Distrito Federal é líder nacional em pesquisa científica pelo segundo ano consecutivo
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Distrito Federal ocupa o 1º lugar nacional em Pesquisa Científica no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O indicador faz parte do pilar Inovação do levantamento. O DF alcançou 34 pontos, de um máximo de 42, à frente de Pernambuco e Espírito Santo, ambos com 31 pontos. O resultado apresentado no Relatório Técnico do Ranking de Competitividade dos Estados representa a manutenção de uma liderança já registrada na edição de 2025, quando o Distrito Federal também ocupou a primeira posição do país nesse indicador, com 36,3 pontos de um máximo de 42. Mas o que esse primeiro lugar significa na prática? O indicador compara o desempenho das universidades de cada unidade da Federação na área de pesquisa científica. A pontuação tem como base o desempenho dessas instituições no Ranking Universitário Folha (RUF). O resultado expressa o desempenho conjunto das universidades do Distrito Federal em pesquisa, considerando também o tamanho de cada instituição | Foto: Divulgação/FAPDF De onde vem a nota do DF Para chegar à pontuação de pesquisa científica de cada unidade da Federação, o ranking de competitividade utiliza dados do RUF. Primeiro, o ranking universitário atribui a cada instituição uma nota específica para pesquisa, que pode chegar a 42 pontos. A avaliação considera aspectos relacionados à produção e ao impacto científico, como publicação de artigos, citações recebidas e desempenho da produção acadêmica. Depois, o CLP reúne as notas das universidades localizadas em cada estado e no Distrito Federal. Nesse cálculo, o número de estudantes matriculados em cada instituição também é considerado: universidades com mais matrículas têm maior peso no resultado da unidade da Federação. Movimentação de estudantes no Instituto Central de Ciências (ICC), da Universidade de Brasília (UnB), uma das instituições que integram o ambiente acadêmico e científico do Distrito Federal. Foi a partir desse cálculo que o Distrito Federal chegou aos 34 pontos na edição de 2026. Isso significa que a classificação não representa a quantidade total de pesquisas realizadas no DF, nem que cada universidade local recebeu nota 34. O resultado expressa o desempenho conjunto das universidades do Distrito Federal em pesquisa, considerando também o tamanho de cada instituição. Outros destaques do DF O primeiro lugar em pesquisa científica se soma a outros resultados de destaque do Distrito Federal no levantamento. No panorama apresentado pelo CLP, o DF ocupa a 1ª posição nacional nos indicadores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), População Economicamente Ativa (PEA) com ensino superior, avaliação da educação, atuação do sistema de Justiça Criminal e backhaul de fibra óptica. O Distrito Federal também aparece na primeira posição no indicador destinação inadequada do lixo. Apesar do nome, o resultado é positivo: como o indicador mede uma situação indesejada, a metodologia inverte a pontuação, e a primeira colocação corresponde ao menor nível de destinação inadequada de resíduos sólidos urbanos. Os resultados abrangem diferentes áreas. No caso de capital humano, por exemplo, a liderança em PEA com ensino superior indica o destaque do Distrito Federal na presença de pessoas com graduação completa entre aquelas que integram a força de trabalho. “A liderança do Distrito Federal em pesquisa científica revela a qualidade das nossas universidades e da comunidade científica local. É um resultado que também reforça a importância do investimento contínuo em pesquisadores, formação e produção de conhecimento. A FAPDF atua justamente para fortalecer esse ecossistema e ampliar a capacidade da ciência de gerar desenvolvimento e benefícios para a população”, afirma Leonardo Reisman, presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Entre as frentes de atuação da FAPDF estão o fomento de projetos científicos e tecnológicos, o apoio a pesquisadores e instituições e iniciativas voltadas à formação de recursos humanos, à ciência, à tecnologia e à inovação. Além de pesquisa científica, o pilar Inovação considera outros indicadores, como investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), patentes, bolsas de mestrado e doutorado, estrutura de apoio à inovação, informação e comunicação e empresas de alto crescimento. O Ranking de Competitividade dos Estados compara as 27 unidades da Federação a partir de dez pilares relacionados a diferentes dimensões econômicas, sociais e institucionais. Na classificação geral da edição de 2026, o Distrito Federal ocupa a 6ª posição nacional. Arte: Divulgação Sobre o Ranking de Competitividade dos Estados Criado pelo Centro de Liderança Pública (CPL) em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados surgiu com o objetivo de produzir diagnósticos capazes de orientar gestores públicos e apoiar decisões baseadas em evidências. Na primeira fase, o desenvolvimento técnico ficou a cargo da Economist Intelligence Unit. Em 2015, a Tendências Consultoria Integrada passou a participar da elaboração e, desde 2021, responde integralmente pela concepção técnica do estudo. Atualmente, o ranking analisa as 27 unidades da Federação a partir de dez pilares temáticos (Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação) e 100 indicadores, permitindo identificar pontos fortes e fragilidades de cada estado em áreas como infraestrutura, educação, segurança pública, capital humano, sustentabilidade, gestão pública, mercado e inovação. A série histórica disponibilizada pelo CLP reúne edições anuais de 2015 a 2026, com relatórios técnicos e bases de dados que permitem acompanhar a evolução dos estados ao longo do tempo. Acesse o relatório completo de 2026 clicando aqui. *Com informações da FAPDF
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Jardim Botânico de Brasília amplia estrutura para pesquisa, educação ambiental e visitação
O Jardim Botânico de Brasília (JBB) realiza, nesta quinta (25), a Cerimônia de Entregas do Jardim Botânico de Brasília, na Alameda das Nações. O evento celebra a entrega de novos espaços e melhorias que fortalecem as ações de conservação ambiental, pesquisa científica, educação ambiental e uso público da instituição. Estufas geminadas, a serem inauguradas nesta quinta-feira, reforçarão as atividades de cultivo, pesquisa e conservação de espécies | Fotos: Divulgação/Jardim Botânico de Brasília "São espaços que fortalecem nossa missão institucional e melhoram a experiência dos visitantes, dos servidores e da comunidade científica" Allan Freire, diretor-presidente do Jardim Botânico de Brasília Durante a solenidade, serão inaugurados a Trilha da Amizade, as estufas geminadas e os armários deslizantes, além da reinauguração da Biblioteca do Cerrado. Também serão apresentadas outras melhorias realizadas na infraestrutura do Jardim Botânico, ampliando as condições de trabalho, pesquisa, preservação da biodiversidade e atendimento aos visitantes. Para o diretor-presidente do Jardim Botânico de Brasília, Allan Freire, os novos espaços contribuirão para ampliar o alcance das atividades desenvolvidas pela instituição. “Cada uma dessas entregas representa um investimento na conservação da biodiversidade, na pesquisa e no contato da população com o Cerrado. São espaços que fortalecem nossa missão institucional e melhoram a experiência dos visitantes, dos servidores e da comunidade científica”, destaca. Revitalizada, a Biblioteca do Cerrado volta a receber estudantes, pesquisadores e visitantes em ambiente mais moderno e acolhedor [LEIA_TAMBEM]A Trilha da Amizade oferecerá uma nova opção de contato com a natureza e contemplação da paisagem do Cerrado. As Estufas Geminadas reforçarão as atividades de cultivo, pesquisa e conservação das espécies que são retiradas do Laboratório de Reprodução in vitro. Os armários deslizantes do herbário modernizaram o armazenamento da coleção científica, proporcionando maior organização, segurança e agilidade na localização e no manejo dos exemplares botânicos. Já a Biblioteca do Cerrado, revitalizada, volta a receber estudantes, pesquisadores e visitantes em um ambiente mais moderno e acolhedor, dedicado à disseminação do conhecimento sobre a biodiversidade. *Com informações do Jardim Botânico de Brasília
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Capacitação orienta residentes de saúde em estratégias de busca e uso de bases científicas
Residentes dos programas de Enfermagem Obstétrica e do Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Escola de Saúde Pública (ESP/DF) participaram, nesta quarta (13), de um treinamento promovido pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB). A iniciativa, só este ano, já capacitou 220 estudantes e profissionais da área de saúde. Maurício Marques, coordenador da biblioteca central da Fepecs, alertou: “Pesquisar em fontes de credibilidade é fundamental” | Foto: Divulgação/Fepecs Durante o treinamento, os participantes receberam orientações sobre métodos de pesquisa, seleção de informações confiáveis e utilização de plataformas científicas. “A intenção é tornar esses profissionais mais capacitados diante dos avanços tecnológicos e das transformações na área da saúde, para que isso reflita, lá na ponta, quando estiverem atendendo pacientes em uma unidade de saúde”, afirmou o coordenador da biblioteca central da Fepecs, Maurício Mendes Marques. A aula também teve apresentação de diretrizes sobre a utilização da inteligência artificial na pesquisa científica. “Pesquisar em fontes de credibilidade é fundamental”, pontuou Maurício. “Existe o hábito de fazer pesquisas no Google, e, muitas vezes, o usuário se depara com sites falsos ou suspeitos. Além disso, hoje temos as inteligências artificiais como novas ferramentas de apoio.” A capacitação integra uma série de treinamentos promovidos pela Fepecs com foco na qualificação profissional e no incentivo ao uso de fontes científicas confiáveis. A proposta é fortalecer a formação e ampliar o acesso a ferramentas que contribuam para uma atuação mais técnica e atualizada na saúde pública. *Com informações da Fepecs
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Com apoio da FAPDF, pesquisadora destaca avanços em bioinsumos no DF
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) tem desempenhado papel essencial na consolidação do Distrito Federal como referência nacional em ciência, tecnologia e inovação — e na trajetória de pesquisadoras como Rose Monnerat, que há 35 anos se dedica à pesquisa científica e se tornou um dos grandes nomes do país na área de bioinsumos. Bióloga, doutora em Agronomia e pós-doutora em bioquímica e biologia molecular, Rose representa uma geração de cientistas que transformou conhecimento em soluções sustentáveis para a agricultura e o meio ambiente. “A FAPDF tem papel essencial nesse processo. Ela financia pesquisas há muitos anos e, com a estrutura atual, criou mecanismos muito eficientes para aproximar a ciência da sociedade”, ressalta. Ao longo da carreira, a pesquisadora participou da criação de coleções microbianas pioneiras e do desenvolvimento de produtos biológicos inovadores, sempre com o mesmo propósito: fazer da ciência uma ferramenta de transformação social e ambiental. Da curiosidade infantil à liderança em bioinsumos Rose Monnerat se dedica à pesquisa científica há 35 anos e se tornou um dos grandes nomes do país na área de bioinsumos | Fotos: Divulgação/FAPDF Desde o início da carreira, Rose foi movida pela curiosidade científica e pela busca por soluções sustentáveis. Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), iniciou pesquisas com bactérias capazes de controlar insetos vetores de doenças, como as larvas do mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, zika e chikungunya — e, mais tarde, ampliou o escopo para microrganismos que combatem doenças de plantas e estimulam seu crescimento. [LEIA_TAMBEM]Entre os destaques de sua trajetória está o desenvolvimento de formulações baseadas em Bacillus thuringiensis var. israelensis (ou simplesmente Bti), uma bactéria cujas toxinas agem de forma combinada — ou sinérgica — e altamente específica contra larvas de mosquitos. Essa especificidade é uma das principais vantagens do controle biológico: ele elimina o alvo sem afetar organismos benéficos, preservando o equilíbrio ecológico. “Quando você usa um produto químico para matar uma praga, muitas vezes elimina também os inimigos naturais”, explica. “O controle biológico tem como principal vantagem a especificidade.” Apesar da eficácia e do uso consolidado do Bti em outros países, Rose destaca que o Brasil ainda enfrenta desafios para adotar amplamente esse tipo de tecnologia, seja por questões de custo, seja por barreiras culturais e regulatórias. Mesmo assim, ela acredita que o cenário está mudando, com agricultores e instituições mais conscientes da importância de soluções sustentáveis. Coleções microbianas: patrimônio que vira produto Ao longo de sua carreira, Rose participou da criação e curadoria de uma das maiores coleções de microrganismos do país, que reúne cerca de três mil amostras coletadas desde o final dos anos 1980 em diferentes biomas brasileiros. Todas foram caracterizadas e preservadas para uso em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Esse acervo serviu de base para mais de 30 bioinsumos já disponíveis no mercado, comprovando o potencial econômico e ambiental da biodiversidade brasileira. O laboratório coordenado por Rose foi o primeiro da Embrapa a obter a certificação ISO/IEC 17025, norma internacional que comprova a competência técnica de laboratórios de ensaio e calibração. Rose também acompanhou de perto o fortalecimento do ecossistema científico do Distrito Federal — especialmente com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) “Foi uma grande honra receber o Prêmio Johanna Döbereiner”, lembra Rose, referindo-se à distinção concedida a curadores de coleções microbianas no Brasil. “É emocionante saber que elas podem dar origem a milhares de produtos que contribuem para uma agricultura mais equilibrada e sustentável.” Além do reconhecimento, Rose destaca o cuidado logístico e ético no armazenamento do material genético: cada amostra é duplicada e guardada em locais distintos, garantindo segurança em caso de incidentes. “É um patrimônio nacional que precisa ser protegido”, afirma. Distrito Federal como polo de bioinsumos: ciência, políticas e futuro Durante sua trajetória, Rose também acompanhou de perto o fortalecimento do ecossistema científico do Distrito Federal — especialmente com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que tem fomentado projetos em áreas estratégicas como biotecnologia, sustentabilidade e bioinsumos. Segundo ela, o fomento da Fundação foi decisivo para a continuidade de diversas linhas de pesquisa e para o avanço de tecnologias desenvolvidas na Embrapa e em universidades locais. "O trabalho da FAPDF tem sido determinante para que o Distrito Federal se destaque em inovação. É graças a esse fomento que conseguimos desenvolver tecnologias que nascem nos laboratórios e ganham o campo" Rose Monnerat, pesquisadora A pesquisadora acredita que o Distrito Federal reúne condições únicas para se tornar um polo de bioinsumos no Brasil. A região possui agricultura forte, centros da Embrapa dedicados ao tema, universidades ativas — como a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Católica de Brasília (UCB) — e um ambiente propício à inovação científica e tecnológica. Nesse contexto, a FAPDF se destaca como articuladora de esforços e garantidora da continuidade de políticas públicas voltadas à ciência e tecnologia. “O trabalho da FAPDF tem sido determinante para que o Distrito Federal se destaque em inovação. É graças a esse fomento que conseguimos desenvolver tecnologias que nascem nos laboratórios e ganham o campo.” Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a trajetória de pesquisadoras como Rose Monnerat evidencia o papel transformador do fomento público. “O conhecimento científico só cumpre seu papel quando chega à sociedade. Casos como o da professora Rose mostram que o apoio da FAPDF gera resultados concretos, fortalece a inovação e valoriza o talento dos pesquisadores do Distrito Federal”, destacou. Ela lembra que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) tem fortalecido o Programa Nacional de Bioinsumos, e que o Brasil já ocupa posição de liderança mundial no uso de produtos biológicos no campo — avanço que só é possível com o apoio contínuo de instituições de fomento como a FAPDF.“Vejo com muito otimismo esse movimento. A legislação está avançando, a demanda cresce e o Brasil já ocupa posição de liderança mundial. O DF tem tudo para ser uma referência, com ciência, produtores e instituições comprometidas com a sustentabilidade”, avalia. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal
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