Programa Pontes para o Mundo abre 400 vagas de intercâmbio em inglês, espanhol e francês
Tripulação, preparar para a decolagem! A Secretaria de Educação (SEEDF) publicou, no Diário Oficial do DF (DODF) desta segunda-feira (30), o Edital nº 14, referente ao projeto Pontes para o Mundo. A edição de 2026 vai selecionar estudantes do segundo ano do ensino médio regular, da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e dos colégios militares para um intercâmbio internacional. Serão ofertadas 400 vagas, número quatro vezes maior que o da primeira edição do programa. “É uma grande alegria e um imenso orgulho testemunhar mais uma edição desse programa, que tem transformado a educação pública do Distrito Federal e ampliado horizontes para tantos jovens. Iniciamos essa trajetória com 102 estudantes e, neste ano, alcançamos um novo patamar ao proporcionar a 400 alunos uma experiência internacional enriquecedora”, disse a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, que ressaltou outras inovações do programa. Em 2025, 102 alunos da rede pública passaram três meses estudando no Reino Unido | Foto: Jotta Casttro/SEEDF “Avançamos ainda mais ao diversificar as oportunidades, incorporando o francês e o espanhol, e levando nossos estudantes a destinos como Canadá, França e Espanha — experiências que ampliam não apenas o aprendizado acadêmico, mas também a visão de mundo. Levo comigo a convicção de missão cumprida e a profunda satisfação de ver esse projeto crescer, abrir caminhos e conectar nossos jovens a um universo de possibilidades, sonhos e conquistas", completou Hélvia. Os alunos selecionados participarão de intercâmbio com duração de 13 a 16 semanas em países de língua inglesa, espanhola e francesa. Entre os destinos, estão Reino Unido, Canadá, Espanha e França. As inscrições estarão abertas desta terça-feira (31) a 13 de abril e devem ser feitas no site do programa, pelo estudante ou responsável legal. O prazo final, no último dia da inscrição, é até as 22h. Processo seletivo O coordenador do programa, David Nogueira, explicou que a edição de 2026 chega ampliada e mais diversa. “Esta edição traz muitas novidades, pois passamos a contar com a participação de estudantes das escolas militares do DF, como o Tiradentes e o Dom Pedro II, o que é motivo de grande alegria para esses alunos. Outra novidade é o lançamento do site do programa, um espaço completo onde pais e estudantes podem acessar informações, conhecer relatos de participantes da edição anterior e assistir ao documentário produzido pela Secretaria", explicou. [LEIA_TAMBEM]Durante o período no exterior, os alunos terão imersão em instituições educacionais e convivência com estudantes de diferentes nacionalidades, com atividades realizadas na língua oficial do país de destino. O processo seletivo será dividido em etapas. A primeira consiste na análise documental, de caráter eliminatório e classificatório. Já a segunda etapa será a prova de conhecimentos em línguas estrangeiras (inglês, espanhol e francês), marcada para 9 e 10 de maio. É importante que os estudantes fiquem atentos ao prazo de inscrição e mantenham o e-mail institucional com o domínio @estudante atualizado, pois é por meio dele que recebem a senha de acesso. Todas as regras, critérios de participação e detalhes do processo seletivo estão disponíveis no edital publicado no DODF. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Estudantes do CIL 02 participam de celebração do Dia dos Mortos na Embaixada do México
Celebrar a vida e aqueles que já faleceram. Esse é o propósito de uma das mais conhecidas tradições mexicanas. Na comemoração da data neste ano, a Embaixada do México convidou discentes do Centro Interescolar de Línguas (CIL) 02, da Asa Norte, para participar do evento de Día de los Muertos (Dia dos Mortos) realizado na terça-feira (4), no Espaço Cultural Alfonso Reyes. O convite dá continuidade ao intercâmbio cultural entre a delegação do país no Brasil e a Secretaria de Educação (SEEDF). Para abrir a noite de festa, o ministro de Assuntos Culturais do México, José Manuel Cuevas López, e o encarregado de Negócios da Embaixada, Alejandro Ramos Cardoso, discursaram a respeito do significado da data. Segundo Alejandro, o Dia dos Mortos não é uma celebração da ausência, mas uma ocasião para lembrar de um dia em que as cores, os sabores e os aromas se misturam para construir uma ponte entre o mundo dos vivos e o dos mortos. “Hoje, nos reunimos para comemorar uma das tradições mais emblemáticas do meu país, o Dia dos Mortos, a festa dos mortos, que nada mais é do que a festa da vida. E como é isso possível? Não faz sentido, né? Porém, meus amigos e minhas amigas, faz todo o sentido se concebermos a vida e a morte como parte de um mesmo ciclo”, explicou. O encarregado de Negócios da Embaixada do México, Alejandro Ramos Cardoso, e o ministro de Assuntos Culturais do México, José Manuel Cuevas López | Fotos: André Amendoeira/Ascom SEEDF Ele explicou que, para os povos originários mexicanos, a morte não significava o fim da vida: “É apenas uma etapa a mais de viagem. Hoje, é uma data em que nós homenageamos aqueles que já não estão fisicamente conosco, mas que estão com a sua presença nas nossas vidas, na nossa memória e nas nossas lembranças.” A festividade contou com a presença de autoridades, diplomatas, representantes culturais e convidados, e a programação incluiu apresentação de uma banda de mariachis, abertura do altar, premiação para os 30 convidados mais bem-caracterizados e também degustação de pratos e bebidas tipicamente mexicanos. O ministro Cuevas afirmou que um dos propósitos das atividades culturais promovidas pela embaixada é estabelecer novas alianças, contatos e colaborações. “Este ano tivemos a experiência muito grata de contar com a participação dos estudantes de espanhol do CIL 02. Queremos ampliar esta colaboração porque, para nós, o ensino do espanhol nas escolas públicas de Brasília é uma tarefa fundamental, e nossas atividades culturais estão orientadas para isso”, disse. Sariní Lima, estudante do 4º semestre de espanhol do CIL 02, sentiu-se honrada com o convite para a experiência: “Acho que faz todo o sentido a troca cultural. Quando a gente fala de aprendizado de um novo idioma, vivenciar a cultura dessa nova língua. É uma alegria estar aqui, porque além da diversão, é um ambiente de muito aprendizado.” Mariachis fazem apresentação de músicas típicas do México em celebração ao Día de los Muertos Imersão cultural Os centros interescolares de línguas (CILs) destacam-se não apenas pelo ensino de idiomas, mas também por promover experiências que aproximam os estudantes de culturas de outros países. Nesse sentido, a chefe do Núcleo de Língua Estrangeira da SEEDF, Fernanda Cavalini, ressaltou que a parceria com as embaixadas tem sido um passo importante, abrindo portas para o diálogo intercultural e criando oportunidades reais de contato com a diversidade linguística e cultural do mundo. “Essas ações permitem que os alunos vivenciem na prática o que aprendem em sala de aula, ampliando horizontes, despertando o interesse por novas formas de comunicação e fortalecendo o papel da educação como ponte entre povos e culturas”, reforçou. Além das parcerias com embaixadas e outras instituições de ensino, como o Instituto Cervantes e a Aliança Francesa, as unidades do CIL também organizam atividades pedagógicas para conectar os alunos aos costumes de diferentes países. É o caso da Feira Internacional do CIL 01, a Semana Internacional do CIL Gama, festas de Halloween, entre outras. Altar decorado para o Día de Los Muertos com flores de calêndula, caveiras de açúcar e chocolate, pão dos mortos, água, velas e outros itens A coordenadora do curso de espanhol do CIL 02, Cibele Chaves, ressaltou a relevância do intercâmbio cultural para o processo de aprendizagem: “É o momento em que eles vivem aquilo que leem nos livros, e que, às vezes, é uma realidade distante. Muitos não têm oportunidade de sair do Brasil, conhecer outro país. Então, quando uma embaixada abre suas portas e traz os alunos para vivenciarem in loco essa cultura tão rica, para eles, é algo deslumbrante. Eles ficam encantados e motivados a continuar, a estudar mais, a buscar mais e eles se sentem valorizados.” Día de los Muertos O Día de los Muertos é uma tradição da cultura mexicana que foi declarada pela Unesco, em 2003, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Tem origem nas raízes indígenas das culturas nativas da Mesoamérica, que, de acordo com os historiadores, fundiu-se com as crenças católicas e originou um feriado que sofreu outras influências ao longo dos anos.[LEIA_TAMBEM] A celebração começa no final de outubro e vai até 2 de novembro para lembrar familiares e entes queridos falecidos cujas almas regressam por uma noite para partilhar o mundo dos vivos. Por essa razão, os altares são decorados com flores de calêndula, onde são incluídas caveiras de açúcar e chocolate, pão dos mortos, água, velas, frutas, vinho e outros alimentos e bebidas favoritas dos ancestrais. *Com informações da Secretaria de Educação
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Alunas do CIL 02 fazem leitura de poemas na Embaixada do México
Estudantes do Centro Interescolar de Línguas (CIL) 02 de Brasília foram convidados para participar da cerimônia de encerramento da exposição Poesía y Naturaleza, realizada no Espaço Cultural Alfonso Reyes, na Embaixada do México, na manhã desta quinta-feira (16). Sete alunas fizeram a leitura de poesias de autores mexicanos escritas originalmente em algum dos mais de 68 dialetos indígenas falados no país e traduzidas para o espanhol. Para a estudante do sexto semestre de espanhol, Alana Nunes de Carvalho Andrade, que leu o poema Te Quiero, de Santos García Wikit, a possibilidade de participar da atividade foi uma surpresa boa. “Fico muito feliz, porque não é sempre que temos a chance de interagir com pessoas de outras culturas, de estar no meio delas. É uma oportunidade de desenvolver um pouco mais a língua, a comunicação. Gostei muito, principalmente porque celebra as mulheres”, disse. A estudante do sexto semestre de espanhol do CIL 02 de Brasília, Alana Nunes de Carvalho Andrade, leu o poema ‘Te Quiero’ | Foto: Jotta Casttro/SEEDF O ministro de Assuntos Culturais do México, José Manuel Cuevas López, explicou, durante a abertura da cerimônia, que o México celebra em 2025 o Ano Internacional da Mulher Indígena. Essa foi uma das razões para convidar somente mulheres para as leituras do encerramento. “É também uma forma de estreitar os vínculos de colaboração entre México e Brasil”. O convite para a participação dos alunos do CIL no evento reflete o reconhecimento da qualidade do ensino de excelência que as escolas de idiomas da Secretaria de Educação do DF (SEEDF) oferecem há 50 anos aos estudantes do DF. É uma política pública que já beneficiou, só entre os anos de 2019 e 2025, mais de 350 mil estudantes, conforme informações do Censo Escolar. O encarregado de negócios da embaixada do México, Alejandro Ramos Cardoso, afirmou que a ideia de levar as estudantes brasileiras para ler os poemas é uma forma de fazer com que conheçam um pouco da cultura mexicana. “Nós achamos que trazer as estudantes para ler os poemas em espanhol e a tradução para o português era uma boa maneira também de fazer com que elas se envolvessem mais em conhecer, aprofundar o conhecimento sobre o México, das línguas que são faladas no país e também de estreitar os laços culturais entre a embaixada e as diversas instituições do governo brasileiro para apresentar essa riqueza que é o universo linguístico que temos no México para elas”, concluiu. Aprovação Dalila Reis (à esquerda): "Todas as embaixadas deveriam ter essa oportunidade para os alunos" [LEIA_TAMBEM]A iniciativa foi aprovada pela aluna Dalila Reis, também do sexto semestre de espanhol. “Todas as embaixadas deveriam ter essa oportunidade para os alunos, que é uma forma de a gente conhecer a cultura, no caso do México, e o espanhol, e agrega muito valor ao curso”. A estudante conta que o estudo do idioma no CIL 02 superou as expectativas. “É meu primeiro curso de idiomas, e o meu objetivo é fazer outros no CIL quando acabar o espanhol. É uma política pública inclusiva, os professores são super qualificados para trabalhar com todas as diferenças dos alunos”. Intercâmbio cultural A exposição, que foi aberta em 22 de maio, celebra a conexão entre as expressões artísticas dos povos indígenas e a sua relação com o meio ambiente, e destaca, por meio da poesia, da fotografia e da culinária tradicional, a diversidade cultural e a importância de viver em harmonia com a natureza. A exposição contou com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais do México. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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Alunos do Pontes para o Mundo conhecem famílias anfitriãs no Reino Unido
O programa Pontes para o Mundo segue a todo vapor em solo estrangeiro. Desde a última sexta-feira (5), com a chegada dos estudantes ao Reino Unido, deu-se início a uma das etapas mais aguardadas da iniciativa: a hospedagem com as respectivas host families, as famílias anfitriãs que receberam os jovens brasileiros. O grupo de 102 estudantes foi dividido por cidades da Escócia, País de Gales e Inglaterra, onde ficará hospedados durante os três meses de intercâmbio. A partir de agora, os alunos passam a conviver com famílias locais para frequentar escolas britânicas e praticar a língua inglesa diariamente. O aluno do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 de Sobradinho, Wagner Alves Santos, de 17 anos, foi acolhido por uma família em Cambridge, na Inglaterra, formada por um casal e dois filhos. O secretário-executivo Isaias Aparecido acompanhou o encontro com a família anfitriã (Mr. Sharoon and Mrs. Ruby) do estudante Wagner Alves | Fotos: Jotta Casttro/Ascom SEEDF “Eles parecem ser bem tranquilos. Acredito que vai ser uma boa experiência”, conta Wagner, animado com a oportunidade de desenvolver o idioma cujos primeiros contatos foram feitos por meio de músicas, filmes e pesquisas na internet. “Minha escrita, leitura e escuta são boas, mas agora vou ter a chance de melhorar a fala, que sempre foi o meu maior desafio.” Além do aprendizado da língua inglesa, a vivência junto à host family representa a chance de criar laços, conhecer novas culturas e construir memórias que vão acompanhar os jovens por toda a vida. “Quero voltar para o Brasil com o inglês muito mais desenvolvido e com muitas histórias para contar”, resume Wagner. Um sonho internacional De Santa Maria para o Reino Unido, aos 16 anos, o estudante Renan Miguel Martins, do Centro Educacional (CED) 310 de Santa Maria, está prestes a viver uma experiência transformadora no exterior. Apaixonado pelo aprendizado de idiomas, ele conta que o contato com o inglês veio principalmente por meio de jogos e aplicativos. “Eu colocava tudo em inglês, em vez de português. Aí, se quisesse entender, tinha que pesquisar. Isso me ajudou muito”. O estudante Renan Miguel Martins, de 16 anos, na van, a caminho de seu novo lar na Inglaterra Renan, que vai estudar no tradicional Cambridge Regional College, conta que o processo de inscrição para o Pontes pelo Mundo foi o passo certeiro para a realização de um sonho. Ele reconhece que a decisão de viajar não foi fácil para sua mãe. “Ela ficou com bastante medo. A princípio, não queria deixar eu ir. Foi uma luta. Precisei da ajuda de muita gente, pessoas que ligaram para conversar com ela”, relembra. Agora, Renan está se sentindo realizado nesta primeira etapa do programa, pronto para viver em uma casa de família inglesa, ao lado de Allison e Mark, um casal que, segundo ele, “tem quatro netos, dois filhos adultos e até um gato”. “É muito importante ver de perto a forma como as famílias recebem nossos estudantes. Esse cuidado faz toda a diferença para que eles se sintam em casa e consigam viver essa experiência da melhor forma possível, aproveitando cada oportunidade de aprendizado e crescimento pessoal que vão adquirir ao longo destes três meses”. Isaias Aparecido, secretário-executivo da Secretaria de de Educação do Distrito Federal (SEEDF) Acompanhamento O secretário-executivo da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Isaias Aparecido, acompanha a delegação de estudantes na chegada ao Reino Unido, e visitou a residência da família anfitriã que recebe o aluno Wagner Alves Santos. “É muito importante ver de perto a forma como as famílias recebem nossos estudantes. Esse cuidado faz toda a diferença para que eles se sintam em casa e consigam viver essa experiência da melhor forma possível, aproveitando cada oportunidade de aprendizado e crescimento pessoal que vão adquirir ao longo destes três meses”, afirmou. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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