Carreta da Inclusão vai passar por regiões administrativas para atender mais de 5 mil pessoas com deficiência
A Carreta da Inclusão está de volta, com atendimentos que começam no próximo dia 23 de junho e seguem por diversas regiões administrativas até o dia 14 de agosto. A iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) em parceria com a Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF) e o Instituto Bem Estar tem como objetivo aproximar a tecnologia das pessoas com deficiência (PcD), promovendo mais autonomia, acessibilidade e inclusão social. Por meio de uma estrutura itinerante, o projeto vai percorrer as regiões do Paranoá, Itapoã, Ceilândia, Riacho Fundo, Riacho Fundo II e Sobradinho, oferecendo atendimento ao público, palestras, demonstrações de recursos tecnológicos adaptados e experiências digitais inclusivas, como Arena Gamer e Console, atividades que utilizam a tecnologia como ferramenta de interação, aprendizado e desenvolvimento. Além dos atendimentos, o projeto também contribui para identificar demandas das comunidades e ampliar o conhecimento sobre tecnologias assistivas, fortalecendo uma rede de apoio e inclusão em todo o DF | Foto: Divulgação Secti/DF [LEIA_TAMBEM] A expectativa é atender aproximadamente 5 mil pessoas nesta edição, com orientações personalizadas, apresentação de soluções assistivas e ações voltadas também a familiares, cuidadores e profissionais que atuam nas áreas de educação e assistência social. “A Carreta da Inclusão representa a união entre tecnologia e transformação social. Quando levamos inovação para perto das pessoas, especialmente para quem enfrenta barreiras de acesso, criamos oportunidades reais de autonomia, participação e melhoria na qualidade de vida. A Secti trabalha para que a ciência e a tecnologia estejam cada vez mais presentes no cotidiano da população do Distrito Federal”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino. Já o secretário da SEPD, Willian Cunha, reforça que a Carreta da Inclusão é um projeto que leva cidadania, dignidade e acesso a direitos diretamente à população. “Ao oferecer atendimentos essenciais às pessoas com deficiência, conseguimos promover inclusão social de forma concreta e ampliar o alcance das políticas públicas em todo o Distrito Federal. Nosso objetivo é reduzir barreiras e garantir que as pessoas com deficiência tenham acesso a serviços, informações e tecnologias que promovam mais autonomia no dia a dia. Essa iniciativa assegura que os serviços cheguem a quem mais precisa, fortalecendo o acesso a direitos e contribuindo para uma sociedade mais justa, acessível e inclusiva.” “Ao oferecer atendimentos essenciais às pessoas com deficiência, conseguimos promover inclusão social de forma concreta e ampliar o alcance das políticas públicas em todo o Distrito Federal" Willian Cunha, secretário da Pessoa com Deficiência Além dos atendimentos, o projeto também contribui para identificar demandas das comunidades e ampliar o conhecimento sobre tecnologias assistivas, fortalecendo uma rede de apoio e inclusão em todo o DF. A iniciativa já está em sua terceira edição e reforça o compromisso de levar políticas públicas inovadoras para diferentes territórios. Para a Secti-DF, a ação evidencia o papel estratégico da tecnologia como instrumento de inclusão, democratizando o acesso ao conhecimento e às ferramentas que podem transformar vidas. Para a população, significa encontrar, perto de casa, caminhos mais acessíveis para conquistar independência, desenvolver novas habilidades e participar de uma sociedade mais inclusiva. *Com informações da Secti-DF
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Projeto escolar estimula vivência e respeito à diversidade nas aulas de educação física
A Escola Parque 303/304 Norte promoveu, na última semana, o projeto “Diversidade na Educação Física: vivenciando as dificuldades das pessoas com deficiência e sua inclusão nas práticas esportivas”. A ação celebrou o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado no domingo (21), e busca transformar o olhar dos estudantes sobre acessibilidade e inclusão. Iniciativa apresenta aos estudantes vivências reais sobre os desafios da acessibilidade e a importância da inclusão por meio do esporte | Fotos: Mary Leal/SEEDF O projeto é conduzido pela professora e especialista em Psicomotricidade Relacional, Luciane Vaneli. A docente explica que as ações envolvem alunos com e sem deficiência em atividades que vão além do esporte tradicional. Eles participam de situações que simulam a rotina de pessoas com deficiência física, auditiva e visual, promovendo empatia e respeito dentro e fora da sala de aula. O projeto Diversidade na Educação Física também aborda o combate ao capacitismo nas falas e atitudes dos estudantes, promovendo o respeito às pessoas com deficiência “Se eu encontrar uma pessoa com deficiência visual, vou primeiro perguntar se ela precisa de ajuda. E, se ela disser que precisa, eu ajudo.” A fala é de Bento Conti, 11 anos, que participou de uma atividade vendado, com os colegas da sala. Já Davi Lopes, 10, participou do futebol de cinco e falou sobre a experiência de guiar-se pelo som da bola, ressaltando a importância da cooperação e da gentileza na partida. “No futebol com venda, a gente se guia pelo barulho da bola e precisa se ajudar o tempo todo. É uma experiência que mostra como uma pessoa com deficiência visual se sente no dia a dia.” Luciane Vaneli explica que a iniciativa tem como objetivo mostrar que a atividade física pode e deve ser acessível a todos. “É fundamental que todos participem de forma colaborativa, aprendendo uns com os outros, o que promove o desenvolvimento social e emocional”, destacou a docente. Os estudantes Bento Conti (esquerda) e Davi Lopes (direita) participaram das atividades. "É uma experiência que mostra como uma pessoa com deficiência visual sente no dia a dia", comentou Davi Combate à invisibilização Este ano, as atividades ganharam caráter interdisciplinar, envolvendo as áreas de educação física, artes, teatro e musicalização. Antes das práticas, os estudantes tiveram aulas teóricas sobre inclusão, artistas com deficiência e combate ao capacitismo, aprendendo que respeitar a autonomia e oferecer ajuda apenas quando solicitada são atitudes fundamentais. Nas aulas de musicalização, os alunos foram convidados a explorar os sentidos além da visão, audição e tato ao tocar instrumentos. “Quando apresentamos artistas com deficiência visual, como Hermeto Pascoal, muitos ficaram impressionados porque não o conheciam. Isso combate a invisibilização e desperta empatia, que só se desenvolve com a experiência real”, explicou o professor Felipe Sobral. O futebol de cinco pessoas — no qual os participantes são vendados e precisam se guiar pelo som da bola — foi uma das atrações mais disputadas pelas crianças Gentileza gera gentileza Na parte prática, cerca de 50 alunos por turma, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, participaram de modalidades como futebol de cinco, vôlei sentado e uma pista de obstáculos acessível. As atividades mostraram as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência e a importância da cooperação. Felipe Sobral ressalta a relevância do desenvolvimento da empatia em relação ao próximo durante a segunda infância. “No início, muitas crianças do projeto sentem medo por estarem temporariamente sem um dos sentidos ou numa situação de mobilidade reduzida, mas com o apoio dos demais colegas adquirem mais confiança em participar”, contou o professor. [LEIA_TAMBEM]A estudante Isabella Vasconcelos, 11 anos, participou do circuito usando cadeira de rodas e guiando colegas vendados. “Foi difícil passar pelas cordas e bambolês. As pessoas que usam cadeira de rodas enfrentam buracos e rampas ruins todos os dias. Coloquei-me no lugar delas e percebi como o apoio faz diferença”, contou. O projeto Diversidade na Educação Física também aborda o combate ao capacitismo nas falas e atitudes dos estudantes, promovendo o respeito às pessoas com deficiência. Os alunos aprendem ainda sobre a importância de não ocupar espaços destinados a pessoas com mobilidade reduzida, como vagas e assentos preferenciais. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Festival que dá visibilidade a artistas com deficiência do DF tem inscrições abertas
Estão abertas as inscrições para artistas com deficiência que desejem expor seus trabalhos na segunda edição do Festival Trilha da Inclusão, evento da Guia Acessibilidade Inclusive, com aporte do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Os interessados podem se inscrever até 9 de junho, pela internet. Podem participar pessoas com deficiência com mais de 18 anos; grupos e coletivos com protagonismo PCD; e empresas ou associações com projetos liderados por PCD. As categorias são teatro, dança, cinema e artes visuais. Podem participar pessoas com deficiência com mais de 18 anos; grupos e coletivos com protagonismo PCD; e empresas ou associações com projetos liderados por PCD | Foto: Divulgação "O festival vem para poder mostrar toda a potencialidade das pessoas com deficiência dentro da cultura. Existe muita produção no DF, mas, muitas vezes, esses artistas acabam não tendo o espaço para divulgar suas obras", aponta Cássia Lemes, diretora da Guia Acessibilidade Inclusiva. As exposições do Trilha da Inclusão estão marcadas para começar em 10 de julho, no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. O festival, com mostras de cinema, teatro e apresentações de dança, será em 1º, 2 e 3 de agosto. "É uma forma de compartilhar e conhecer um pouquinho da qualidade do que a gente tem no DF. Vai ser um prazer para a gente conseguir divulgar e contar com os artistas na programação", arremata a diretora.
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Hospital de Base recebe workshop sobre inclusão de pessoas com deficiência no serviço público
Na segunda-feira (24), o Núcleo de Educação Corporativa (Nudec) vinculado à Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realizou, no auditório do Hospital de Base, o workshop Pessoa com Deficiência e seu Acesso ao Serviço Público. Voltado para os colaboradores da instituição, o evento teve como palestrante Alexandre Ferreira de Castro, diretor de Comunicação Acessível da Secretaria da Pessoa com Deficiência do DF. Voltado para os colaboradores do HBDF, o evento teve como palestrante Alexandre Ferreira de Castro, diretor de Comunicação Acessível da Secretaria da Pessoa com Deficiência do DF | Foto: Alberto Ruy/IgesDF O evento destacou a importância da conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência e a necessidade de um ambiente mais acessível e acolhedor no serviço público. “Esse encontro não é apenas uma oportunidade de reflexão, mas um convite à ação em prol da promoção dos direitos das pessoas com deficiência. Precisamos lembrar que cada indivíduo, independentemente de suas limitações, possui direitos indispensáveis que devem ser respeitados e garantidos”, afirmou Erick Cardoso, chefe do Nudec. Durante o workshop, Alexandre falou sobre a abordagem aos diferentes segmentos de pessoas com deficiência, suas especificidades, a forma adequada de tratá-las, as terminologias corretas, a legislação vigente que é desconhecida por muitas pessoas e o papel da Secretaria da Pessoa com Deficiência como apoiadora dos serviços voltados a esse público. Segundo Alexandre, a iniciativa do IgesDF em realizar um workshop com esse tema é muito louvável e pertinente para os dias de hoje. “É uma ação proativa que amplia a conscientização sobre a importância do atendimento adequado às pessoas com deficiência. Isso ajuda a proporcionar um serviço com mais qualidade e excelência, respeitando as características de cada um. Afinal, é fundamental tratar o diferente de forma diferente, na medida em que ele se diferencia”, concluiu. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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