Fundações de apoio à pesquisa se reúnem para ampliar a comunicação científica
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) encerra sua participação na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) com ações voltadas à divulgação do conhecimento produzido no Distrito Federal e ao fortalecimento da comunicação científica. Realizado entre 26/7 e 1º/8 na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ) , o encontro reúne pesquisadores, estudantes, gestores e instituições de todo o país. Com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, a edição conta com debates, exposições, atividades culturais e apresentações de projetos científicos. Representantes da FAPDF marcaram presença em diversos momentos da reunião, que comemorou também os 20 anos de criação do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa | Foto: Divulgação/FAPDF Durante o evento, a FAPDF integra o estande do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e das fundações de amparo à pesquisa (FAPs), instalado na ExpoT&C. O espaço apresenta ao público pesquisas, programas de fomento e iniciativas desenvolvidas em diferentes regiões brasileiras. Confap celebra 20 anos A presença da FAPDF no estande fez parte da programação comemorativa dos 20 anos do Confap. Criado para articular as fundações estaduais de amparo à pesquisa, o conselho atua no fortalecimento dos sistemas locais de ciência, tecnologia e inovação e na construção de parcerias nacionais e internacionais. Durante a Reunião Anual da SBPC, o Confap também promoveu seu 72º Fórum Nacional, que reuniu dirigentes e representantes das 27 FAPs. Os debates abordaram temas como financiamento da pesquisa, cooperação entre os estados, desenvolvimento regional e aprimoramento das políticas públicas de fomento. A programação incluiu ainda um painel em homenagem às duas décadas do conselho, além de atividades sobre as transformações da ciência brasileira, a atuação das fundações estaduais e a importância da divulgação científica. Pesquisa do DF ganha espaço Foi destacada a participação das FAPs nas gravações feitas pelo Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho (FRM), durante o evento, com o depoimento de pesquisadores apoiados pelas fundações estaduais. O episódio, intitulado A ciência em todo lugar, mesmo nome do slogan da campanha dos 20 anos do Confap, fará parte do programa Conexão Futura, ainda sem data de exibição confirmada pelo canal. Representando o Distrito Federal, a professora Márcia Renata Mortari, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), apresentou a pesquisa sobre peptídeos bioinspirados na peçonha de vespas sociais do Cerrado para o desenvolvimento de novos fármacos neuroprotetores. Com apoio da FAPDF, o estudo investiga pequenas moléculas inspiradas na peçonha das vespas e seu potencial para o desenvolvimento de tratamentos relacionados à epilepsia e às doenças de Alzheimer e Parkinson. A pesquisa também utiliza recursos de nanotecnologia para aumentar a estabilidade das moléculas e facilitar sua atuação no sistema nervoso. Durante a gravação, Márcia abordou a trajetória do projeto, os avanços alcançados e os desafios para transformar descobertas de laboratório em possíveis soluções terapêuticas. A participação reforçou o potencial da biodiversidade do Cerrado para inspirar pesquisas de alta complexidade e novas tecnologias em saúde. “Cientistas e instituições acadêmicas precisam comunicar de forma mais eficiente e acessível, para que as pessoas compreendam que há ciência em tudo o que fazem. Ela está na água, nos meios de comunicação, nos aplicativos e na comida” Marcel do Nascimento Botelho, presidente do Confap “Os compostos presentes no veneno desses animais podem auxiliar no tratamento de diversas doenças”, afirmou ela. “Temos estudado especialmente a doença de Alzheimer, a epilepsia e a doença de Parkinson. Também comecei a investigar compostos e medicamentos voltados ao tratamento de sintomas associados ao autismo, motivada pelo diagnóstico do meu filho, que é autista.” As gravações também reuniram projetos apoiados pelas FAPs de Pernambuco, Maranhão e Bahia. Entre os temas apresentados estavam o uso da nanotecnologia no controle de incêndios e na conservação da biodiversidade, o aproveitamento da resina de breu-branco na produção de combustíveis e polímeros sustentáveis e o desenvolvimento de jogos educativos sobre a história da Independência do Brasil. O presidente do Confap, Marcel do Nascimento Botelho, falou sobre a atuação do conselho na articulação das 27 fundações estaduais e no fortalecimento das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação. “Esse é um grande desafio da ciência no Brasil, porque a população ainda não se enxerga representada nela”, declarou.” No entanto, a ciência está em toda parte e faz parte da nossa rotina. Neste momento, por exemplo, estou vestido de ciência; sem ela, estaria nu diante da câmera. Por isso, cientistas e instituições acadêmicas precisam comunicar de forma mais eficiente e acessível, para que as pessoas compreendam que há ciência em tudo o que fazem. Ela está na água, nos meios de comunicação, nos aplicativos e na comida. Precisamos evoluir na maneira de comunicar para que a população se reconheça como parte da ciência e perceba que a utiliza diariamente.” Popularização da ciência A participação da FAPDF também se estendeu às atividades comemorativas pelos 20 anos do Confap. A solenidade reconheceu profissionais que contribuíram para a construção e o fortalecimento do Confap ao longo de duas décadas, período marcado pela ampliação da cooperação entre os estados e pela consolidação de parcerias voltadas ao financiamento e ao desenvolvimento da pesquisa científica. O painel “Difusão científica: popularização da ciência” abordou os desafios de transformar pesquisas complexas em conteúdos acessíveis e atrativos, além da importância de aproximar pesquisadores, instituições científicas e sociedade. Os participantes discutiram estratégias para ampliar a presença da ciência nos meios de comunicação e demonstrar à população como os investimentos públicos se convertem em conhecimento e soluções. Veja mais informações sobre a 78ª Reunião Anual da SBPC. *Com informações da FAPDF
Ler mais...
Estudos e pesquisas avaliam movimento turístico no Distrito Federal
A partir do segundo semestre deste ano, o Distrito Federal contará com um amplo conjunto de pesquisas voltadas para a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento do turismo local. A iniciativa será viabilizada pelo Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e a Secretaria de Turismo (Setur-DF), publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Estudos permitem avaliar a atividade turística no DF em suas diferentes dimensões | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A parceria tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre diferentes dimensões da atividade turística no DF, produzindo dados qualificados sobre o perfil dos visitantes, o turismo de natureza, a arrecadação do setor e as características da força de trabalho vinculada ao turismo. As informações servirão de subsídio para o planejamento, a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas para o fortalecimento do segmento. “Conhecer o perfil dos visitantes e compreender suas experiências é essencial para o planejamento estratégico do turismo” Manoel Clementino, diretor-presidente do IPEDF Entre os temas a serem investigados estão os hábitos de consumo dos turistas, as motivações de viagem, a avaliação dos serviços e atrativos turísticos, além das experiências vivenciadas durante a permanência na capital federal. Os estudos também permitirão compreender melhor o comportamento dos frequentadores de ambientes naturais e a dinâmica econômica associada à atividade turística. Planejamento “Conhecer o perfil dos visitantes e compreender suas experiências é essencial para o planejamento estratégico do turismo”, avalia o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino. “Com dados consistentes, o poder público poderá desenvolver ações mais eficazes, contribuindo para tornar Brasília um destino cada vez mais atrativo, competitivo e preparado para receber visitantes de todas as regiões do Brasil e do exterior.” O secretário de Turismo interino, Bernardo Carvalho, reforça: “Essa parceria com o IPEDF representa um importante avanço na produção de dados qualificados, que subsidiarão o planejamento de políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades dos visitantes e do setor”. A cooperação entre os dois órgãos viabilizará a realização de três estudos principais: “Usuários, frequentadores e praticantes de atividades em ambientes naturais no DF: um estudo exploratório para o desenvolvimento de políticas públicas em ecoturismo, turismo de aventura e turismo rural”; “Perfil e experiências do turista no Distrito Federal (2026)”; e “Panorama do turismo no Distrito Federal: avaliação de indicadores e subsídios para políticas públicas”. Etapas [LEIA_TAMBEM]As pesquisas serão conduzidas pelas equipes técnicas das diretorias do IPEDF Codeplan — Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Dipos), Diretoria de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais (Depat) e Diretoria de Estatística e Pesquisas Socioeconômicas (Dieps), em articulação com a Setur-DF. A primeira etapa do trabalho será a pesquisa “Perfil e Experiências do Turista no Distrito Federal (2026)”, prevista para começar no segundo semestre deste ano. O levantamento buscará identificar características, comportamentos e percepções dos visitantes que chegam à capital. Para isso, serão feitas entrevistas em pontos estratégicos de saída de turistas, especialmente no Aeroporto Internacional de Brasília e no Rodoviária Interestadual. A expectativa é que os resultados permitam construir um retrato atualizado e representativo dos visitantes que passam pelo Distrito Federal, bem como dos frequentadores de atividades ligadas ao ecoturismo, ao turismo rural e ao turismo de aventura. As informações contribuirão para o fortalecimento das políticas públicas, a qualificação dos serviços turísticos e a consolidação de Brasília como um destino cada vez mais preparado para receber turistas nacionais e internacionais. *Com informações do IPEDF
Ler mais...
IPEDF celebra quatro anos fortalecendo a produção de pesquisas no Distrito Federal
O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) completa quatro anos de existência, consolidando-se como órgão oficial de produção de dados e informações para o Governo do Distrito Federal (GDF) e a sociedade. Criado pela Lei nº 7.154, de junho de 2022, o IPEDF sucedeu a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), fundada em 1964. Pesquisas e estudos sobre o desenvolvimento urbano de Brasília estão entre os trabalhos desenvolvidos pelo instituto | Foto: Divulgação/IPEDF Todo o trabalho desenvolvido pelo instituto gera um diversificado leque de informações que retratam a realidade do DF e sua interação com os municípios do Entorno. Informações sobre quantos somos, como vivemos e quais as características sociais e demográficas dos territórios são fornecidas e norteiam o governo no desenvolvimento de políticas públicas eficazes e assertivas. [LEIA_TAMBEM]O IPEDF oferece dados, estatísticas, pesquisas, evidências e estudos que descrevem o território nos seus mais diferentes aspectos, formando uma base de dados indispensável no suporte à gestão pública. O foco da instituição é desvendar a realidade da capital federal e suas características em todas as 35 regiões administrativas (RAs) e nos 12 municípios da Área Metropolitana de Brasília (AMB). Pesquisas consolidadas Reconhecido pelos estudos domiciliares, como a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (Pdad-A), o IPEDF lançou recentemente o Perfil dos Apostadores no DF, o Panorama da Violência contra a Mulher e o estudo Felicidade no Distrito Federal: fatores associados e implicações para políticas públicas, além dos recortes da Pdad sobre a área rural do DF e a AMB. Outras inovações também fazem parte do trabalho do instituto, como os estudos sobre agricultura urbana e periurbana, a Calculadora Verde no DF, o Informe Distrital e Metropolitano de Rendimentos, o Boletim do Comércio Exterior e as ferramentas de acesso e divulgação de dados, com a nova versão do InfoDF. *Com informações do IPEDF
Ler mais...
Revista ‘Heringeriana’, do Jardim Botânico de Brasília, tem regulamento oficial publicado
O Jardim Botânico de Brasília (JBB) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) o regulamento oficial da revista Heringeriana, periódico científico da instituição dedicado à divulgação de pesquisas sobre biodiversidade, conservação e temas relacionados ao Cerrado. A publicação científica contribuiu para o Jardim Botânico de Brasília conquistar a categoria A, nível mais alto da classificação nacional | Foto: Divulgação/JBB Criada em 1994 como Boletim do Herbário Ezechias Paulo Heringer e transformada em revista científica em 2007, a Heringeriana tem papel essencial dentro do JBB. A existência de uma publicação científica estruturada e ativa é um dos requisitos previstos na Resolução Conama nº 339/2003, que estabelece normas para criação e funcionamento dos jardins botânicos no Brasil. Ter um periódico científico ativo contribuiu diretamente para que o Jardim Botânico de Brasília conquistasse a categoria A (o nível mais alto da classificação nacional) após atender a 16 requisitos obrigatórios. Com isso, o JBB passou a ser reconhecido como o quarto Jardim Botânico mais completo do Brasil, sendo o único entre os 12 jardins botânicos avaliados em 2012 na categoria C que avançou de classificação. Material para pesquisa [LEIA_TAMBEM]“A Heringeriana é a primeira revista científica sobre biodiversidade da região Centro-Oeste”, afirma a diretora de Gestão do Conhecimento do JBB, Priscila Rosa. “Esse ano publicamos artigos de instituições de pesquisas de norte a sul do país, com informações muito ricas, e esses dados nos ajudam a entender o panorama de conservação e equilíbrio para a biodiversidade em níveis mais altos.” O novo regulamento estabelece, de forma detalhada, a missão da revista, seus objetivos científicos, o fluxo editorial, as atribuições específicas de cada membro do corpo editorial e os procedimentos de avaliação por pares. O documento também define orientações sobre preservação digital, idiomas aceitos, política editorial, diretrizes éticas e a estrutura da Comissão de Publicações, responsável pela deliberação e aprovação das ações vinculadas ao periódico. Com a formalização das normas, a Heringeriana passa a operar com maior clareza e transparência em seus processos, aumentando a integridade científica, fortalecendo a visibilidade dos estudos publicados e garantindo condições para maior inserção em bases de indexação nacionais e internacionais. *Com informações do Jardim Botânico de Brasília
Ler mais...