horários: sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h → Local: Salão Comunitário do Riacho Fundo (ao lado da administração regional) → Entrada gratuita, com retirada de ingressos por este link → Classificação indicativa: 14 anos.
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Espetáculo anual de escola no Paranoá é reconhecido como prática exitosa da rede pública
Na última quinta-feira (30/10), a Escola Classe 03 do Paranoá (EC 03) apresentou a peça teatral Peter & Wendy, atividade prevista no projeto “Entre raios e trovões, eis o furacão”. Reconhecida na rede pública de ensino do Distrito Federal, a iniciativa destaca-se por integrar arte, sustentabilidade e tecnologia no processo de ensino e aprendizagem. Apresentação fez parte de um projeto que une teatro, dança e literatura | Foto: Mary Leal/SEEDF “É um projeto que vem sendo desenvolvido desde fevereiro, em que trabalhamos com diversas disciplinas, como português, matemática, geografia, ciências e artes, unindo o conteúdo pedagógico à criatividade da literatura e das artes cênicas” Iara Vidal, professora “Sentimo-nos lisonjeados em ter o nosso projeto aprovado como prática exitosa”, afirmou a vice-diretora da escola, Noelia da Silva Souza. “Essa ação, idealizada pela professora Iara Vidal, faz parte do nosso PPP [projeto político-pedagógico], construído com a participação de pais, professores e servidores. É uma alegria ver que o nosso trabalho está fazendo a diferença.” Em sua segunda edição, a iniciativa reuniu diversas áreas do conhecimento e incentivou a leitura, o teatro, as artes e a dança. “É um projeto que vem sendo desenvolvido desde fevereiro, em que trabalhamos com diversas disciplinas, como português, matemática, geografia, ciências e artes, unindo o conteúdo pedagógico à criatividade da literatura e das artes cênicas”, resume a professora Iara. “O objetivo é construir o aprendizado de forma prazerosa, significativa e integrada à realidade dos estudantes”. Nas aulas de literatura, Iara criou a roda de leitura semanal, em que as crianças exploram livros e levam para casa uma “bolsa mágica” repleta de obras, registrando suas descobertas em cadernos de meia pauta. Já em ciências, a professora abordou o sistema solar de forma lúdica, relacionando o universo fantástico de Peter Pan com conceitos astronômicos. As turmas construíram maquetes e até uma mão biônica, inspirada no personagem Capitão Gancho, unindo sustentabilidade e tecnologia. O espetáculo A parte mais aguardada pelos estudantes, a peça teatral Peter & Wendy, foi preparada durante quatro meses de ensaios e contou com a participação de 30 atores, entre alunos do 2º e do 3º anos, e professores da escola. Durante as aulas de interpretação, dança e teatro, foram abordados temas como inclusão, amizade, cooperação, apoio aos colegas mais tímidos e a valorização de todos os papéis no processo artístico e educativo. [LEIA_TAMBEM]O estudante Pedro Miguel da Silva, de 9 anos, interpretou Peter Pan. Entre cenas cheias de movimento, ele aprendeu muito mais do que atuar. “O que eu mais gostei foi da parte das lutas”, relatou. “A gente passa por muitas aventuras, dança e aprende a perder o medo e a vergonha. Eu aprendi a atuar e interpretar. Também fiz novas amizades, comecei a conversar com colegas com quem eu não falava tanto antes, e isso foi muito legal”. Aylla Ferreira, 9, interpretou Wendy e destacou o quanto a leitura a ajudou a se preparar para o espetáculo: “O que eu mais gostei foi de desenvolver a leitura. Essa foi a minha primeira apresentação grande, de uma hora. Eu gostei muito. Eu aprendi a dançar, a atuar e até a cantar um pouquinho”. Chiara Moraes, 9, interpretou a fada Sininho. “O que eu mais gostei foi de dançar”, disse. “A Aylla e eu viramos amigas. Fiquei muito feliz por ter sido escolhida para ser a Sininho, que era a personagem que eu queria”. *Com informações da Secretaria de Educação
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Espetáculo ‘Pane no Sistema!’ traz reflexões sobre os impactos da tecnologia na humanidade
Explorar os impactos das culturas digitais sobre as relações e a existência humanas de forma crítica, provocativa e bem-humorada é a proposta da peça Pane no Sistema!, produção coletiva dos estudantes do primeiro semestre do curso de tecnologia em atuação cênica da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). O espetáculo estreará nesta quarta-feira (11), às 16h, no Anfiteatro 9 da Universidade de Brasília (UnB), no Instituto Central de Ciências (ICC). A entrada é gratuita, mediante a retirada antecipada de ingressos pelo Sympla ou diretamente no local antes do início da sessão. A história de Pane no Sistema! se passa em universo em que todos são transformados em robôs e zumbis | Foto: Divulgação/UnDF Da concepção à dramaturgia, passando pelas cenas e pela encenação, todo o processo foi desenvolvido no âmbito da disciplina Projeto Integrador em Atuação Cênica, sob a orientação do professor Jorge Marinho. “Tem sido um exercício muito rico para a formação artístico-profissional que estamos construindo”, comenta ele, que também dirige a peça. “Em seu semestre inaugural, a turma pioneira do curso de atuação cênica apresentará um espetáculo único, marcado por sua identidade. Esperamos que o público se divirta e possa refletir sobre questões urgentes da nossa contemporaneidade”. Distopia Montagem tem como foco os impactos provocados pela dependência da tecnologia A peça se passa em um universo distópico em que as tecnologias avançadas assumiram o controle, transformando seres humanos em robôs, androides e zumbis dependentes de sistemas digitais para sobreviver. O ano é 2084, e uma entidade autoritária chamada CyberTech manipula todos os aspectos da sociedade, controlando a vida e as emoções dos cidadãos. Mas, no coração desse mundo mecanizado, uma resistência de rebeldes começa a questionar essa dominação, lutando para reacender laços e sentimentos humanos como amor, alegria e liberdade. O espetáculo explora, de forma crítica, a crescente dependência da tecnologia e seus impactos na humanidade, onde pensar, sorrir, abraçar e amar se tornam atos de resistência. A montagem faz referência ao filme Blade Runner 2049, ao jogo eletrônico Cyberpunk 2077 e aos livros Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han; 1984, de George Orwell, e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. O título Pane no Sistema é uma alusão à música Admirável Chip Novo (2003), do álbum de mesmo nome da cantora Pitty. Sobre o curso de atuação cênica A abertura do curso de tecnologia em atuação cênica foi autorizada em abril deste ano, ao lado de outras quatro novas graduações: letras-português, letras-inglês, ciência da computação e dança. Divididos entre licenciaturas, bacharelado e formação tecnológica, os cursos funcionam no Campus Norte da instituição e foram ofertados no processo seletivo estudantil realizado em julho deste ano. Com duração de três anos, a graduação é estruturada em etapas temáticas semestrais, promovendo integração entre suas unidades curriculares. O curso desenvolve um olhar sensível às complexidades do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal e Entorno (Ride), investigando cenas, teatralidades e potencialidades muitas vezes negligenciadas. Além disso, propicia diálogos com os cursos superiores de tecnologia em dança e em produção cultural da UnDF, por meio de unidades curriculares eletivas interdisciplinares. Serviço Pane no Sistema! ⇒ Quando: quarta-feira (11), às 16h ⇒ Onde: Anfiteatro 9 da UnB – Instituto Central de Ciências, Campus Darcy Ribeiro – Asa Norte Aberto ao público, com entrada franca. Classificação indicativa: 14 anos Ingressos pelo Sympla ou presencialmente antes do espetáculo (limitado a 30 vagas). *Com informações da UnDF
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Estudantes da rede pública encenam espetáculo sobre o racismo
Um espetáculo encenado por estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 804 do Recanto das Emas emocionou o público, em apresentação na manhã desta quarta-feira (29), no teatro da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), em Águas Claras. A montagem é mais uma iniciativa de combate ao racismo nas escolas públicas do DF. Elenco de ‘Sabe por que tu não deu bola?’ atuou com interpretação de texto e também de músicas | Foto: Mary Leal/SEEDF [Olho texto=”“Esta peça é um grito de socorro, e tem que ser apresentada em todos os lugares. O preconceito dirigido a uma pessoa é um ato de agressão contra todos” ” assinatura=”Hélvia Paranaguá, secretária de Educação ” esquerda_direita_centro=”direita”] Cerca de 400 pessoas assistiram à peça Sabe por que tu não deu bola?, dirigida pelo Tiago Leal. Formado por 20 estudantes, o grupo se uniu para dar voz a uma narrativa muitas vezes silenciada: o racismo vivido no dia a dia. “Esta peça é um grito de socorro, e tem que ser apresentada em todos os lugares”, elogiou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, que assistiu ao espetáculo. “Não desistam, meus alunos, a luta está agora nas mãos de vocês. O preconceito dirigido a uma pessoa é um ato de agressão contra todos.” Impacto do racismo A trama mergulha no cotidiano dos personagens, oferecendo uma perspectiva do impacto do racismo na vida de todos. O texto utilizou, entre outros elementos, trechos de falas comuns expressões preconceituosas, como “que cabelo é esse?”, “o que você tá fazendo nesse lugar a essa hora?”, “volta para senzala” e “macaco”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] São personagens de grande apelo popular, conta uma das atrizes, Sara Dourado, 16 anos. Ela interpreta uma jovem dedicada, desde cedo, a cuidar dos irmãos e da casa. “É uma personagem condenada pela sociedade e quer mostrar que consegue, que é capaz, que tem poder de ser suficiente”, avalia. “Para mim, também é libertador. Imagine a gente vir para um lugar de fala, onde as pessoas te veem. Eu sei que agora inspiro muitas meninas e mulheres, como ponto de referência e revolução, enfim, um símbolo de resistência”. Cada integrante do elenco, à sua maneira, se identificou com o personagem interpretado. “Quando eu era pequena, sofria muito racismo com os meus colegas de infância”, contou Estela Almeida Silva, 17. “Eles não tinham muito conhecimento. Na verdade, eu também não tinha. Poder hoje falar sobre o reconhecimento que as pessoas negras precisam ter no nosso país e no mundo é muito importante pra mim, e a toda a oportunidade que eu tiver para fazer isso com certeza vou dizer sim”. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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