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Shopping Popular vai se transformar em um mercadão

Um dia histórico para o Shopping Popular de Brasília: a governadora Celina Leão assinou nesta terça-feira (2) dois importantes documentos para a retomada do espaço como motor de comércio e cultura para o Distrito Federal. A chefe do Executivo local sancionou a lei que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a receber o imóvel da União, antiga proprietária do terreno, e firmou o contrato de cessão para os feirantes permissionários do shopping. Depois de passar anos praticamente abandonado, o imóvel passa agora à responsabilidade do GDF | Fotos; Tony Oliveira/Agência Brasília O imóvel, localizado no SAAN, próximo à antiga Rodoferroviária, agora está sob responsabilidade do GDF, após anos de abandono. O projeto que permitiu a transferência para o governo local prevê amplas reformas no espaço e implantação do novo Mercado Municipal, com comércio popular, economia solidária, agricultura familiar e espaços voltados à cultura e ao lazer. Durante a assinatura dos documentos, a governadora enfatizou: “Nós temos agora uma missão muito grande, que é tirar o sonho das pessoas do papel. É fazer disso aqui um mercadão de verdade, com gente comprando, produtos fresquinhos e restaurantes funcionando” Ao assinar os documentos, Celina afirmou que a doação permite ao GDF avançar na recuperação do espaço e na conclusão do projeto para o novo mercado. “Nós não podíamos fazer nenhuma intervenção física, nenhuma construção, porque essa área não era nossa”, lembrou. “Hoje recebemos a doação oficial, que nos dá a condição de fazer agora o Mercado Municipal. Nós temos agora uma missão muito grande, que é tirar o sonho das pessoas do papel. É fazer disso aqui um mercadão de verdade, com gente comprando, produtos fresquinhos, frutas fresquinhas e restaurantes funcionando”. Regularização “Há uma lista de reivindicações dos feirantes que precisam ser atendidas, para a gente poder realmente dar dignidade para os feirantes” Roberto Policarpo, superintendente do Patrimônio da União no DF A medida regulariza a destinação do espaço, fechado desde 2017, quando terminou o antigo termo de cessão. O imóvel integra o programa federal Imóvel da Gente, coordenado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que busca dar uso social a áreas e prédios federais ociosos ou subutilizados. O superintendente do Patrimônio da União no DF, Roberto Policarpo, destacou a importância do acordo entre GDF e governo federal: “Essa parceria vai, acima de tudo, resgatar a dignidade dos feirantes aqui do Shopping Popular. A gente sabe o quanto é importante ter as entregas que são necessárias, e o shopping vai ser resgatado, para que a gente possa dar vida ao shopping. Há uma lista de reivindicações dos feirantes que precisam ser atendidas, para a gente poder realmente dar dignidade para os feirantes”. O deputado distrital Ricardo Vale, vice-presidente da Câmara Legislativa, do DF, reforçou o papel dos parlamentares na fiscalização do projeto: “Eu fico à disposição para, enquanto Câmara Legislativa acompanhar todo esse processo. Eu falo em nome da Câmara Legislativa do Distrito Federal, de todos os deputados. Logo, logo a gente vai ter aqui um mercado central muito bonito, numa área extremamente importante. Todos os estados para os quais a gente viaja têm um mercado central. E aqui tem condições de virar um mercado central, uma referência, para o Distrito Federal. Então, vamos acompanhar, junto com o governo, junto com o governo federal. Vamos juntos”.   Doação com encargo O novo Mercado Municipal terá prazo estimado de execução de 36 meses. Pelo projeto, os atuais feirantes ocuparão 35% da área total do edifício. O restante da estrutura será destinado a gastronomia, atividades culturais, esportivas e de lazer. Parte do pavimento térreo será cedida ao Ministério do Trabalho e Emprego, que instalará no local um centro de formação voltado à economia popular e solidária. Carolina Gabas, secretária do Patrimônio da União: “O papel do governo federal foi formatar o contrato de doação com os encargos. Agora, o GDF vai fazer a licitação e garantir os feirantes que já investiram aqui” Segundo a secretária do Patrimônio da União, Carolina Gabas, a doação foi resultado de um processo de negociação para garantir a destinação social do imóvel e a permanência dos trabalhadores que atuam no local.  “A gente tem a certeza de que agora a nossa vida vai mudar. Eu imagino isso aqui cheio, um centro de referência e um ponto turístico de Brasília”   Edilene Fernandes, presidente da Associação do Shopping Popular  “Foi um processo longo, porque esse espaço estava parado desde 2017 e havia a reivindicação dos feirantes”, relatou. “A gente queria garantias do GDF de que as reformas seriam feitas, com a permanência de quem historicamente atua aqui e com valorização da economia popular e solidária. O papel do governo federal foi formatar o contrato de doação com os encargos. Agora, o GDF vai fazer a licitação e garantir os feirantes que já investiram aqui. Cabe à União monitorar e fiscalizar o cumprimento dessas obrigações.” Esperança dos permissionários Inaugurado em 2008, o Shopping Popular chegou a ter cerca de 1.500 boxes e foi criado para receber ambulantes e camelôs que trabalhavam principalmente na Rodoviária do Plano Piloto. Ao longo dos anos, no entanto, o espaço perdeu movimento, acumulou boxes fechados e deixou de receber intervenções estruturais após o fim da cessão. Cleonice de Jesus tem um estande no local: “Eu gostaria que todos viessem abrir seus boxes, limpassem seus espaços e atendessem os clientes com carinho. É disso que precisamo.”  Para quem tira o sustento do local, o momento é de resgate. Edilene Fernandes, a “Galega”, presidente da Associação do Shopping Popular, afirmou que as assinaturas representam a retomada da esperança para quem permaneceu no local. “Nós estávamos à espera de um milagre”, disse. “A gente tem a certeza de que agora a nossa vida vai mudar. Eu imagino isso aqui cheio, um centro de referência e um ponto turístico de Brasília. As assinaturas de hoje representam uma nova vida para o Shopping Popular. Os feirantes estão aqui há 18 anos, com muita dificuldade. A gente tem a certeza de que agora a nossa vida vai mudar. A gente espera que o governo entre com seriedade, identifique quem realmente quer trabalhar e dê destino aos blocos de quem não quer abrir. Também esperamos a presença de órgãos públicos aqui dentro, para trazer movimento.” [LEIA_TAMBEM]O sentimento de esperança é compartilhado pela feirante Cleonice Maria de Jesus, que atua no Shopping Popular há quase 19 anos. Para ela, a nova gestão precisa resolver problemas básicos da estrutura, como a falta de energia. “Nós não temos luz, precisamos pegar um gerador, que pagamos por dia de consumo, senão fica no escuro; e, no escuro, você não consegue vender nada, não consegue usar máquina de cartão, não consegue ver a mercadoria”, apontou.  “Os clientes estão sempre cobrando, porque está tudo abandonado”, detalhou a comerciante — que, com o baixo movimento, passou a abrir o box apenas três vezes por semana. “Eu gostaria que todos viessem abrir seus boxes, limpassem seus espaços e atendessem os clientes com carinho. É disso que precisamos.”  No corredor de Cleonice, apenas outra permissionária também resiste: Socorro Rocha, que também está no shopping desde 2008. “Acredito que agora pelo menos uma luzinha apareceu”, afirmou. “Só pode ser para melhorar. Para pior não pode ser, porque a gente sofre aqui. Vai ser maravilhoso e ajudar muita gente, tanto os que estão aqui dentro quanto os clientes. Vai chamar mais clientes para a gente”. 

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Governador acompanha últimos ajustes na obra dos quiosques do Palácio do Buriti

O governador Ibaneis Rocha visitou na manhã desta quinta-feira (10) os quiosques da nova praça de alimentação do Palácio do Buriti. O chefe do Executivo conversou com os permissionários que vão ocupar os 20 boxes construídos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em substituição à antiga estrutura. Nesta quinta-feira (10), o governador Ibaneis Rocha visitou os quiosques da nova praça de alimentação do Palácio do Buriti, obras com investimento de mais de R$ 2 milhões  | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Ibaneis Rocha conversou com cada permissionário e viu de perto os últimos ajustes da obra, com inauguração marcada para segunda-feira (14). Ele elogiou o trabalho e se comprometeu a apoiar cada comerciante com as demandas remanescentes de infraestrutura. Em 2023, o GDF firmou o compromisso de reformar os tradicionais quiosques e o estacionamento anexos ao Palácio do Buriti. O investimento é na casa dos R$ 2,3 milhões em uma área de 1,6 mil metros quadrados. A nova estrutura tem cobertura metálica para proteger dos efeitos do clima. Ainda vai ser colocada a área para mesas e feito o paisagismo. Os quiosques são elevados para instalação da rede elétrica e de esgoto e têm portão de rolamento. O governador Ibaneis Rocha conversou com os permissionários antes da inauguração, marcada para a próxima segunda-feira (14)  | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília O estacionamento já foi quase totalmente recuperado, restando apenas a área onde estavam instalados os antigos quiosques. Já foram feitos o piso, a acessibilidade, a área das mesas e a cobertura sob a qual foram instalados os quiosques. A reforma permite aos permissionários cumprirem as exigências de segurança e higiene estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros e pela Vigilância Sanitária. A obra é um convênio entre a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e a Secretaria de Economia (Seec). O projeto ainda prevê a recomposição da vegetação local por espécies mais adequadas ao ambiente urbano. Quase 60 novas árvores, incluindo saboneteiras, landins e sapucaias, substituíram aquelas que foram retiradas. * Com informações da Novacap

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Comerciantes da Torre de TV devem se recadastrar até segunda-feira (7)

Permissionários da Feira de Artesanato da Torre de TV têm até esta segunda-feira (7) para fazer o recadastramento. É preciso comparecer à Administração Regional do Plano levando a documentação necessária, conforme especificado neste link.  GDF já investiu mais de R$ 23 milhões na reforma de feiras | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “É importante ressaltar que este recadastramento está sendo realizado por solicitação da Secretaria Executiva de Cidades [Secid], seguindo a legislação vigente, com o intuito de regularizar e organizar a feira, beneficiando a comunidade e os próprios feirantes”, ressalta o administrador do Plano Piloto, Valdemar Medeiros. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Em julho foi publicado no Diário Oficial do DF o edital de licitação para concessão de boxes fechados em sete feiras do Distrito Federal.  Desde 2019, o Governo do Distrito Federal já investiu mais de R$ 23 milhões na reforma de 22 feiras. Em outras oito, as obras estão em execução. As melhorias em 14 centros comerciais também foram concluídas.  Consulte aqui os boxes por ala, com as respectivas datas de atendimento. *Com informações da Administração do Plano Piloto

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GDF regulariza 152 quiosques em 19 regiões administrativas

Brasília, 29 de setembro de 2022 – A Secretaria de Governo (Segov) publicou, no Diário Oficial do DF (DODF) desta quarta-feira (28), uma lista de 152 pessoas físicas que receberam termo de autorização de uso para trabalho em quiosques. O documento assegura o direito de ocupação de área pública a permissionários em 19 regiões administrativas – Samambaia, Guará, Taguatinga, Planaltina, Águas Claras, Ceilândia, Santa Maria, Recanto das Emas, SIA, Gama, Núcleo Bandeirante, Brazlândia, Cruzeiro, Plano Piloto, Sudoeste, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Lago Norte e Estrutural. [Olho texto=”Os interessados em obter outorga de uso desses mobiliários urbanos e os permissionários que desejarem fazer qualquer solicitação devem, exclusivamente, fazer o requerimento junto às administrações regionais, por meio de formulários oficiais, não sendo aceitos documentos de entidades representativas ou de terceiros” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] A publicação faz parte de ação permanente do Governo do Distrito Federal (GDF) com o objetivo de regularizar o trabalho de mais de 25 mil pessoas que trabalham com quiosques, bancas de revistas, trailers e feiras em todo o DF. Além de dar segurança jurídica à categoria, a ação promove a organização territorial da área urbana. O trabalho da secretaria é feito em conjunto com as administrações regionais, que elaboram levantamento para averiguar se os trabalhadores desses mobiliários urbanos estão com a documentação regular. De acordo com o secretário-executivo das Cidades, Valmir Lemos, a atual gestão tem o objetivo de promover a regularização do maior número desses profissionais, de forma a proporcionar dignidade e melhores condições de trabalho. Lemos ressalta que o segmento contribui para a economia do DF, gerando emprego e renda; mas, para o exercício das atividades, é necessário ter permissão de uso do espaço público e manter a documentação em dia, conforme previsto em legislação específica para cada ramo de comércio escolhido. Os interessados em obter outorga de uso desses mobiliários urbanos e os permissionários que desejarem encaminhar qualquer solicitação devem, exclusivamente, fazer o requerimento junto às administrações regionais por meio de formulários oficiais, não sendo aceitos documentos de entidades representativas ou de terceiros. Os requerimentos não têm custos para o cidadão. Para quiosques e trailers, a emissão da autorização de uso é permitida aos ocupantes instalados até janeiro de 2019. Após essa data, novas autorizações ocorrem somente mediante participação em processo licitatório. *Com informações da Secretaria de Governo    

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