Hospital da Região Leste fará 90 cirurgias até sábado (20); média chega a 15 por dia
As equipes do Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, junto às do programa Opera DF, executam, até sábado (20), 90 cirurgias ortopédicas, ginecológicas e traumatológicas. Iniciada nesta semana, a força-tarefa já contabiliza mais de 45 intervenções. Para uma média de 15 cirurgias ao dia, quatro salas equipadas operam simultaneamente, durante 18 horas. Ao final, as equipes terão trabalhado cerca de 320 horas. Ronaldo da Conceição foi encaminhado ao HRL e fará, em breve, uma cirurgia na coluna: “Meus dias aqui foram especiais, cheios de carinho. Não me sinto um paciente, mas como parte da família deles” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “A oportunidade de ter uma semana com reforço de anestesistas, dentro do contrato do Opera DF, permite que as necessidades dos pacientes que estavam aguardando por procedimentos eletivos sejam atendidas de forma mais célere”, explica a superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco. O Hospital da Região Leste é referência em procedimentos de traumas e cirurgias de coluna vertebral e de mão Vítima de um acidente de motocicleta, o morador do Paranoá, Edison de Santana, está se preparando para corrigir sequelas de um rompimento nos ligamentos. “Assim, devo recuperar a estabilidade e a função do meu ombro esquerdo”, relata. “Ao longo desse período de espera, sempre fui bem- atendido por toda a equipe médica e de enfermeiros”. Procedimentos [LEIA_TAMBEM]Com uma condição que afeta o sistema imunológico atacando a comunicação entre nervos e músculos (miastenia), o morador de Águas Lindas (GO) Ronaldo Juraci da Conceição foi encaminhado ao HRL com problemas na coluna. Há um mês internado, sob os cuidados da equipe da ele segue para a cirurgia. “Eu me emociono porque estou sendo muito bem-acompanhado e tratado”, afirma ele. “Meus dias aqui foram especiais, cheios de carinho. Não me sinto um paciente, mas como parte da família deles.” Como nos casos de Ronaldo e Edison, a força-tarefa pretende diminuir a quantidade de pacientes internados no HRL, e, ainda, resgatar aqueles que aguardavam em casa por cirurgias, ampliando o atendimento e restaurando a qualidade de vida dessas pessoas. Na rede pública, o HRL é referência em procedimentos de traumas em geral, ginecológicos e ortopédicos, como as cirurgias de coluna vertebral e de mão. *Com informações da Secretaria de Saúde
Ler mais...
Cirurgias oftalmológicas serão incluídas no programa OperaDF
O governador Ibaneis Rocha anunciou, nesta segunda-feira (16), a inclusão de cirurgias oftalmológicas no programa OperaDF. A previsão é que mais de 6,5 mil pacientes que aguardam procedimentos do tipo sejam atendidos. O investimento na ampliação do programa é de cerca de R$ 22 milhões, verba originária de emendas parlamentares do deputado federal Rafael Prudente. O governador Ibaneis Rocha entre o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, e o deputado federal Rafael Prudente | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília “No ano passado, o deputado Rafael destinou, juntamente com os demais deputados do DF, R$ 150 milhões, que foram injetados diretamente na Saúde, o que possibilitou que a gente ampliasse o número de cirurgias no Distrito Federal”, lembrou o governador. “Agora vão ser investidos mais R$ 22 milhões, com grande parte desses recursos sendo destinados às cirurgias oftalmológicas. Serão, aproximadamente, 6,5 mil cirurgias realizadas já nesses próximos meses.” Contratações 23.657 Número de cirurgias eletivas na rede pública de saúde registradas de setembro de 2025 a janeiro deste ano Para cumprir essa meta, haverá a contratação de mais plantões de profissionais na rede pública, bem como pela parceria com nove hospitais da rede particular. “Já tem tempo que a gente trabalha para viabilizar esses recursos”, reforçou Rafael Prudente. “Tem muita gente aguardando a cirurgia de catarata, que é o maior volume represado da Secretaria de Saúde, e a gente fica feliz agora de conseguir os recursos necessários para fazer mais cirurgias”, prosseguiu o deputado. “Acho que, com isso, a gente consegue zerar essa fila e melhorar a saúde das pessoas.” O OperaDF foi lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no ano passado para acelerar as cirurgias eletivas na rede pública de saúde, em diversas especialidades. Desde então, o número de procedimentos teve um aumento de 70,6%: de setembro de 2024 a janeiro de 2025, foram 13.865 (sendo 8.125 ambulatoriais e 5.740 com internação); já de setembro de 2025 a janeiro deste ano, a quantidade chegou a 23.657 (14.520 ambulatoriais e 9.137 com internação). [LEIA_TAMBEM]“Essa força-tarefa consiste em reforçar a nossa rede com contratualização de plantões de anestesistas — foram mais de 10,8 mil plantões contratualizados — e contratualizar com a rede privada cirurgias de menor complexidade”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. “A ideia é você tirar essa sobrecarga de cirurgias de menor complexidade dos nossos hospitais para que eles sejam fortalecidos em cirurgias de maior complexidade”, complementou o gestor. “E é justamente essa dinâmica que nos permitiu conseguir avançar nos números. Então, isso prova que essa união dos servidores e o matriciamento dos nossos processos possibilitam a gente fazer uma entrega maior.”
Ler mais...
Nova sala de monitoramento facilita acesso a dados sobre síndromes gripais
A Secretaria de Saúde (SES-DF) lançou uma sala de monitoramento dedicada às síndromes gripais, que reúne informações sobre casos, internações, exames e atendimentos em um único lugar. O espaço virtual, disponível na plataforma InfoSaúde desde segunda-feira (26), foi desenvolvido por meio do Centro de Inteligência de Informações Estratégicas para Gestão no SUS (Ciegas-DF). Acesse o portal aqui. “Com a nova sala de monitoramento, o Distrito Federal avança ainda mais na utilização de dados e tecnologia para melhorar a transparência e a eficácia na gestão da saúde” Rodrigo Vidal, subsecretário de Planejamento em Saúde A nova página centraliza os dados sobre as síndromes gripais, incluindo covid-19, que antes tinha uma área de monitoramento própria. Os indicadores coletados abrangem ainda atendimentos em unidades básicas de saúde (UBSs), hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs), internações, exames e síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs). Os relatórios são provenientes de sistemas de prontuários eletrônicos (e-SUS, Trakcare, MV), boletins da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) e Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes), entre outros. O usuário pode visualizar três abas: informações gerais, painel e mapa. A primeira indica ao internauta o acesso para o portal de informações do covid-19, a lista de pontos de vacinação e os boletins informativos de gripes e de covid-19 | Foto: Divulgação/Agência Saúde “O objetivo é aprimorar o acompanhamento e a gestão da saúde pública no DF. Essa iniciativa visa não apenas facilitar o acesso a informações, mas também promover transparência e uma comunicação eficiente com a população, fortalecendo a resposta do sistema de saúde pública às necessidades da comunidade”, avalia o subsecretário de Planejamento em Saúde da SES-DF, Rodrigo Vidal. “Com a nova sala de monitoramento, o Distrito Federal avança ainda mais na utilização de dados e tecnologia para melhorar a transparência e a eficácia na gestão da saúde.” “Essa iniciativa visa não apenas facilitar o acesso a informações, mas também promover transparência e uma comunicação eficiente com a população, fortalecendo a resposta do sistema de saúde pública às necessidades da comunidade”, avalia o subsecretário de Planejamento em Saúde da SES, Rodrigo Vidal O ambiente virtual segue o modelo do Portal Dengue, lançado em fevereiro deste ano durante uma epidemia da doença. O portal registrou mais de 200 mil acessos em três meses. “Estabelecemos a mesma estratégia de agrupar dados e produzir painéis gamificados para que a população, gestores e servidores de saúde tenham maior facilidade em acessar e analisar essas informações”, salienta Vidal. O desenvolvimento, validação e organização dos índices disponibilizados no espaço virtual contaram com colaboração de diversas áreas internas da SES-DF, incluindo o Complexo Regulador do DF (CRDF), Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (SAIS) e Subsecretaria de Planejamento em Saúde (Suplans). Acesso Para acessar a nova sala de monitoramento, basta entrar na plataforma InfoSaúde. Ao clicar em “Síndromes Gripais”, o usuário pode visualizar três abas: informações gerais, painel e mapa. A primeira indica ao internauta o acesso para o portal de informações do covid-19, a lista de pontos de vacinação e os boletins informativos de gripes e de covid-19. Na aba “Painel”, é possível acessar o resumo executivo de covid-19, atendimentos de síndromes gripais, exames e internações, entre outros dados. Já na aba “Mapa”, o usuário tem acesso ao número de pacientes com síndrome gripal atendidos pela Atenção Primária de Saúde por local de residência. Os dados são referentes ao primeiro atendimento recebido por cada paciente e a localização é obtida pelo CEP registrado por cada um no cadastro do e-SUS.
Ler mais...
Casos de queimaduras por uso de álcool mais que dobraram
O uso inadequado do álcool em líquido ou em gel refletiu no aumento de atendimentos na Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte, entre 2020 e 2021. Se em 2020, dos 2.074 pacientes atendidos, 14,6% foram por conta do inflamável; no ano passado, esse percentual chegou a 29%, dos 3.127 casos socorridos. A proporção de paciente graves, com necessidade de internação, também aumentou nesses dois anos, de 14,8% para 17,2%. No ano passado, das 313 internações na Unidade de Queimados do Hran, havia oito vezes mais adultos do que crianças, diferentemente da tendência histórica registrada até então | Fotos: Fotos Arquivo / Agência Saúde O alerta é do chefe do setor no Hran, o médico Ricardo de Lauro Machado Homem. Ele aponta que o crescimento das ocorrências vem do descuido no manuseio do produto, já que o álcool “é de uso comum e de fácil acesso”. Com a diminuição da renda de parte da população, em consequência da pandemia, muitas pessoas têm utilizado álcool ou outros líquidos inflamáveis em substituição ao gás de cozinha. Essa realidade é reforçada pelo crescimento no índice de acidentes entre os adultos. No ano passado, das 313 internações na Unidade de Queimados do Hran, havia oito vezes mais adultos do que crianças, diferentemente da tendência histórica registrada até então. O que não significou queda nos acidentes desse tipo com o público infantil. [Olho texto=”O chefe da Unidade de Queimados enumera ações para evitar acidentes que resultem em queimaduras com crianças, são elas: supervisioná-los constantemente, não permitir o seu acesso a ambientes de cozinha e churrasqueiras, manter panelas e frigideiras com o cabo voltado para dentro do fogão, de preferência nas bocas de trás, e manter produtos químicos ou inflamáveis fora do alcance dos pequenos” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O aumento é perceptível quando comparado aos anos anteriores, “talvez por maior disponibilidade de álcool nas residências, sem supervisão adequada pelos adultos”, avalia o médico. Ele reforça sua opinião com o fato de 14% dos casos infantis terem o álcool como causa da queimadura. No Hran, os casos de internação costumam ser de queimaduras na face, mãos ou genitália, queimaduras de 3º grau, choque elétrico, queimadura química, inalação de fumaça e situações em que o paciente, tanto adulto como criança, tenha queimado mais que 15% do corpo. O pronto-socorro da Unidade de Queimados funciona 24 horas, todos os dias da semana. De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, há também o ambulatório, onde são realizadas trocas de curativos e acompanhamento de pacientes com queimaduras menos graves. Prevenção O chefe da Unidade de Queimados enumera ações para evitar acidentes que resultem em queimaduras com crianças, são elas: supervisioná-los constantemente, não permitir o seu acesso a ambientes de cozinha e churrasqueiras, manter panelas e frigideiras com o cabo voltado para dentro do fogão, de preferência nas bocas de trás, e manter produtos químicos ou inflamáveis fora do alcance dos pequenos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O médico Ricardo ainda sugere não fumar perto de uma criança, não deixar fósforos e isqueiros ao alcance delas, manter ferro de passar e equipamentos de alisamento de cabelo fora do alcance delas, nem deixar toalhas de mesa compridas que possam ser puxadas com facilidade por elas. Essa última sugestão deve ser adotada principalmente quando as crianças estão na fase de gatinhar ou começar a andar e buscam apoio em móveis e objetos ao redor. O chefe do Setor de Queimados do Hran também indica usar protetores de tomadas elétricas e manter aparelhos elétricos, eletrônicos e extensões longe das crianças. Ele ainda aconselha a não autorizar que elas manuseiem ou brinquem com fogos de artifícios e lembrar dos horários adequados em que elas podem ficar expostas ao sol: até as 10h e depois das 16h. De preferência, com protetor solar e que não seja uma exposição prolongada. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
Ler mais...