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FAC lança edital de R$ 36 milhões para projetos culturais no DF

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (30), o Edital nº 06/2026 do Fundo de Apoio à Cultura (FAC I – Demais Áreas), que destina R$ 36 milhões ao fomento de projetos culturais no DF. A iniciativa abrange segmentos como música, teatro, dança, artes visuais, cultura popular, hip hop, gastronomia e patrimônio histórico e artístico, material e imaterial. O edital tem como objetivo incentivar a diversidade de manifestações culturais, promover a descentralização das ações e ampliar o acesso aos recursos públicos. Podem participar pessoas físicas e jurídicas com cadastro válido no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac), desde que atendam aos critérios estabelecidos. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, entre os dias 7 deste mês e 5 de junho, até as 23h59, por meio do site da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural (Sufic). Cada proponente poderá inscrever um projeto, salvo aqueles que participarem da modalidade de Concorrência Regionalizada, que também poderão submeter proposta à Ampla Concorrência. O Edital nº 06/2026 tem como objetivo incentivar a diversidade de manifestações culturais, promover a descentralização das ações e ampliar o acesso aos recursos públicos | Foto: Divulgação/Secec-DF Os valores de apoio variam conforme o perfil do proponente: até R$ 200 mil para pessoas físicas e até R$ 1,5 milhão para pessoas jurídicas. O edital também prevê cotas para ampliar a inclusão, com reserva de 25% das vagas para pessoas negras, 10% para pessoas indígenas e 5% para pessoas com deficiência. Os projetos serão analisados por comissões formadas por pareceristas especializados nas áreas artísticas e pelo Conselho de Administração do Fundo de Apoio à Cultura (Cafac). [LEIA_TAMBEM]O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, destaca o papel da iniciativa na consolidação das políticas públicas para o setor. “O Fundo de Apoio à Cultura é um instrumento fundamental para garantir que os recursos públicos cheguem a quem produz cultura no Distrito Federal, valorizando a diversidade, fortalecendo as cadeias produtivas e ampliando o acesso da população às diferentes expressões artísticas”, afirma. Não serão aceitas propostas de produção audiovisual neste edital. Os projetos devem se enquadrar nas áreas e linhas de apoio previstas nos anexos do documento e atender às exigências de documentação, orçamento detalhado e plano de divulgação. O processo seletivo terá vigência de um ano a partir da publicação do resultado final, e os projetos contemplados receberão os recursos em regime antecipado, mediante assinatura de termo de ajuste e cumprimento das etapas de habilitação. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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Edital Demanda Espontânea, da FAPDF, conta com orçamento de R$ 9,8 milhões 

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança, nesta terça-feira (20), mais uma chamada pública, agora como parte do Programa de Pesquisa Básica: o Demanda Espontânea. Esta chamada faz parte da esteira de fomento da Fundação, organizada a partir do Nível de Maturidade Tecnológica (Technology Readiness Level – TRL), que orienta o apoio a projetos desde as fases iniciais de pesquisa, como é o caso desta nova chamada, até tecnologias prontas para aplicação no mercado, como o FAPDF Learning que será lançado nos próximos dias. Arte: FAPDF O TRL é uma metodologia internacional que classifica o grau de desenvolvimento de uma tecnologia em uma escala de 1 a 9, considerando desde a observação de princípios básicos e formulação de conceitos até sistemas validados e operando em ambiente real. A partir dessa lógica, a FAPDF estrutura seus editais de forma integrada, garantindo apoio contínuo ao ciclo completo da inovação. Programa de Pesquisa Básica Inserida nos níveis iniciais da esteira de fomento, a chamada Demanda Espontânea faz parte do Programa de Pesquisa Básica da FAPDF, direcionada a projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que buscam validar hipóteses, desenvolver conceitos e consolidar bases experimentais. Para esta edição, o edital prevê um investimento de R$ 9,8 milhões, e as propostas podem ser submetidas em fluxo contínuo, por meio do Sistema de Informação e Gestão de Fomento (Sifgap), enquanto houver disponibilidade de recursos. A chamada contempla diferentes áreas do conhecimento e permite que pesquisadores doutores apresentem projetos alinhados às suas linhas de investigação. O edital terá vigência até 31 de dezembro deste ano. Entenda a esteira de fomento  “Cada projeto tem seu tempo de amadurecimento. Ao estruturar a esteira de fomento com base no Nível de Maturidade Tecnológica, a FAPDF consegue apoiar pesquisadores e empreendedores em diferentes estágios, respeitando as características de cada etapa e fortalecendo todo o ecossistema de inovação” Leonardo Reisman, presidente da FAPDF Os projetos em níveis iniciais de maturidade tecnológica (TRL 1 a 3) concentram-se na formulação de conceitos e nas primeiras validações experimentais. Nessa etapa, a FAPDF apoia iniciativas que ainda estão em fase de investigação e desenvolvimento de base tecnológica. Entre os instrumentos voltados a esse estágio estão, além da chamada Demanda Espontânea, o programa Centelha e a Fase I do Start BSB, que estimulam ideias inovadoras e a transformação de conhecimento científico em soluções com potencial de aplicação futura. Na fase intermediária da esteira, correspondente aos níveis médios de maturidade tecnológica (TRL 4 a 6), os projetos avançam para a validação de protótipos, testes em ambiente de laboratório e em contextos relevantes. O foco está no desenvolvimento tecnológico, na redução de riscos e no aprimoramento das soluções. Nesse estágio, a FAPDF atua por meio de chamadas também com o Centelha, assim como o programa Start BSB – Fase II e o Tecnova III, que apoiam o amadurecimento de tecnologias e aproximam as pesquisas do setor produtivo e do mercado. [LEIA_TAMBEM]Os projetos em níveis elevados de maturidade tecnológica (TRL 7 a 9) já apresentam soluções mais consolidadas, com protótipos avançados, testes em ambiente real e potencial de escalonamento. Nessa etapa, o foco é a consolidação da tecnologia, a inserção no mercado e a geração de impacto econômico e social. A FAPDF apoia essas iniciativas por meio de chamadas como o Learning, o Start BSB – Fase III e o novo edital Deep Tech – que será lançado em breve – todos voltados a tecnologias de alta complexidade e base científica robusta. Política contínua e integrada Ao estruturar seus editais a partir do Nível de Maturidade Tecnológica, a FAPDF consolida uma política de fomento integrada, capaz de acompanhar projetos desde a pesquisa básica até a aplicação prática das soluções desenvolvidas. A estratégia fortalece o ecossistema de inovação do Distrito Federal, estimula a continuidade dos projetos e amplia as oportunidades de transformação do conhecimento científico em benefícios concretos para a sociedade. “Cada projeto tem seu tempo de amadurecimento”, afirma o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman.  “Ao estruturar a esteira de fomento com base no Nível de Maturidade Tecnológica, a FAPDF consegue apoiar pesquisadores e empreendedores em diferentes estágios, respeitando as características de cada etapa e fortalecendo todo o ecossistema de inovação.” Clique aqui e acesse os editais da FAPDF.   *Com informações da FAPDF  

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População pode contribuir com livro sobre a história de Sobradinho até o fim deste mês

Fundada em 13 de maio de 1960, Sobradinho ganhará um livro dedicado à sua história. As memórias de quem ajudou a fundar a Cidade Serrana, como é conhecida popularmente, serão reunidas em uma publicação produzida com investimento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Interessados em contribuir com relatos e vivências na região podem entrar em contato com o Instagram oficial do projeto até o dia 31 deste mês. Início dos anos 1960: Sobradinho tem uma história que acompanha a fundação de Brasília | foto: Arquivo Público do Distrito Federal A iniciativa é executada pelo Instituto Latinoamerica (IL), com produção da LL Produções, e conta com termo de fomento no valor de R$ 200 mil. O lançamento está previsto para 31 de outubro. “A ideia é que o livro reflita não apenas os fatos históricos, mas também os sentimentos, sons e lembranças que fazem de Sobradinho um lugar único”, explica o historiador Léo Barros, coordenador do projeto. Atualmente, cidade tem mais de 70 mil habitantes, segundo a Pdad Ampliada mais recente | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Além de depoimentos e fotos da população, a obra apresentará dados gerais da cidade, que tem mais de 70 mil moradores, de acordo com a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) Ampliada. Serão utilizados dados obtidos a partir de pesquisas em monografias, registros da imprensa e publicações já existentes, além do acervo do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF). História da cidade “O projeto também busca preencher uma lacuna”, pontua Léo Barros. “Enquanto Brasília já possui vasta bibliografia publicada, muitas regiões administrativas ainda não tiveram suas histórias sistematizadas em livros. Hoje, quem pesquisa sobre Sobradinho encontra apenas registros dispersos em teses acadêmicas, documentos oficiais ou relatos orais. Queremos reunir isso em uma obra acessível e envolvente”. [LEIA_TAMBEM]O presidente do Instituto Latinoamerica, Atanagildo Brandolt, enfatiza que o intuito é valorizar a cultura e a tradição da região administrativa. “Queremos ouvir quem viveu a cidade de perto, quem a conhece por dentro”, antecipa. “Nada mais justo do que contar essa história com as vozes de quem a construiu dia após dia. Esperamos que outras regiões do Distrito Federal também possam receber projetos semelhantes, criando biografias urbanas que unam dados históricos, documentos, fotografias e, sobretudo, os depoimentos de seus moradores”. Para garantir a acessibilidade do conteúdo a pessoas cegas ou com baixa visão, haverá uma versão pocket em Braille da publicação, com trechos selecionados, e a adaptação parcial para o formato de audiolivro. Os exemplares serão distribuídos gratuitamente em escolas, bibliotecas, centros culturais e espaços comunitários de Sobradinho e de todo o DF.  

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DF é a segunda unidade federativa com mais profissionais na economia criativa

Depois de ser reconhecida como a cidade com a melhor qualidade de vida e a segunda mais segura do Brasil, chegou a vez de a capital federal ganhar outro título: a segunda em economia criativa. O Distrito Federal apareceu na segunda posição no ranking do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que analisou o número de trabalhadores em ocupações criativas no Brasil. Os dados mostram que 9,7% dos empregados do DF atuam profissionalmente em áreas da economia criativa, atrás apenas de São Paulo, que tem um percentual de 9,8%, e superando estados como Rio de Janeiro (9,3%), Ceará (9,3%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Santa Catarina (8,4%). “O dado do Dieese corrobora com o DNA criativo de Brasília, que resulta da invenção de se criar uma cidade” Alexandre Kieling, professor “O dado do Dieese corrobora com o DNA criativo de Brasília, que resulta da invenção de se criar uma cidade. Aqui se juntaram pessoas altamente criativas: arquitetos, urbanistas, paisagistas, sociólogos e antropólogos”, destaca o professor Alexandre Kieling, que coordena o Programa de Pós-graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa da Universidade Católica. “Essas pessoas trouxeram essa pegada criativa que aparece na música, na poesia, no teatro, no cinema, nas artes plásticas, no artesanato, na área de produção e no desenvolvimento de softwares”, complementa. Arte: Fábio Nascimento/Agência Brasília Atualmente, o DF conta com cerca de 130 mil agentes formais de economia criativa que geram quase R$ 10 bilhões por ano, com participação de 3,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da capital federal. Os dados são do Panorama da Economia Criativa, projeto desenvolvido pela Universidade Católica com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF). Áreas de atuação Eventos, audiovisual, música, artesanato, turismo e jogos concentram a maior parte da atuação da indústria criativa brasiliense. Hoje, a capital federal já é conhecida nacionalmente por abrigar grandes festivais, como Capital Moto Week, Na Praia, Funn Festival, Favela Sounds e Latinidades, além de ter expressões culturais próprias, a exemplo do Boi de Seu Teodoro, e startups de games reconhecidas em premiações do segmento. Ao lado de duas amigas, Aline Karina criou o projeto Turismo Fora do Avião | Foto: Divulgação “Acho que somos um povo muito criativo e o fato de Brasília ter recebido o título de Cidade Criativa do Design [concedido pela Unesco em 2017] impulsionou a economia criativa”, avalia a agente criativa Aline Karina de Araújo Dias, que desde 2016 empreende na área. Ao lado de duas amigas, ela idealizou o projeto Turismo Fora do Avião, que valoriza as raízes pioneiras do DF por meio de rotas e consultorias turísticas. “O projeto nasceu a partir do meu trabalho de conclusão de curso na Universidade de Brasília (UnB), em que fiz um trabalho com um casal pioneiro de uma olaria para registrar as memórias de São Sebastião na construção de Brasília, porque 90% dos tijolos saíram de lá. Era uma aventura, uma trilha turística”, lembra. Batizada de Rota Turística Cultural: Arte Olaria, a proposta ganhou, em 2024, o primeiro lugar do prêmio José Aparecido, da Secretaria Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), na categoria Patrimônio Material do DF. Após o sucesso, a iniciativa cresceu e deu origem a outros produtos, como a rota turística Afroturismo no Centro-Oeste, com mais de 200 atrativos. “Percebemos que, por meio do turismo, geramos preservação, direito à cidade, economia criativa, emprego e renda. É uma valorização das pessoas, um reconhecimento, além de uma troca de culturas”, comenta. “Como está rendendo bons frutos e, a partir desse ano de 2025 vamos nos transformar na 1ª agência de afroturismo do Centro-Oeste para termos mais rendimentos”, complementa Aline Karina. Apoio do Estado As políticas públicas do Biotic são uma das ferramentas governamentais que dão sustento à economia criativa no DF | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília O desenvolvimento da cadeia da economia criativa depende da integração de três forças: Estado, iniciativa privada e academia. “O Estado é o indutor e o fomentador com leis de incentivo e processos formativos. Mas a iniciativa privada tem que alavancar junto com a academia. De maneira planejada, em cinco anos, o DF não será só o segundo, mas vai estar no topo da cadeia do domínio criativo com capacidade de exportação nacional e internacional”, defende o pesquisador Alexandre Kieling. Entre as ações de incentivo do Governo do Distrito Federal (GDF) ao setor estão o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e a Lei de Incentivo à Cultura (LIC), no âmbito da Secec; as linhas de microcrédito e os eventos voltados ao artesanato fomentados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF); as pesquisas desenvolvidas com suporte da FAP-DF, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e do Biotic; e o projeto pedagógico da Universidade do Distrito Federal (UnDF) por meio de cursos como o de produção cultural. “Hoje, mais de 70% dos produtos comercializados em nossas feiras vêm do cooperativismo e das atividades associativas dos artesãos, dos agricultores familiares e dos trabalhadores da reciclagem, o que representa uma importante fonte de renda para essas famílias. Os resultados das vendas, tanto nas feiras regulares quanto nos eventos especiais organizados pela secretaria, comprovam o impacto positivo dessas iniciativas no desenvolvimento econômico e na inclusão social”, avalia o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes.

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