Resultados da pesquisa

gravidez

Thumbnail

Pré-natal especializado ajuda a reduzir riscos durante a gravidez no DF

O que parecia apenas um desconforto comum da gravidez acabou se tornando um sinal de alerta para Elane Carolina Carvalho, de 27 anos. Após perceber perda contínua de líquido amniótico, ela precisou ser internada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde segue em acompanhamento especializado até o nascimento do filho Miguel. “Eu acordei vazando líquido. Achei que fosse algo normal, mas ele continuou descendo. Quando fui ao hospital, fizeram exames, a médica percebeu que eu já tinha perdido bastante líquido e decidiu pela internação”, relata. Moradora de Valparaíso (GO), Elane fazia o pré-natal normalmente na Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa e não imaginava que precisaria de cuidados intensivos. Até a 29ª semana, a gestação seguia sem alterações. A gravidez de Elane seguiu normal até a 29ª semana, quando ela precisou ser internada | Foto: Divulgação/IgesDF Casos como o dela fazem parte da rotina do ambulatório de pré-natal de alto risco do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O serviço acompanha gestantes com maior risco de complicações e atua diretamente na prevenção da mortalidade materna e de problemas durante a gravidez. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, o ambulatório especializado realizou 874 atendimentos voltados para o acompanhamento de gestações de maior complexidade. "Um pré-natal bem feito garante mais segurança para a mãe, favorece o desenvolvimento saudável do bebê e permite que a equipe médica acompanhe a gestação de forma individualizada e criteriosa" Rafaella Torres, ginecologista e obstetra A ginecologista e obstetra Rafaella Torres explica que esse tipo de assistência é indicado para mulheres com doenças crônicas, histórico de complicações obstétricas ou alterações identificadas ao longo da gravidez. “Um pré-natal bem-feito garante mais segurança para a mãe, favorece o desenvolvimento saudável do bebê e permite que a equipe médica acompanhe a gestação de forma individualizada e criteriosa”, destaca. Nesta quinta-feira (28), o Brasil celebra o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna, data voltada à conscientização sobre a importância da assistência adequada durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Planejamento e diagnóstico precoce fazem diferença Segundo a especialista, o planejamento da gravidez também influencia diretamente na saúde materna e fetal. Mulheres com doenças prévias devem procurar orientação médica antes mesmo de engravidar para alinhar exames, medicações e estratégias capazes de reduzir riscos ao longo da gestação. Entre as condições que exigem maior atenção estão hipertensão arterial, diabetes, lúpus, obesidade grave, doenças cardíacas, neurológicas e psiquiátricas, além de infecções crônicas, como hepatites e HIV. Entre as condições que exigem maior atenção estão hipertensão arterial, diabetes, lúpus, obesidade grave, doenças cardíacas, neurológicas e psiquiátricas, além de infecções crônicas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Pacientes com histórico de abortos recorrentes ou descolamento de placenta também precisam de monitoramento diferenciado. “Tudo isso deve ser observado pelo obstetra para colocar essa futura mãe sob um olhar mais criterioso; se, no decorrer da gestação, surgir um quadro de diabetes, pré-eclâmpsia ou alguma infecção, essa paciente passa a ser considerada de alto risco”, ressalta Rafaella Torres. Nos casos mais delicados, o cuidado costuma ocorrer com mais frequência e pode incluir exames laboratoriais e de imagem adicionais para monitorar a saúde da mulher e o desenvolvimento do bebê. De acordo com a médica, um acompanhamento convencional prevê consultas mensais até a 32ª semana de gravidez. Depois desse período, os atendimentos passam a ocorrer quinzenalmente até a 36ª semana e, posteriormente, semanalmente até o parto. “Condições prévias exigem consultas mais frequentes ao obstetra e, muitas vezes, acompanhamento conjunto com outros especialistas. O objetivo é garantir mais segurança para a gestante e melhores desfechos para mãe e bebê”, afirma. Mortalidade materna ainda preocupa no Brasil   260 mil Número aproximado de mulheres que morrem anualmente no mundo em decorrência de complicações relacionadas à gravidez, ao parto ou ao pós-parto Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 260 mil mulheres morrem todos os anos no mundo em decorrência de complicações relacionadas à gravidez, ao parto ou ao pós-parto. Grande parte dessas mortes poderia ser evitada com acesso adequado aos serviços de saúde e assistência contínua ao longo da gestação. No Brasil, dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que o país registrou 44,41 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 2024. Embora o índice esteja abaixo dos números registrados durante a pandemia, os dados ainda reforçam a necessidade de ampliar estratégias de prevenção e assistência. Quando procurar ajuda No Distrito Federal, o acesso ao atendimento especializado começa pelas UBSs. Quando a mulher descobre a gravidez, é importante já buscar a UBS de referência e começar o pré-natal. [LEIA_TAMBEM]Após avaliação médica, pacientes com fatores de risco são encaminhadas para ambulatórios especializados, como o do HRSM. Sangramentos, perda de líquido, dores intensas, febre, pressão alta e diminuição dos movimentos do bebê estão entre os sinais que exigem avaliação médica imediata durante a gravidez. “Quanto mais cedo essa paciente inicia o acompanhamento, maiores são as chances de prevenir complicações e garantir mais segurança para mãe e bebê”, reforça Rafaella Torres. *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

Com sintomas silenciosos a pré-eclâmpsia pode causar danos severos a mães e bebês

As doenças hipertensivas são responsáveis por cerca de 16% das mortes maternas em todo o mundo. Identificar esse quadro o mais cedo possível é fundamental para garantir a saúde de mães e bebês. A pré-eclâmpsia é rápida e perigosa. Quando não identificada e tratada de maneira precoce, pode causar danos severos, inclusive, o óbito. Por essa importância, a condição ganhou um dia mundial de conscientização, lembrado nesta sexta-feira (22). A pré-eclâmpsia está associada ao aumento da pressão arterial durante a segunda metade da gravidez ou até seis semanas após o parto. O surgimento repentino de edemas nos pés e nas mãos e as alterações verificadas em exames de sangue durante as consultas de pré-natal fizeram com que Fernanda Maria da Silva, 27 anos, fosse encaminhada para o acompanhamento de gestação de alto risco no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Um acompanhamento pré-natal adequado é fundamental para obter um diagnóstico precoce. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Nos dias seguintes, Fernanda teve uma crise hipertensiva, com sintomas de formigamento e dormência. Diante do quadro, a moradora de Sobradinho buscou atendimento emergencial. O exame revelou a perda de proteínas na urina (proteinúria), indicando uma lesão renal. No início deste mês, com 28 semanas de gestação, foi confirmado o diagnóstico: pré-eclâmpsia. “Está sendo tudo novo: uma experiência bem difícil e desafiadora”, revela a paciente sobre a segunda gestação. Durante a primeira, do garoto Derik, 7, não houve nenhuma intercorrência. A recomendação, a partir de agora, é repouso total. Desde então, Fernanda encontra-se sob os cuidados especializados da maternidade do Hmib. “Aqui é o melhor lugar onde eu posso estar neste momento. Toda a equipe é bastante acolhedora”, afirma. Acompanhamento pré-natal "As consultas gestacionais ajudam a oferecer um tratamento mais rápido e, com isso, reduzir, de forma importante, as complicações tanto para mãe quanto para o bebê" Sarah Cintra, ginecologista Muitas vezes, os sinais de pré-eclâmpsia surgem de forma silenciosa, sem sintomas, principalmente, na fase inicial da gestação. Assim, um acompanhamento pré-natal adequado — desde o primeiro trimestre e, regularmente, ao longo de toda a gravidez — é fundamental para obter um diagnóstico precoce. "As consultas gestacionais ajudam a oferecer um tratamento mais rápido e, com isso, reduzir, de forma importante, as complicações — tanto para mãe quanto para o bebê", explica a ginecologista e obstetra do Hmib, Sarah Cintra. O histórico clínico e os hábitos de vida podem indicar o surgimento da doença. São alguns exemplos: intercorrências em gestações anteriores; comorbidades crônicas (como diabetes, obesidade, hipertensão); tabagismo, sedentarismo e alimentação desequilibrada; e a própria pressão arterial elevada.  Ao sentir sintomas como dor de cabeça forte na região da nuca, visão turva, náuseas, vômitos e dores abdominais, a grávida deve procurar assistência médica [LEIA_TAMBEM]Ainda assim, mesmo com o acompanhamento gestacional, é preciso ficar atento aos sinais: dores de cabeça fortes e persistentes, principalmente, na região da nuca; visão turva ou com a presença de pontos brilhantes; náuseas, vômitos e dores abdominais; além de edemas, precisam de assistência imediata. "Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de emergência ou uma maternidade com atendimento obstétrico próxima de casa. A avaliação médica rápida será essencial para evitar as complicações mais graves", destaca Cintra. *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

Profissionais da rede pública de saúde são capacitados em emergências obstétricas

Com o objetivo de aprimorar o atendimento a gestantes e reduzir riscos para mães e bebês, profissionais da rede pública de saúde do Distrito Federal participaram, nesta segunda-feira (31/3), de um curso de capacitação em emergências obstétricas. As aulas foram ministradas no Centro de Treinamentos do Núcleo de Educação e Urgências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com uso da metodologia de simulação realística para treinar habilidades essenciais no enfrentamento de complicações maternas e neonatais. Profissionais da rede pública do DF passam por treinamento em emergências obstétricas para garantir um atendimento mais seguro e eficaz a gestantes e bebês | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Para o enfermeiro Renato Lopes Santos, que trabalha na Secretaria de Saúde (SES-DF) há seis anos e participou do curso, a iniciativa é fundamental para garantir um atendimento mais seguro e eficaz. “Essa é uma oportunidade fantástica de atualização. A secretaria nos oferece essa capacitação, que está diretamente alinhada com nossa prática diária. O treinamento nos prepara para situações em que uma intervenção rápida pode salvar vidas”, afirma. Nesta edição, 30 médicos e enfermeiros de diversos centros obstétricos da rede pública participaram da capacitação. De acordo com a gerente de Serviços de Enfermagem Obstétrica e Neonatal da SES-DF, Gabrielle Oliveira de Mendonça, mais de 250 profissionais foram treinados desde 2019. Para o enfermeiro Renato Lopes Santos, que participou do curso, a iniciativa é fundamental para garantir um atendimento mais seguro e eficaz Ela detalha que a capacitação busca atuar diretamente sobre as chamadas “três demoras”, apontadas como principais causas de óbito materno: a demora em perceber a necessidade de atendimento, a dificuldade de acesso à assistência e a tardia intervenção hospitalar. “Nosso objetivo é preparar os profissionais para agir no momento correto, garantindo uma resposta rápida e eficaz dentro das unidades de saúde”, enfatiza. “Fui voluntária para dar aulas nesse curso pela primeira vez em 2019, quando a mortalidade materna estava alta no DF. A capacitação teve um impacto significativo”, relata a voluntária e ginecologista Lucila Nagata Foco na prevenção A formação abordou temas críticos, como hemorragia pós-parto, hipertensão gestacional e sepse materna. A ginecologista aposentada Lucila Nagata, voluntária no curso, ressalta a importância da reciclagem profissional. “Fui voluntária para dar aulas nesse curso pela primeira vez em 2019, quando a mortalidade materna estava alta no Distrito Federal. A capacitação teve um impacto significativo, reduzindo os óbitos no ano seguinte. Desde então, seguimos aprimorando o curso para garantir mais segurança a gestantes e bebês”, explica. Para a voluntária e médica intensivista Samara Godelho, a informação é um dos pilares essenciais para a prevenção. Segundo a profissional, as gestantes devem estar atentas à própria saúde, buscar acompanhamento pré-natal adequado e se manter informadas sobre os sinais de alerta que indicam a necessidade de atendimento imediato. “O mais importante é que as gestantes estejam bem informadas e engajadas no próprio pré-natal. Elas devem conversar com seus médicos para entender sua condição de saúde, conhecer os sinais de alerta. Ter essa consciência e acesso às informações corretas pode salvar vidas”, conclui. *Com informações da SES-DF  

Ler mais...

Thumbnail

Especialista alerta para importância de prevenção e tratamento de infecção urinária na gestação

Ao descobrir uma gestação, a mulher precisa redobrar os cuidados com a saúde e iniciar o quanto antes o acompanhamento com as consultas de pré-natal. Uma intercorrência muito comum entre as mulheres, que pode ocorrer na gravidez, a infecção urinária gera preocupação entre os obstetras e acende um sinal de alerta das futuras mamães. A mulher está mais propensa a desenvolver infecção urinária durante a gravidez por conta das mudanças naturais do período gestacional, incluindo anatomia e volume abdominal. Durante a gravidez, há uma espécie de dilatação do sistema urinário e isso favorece a ocorrência de estase urinária (a urina fica parada, acumulada). É necessário agir rapidamente, pois as bactérias se proliferam e causam infecção urinária, além de aumentar o risco de parto prematuro. Quando não tratada, a infecção urinária pode causar partos prematuros | Fotos: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF “A infecção do trato urinário tem o potencial de promover complicações graves, como prematuridade e sepse materna e neonatal. Cerca de 30% das gestantes podem apresentar infecção sem sintomas e, se não tratadas, evoluem para formas mais graves”, alerta a ginecologista e obstetra do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Kheylla Gonzales. Quando não tratada, a infecção urinária pode causar: aborto espontâneo; bebês podem desenvolver doenças respiratórias, como asma e pneumonia; infecção renal; parto prematuro; risco de mortalidade neonatal; e sepse (com risco de óbito). Segundo a especialista, o indicado é manter uma alimentação saudável, ingerir pelo menos dois litros de água diariamente, não esperar muito tempo para ir ao banheiro, com intervalos entre 2h ou 3h no máximo, evitar a utilização de duchas vaginais. Além disso, realizar a higiene íntima de maneira correta, sempre da frente para trás. Após evacuar, o indicado é tomar banho para fazer a limpeza completa da área. Durante a gravidez, há uma espécie de dilatação do sistema urinário e isso favorece a ocorrência de estase urinária (a urina fica parada, acumulada) Os principais sintomas de infecção urinária na gravidez são: desconforto abdominal; dor ou queimação ao urinar; febre baixa; frequente necessidade de urinar, mesmo que a bexiga não esteja cheia; presença de sangue na urina; sensação de não esvaziamento da bexiga após ir ao banheiro. Importância do pré-natal De acordo com Kheylla Gonzales, o mais importante mesmo é ir ao pré-natal, além dos cuidados gerais com a saúde e higiene íntima. “Ir às consultas e fazer os exames, porque dentro do cronograma da gestante, a gente tem os exames que a gente já faz de rotina. Então, se ela tiver dentro da taxa das pacientes que não vão sentir nenhuma queixa urinária, mas pode estar com a bactéria causadora da infecção urinária, conseguimos identificar e fazer o tratamento precoce. Por isso, é tão importante ela estar em acompanhamento médico mesmo”, explica. A ginecologista e obstetra destaca que nos casos de pré-natal de baixo risco o Ministério da Saúde (MS) recomenda um número mínimo de seis consultas, intercaladas entre profissionais médicos e enfermeiros, com início precoce (primeira consulta deve ocorrer no primeiro trimestre, até a 12ª semana gestacional). O início oportuno do pré-natal é essencial para intensificar a relação entre a equipe e as gestantes, auxiliar no diagnóstico precoce de alterações, realização de intervenções adequadas e identificação de expectativas em relação à gestação. “As consultas de pré-natal devem ser mensais, até a 28ª semana gestacional; quinzenais: até a 36ª semana e semanais, a partir da 36ª semana até o parto. Porém, no pré-natal de alto risco, as consultas podem ocorrer semanalmente, a depender da gravidade da paciente”, conclui. *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador