Programa Absorva o Bem completa 1 ano e consolida rede de cuidado e dignidade no DF
Há projetos que nascem como política pública. Outros, como gesto. O Absorva o Bem, da Secretaria de Atendimento à Comunidade do Distrito Federal (Seac-DF), nasceu dos dois e, ao completar um ano, se firma como uma das iniciativas mais sensíveis e transformadoras da pasta. Criado em maio de 2025, o projeto disponibiliza pontos solidários (caixas de acrílico) instalados em banheiros públicos de órgãos parceiros e oferece absorventes gratuitos. A rede do Absorva o Bem conta, atualmente, com 200 pontos solidários; órgãos que quiserem participar podem procurar a Seac | Foto: Foto: Divulgação/Seac-DF Um ano depois, o que começou como um gesto se tornou rede. Já são mais de 200 pontos solidários espalhados por todas as regiões administrativas do Distrito Federal, em órgãos públicos, administrações regionais e espaços de grande circulação. Cada ponto é abastecido tanto pela atuação da secretaria quanto pelas doações da própria comunidade, uma engrenagem coletiva que transforma usuários em participantes ativos da política pública. “O Absorva o Bem nasce da certeza de que é nos imprevistos que a empatia se revela" Clara Roriz, secretária de Atendimento à Comunidade “O Absorva o Bem nasce da certeza de que é nos imprevistos que a empatia se revela. Quando a menstruação chega de surpresa, ter um ponto de apoio vai além do cuidado, é um gesto de respeito e acolhimento”, afirma a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz. Ao longo desse primeiro ano, o projeto, que tem como lema “Se precisar, pegue! Se puder, doe!”, também ampliou o alcance para além dos pontos físicos. A iniciativa promove ações educativas sobre saúde menstrual, reforçando a importância do autocuidado, da informação e da quebra de tabus que ainda cercam o tema. Qualquer pessoa pode contribuir com o projeto doando diretamente nos pontos solidários instalados nos órgãos participantes. As doações são simples, espontâneas e não exigem cadastro. Cada contribuição ajuda a manter a rede ativa e a ampliar o alcance da iniciativa. Órgãos interessados em aderir ao projeto podem entrar em contato com a Seac para orientações sobre a instalação de novos pontos. *Com informações da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF)
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Mais de 31 mil absorventes são arrecadados pelo projeto Comunidade Solidária
Criado pela Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF), o projeto Comunidade Solidária mobiliza, desde 2023, voluntários e servidores públicos do Distrito Federal para arrecadar itens essenciais a serem destinados às famílias em situação de vulnerabilidade. A mais recente edição da campanha, que começou em 28 de janeiro e seguiu até 28 de março deste ano, arrecadou 31,2 mil unidades de absorventes higiênicos. Essa é uma das principais iniciativas no combate à pobreza menstrual na capital. Campanha da Secretaria de Atendimento à Comunidade arrecadou, de 28 de janeiro a 28 de março deste ano, 31,2 mil unidades de absorventes higiênicos | Foto: João Rogério/Seac-DF A colaboração de servidores de diversos órgãos foi essencial para o sucesso da mobilização. Somente a Emater-DF, por exemplo, entregou mais de sete mil unidades de absorventes no final de março. Em 2023, ano de estreia do projeto, haviam sido arrecadadas cerca de sete mil unidades. Além de absorventes, a campanha deste ano ampliou o escopo da iniciativa e conseguiu reunir mais de dois mil produtos de higiene bucal e 2,5 mil itens de higiene básica e pessoal. A secretária de Apoio à Comunidade, Clara Roriz, destaca o papel do projeto e seu impacto social. “A dignidade menstrual é um tema que deve ser lembrado sempre, não apenas no mês da mulher. Infelizmente muitas mulheres ainda sofrem com a falta de absorventes íntimos em seu período menstrual. Na campanha Comunidade Solidária, é gratificante ver servidores homens doando absorventes e quebrando um tabu que ainda existe sobre o tema”, afirma Clara Roriz.
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Projeto MEInstruAção combate a pobreza menstrual no DF
A menstruação ainda é cercada por tabus e mitos, refletidos em desinformação e exclusão social ao redor do país. O projeto MEInstruAção, fomentado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e sediado na Universidade de Brasília (UnB), atua para reverter esse cenário, promovendo educação menstrual entre os estudantes. Com base em uma abordagem crítica e interseccional, o projeto busca desconstruir estigmas e ampliar a discussão sobre menstruação, incluindo pessoas trans e não-binárias. O MEInstruAção incentiva debates e oficinas em escolas do Distrito Federal para promover a conscientização. “A precariedade menstrual é uma problemática sociocultural política e discursiva que gera impactos não só no acesso e na permanência escolar de meninas e mulheres cis, homens trans e pessoas não-binárias que menstruam, mas afeta também a produtividade dessas pessoas e o desempenho no mercado de trabalho” Maria Carmen Aires Gomes, professora à frente do projeto Para a professora Maria Carmen Aires Gomes, à frente do projeto, o problema é sistêmico. “A precariedade menstrual é uma problemática sociocultural política e discursiva que gera impactos não só no acesso e na permanência escolar de meninas e mulheres cis, homens trans e pessoas não-binárias que menstruam, mas afeta também a produtividade dessas pessoas e o desempenho no mercado de trabalho”, pontua a pesquisadora. “O tabu e o estigma em torno da saúde menstrual ainda persistem na sociedade brasileira, quase não há estudos que investiguem o tema no contexto do Distrito Federal”, completa. Pobreza menstrual O projeto MEInstruAção se baseia em três eixos: tabu e estigma; precariedade menstrual; e sustentabilidade | Foto: Divulgação/FAPDF A pobreza menstrual é um desafio estrutural no Brasil, atingindo milhões de pessoas sem acesso adequado a produtos de higiene. O projeto trabalha em três eixos principais: tabu e estigma, precariedade menstrual e sustentabilidade ambiental, incentivando o uso de produtos menstruais sustentáveis como coletores e discos menstruais. Para o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, o intuito de programas voltados para a saúde feminina está inserido nos valores da fundação. “Utilizar a pesquisa como ferramenta de combate às desigualdades tem sido uma tarefa cumprida com muito empenho pelos pesquisadores que podem afetar positivamente a realidade da população”, pontuou. “Nós promovemos ações de educação menstrual que têm como objetivo principal ressignificar mitos, tabus e estigmas menstruais”, relata Maria Carmen Aires Gomes. “Como temos um foco na sustentabilidade ambiental, mostramos todos os tipos de produtos menstruais disponíveis no mercado e apontamos os pontos positivos e negativos quanto ao uso, considerando as condições econômicas e ambientais”, completa a profissional. Técnicas como nuvem de palavras e vídeos curtos facilitam o aprendizado e estimulam a reflexão crítica A iniciativa também dialoga com políticas públicas, como o PLC nº 12/2023, que prevê licença menstrual para servidores do DF, e a Lei nº 7.423/2024, que garante absorventes para mulheres em situação de rua. Essas medidas são essenciais para combater a precariedade menstrual e promover mais dignidade. Além do impacto social e educacional, o projeto traz uma abordagem pedagógica emancipatória, estimulando a troca de saberes e o empoderamento dos estudantes. Tecnologias educacionais, como nuvem de palavras e vídeos curtos, são utilizadas para facilitar o aprendizado e estimular a reflexão crítica. Do DF para todo o país O futuro do MEInstruAção inclui a expansão para outras regiões do Brasil e a criação de um Observatório da Dignidade Menstrual que monitore políticas públicas sobre o tema. A meta é formar uma rede de educadores menstruais e ampliar a discussão sobre o acesso à educação menstrual. *Com informações da FAPDF
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Comunidade Solidária arrecada absorventes para combater a pobreza menstrual no DF
A Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF) promove mais uma edição do Comunidade Solidária, projeto que mobiliza servidores e voluntários para arrecadar itens essenciais a populações em situação de vulnerabilidade. Nesta edição, o foco da campanha é a dignidade menstrual, com a arrecadação de absorventes higiênicos que serão destinados a pessoas que enfrentam dificuldades para acessar esse item básico de higiene. As doações podem ser feitas na sede da secretaria, no Anexo do Palácio do Buriti, salas 900 ou 104. Problema muitas vezes ignorado, a pobreza menstrual pode causar evasão escolar, restrições no mercado de trabalho e problemas de saúde | Fotos: João Rogério/Seac A ação busca sensibilizar a sociedade sobre a pobreza menstrual, realidade que impacta milhares de pessoas no Brasil e pode levar a evasão escolar, restrições no mercado de trabalho e problemas de saúde. Segundo a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz, a campanha reforça o compromisso da pasta com a promoção de direitos fundamentais. “Menstruação não pode ser um fator de exclusão social. O acesso a absorventes é uma questão de saúde, de dignidade e de igualdade. Por isso, essa campanha é tão importante: ela não só ajuda quem precisa, mas também joga luz sobre um problema que ainda é pouco debatido”, afirma Clara Roriz. *Com informações da Seac
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