Inscrições para composição do Ciamp-Rua/DF são prorrogadas até setembro
A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (24) o Edital nº 04/2026, que prorroga por mais 30 dias úteis o prazo de inscrições para o processo seletivo de representantes da sociedade civil e de instituições de ensino superior interessados em compor o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua do Distrito Federal (Ciamp-Rua/DF) para o mandato 2026-2028. A medida amplia a oportunidade de participação de entidades, movimentos sociais, fóruns, coletivos e instituições acadêmicas que atuam na promoção, defesa e garantia dos direitos da população em situação de rua no Distrito Federal. As inscrições foram abertas em 14 de maio deste ano por meio do Edital de Chamamento Público nº 03/2026. De acordo com o novo edital, as inscrições já realizadas permanecem válidas, não sendo necessária nova submissão de documentos pelos candidatos que efetuaram o cadastro dentro do prazo inicialmente previsto. Barraco de pessoa em situação de rua no DF: seleção para comitê que monitora política de inclusão social dessa população vai escolher sete representantes titulares e sete suplentes | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília O processo seletivo prevê a escolha de sete representantes titulares e sete suplentes da sociedade civil e das instituições de ensino superior. Serão selecionados seis organismos da sociedade civil, com respectivos suplentes, e uma instituição de ensino superior titular e uma suplente que desenvolvam estudos, pesquisas ou ações voltadas à população em situação de rua. O Ciamp-Rua/DF é um espaço permanente de diálogo, articulação e controle social, responsável por acompanhar e monitorar a implementação da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua no Distrito Federal. O colegiado reúne representantes do poder público e da sociedade civil para discutir estratégias, propor ações e fortalecer políticas públicas voltadas à garantia de direitos desse segmento da população. [LEIA_TAMBEM]As organizações interessadas devem comprovar atuação mínima de um ano no Distrito Federal na promoção e defesa dos direitos humanos da população em situação de rua. Já as instituições de ensino superior precisam demonstrar o desenvolvimento de pesquisas, estudos, projetos de extensão ou ações acadêmicas relacionadas ao tema. As inscrições devem ser realizadas presencialmente, mediante entrega da documentação exigida em envelope lacrado, no gabinete da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial, localizado no SAAN, Quadra 1, Lote C, Edifício Comércio Local Norte, 3º andar, Sala 305, Brasília/DF, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. A seleção ocorrerá em etapas de inscrição, habilitação documental e avaliação das candidaturas, observando critérios como tempo de atuação, experiência na promoção dos direitos humanos da população em situação de rua, participação em espaços de formulação de políticas públicas e desenvolvimento de ações voltadas ao segmento. Criado pelo Decreto nº 33.779, de 2012, e atualizado pelo Decreto nº 43.115, de 2022, o Ciamp-Rua/DF tem papel estratégico na construção e no aprimoramento de políticas públicas intersetoriais destinadas à promoção da cidadania, da inclusão social e da garantia de direitos das pessoas em situação de rua no Distrito Federal. Serviço Inscrições para o Ciamp-Rua/DF – Mandato 2026-2028 ⇒ Período: 30 dias úteis a partir da publicação do Edital nº 04/2026, no dia 24 deste mês ⇒ Local: Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial (Subdhir) – SAAN, Quadra 1, Lote C, Edifício ⇒ Comércio Local Norte, 3º andar, Sala 305 ⇒ Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h ⇒ Público-alvo: organizações, entidades, movimentos, fóruns, coletivos e instituições de ensino superior com atuação voltada à população em situação de rua. *Com informações da Sejus-DF
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Governadora Celina Leão recebe a Cruz do Mérito Empreendedor Juscelino Kubitschek
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, recebeu a Cruz do Mérito Empreendedor Juscelino Kubitschek – Empreendedorismo Cristão, na categoria Liderança Pública e Defesa da Mulher. A honraria foi concedida pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito (Abrahm), durante solenidade que, na quarta-feira (17), reuniu autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, representantes do setor empresarial, lideranças religiosas e personalidades de diversas áreas. A secretária da Juventude, Fabiana Lacerda, representou a governadora Celina Leão na cerimônia | Foto: Divulgação/Sejuve-DF “Vamos homenagear uma das mais importantes autoridades da capital federal, a governadora Celina Leão, que recebe a Medalha do Empreendedorismo Cristão em reconhecimento à sua contribuição para a sociedade e aos valores que representa” Regino Barros, comendador O reconhecimento destaca a trajetória pública de Celina Leão, marcada pela defesa dos direitos das mulheres, pelo fortalecimento das famílias e pela construção de políticas públicas voltadas à promoção da dignidade humana, da inclusão social e do desenvolvimento da população do Distrito Federal. O deputado federal Marco Feliciano foi quem entregou a honraria. “Vamos homenagear uma das mais importantes autoridades da capital federal, a governadora Celina Leão, que recebe a medalha do Empreendedorismo Cristão em reconhecimento à sua contribuição para a sociedade e aos valores que representa”, declarou o comendador Regino Barros, que presidiu a cerimônia. Políticas públicas A governadora foi representada pela secretária da Juventude do Distrito Federal, Fabiana Lacerda, que ressaltou a importância da homenagem: “Celina Leão tem conduzido sua vida pública com o propósito de transformar a vida das pessoas. Como ela costuma dizer, a política serve para promover transformação social. Sua luta em defesa das mulheres é incansável e tem gerado resultados concretos para quem mais precisa”. [LEIA_TAMBEM]Durante o discurso, Fabiana Lacerda também falou sobre a dimensão simbólica da homenagem: “Receber uma honraria que carrega o nome de Juscelino Kubitschek é algo extremamente significativo para todos que acreditam no potencial transformador de Brasília. JK sonhou uma capital moderna, inovadora e voltada para o desenvolvimento. Esse legado continua inspirando políticas públicas que geram oportunidades e promovem o crescimento da nossa cidade”. Criada há cerca de 25 anos, a Abrahm é uma instituição privada dedicada ao reconhecimento de personalidades, autoridades, empresários, profissionais liberais e lideranças que se destacam por suas contribuições à sociedade. A entidade promove homenagens e condecorações voltadas à valorização do empreendedorismo, da inovação, da cultura, da responsabilidade social, da diplomacia e do desenvolvimento humano. *Com informações da Secretaria da Juventude
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Apoio técnico fortalece protagonismo feminino no campo no DF
A força feminina está presente no campo do Distrito Federal: 35% dos quase 22,5 mil produtores rurais cadastrados na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) são mulheres. Além disso, das cerca de 18 mil propriedades rurais cadastradas, 6.543 têm mulheres como proprietárias ou coproprietárias. São elas que cuidam de plantações, semeiam o futuro e transformam a matéria-prima em produtos que ganham o mundo, em programas de compras institucionais, feiras e festivais de agropecuária. Rozelita Urany Camargo, a Rosinha, exibe sobre uma mesa guloseimas que produz na agroindústria familiar, com assistência da Emater-DF | Fotos: Divulgação/Emater-DF O trabalho conta com apoio direto da Emater-DF, com assistência técnica completa, do planejamento à comercialização dos produtos in natura e da agroindústria, cursos sobre empreendedorismo e atividades não agrícolas, além de atividades comunitárias voltadas à inclusão social e cidadania. Nos primeiros seis meses deste ano, foram promovidos 29.929 atendimentos a 3.781 produtoras rurais nas áreas social, ambiental e econômica. “Atuamos desde o acesso às políticas públicas até a comercialização. O objetivo é que essas mulheres tenham autonomia econômica e consigam crescer com segurança” Aécio Prado, extensionista da Emater-DF “Atualmente, grande parte das propriedades são gerenciadas por mulheres, e a Emater-DF atua não só na parte produtiva, ensinando a produzir, na agricultura e na pecuária, mas também de forma social, prezando pelo desenvolvimento sociofamiliar, com a ampliação da nossa oferta de cursos e treinamentos, que vão desde empreendedorismo, panificação, ao cuidado com a saúde”, explica o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. “O encontro distrital é o coroamento desse trabalho, em que enfatizamos como acreditamos nessas mulheres e damos espaço para que possam construir relações e trocar experiências.” Com o apoio técnico, a confeiteira Rozelita Urany Camargo, 54 anos, conseguiu expandir a produção e os canais de venda. Filha de produtores rurais, ela aprendeu a mexer com a terra ainda criança, mas encantou-se pela cozinha e hoje produz bolos, pães, tortas e biscoitos. “Os meus pais nos sustentaram com tudo daqui da terra. Plantavam milho, mandioca, faziam farinha e rapadura”, diz. Rosinha, como é chamada por amigos e familiares, começou a ter suporte direto da Emater-DF em 2021, por indicação de uma irmã. “Meus pais tinham essa chácara há muito tempo, eu nasci aqui, e eles já tinham assistência desde aquela época. Depois que minha mãe faleceu, eu estava perdida, até que o Aécio chegou aqui, provou meus biscoitos e falou: 'Onde é que você estava escondida?'. Foi aquela luzinha no final do túnel”, recorda. [LEIA_TAMBEM]Aécio Prado, a quem ela se refere, é o extensionista responsável por prestar assistência a Rosinha e a outras propriedades de Samambaia. “Atuamos desde o acesso às políticas públicas até a comercialização. O objetivo é que essas mulheres tenham autonomia econômica e consigam crescer com segurança”, afirma ele. “Temos profissionais especializados para atuar em todas as etapas da produção, desde a infraestrutura até o produto final”. No caso de agroindústrias familiares como a de Rosinha, o acompanhamento começa ainda na fase de planejamento, incluindo orientação para obtenção de licenças, adequação às normas sanitárias, elaboração de projetos, capacitações e acesso a mercados institucionais. “Se a pessoa não tem estrutura, a gente começa pela planta baixa, acompanha a aprovação do projeto, a construção da agroindústria e todo o processo de regularização”, explica. Atualmente, Rosinha participa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), fornecendo bolos para entidades socioassistenciais atendidas pelo governo, e já foi beneficiada pelo Programa de Fomento Rural do Ministério do Desenvolvimento Social, que oferece R$ 4,6 mil em duas parcelas para projetos de inclusão produtiva de famílias rurais em situação de pobreza. “Hoje a Emater-DF é uma família para mim, são meus anjos da guarda”, complementa Rosinha. Produtora rural, Michelly tem acompanhamento no cultivo: a orientação vai desde a escolha das sementes até a comercialização dos alimentos Protagonismo e variedade de culturas Outra frente do suporte da Emater-DF é o acompanhamento do cultivo, com orientação desde a escolha das sementes à comercialização dos alimentos. “Na parte de assistência técnica, trabalhamos com o plantio, irrigação, adubação, todo o trato da cultura, mas também mostrando como participar de programas de compras institucionais”, explica Prado. “Incentivamos o policultivo, em que o produtor trabalha com mais de uma cultura para oferecer variedade e evitar nuances de mercado, ganhando mais segurança financeira”. Foi assim que a produtora rural Michelly Priscilla Campos aumentou a variedade de culturas cultivadas no Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. “Sempre plantamos hortaliças, mas há uns três anos começamos com o açaí e o café, com apoio da Emater-DF. Agora também estamos com o jiló, o maxixe e o quiabo”, explicou ela, acrescentando que a ampliação possibilitará a criação de uma agrofloresta na propriedade, mantida por ela e a família, com apoio de dois funcionários. “Ponho a mão na massa mesmo. Já tem 15 anos que estou aqui, colhendo e plantando todos os dias. A roça é a minha paixão” Michelly Priscilla Campos, produtora rural Para dar conta da demanda, Michelly começa o dia ainda de madrugada e divide os cuidados entre a própria chácara e as plantações do sogro. “Ponho a mão na massa mesmo. Já tem 15 anos que estou aqui, colhendo e plantando todos os dias. A roça é a minha paixão”, afirma. “A Emater-DF está sempre aqui com a gente, qualquer dúvida mandamos mensagem e rapidamente nos respondem”. Os resultados das colheitas de Michelly são direcionados ao Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal e à Feira do Produtor de Ceilândia. “A minha vida é a roça. Nos dias de feira, acordo às 3h da manhã, organizo as coisas, dou café da manhã para os trabalhadores e já começamos as vendas. Na segunda e na sexta, é dia de colher, enquanto na terça colocamos adubo em tudo. E assim a gente continua trabalhando e vivendo da terra”, completa. Linha de crédito exclusiva para mulheres A governadora Celina Leão sancionou uma linha de crédito para mulheres do campo, em maio deste ano, com o objetivo de garantir autonomia e condições adequadas de trabalho ao público feminino. A modalidade faz parte do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). Desde 2019 até maio deste ano, foram aprovados mais de R$ 67 milhões em crédito rural para 1.262 mil projetos elaborados pela Emater-DF. Com diferentes modalidades de financiamento, os recursos foram destinados ao fortalecimento da agricultura familiar e da produção rural, atendendo produtores individuais, associações e cooperativas, sobretudo aqueles que participam de programas de compras governamentais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF). Dois programas de crédito são mantidos pelo GDF: o Prospera, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda (Sedet-DF), e o FDR, da Seagri-DF. As iniciativas de âmbito nacional englobam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), entre outras. Além da assistência técnica, a Emater-DF oferece cursos, oficinas e treinamentos voltados à gestão, liderança, empreendedorismo e processamento de alimentos. As capacitações são realizadas tanto nos escritórios locais quanto no Centro de Capacitação Tecnológica e Desenvolvimento Rural (Cepol). Outra iniciativa é o Encontro Distrital de Mulheres Rurais, que reúne moradoras de diversas regiões administrativas para um dia totalmente voltado à interação e à troca de conhecimento, com realização a cada dois anos.
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Esporte fortalece reintegração de jovens no sistema socioeducativo do DF
Os projetos voltados à reintegração de jovens e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas no Distrito Federal têm no esporte um dos principais instrumentos de transformação. No sistema socioeducativo da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), o eixo esportivo ocupa papel estratégico na promoção da cidadania, da convivência coletiva e do desenvolvimento integral dos adolescentes. A I Olimpíada Socioeducativa, realizada em maio, ampliou as oportunidades de integração, convivência e valorização dos adolescentes | Fotos: Divulgação Sejus-DF “Por intermédio do esporte, incentivamos valores e resgatamos a confiança e a autoestima dos socioeducandos, congregamos a participação dos servidores e reunimos as unidades para a celebração do trabalho e dos seus resultados” Daniel Fernandes, subsecretário do Sistema Socioeducativo do DF Segundo o subsecretário do Sistema Socioeducativo do DF, Daniel Fernandes, a Sejus-DF vem trabalhando nos últimos seis anos para que o sistema socioeducativo da região avance na concretização e no cumprimento da legislação de regência e na garantia de direitos dos jovens e adolescentes em acompanhamento nas diversas unidades. “Por intermédio do esporte, incentivamos valores e resgatamos a confiança e a autoestima dos socioeducandos, congregamos a participação dos servidores e reunimos as unidades para a celebração do trabalho e dos seus resultados.” Apoio de parceiros externos O Sistema Socioeducativo do DF desenvolve diversos projetos e iniciativas esportivas que contemplam as especificidades de cada unidade e o perfil dos jovens atendidos. Entre as ações estão os torneios de futsal nas unidades de internação, promovidos com apoio de parceiros externos. Nessas atividades, os adolescentes são organizados em equipes que disputam partidas pautadas pelo espírito esportivo, respeito mútuo e trabalho em equipe, fortalecendo experiências positivas de convivência coletiva. O esporte passou a ter papel fundamental no processo socioeducativo dos jovens, que passaram a contar com a orientação de especialistas “O esporte se consolida como uma importante ferramenta de ressocialização, capaz de promover disciplina, respeito às regras, convivência coletiva, cooperação e autocontrole emocional dos adolescentes atendidos pelo sistema socioeducativo” Kauane Mineko, chefe da Unidade de Gestão de Políticas e Atenção à Saúde de Jovens e Adolescentes A chefe da Unidade de Gestão de Políticas e Atenção à Saúde de Jovens e Adolescentes, Kauane Mineko, ressalta que o esporte tem um papel fundamental no processo socioeducativo, pois vai muito além da prática física ou da competição. “Ele se consolida como uma importante ferramenta de ressocialização, capaz de promover disciplina, respeito às regras, convivência coletiva, cooperação e autocontrole emocional dos adolescentes atendidos pelo sistema socioeducativo”, afirma. Kauane acrescenta ainda que, ao participarem dessas atividades, os adolescentes experimentam olhar para si, identificar as potencialidades e as limitações, assim como valorizar o papel do colega e vivenciar a importância do trabalho em equipe. “Além disso, essas ações favorecem a redução de conflitos e incentivam a integração entre as unidades e os socioeducandos”, destaca. Segundo ela, o trabalho é fortalecer ainda mais iniciativas que utilizem o esporte como instrumento de educação, cidadania e inclusão social, para reconstruir trajetórias e desenvolver novos projetos de vida para esses adolescentes. Além do esporte, os jovens passam a contar com a experiência de especialistas de novas áreas, como artes cênicas, música, educação física e artes plásticas, incorporados ao quadro da carreira socioeducativa. A inclusão desses profissionais fortalece a integração entre os diferentes eixos pedagógicos nas atividades e projetos desenvolvidos nas unidades. A atuação integrada desses profissionais amplia significativamente o rol de propostas socioeducativas e favorece práticas interdisciplinares, desenvolvimento de habilidades múltiplas e a construção de estratégias mais humanizadas e participativas. Além disso, a diversidade de áreas contribui para o fortalecimento das interlocuções entre as unidades e medidas socioeducativas, que promovem maior troca de experiências, integração institucional e ampliação das oportunidades formativas ofertadas aos adolescentes e jovens atendidos Os jovens são organizados em equipes que disputam partidas pautadas pelo espírito esportivo, respeito mútuo e trabalho em equipe Propostas socioeducativas A I Olimpíada Socioeducativa, realizada em maio de 2026, ampliou as oportunidades de integração, convivência e valorização dos adolescentes. O evento reuniu modalidades como basquete adaptado, pingfut, frescobol, tênis de mesa, revezamento de 100 metros e arremesso de peso, além de atividades culturais, como a confecção de bandeiras, que incentivaram o trabalho em equipe e o protagonismo juvenil. Com a implantação do campo sintético na Unidade de Internação do Recanto das Emas (Unire), o futebol passou a integrar de forma mais estruturada a programação pedagógica, fortalecendo o esporte como ferramenta educativa e de inclusão social. A tradicional Copa Atlas de Futsal reúne, anualmente, equipes de diferentes unidades de internação e estimula o respeito, a convivência coletiva e o intercâmbio entre os adolescentes. Ao longo do ano letivo, os Jogos Interclasses também promovem disputas em modalidades como futsal, tênis de mesa e futmesa, de acordo com a realidade de cada unidade. Onde o caminho muda o destino [LEIA_TAMBEM]No meio do ano, os Jogos da Semiliberdade mobilizam jovens por meio de medidas socioeducativas, como torneios de golzinho e pingfut. Nas unidades femininas, atividades como alongamento, treinamento funcional e queimada ampliam o acesso a práticas corporais e incentivam o cuidado com a saúde. Além dos eventos, cada unidade desenvolve projetos próprios, como o "Corre – Onde o Caminho Muda o Destino”, da Unidade de Saída Sistemática (Uniss), que prepara adolescentes para corridas internas e externas. O xadrez também se destaca como ferramenta pedagógica, com campeonatos internos e participação em torneios externos. A prática estimula o raciocínio lógico, a concentração e o autocontrole, com resultados positivos no comportamento e na convivência dos adolescentes. Nas medidas em meio aberto, as atividades esportivas ocorrem em parceria com a rede local, incluindo assistência social, escolas e centros olímpicos, o que amplia o acesso às políticas públicas e fortalece vínculos comunitários. Ao promover participação, desenvolvimento humano e novas oportunidades, o eixo esporte reforça o caráter pedagógico e transformador do sistema socioeducativo. Os projetos atendem jovens em cumprimento de medidas, garantindo acesso ao esporte e ao lazer.
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