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Estudantes da rede pública do DF aprendem se divertindo no cinema

Nesta terça-feira (26), cerca de 1,2 mil crianças da rede pública de ensino do Distrito Federal ocuparam as poltronas do Cine Brasília para assistir à Mostra Calanguinho, seleção de curtas-metragens nacionais voltada ao público infantojuvenil. A ação faz parte do projeto Territórios Culturais, da Secretaria de Educação (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Seec-DF), que desta vez uniu forças ao Festival Curta Brasília para levar o Gira Curta às escolas públicas de forma gratuita. "Eles não vêm apenas passear; vêm apreciar o cinema, o filme, e, a partir dessa experiência, reconhecer este espaço como um patrimônio cultural e público" Ilane Nogueira, coordenadora do projeto Territórios Culturais A docente e coordenadora do projeto Territórios Culturais dentro da SEEDF, Ilane Nogueira, ressaltou que a iniciativa vai muito além de um passeio. Para ela, existe uma intencionalidade clara na proposta: “Eles não vêm apenas passear; vêm apreciar o cinema, o filme, e, a partir dessa experiência, reconhecer este espaço como um patrimônio cultural e público, um espaço que pertence a todos. Nesse processo, fortalecem-se também a educação patrimonial e a preservação ao estimular o cuidado, o sentimento de pertencimento e a valorização da memória e da cultura". A SEEDF atua como elemento-chave da iniciativa, disponibilizando professores da rede para mediar as atividades pedagógicas nos espaços culturais e garantindo que o acesso à arte faça parte da formação integral dos estudantes. Segundo Ilane, o material didático é enviado às escolas com antecedência para que os professores preparem os discentes antes da visita, tornando o momento ainda mais significativo.  A parceria com o Curta Brasília surgiu da articulação entre o projeto e a direção do festival, que disponibilizou a Mostra Calanguinho, programação especialmente pensada para crianças com filmes de até uma hora de duração, todos de produção nacional. Programação diversa A programação é escolhida de acordo com a faixa etária e com a escolaridade das crianças | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A programação reuniu seis títulos de animações e ficções que exploram temas como meio ambiente, autismo, pertencimento e aventura. A escolha dos filmes não foi aleatória. Ilane Nogueira explicou que há um cuidado para oferecer diversidade temática e adequação à faixa etária. Foram selecionados os títulos Uma cidade diferente, Quando as ondas do mar desligam; Abrakbça — fruto desse chão; Lagrimar, Pipa e as ruínas do resouro e Mundinho.  [LEIA_TAMBEM]As sessões, exibidas às 9h30 e às 14h30, contaram, ainda, com a participação do Palhaço Ximbica, apresentador da Mostra Calanguinho, que animou as crianças antes e durante as exibições. Para os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, muitos fazendo sua primeira visita ao cinema de rua, o impacto foi imediato. Alice Victoria Alves, de  9 anos, aluna do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 27 de Ceilândia, não escondeu o entusiasmo. “O que eu achei mais legal foi Mundinho, porque ele dá educação às crianças”, contou. O Gira Curta integra o Festival Curta Brasília, criado em 2012, que já circulou por 16 regiões administrativas do DF, por estados brasileiros e até pela França. A 14ª edição do festival está prevista para dezembro, com diversas ações itinerantes ao longo do ano. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Estudantes do CEF 11 de Ceilândia lançam livro inspirado no DF

Os estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 de Ceilândia lançaram, na sexta-feira (12), no auditório do Campus Ceilândia da Universidade de Brasília (UnB), o livro P.Q.P – Palavras que provocam: escrevendo o meu lugar no mundo. A obra é resultado de um percurso formativo viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), que envolveu a realização de oficinas de escrita criativa e visitas a patrimônios culturais do Distrito Federal, com destaque para espaços de Ceilândia. Ao todo, 45 estudantes do 9º ano do CEF 11 participaram da iniciativa, produzindo poemas, contos e manifestos que ampliaram seus olhares sobre o território, as memórias e as próprias trajetórias, fortalecendo o protagonismo juvenil. Projeto promoveu oficinas de escrita criativa e passeios culturais a patrimônios do Distrito Federal | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Idealizador do projeto, o psicólogo escolar do CEF 11, André Santos, explicou que a iniciativa nasceu da necessidade de fortalecer o vínculo dos jovens com o território: “O PQP nasceu da minha vivência como psicólogo escolar. Percebi que os alunos tinham muita necessidade de trabalhar a questão do território, então propus um projeto maior. Levamos os estudantes para saídas a locais culturais do DF e recuperamos suas vivências nas oficinas de escrita. O produto final de tudo isso é o livro que lançamos hoje, a culminância de todo esse processo”, contou. A diretora do CEF 11, Alzira Formiga, destacou a importância de garantir que os estudantes tenham acesso ao patrimônio cultural do Distrito Federal e ocupem esses espaços como protagonistas, ressaltando que experiências como as do projeto ampliam o repertório cultural, fortalecem o pertencimento e estimulam a autoria. [LEIA_TAMBEM]“Esse projeto trouxe muito aprendizado e ampliou a dimensão cultural e social dos nossos estudantes. Tenho certeza de que esses meninos estarão, amanhã, ocupando universidades e faculdades, porque receberam uma carga riquíssima de conhecimento”, ressaltou. Ela acrescentou que espera ver o projeto crescer e alcançar outras escolas de Ceilândia e do Distrito Federal, ampliando o acesso dos jovens à leitura, à escrita e às vivências culturais nos territórios onde vivem. O evento de lançamento contou ainda com a presença de escritores e artistas brasilienses. A escritora Maíra Valério, coordenadora editorial e curadora da obra, destacou que o P.Q.P. é, antes de tudo, um projeto de educação patrimonial e escrita criativa, que aproxima os estudantes da arte em suas múltiplas formas. Responsável por ministrar parte das quatro oficinas, Maíra ressaltou que se surpreendeu com o forte interesse dos jovens pelos caminhos da escrita e pelas visitas aos espaços culturais. Segundo ela, as atividades combinaram técnicas e gêneros literários com conversas, trocas de referências e vivências do próprio território, permitindo que os estudantes transformassem suas experiências em criação e, ao final, participassem coletivamente da produção do livro que agora chega ao público. Já a escritora e oficineira Meimei Bastos, mestre em Culturas e Saberes pela UnB, contou que ministrar as oficinas do Palavras que provocam foi uma experiência marcante, especialmente pelo contato direto com os territórios dos estudantes. “A partir das vivências nos próprios lugares onde esses jovens moram, criamos textos que revelam as potências da periferia. Levamos a poesia do papel para o corpo e para a voz, e o resultado foram produções muito potentes, como eu já esperava de jovens periféricos”, afirmou. Os alunos foram surpreendidos pela riqueza cultural dos espaços visitados, reconhecendo aspectos da história e da arte da região que antes passavam despercebidos Novos talentos Entre os talentos revelados pelo projeto está Letícia Machado, de 15 anos, que transformou sua vivência no PQP em um passo decisivo para a trajetória como jovem escritora. O texto que produziu, Territórios, agora publicado no livro do projeto, foi indicado por André Santos para concorrer ao Prêmio Candanguinho 2025, iniciativa que reconhece talentos da escrita entre estudantes do Distrito Federal. Concorrendo com mais de 1.200 candidatos, Letícia conquistou o 3º lugar do prêmio, resultado que ela atribui diretamente ao estímulo e às experiências proporcionadas pelo projeto. “Foi uma experiência que eu vou levar para a vida. A cerimônia foi no Teatro Nacional, e foi emocionante comemorar com meus pais e amigos”, relembrou. Os passeios aos patrimônios culturais também foram marcantes para Letícia, que descobriu, em Ceilândia, lugares aos quais antes não tinha acesso, ampliando seu contato com a história da cidade e com artistas locais. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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UPA de Samambaia recebe poltronas reformadas

Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do DF receberam 156 poltronas que serão usadas para medicação de pacientes. Os móveis foram reformados pelas gerências de Patrimônio e de Manutenção do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Foram substituídos os antigos forros que se encontravam danificados e foram trocados os estofamentos. Agora elas possuem material mais resistente e confortável para os pacientes. Nesta segunda-feira (8) foram entregues 16 poltronas reformadas na Unidade de Pronto Atendimento de Samambaia. A equipe de Patrimônio aproveitou a oportunidade para recolher mais 16 poltronas que necessitavam de reforma. “Esse material é catalogado e registrado no sistema com rastreabilidade para que seja possível acompanhar onde elas estão e o estado de conservação”, garantiu o gerente de Patrimônio, André Torres. Depois das reformas, as poltronas têm material mais resistente e confortável para os pacientes | Fotos: Izabella de Carvalho/ IgesDF A gerente da UPA de Samambaia, Regilane Fonseca, destacou que a ação ajuda a trazer mais dignidade ao usuário da unidade: “Queria agradecer a todos os envolvidos, pois isso tem impactado de forma muito positiva aqui na UPA.” A Gerência de Patrimônio do IgesDF foi criada em novembro de 2023, com o objetivo de catalogar e resolver questões que envolvessem bens sem utilidade das unidades gerenciadas pelo instituto como o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria, o Hospital Cidade do Sol e as 13 UPAs. Utilizando da nova ferramenta GLPI, os gestores das unidades podem solicitar à Gerência de Patrimônio, o recolhimento de bens que apresentam defeito para que sejam reparados pela oficina ou até mesmo substituídos. “A equipe de Manutenção vai até a unidade, faz o recolhimento e avalia se há possibilidade de reparação. Precisamos incentivar os nossos colaboradores a utilizarem e conhecerem a plataforma”, lembrou André. No próximo trimestre, poltronas devem ser entregues no Hospital de Base e no Hospital Regional de Santa Maria Na Gerência de Manutenção, os equipamentos que podem ser reformados entram em uma fila de prioridades e urgências e são realizados os procedimentos necessários. Além da reforma recente dessas poltronas, estão em levantamento reformas de longarinas, cadeira de rodas, suportes de soro, escadas dois degraus, entre outros. Para o próximo trimestre estão previstas a reforma e a entrega de mais 300 poltronas do mesmo tipo para o Hospital de Base e para o Hospital Regional de Santa Maria. “Estamos reformando dois berços hospitalares que serão enviados para a UPA de Sobradinho que deve começar a realizar atendimento pediátrico em breve”, disse o assessor da Gerência Geral de Logística e responsável pelas manutenções, Rogério Souza. *Com informações da IgesDF

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#TBT: Ermida Dom Bosco, refúgio de fé, natureza e história em Brasília

Arte: Agência Brasília Quem procura um lugar na capital que seja amplo, cercado por natureza e com uma bela vista da cidade, encontra tudo isso na Ermida Dom Bosco, no Lago Sul. Tradicional monumento e ponto turístico de Brasília, o prédio fica sob o paralelo 15S (15 graus ao sul do plano equatorial da Terra), conforme o sonho do salesiano Dom Bosco, em 1883, homenageado pela construção das capelas no local. A Agência Brasília transporta você ao passado, caminhando pela antiga Ermida Dom Bosco em mais uma matéria da série especial #TBTdoDF, que utiliza a sigla em inglês de Throwback Thursday (em tradução livre, quinta-feira de retrocesso) para relembrar fatos marcantes da nossa cidade. Local de fé Da área externa é possível ter vista para alguns dos melhores ângulos de Brasília | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A Ermida foi a primeira construção de alvenaria da cidade, inaugurada em 1957, antes mesmo de Brasília. Ao redor estende-se o Parque Ecológico Ermida Dom Bosco, recentemente categorizado como Monumento Natural. Em 2020, o local passou por reformas que trouxeram mais acessibilidade, como rampas de acesso, pisos táteis e placas com orientações em Braille. Monumento foi inaugurado antes de Brasília | Foto: Arquivo Público do DF Da capela projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, é possível contemplar um dos melhores ângulos de Brasília, no ponto principal do Parque Ecológico Dom Bosco, que fica à margem do Lago Paranoá. O monumento, que virou uma unidade de conservação em 1999, foi construído em homenagem a Dom Bosco (1815-1888), padre italiano que profetizou a construção de Brasília. O sacerdote católico difundiu a obra salesiana, que no Brasil teve início em 1883, com a fundação do Colégio Salesiano Santa Rosa, de Niterói (RJ). Natureza e paz Sempre que tem tempo, a veterinária Isabela Simas vai à Ermida: “Ter um refúgio onde você pode vir, se sentir próximo à natureza, acalma a mente e deixa a gente melhor para enfrentar o dia a dia” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Aproximadamente 20 mil pessoas passam pela Ermida Dom Bosco por mês. Entre elas, a médica veterinária Isabella Simas, 30 anos, que, aproveitando a tarde com os amigos em um piquenique, comentou sobre a acessibilidade do local, com as reformas feitas em 2020. “É importante porque cada vez mais pessoas conseguem vir e desfrutar desse lugar, então ter acessibilidade para cadeirantes e deficientes visuais, por exemplo, faz com que essas pessoas possam sentir a maravilha que é ficar aqui, próximo da natureza”, disse. Isabella contou que gosta de ir à Ermida quando não está trabalhando. “A natureza é um lugar que traz paz, então, às vezes, no meio da confusão da cidade, ter um refúgio onde você pode vir, se sentir próximo à natureza, ouvir os pássaros e ver os bichos, longe de todo esse caos, acalma a mente e deixa a gente melhor para enfrentar o dia a dia”, ressaltou. O produtor musical Israel Batista conheceu a Ermida este ano: “É um lugar muito bom para relaxar, ficar tranquilo, praticar um esporte e curtir com a família” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Já o produtor musical Israel Albuquerque Batista, 25, morador do Núcleo Bandeirante, neste ano foi pela primeira vez ao parque ecológico. Jogando uma partida de frisbee, ele contou que pretende voltar mais vezes. “É um lugar muito bom para relaxar, ficar tranquilo, praticar um esporte e curtir com a família, sem contar o pôr do sol maravilhoso e aquela visão linda da cidade, incomparável”, elogiou. Pôr do sol A Ermida Dom Bosco é, de fato, conhecida por ser um dos locais com o pôr do sol mais bonito de Brasília, especialmente no período da seca. Também há trilhas e espaços para andar de skate e bicicleta, além de um cais que dá acesso ao Lago Paranoá. O autônomo Leonyller Felix, 30, levou a sobrinha Isabella Souza, 17, para conhecer o espaço público. Ele frequenta o parque há 15 anos e lembrou que sempre tomava banho no lago com os colegas quando era adolescente. “É um ponto de reunião de amigos”, acentuou. “O pessoal gosta muito de tirar fotos, e considero um dos lugares mais bonitos de Brasília. É sempre uma experiência bacana vir aqui”. Isabella, que vai se mudar para a Argentina e aproveitou para conhecer lugares diferentes na capital antes de se despedir, complementou a fala do tio: “É um lugar muito lindo, e eu gosto de lugares calmos. Acho que é importante ter um espaço público assim, para a população frequentar”. Espaço preservado [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] As equipes do Instituto Brasília Ambiental, da Administração Regional do Lago Sul e da Novacap cuidam da manutenção do parque, com recursos que vêm por emendas parlamentares ou de compensações ambientais. O Serviço de Limpeza Urbano (SLU) também ajuda com a limpeza. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou a importância dos atributos naturais que a região apresenta, como a vegetação nativa, fauna, recuperação das águas degradadas e educação ambiental – com o projeto Parque Educador –, além de programas de pesquisa de ecossistemas locais. “A população usa muito também a região para ensaios de casamento, festa de 15 anos, fora as missas e as atrações para turistas”, enumerou. “É uma região que mistura cultura, misticismo, religião e preservação”. Para o gestor, o local é parte da identidade do DF, sendo uma herança cultural e histórica da cidade.

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