Clima de copa anima pacientes em tratamento de câncer no Hospital de Base
A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas a torcida pela Seleção Brasileira já tomou conta de um dos andares do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Nesta quarta-feira (10), a equipe de enfermagem do andar de Oncologia realizou uma ação para trazer o espírito do evento para os pacientes acamados. A iniciativa transformou a rotina hospitalar em um momento de descontração. Profissionais percorreram os quartos com um jogo de perguntas e respostas sobre futebol e a história das Copas do Mundo. Ao final, os participantes puderam escolher itens temáticos em um carrinho carinhosamente chamado de “Mercadinho da Onco”, com bandeirinhas, pulseiras, máscaras e outros adereços. Todos os itens distribuídos foram adquiridos pelos próprios profissionais da equipe de enfermagem | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF A chefe de enfermagem da Oncologia, Kelly Marques, afirma que a iniciativa foi pensada para inserir os pacientes na celebração da copa. “O objetivo foi trazer um momento de descontração e de divertimento para eles. Os pacientes que estão aqui estão vivendo uma fase muito delicada de enfrentamento da doença, e pode ser que alguns deles assistam à última Copa do Mundo da vida, então estamos fazendo o máximo para tornar esse momento especial”, explica. “O objetivo foi trazer um momento de descontração e de divertimento para eles. Os pacientes que estão aqui estão vivendo uma fase muito delicada de enfrentamento da doença" Kelly Marques, chefe de enfermagem A paciente Glaudia Finotti, de 55 anos, aprovou a iniciativa. Após acertar a pergunta sobre quem é conhecido como o Rei do Futebol, ela escolheu uma pulseira para acompanhar os jogos da seleção. “Nos sentimos muito apáticos e é fácil ficar negativo, mas essa brincadeira foi maravilhosa porque nos tirou um pouco da rotina e trouxe mais alegria para o dia”, relata. Todos os itens distribuídos foram adquiridos pelos próprios profissionais da equipe de enfermagem. A expectativa agora é que os pacientes utilizem os adereços durante as transmissões dos jogos, que poderão ser acompanhadas diretamente dos quartos. A assistente social Maria Idalina destaca que a ação vai além da diversão e contribui para o bem-estar emocional dos pacientes. “Queremos trazer a Copa do Mundo para dentro do hospital e criar um ambiente mais leve. O futebol tem esse poder de unir as pessoas e despertar emoções positivas, e é isso que buscamos proporcionar”, explica. Expectativa é que os pacientes utilizem os adereços durante as transmissões dos jogos, que poderão ser acompanhadas diretamente dos quartos | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Otimismo para os jogos Internada há pouco mais de dois meses, Daniela Ledo Barreto já está preparada para acompanhar a campanha brasileira. Torcedora ávida da Seleção Brasileira, ela trouxe de casa uma camisa personalizada para usar durante os jogos e participou animadamente da dinâmica. “Foi muito divertido. Mesmo que seja por alguns minutos, conseguimos esquecer um pouco das preocupações e nos distrair. Isso faz muito bem para a gente”, conta. Confiante, Daniela aposta em uma vitória brasileira por 3 a 1 contra o Marrocos. Quem também acredita no triunfo da seleção é Alessandra Pereira de Sena, internada há quase três meses. Para ela, a ação ajudou a tornar o dia mais leve. “Essa brincadeira foi ótima para distrair a mente e animar todo mundo. Agora é torcer para o Brasil ganhar. Meu palpite é 2 a 0”, comemora. *Com informações do IgesDF
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Médicos especialistas têm seleção com salários de até R$ 18 mil
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu novos processos seletivos para formação de cadastro reserva de médicos especialistas. As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 22 deste mês. Os salários podem chegar a R$ 18.115,68, a depender da especialidade e da carga horária. Há vagas para profissionais de diferentes áreas médicas | Foto: Divulgação/IgesDF As oportunidades são para nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia clínica, cirurgia pediátrica e urologia, áreas consideradas estratégicas para o reforço da assistência nas unidades administradas pelo instituto. Auxílio-transporte e abono semestral estão entre os benefícios oferecidos A carga horária mínima varia entre 12 e 24 horas semanais. Para jornadas de 24 horas, a remuneração bruta é de R$ 13.359,56, destinados a nefrologistas, endoscopistas respiratórios e urologistas. Já para cirurgião pediátrico, o salário chega a R$ 18.115,68. No caso de oncologista, com carga mínima de 12 horas, a remuneração é de R$ 8.015,46. Além do salário, os profissionais contratados contam com benefícios como auxílio-transporte, alimentação (conforme acordo coletivo e local de trabalho), clube de descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês do aniversário. Reforço na assistência especializada Os editais são destinados à formação de cadastro reserva, ou seja, os candidatos aprovados poderão ser convocados conforme a necessidade das unidades sob a gestão do IgesDF. A validade dos processos seletivos se estende até março de 2027, a depender da especialidade. [LEIA_TAMBEM]Para participar, é necessário ter diploma de medicina reconhecido pelo MEC, registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e residência médica concluída, ou em fase de conclusão até março deste ano, ou título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e respectivas sociedades. Também é exigida experiência mínima de seis meses na área pretendida. No caso da urologia, experiências em transplante renal, litotripsia extracorpórea (Leco) e nefrolitotripsia percutânea (NLP) são consideradas diferenciais. Profissionais interessados devem acessar o site do IgesDF, ler atentamente o edital da especialidade desejada e realizar a inscrição dentro do prazo. Serviço Processo seletivo: Cadastro reserva para médicos → Especialidades: nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia, cirurgia pediátrica e urologia → Salários: de R$ 8.015,46 a R$ 18.115,68 (conforme carga horária) → Inscrições até o dia 22 deste mês → Editais disponíveis no site do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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GDF amplia cuidado oncológico com habilitação de radioterapia e novos leitos no HRT
Durante visita técnica de gestores e equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) e do Ministério da Saúde (MS) feita na sexta (1º) ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o Governo do Distrito Federal (GDF) deu um importante passo no fortalecimento da rede de atenção oncológica ao viabilizar a habilitação de radioterapia e novos leitos de UTI para a unidade hospitalar. Hospital vai ampliar a capacidade de atendimento de 1.500 para 2 mil pacientes mensais | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF As medidas integram o esforço conjunto com o MS dentro do programa Agora tem Especialistas, que visa a acelerar atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). “A habilitação da radioterapia no HRT é uma conquista muito esperada e fundamental para fortalecer a linha de cuidado oncológico no DF” Juracy Lacerda, secretário de Saúde Em parceria com o MS, o HRT ampliará sua capacidade de atendimento de cerca de 1.500 para mais de 2 mil pacientes mensais, agilizando diagnósticos e tratamentos e reduzindo o tempo de espera na rede pública. A iniciativa se soma ao programa “O câncer não espera. O GDF também não”, lançado em julho com o propósito de garantir atendimento mais ágil, humanizado e coordenado aos pacientes com câncer. [LEIA_TAMBEM]“A habilitação da radioterapia no HRT é uma conquista muito esperada e fundamental para fortalecer a linha de cuidado oncológico no DF”, reforçou o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, durante a visita. Publicadas nas portarias GM/MS nº 7.763 e nº 7.750, as novas medidas incluem inclusão, na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do HRT, de serviço de radioterapia, além de quatro leitos de UTI adulto tipo II para pacientes com alto grau de complexidade clínica. “Fortalecer a rede oncológica é um compromisso nacional, e o SUS é uma construção coletiva”, enfatizou o secretário adjunto do MS, Jérzey Timóteo Santos, ao reconhecer o papel estratégico do HRT na articulação de medidas efetivas para enfrentar o câncer com eficiência e agilidade. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novo programa do GDF amplia acesso a diagnósticos e tratamentos oncológicos na rede pública
Para garantir o atendimento mais rápido, coordenado e humanizado aos pacientes oncológicos, o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou o programa “O câncer não espera. O GDF também não”. De gestão da Secretaria de Saúde (SES-DF), a iniciativa permitirá alavancar os atendimentos com a ampliação dos serviços de consultas, exames, diagnóstico e tratamento a pessoas com câncer. “Hoje o tempo é primordial para um paciente oncológico. Pautado na fila [de espera], o governador determinou uma rápida solução para o problema. Por isso, nos debruçamos sobre essa pauta e desenhamos toda uma linha de cuidado para fortalecer o tratamento oncológico e criamos o programa 'O câncer não espera. O GDF também não'”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, durante participação no programa CB.Poder, uma parceria entre a TV Brasília e o jornal Correio Braziliense. Programa do GDF visa a agilizar o atendimento a pacientes oncológicos, com medidas como a criação de uma fila única e a ampliação para dois turnos de atendimento em radioterapia | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Criamos um planejamento robusto que começa desde a Atenção Primária até a alta do paciente. Um paciente com o diagnóstico precisa de alguns exames no decorrer da linha de cuidado. Nós colocamos tudo isso num pacote de tratamento. Em vez de ele cair numa linha geral de exames, ele agora cai numa fila única e prioritária. Vamos encurtar o tempo e proporcionar um tratamento mais rápido, o que impactará no prognóstico deste paciente”, acrescentou o titular da pasta. Arte: Divulgação/SES-DF Segundo Lacerda, o programa foi iniciado na última segunda-feira (14), quando 48 pacientes da fila de espera oncológica já foram agendados e 23 iniciaram o tratamento. Nesta quarta-feira (16), outros 40 serão procurados pela equipe da rede de saúde por meio de ligação telefônica para entrarem na nova linha de cuidado. A proposta prevê 1.383 novos tratamentos oncológicos em todo Distrito Federal em três meses. A ampliação do acesso ocorre a partir da reestruturação da linha de cuidado da rede pública. No âmbito interno, as principais ações foram a criação de uma fila única para pacientes oncológicos, a ampliação para dois turnos de atendimento em radioterapia, o aumento de 50% das vagas de radioterapia e a ampliação de consultas. "Hoje o tempo é primordial para um paciente oncológico. Pautado na fila [de espera], o governador determinou uma rápida solução para o problema", disse o secretário Juracy Lacerda, em entrevista nesta quarta (16) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Agora, os pacientes oncológicos serão classificados na lista de prioridade por meio de um carteirinha e encaminhados a uma fila única, que é coordenada pela Central de Regulação Unificada. Essa classificação permite uma jornada prioritária dentro da rede pública, que se inicia na triagem com oncologista para inclusão qualificada, segue para consulta com especialista com indicação de exames complementares, até chegar ao tratamento ativo, com início do primeiro ciclo, e encaminhamento para cirurgia, radioterapia ou acompanhamento. “Nós criamos um cartão que identifica o paciente para apresentar na triagem e ter um fluxo diferente no atendimento, para garantir mais segurança. Também vamos entrar em contato telefônico com os pacientes que estão na fila para que possam receber os atendimentos”, complementou Juracy Lacerda. Suporte da rede privada e monitoramento Com medidas adotadas pelo GDF, em julho houve redução na fila de espera para pacientes nas filas oncológica e radioterápica | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF Externamente, o GDF complementou os serviços oncológicos com o credenciamento da rede privada e ampliou as unidades de atendimento para oito. O credenciamento de clínicas e hospitais especializados teve início em maio. Foram investidos mais de R$ 14 milhões para permitir que pacientes na fila de espera pudessem começar o tratamento. [LEIA_TAMBEM]Segundo a SES-DF, em março, a fila de espera era de 1.519 pessoas, sendo 889 pacientes da oncologia e 630 pacientes da radioterapia. Com as novas medidas adotadas, até julho, houve uma redução para 1.084 pacientes – o que representou a queda de 25% no número de pacientes na oncologia, um total de 669, e 34% na radioterapia, com 415. Além disso, houve uma diminuição nos dias de espera, de 74 para 51 na fila oncológica, e de 54 para 30 na fila radioterápica, quedas de 31% e 44%, respectivamente. No DF, há uma média de 399 pacientes inseridos mensalmente na fila. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a expectativa é que o Distrito Federal tenha 8.831 novos casos entre o triênio de 2023 a 2025. O número aumenta para 10.367 novos casos, quando a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) é considerada na pesquisa. Os tipos de câncer que mais acometem a população são os de mama, cólon e reto e colo do útero, para mulheres; e próstata, cólon e reto e traqueia, brônquio e pulmão, para homens. “O cenário da oncologia no mundo preocupa a todos. Sabemos que o aumento da expectativa de vida da população proporciona um aumento da incidência de novos casos de câncer. É por isso que temos que nos preocupar cada vez mais e fortalecer o projeto 'O câncer não espera. O GDF também não'”, apontou o secretário de Saúde do DF. De acordo com Lacerda, além da ampliação do acesso, a pasta conta com painéis para monitorar o processo em tempo real e investirá em ações de promoção e prevenção ao câncer. “Além de todo esse arcabouço, nós estamos utilizando dados para desenhar políticas públicas, porque se você tem um diagnóstico precoce, você tem uma grande chance de cura”, orienta.
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