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pontos turísticos de Brasília

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Turismo arrecada mais de R$ 90 milhões em 2025 e impulsiona o desenvolvimento de Brasília

O turismo é hoje um dos pilares da economia do Distrito Federal, movimentando uma ampla cadeia produtiva que envolve hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e eventos. Em 2025, o setor arrecadou mais de R$ 90 milhões em Imposto sobre Serviços (ISS), refletindo sua importância direta na geração de receitas e no fortalecimento da economia local. Além disso, o turismo é um importante gerador de empregos. De acordo com dados da Embratur, em 2025 foram registradas 59.786 admissões e 56.480 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 3.306 novos postos de trabalho no setor. O impacto vai ainda além: estimativas da Organização Mundial do Turismo e do World Travel & Tourism Council indicam que, para cada emprego direto gerado no turismo, entre 1,5 e 2 empregos indiretos ou induzidos também são criados, ampliando significativamente o alcance do setor na economia. O crescimento do turismo em Brasília também chama atenção. Em 2025, a capital registrou um aumento de 62% no número de turistas internacionais, bem acima da média nacional de 37%, alcançando a marca recorde de cerca de 110 mil visitantes estrangeiros. Entre os principais países emissores estão Estados Unidos, Portugal, Argentina, Peru e Panamá. No turismo doméstico, mais de 1,1 milhão de visitantes passaram pelo DF, vindos principalmente de estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Além dos tradicionais cartões-postais do eixo cívico e arquitetônico, como o Congresso Nacional do Brasil e a Catedral Metropolitana de Brasília, a cidade se destaca por opções de lazer e natureza, como o Lago Paranoá e a Ermida Dom Bosco | Fotos: Divulgação/Setur-DF Esse fluxo de visitantes é atraído por uma diversidade cada vez maior de experiências. Além dos tradicionais cartões-postais do eixo cívico e arquitetônico, como o Congresso Nacional do Brasil e a Catedral Metropolitana de Brasília, a cidade se destaca por opções de lazer e natureza, como o Lago Paranoá e a Ermida Dom Bosco. Novos atrativos também ganham protagonismo, como a Casa de Chá, que já recebeu mais de 250 mil visitantes em pouco mais de um ano, além de rotas turísticas segmentadas, como a Rota do Queijo e circuitos de cicloturismo. A agenda de eventos é outro motor fundamental do turismo no DF. Em 2025, Brasília recebeu grandes atrações internacionais como Katy Perry, Linkin Park, Imagine Dragons e Guns N' Roses, além de importantes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Thiaguinho. Eventos de grande porte também movimentaram a cidade, como a Supercopa do Brasil de 2026, com público de 71 mil pessoas, e encontros religiosos que reuniram até 80 mil participantes. A diversificação da oferta turística tem ampliado o potencial do destino, com investimentos em segmentos como ecoturismo, turismo gastronômico, turismo rural e turismo de experiência. A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) disponibiliza, inclusive, rotas segmentadas que conectam visitantes a diferentes vivências no território. A infraestrutura acompanha esse crescimento. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, houve aumento de 8,12% na Receita por Apartamento Ocupado (RevPAR) em 2025. O setor também passa por modernizações importantes, como o projeto de requalificação dos setores Hoteleiros Norte e Sul e a ampliação do Brasília Palace Hotel, ícone da arquitetura modernista projetado por Oscar Niemeyer, que deverá ganhar cerca de 150 novos leitos. Outro destaque é a conectividade aérea. O Aeroporto Internacional de Brasília está entre os cinco mais importantes do país e foi considerado o segundo aeroporto mais pontual do mundo em sua categoria. Em 2025, mais de 16,7 milhões de passageiros passaram pelo terminal, que conta com voos diretos para destinos como Lisboa, Miami, Buenos Aires, Lima e Santiago, conectando Brasília ao Brasil e ao mundo. Brasília também conquista reconhecimento nacional pela excelência no turismo. Recentemente, a capital federal foi reconhecida como um dos melhores destinos de negócios do país no prêmio O Melhor do Turismo Brasileiro, promovido pelo jornal Estadão. A cidade conquistou o segundo lugar na categoria “Destino de Negócios”, ao lado de importantes centros urbanos, como São Paulo e Curitiba. A diversificação da oferta turística tem ampliado o potencial do destino, com investimentos em segmentos como ecoturismo, turismo gastronômico, turismo rural e turismo de experiência A premiação, realizada em Foz do Iguaçu, reconhece iniciativas e destinos que contribuem para o desenvolvimento e a qualificação do turismo brasileiro. Brasília também teve destaque na categoria “Aeroporto”, com o Aeroporto Internacional de Brasília figurando como o melhor do país, reforçando a infraestrutura estratégica da capital para o turismo de negócios e eventos. O turismo esportivo também ganha força com a retomada do Autódromo de Brasília. A expectativa é receber 54 eventos, incluindo grandes competições como a Stock Car, ampliando ainda mais o calendário esportivo da capital. Para o secretário de Turismo interino, Bernardo Antunes, o momento é de consolidação e crescimento. “O turismo é uma das grandes forças da nossa economia. Ele gera emprego, movimenta diversos setores e posiciona Brasília como um destino cada vez mais competitivo. Temos investido na diversificação da oferta, na qualificação da infraestrutura e na promoção do destino. Os resultados mostram que estamos no caminho certo, com crescimento acima da média nacional e reconhecimento cada vez maior no cenário internacional”, afirma. Neste Dia Nacional do Turismo, Brasília celebra não apenas números expressivos, mas um setor que conecta pessoas, transforma realidades e projeta a capital como um destino completo, que une arquitetura, cultura, natureza, eventos e experiências únicas.     *Com informações da Setur-DF

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Projeto Sou de Brasília, Mas Não Conhecia leva 30 escolas a conhecer história e pontos turísticos do DF

O auditório do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 4 do Gama está cheio. Estudantes de 14 e 15 anos acompanham a palestra do projeto "Sou de Brasília, Mas Não Conhecia". O palestrante, Rafael Marinho, que é guia turístico, pergunta: “Já ouviram falar no presidente Juscelino Kubitschek? E no arquiteto Oscar Niemeyer? Quem planejou Brasília? Quando a cidade foi inaugurada?” As mãos dos alunos se levantam, as respostas se cruzam e a curiosidade toma conta do espaço. A dinâmica faz parte do Turismo Pedagógico, primeira etapa do projeto promovido pelo Instituto Cultural Caminhos (ICC), com apoio da Secretaria de Turismo (Setur-DF). "É uma oportunidade única para que nossos jovens conheçam de perto a riqueza histórica, cultural e cívica da nossa capital. Mais do que visitas, oferecemos experiências que despertam o sentimento de pertencimento, fortalecem a identidade brasiliense e ampliam o acesso ao turismo de forma inclusiva”, afirma o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. Com fomento de quase R$ 700 mil da Secretaria de Turismo do DF, a iniciativa vai beneficiar mais de 10 mil estudantes do DF e do Entorno até dezembro | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O CEF 4 do Gama é uma das 30 escolas públicas do Distrito Federal atendidas pelo projeto. Com fomento de quase R$ 700 mil da Setur-DF, a iniciativa vai beneficiar mais de 10 mil estudantes do DF e do Entorno até dezembro, com palestras e visitas guiadas sobre o patrimônio cultural e histórico da capital. “É por meio da educação e da vivência que formamos cidadãos conscientes do valor do nosso patrimônio e protagonistas no fortalecimento do turismo interno”, complementa o secretário. Turismo e cidadania João Pedro Rodrigues, estudante de 15 anos, assistiu à palestra empolgado. Ele diz que sempre se interessou pela história de Brasília. “Eu conhecia muito pelos livros, sempre gostei de ler sobre a cidade. Eu já sabia um pouco da trajetória do Athos Bulcão e do Lucio Costa. Agora poderemos visitar pessoalmente tudo o que antes víamos só nos livros. Eu acho isso muito legal”, diz, animado. “Eu, por exemplo, não fui em todos, mas já conheci alguns pontos turísticos. Meu pai e minha mãe trabalham muito, então fica difícil para eles me levarem em todos os lugares”, conta a estudante Ana Beatriz Alves Já Ana Beatriz Alves, também de 15 anos, conta que ainda não teve a oportunidade de conhecer todos os pontos turísticos de Brasília. “Eu, por exemplo, não fui em todos, mas já conheci alguns. Meu pai e minha mãe trabalham muito, então fica difícil para eles me levarem em todos os lugares”, explica a aluna. Para o presidente do Instituto Cultural Caminhos e idealizador do projeto, Stein Anistia, a iniciativa busca aproximar os alunos do patrimônio de Brasília. “Somos pioneiros no turismo pedagógico, que é falar sobre os pontos turísticos da cidade de forma educativa. Mostramos imagens da Torre de TV, da Ponte JK e de outras construções no telão, enquanto o guia explica detalhes e o sentimento de pertencimento. A segunda etapa do projeto é um passeio com os mesmos alunos, levando-os gratuitamente aos pontos turísticos que foram apresentados durante as atividades”, explica Stein.

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Nova versão de livro sobre educação patrimonial é lançada em escola pública do DF

Nesta sexta-feira (25), os alunos da Escola Parque da 308 Sul tiveram um momento dedicado ao conhecimento cívico por meio do lançamento de uma nova versão do livro Gabriel em Brasília – Cidade com Asas, narrativa que abrange a educação patrimonial, conforme os planos de trabalho estabelecidos entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), o Instituto BRB e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Editado e lançado pela primeira vez em 2015, o livro se passa em 2012 e narra a aventura do menino Gabriel, que veio de São Paulo com a tia para visitar Brasília, em um lúdico Plano Piloto, construído a partir das ideias de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. O enredo é contado de forma leve e com um viés infantojuvenil, convidando jovens de todas as idades a experimentar o misto de estranhamento e encantamento por uma cidade única como a capital do país, próxima a data em que completa 65 anos de existência. Cauê Nunes é o protagonista de um curta-metragem baseado no livro | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A apresentação de um curta baseado no livro também fez parte da cerimônia e foi estrelado pelo estudante da 308 Sul, Cauê Nunes, de 9 anos. Na breve obra audiovisual, Cauê passeia por Brasília e interpreta o Gabriel do livro, maravilhado pela arquitetura diferente. O pequeno relatou a visão da história do ponto de vista do personagem que interpreta: “Como o Gabriel mora em São Paulo, ele acha que só tem político em Brasília. Mas, na real, é uma cidade que tem muito mais do que ele pensa. Ele se impressiona com a quantidade de monumentos e faz até uma nova amiga que se chama Joana”. Conhecer para preservar Brasília, reconhecida como patrimônio cultural, desde a sua origem esbanja arrojo nas formas modernas e liberdade nos espaços amplos: esplanadas, parques, jardins e áreas verdes. O livro também remete à história da construção da capital, feita pelos candangos e pioneiros vindos de diversas partes do país. Representando a Secretaria de Educação junto à Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, a diretora de Educação em Tempo Integral, Erika Martins, ressaltou que o evento foi uma excelente oportunidade para destacar a importância dos bens culturais e naturais, alinhando-se à política de educação patrimonial da pasta. “Nós precisamos trabalhar a memória e o pertencimento dos nossos estudantes” Erika Martins, diretora de Educação em Tempo Integral “A educação patrimonial é uma política instituída tanto no âmbito federal quanto no Distrito Federal. Nós precisamos trabalhar a memória e o pertencimento dos nossos estudantes e, com esse tipo de atividade, eles vão reconhecer cada prédio histórico que tem na cidade onde vivem e a importância do contexto histórico no passado, no presente e para o futuro das gerações”, destacou. Todos os anos um livro com temáticas de educação patrimonial é trabalhado em conjunto com a Secretaria de Educação e financiado pelo Instituto BRB. As obras literárias são entregues nas bibliotecas e escolas, onde as equipes pedagógicas fazem trabalhos escolares com base nas produções no intuito de ensinar os alunos a reconhecer, valorizar e preservar o patrimônio público. “Participar de um projeto em que estamos investindo e potencializando os estudos para a preservação do patrimônio cultural da nossa cidade é uma honra muito grande, porque nos reconhecemos nesse lugar de valorizar a cultura e oferecer a possibilidade de mais um aprendizado para essas crianças”, afirmou a presidente do Instituto BRB, Leila Cristina Republicano. Orgulho da cidade Depois de aplaudir o filme e receber os livros, três estudantes de 10 anos da 308 Sul comentaram suas impressões. Dos pontos turísticos por onde o Gabriel do livro passou, a pequena Luiza Alves Parodes disse que não conhecia a Catedral, mas já era familiarizada com a Igrejinha, que fica bem em frente à escola. Ao ser questionada sobre a importância de conhecer a cidade que mora, ela respondeu: “Quando eu for passear e alguém perguntar o que sei sobre Brasília, vou saber responder quais são pontos turísticos daqui”. Ana Beatriz Moura cita a Catedral como o monumento preferido dela em Brasília: “Os anjos lá de cima são lindos” A colega Ana Beatriz Moura, por sua vez, já chegou contando quais os monumentos famosos do DF de que mais gosta. “Eu aprendi que Brasília é muito importante para todos, porque é a nossa capital. E se a gente não cuidar, a capital fica feia, não fica legal. Mas, para cuidar, tem que conhecer primeiro. Um monumento que eu adoro é a Catedral. Os anjos lá de cima são lindos”, disse, animada. A estudante Laís Bianca da Silva mostrou encanto pelas imagens do vídeo e do livro, sem nunca ter visto a Ponte JK e outros monumentos de pertinho. “Achei as coisas bem bonitas. Tenho orgulho de ser brasiliense e morar na capital do país”, declarou.

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Aproveite o feriado e faça uma expedição arquitetônica por Brasília!

Turistar por Brasília é passear com Oscar Niemeyer, prosear com Lucio Costa, respirar Burle Marx e brincar com Athos Bulcão. É na arquitetura que a capital federal mostra todo o seu equilíbrio, uma feliz mistura entre o concreto e a natureza, os monumentos em curva e as longas avenidas retas. Quem quer explorar os traços dessa obra modernista precisa estar preparado para sair do óbvio. A área tombada da cidade tem 112,25 km² – é o maior perímetro urbano sob proteção histórica do mundo. Além disso, a capital do Brasil é a primeira cidade moderna a ser reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural da Humanidade. “Em Brasília, é possível observar os traços do modernismo brasileiro, movimento que continua atual e revolucionário, que segue provocando reações de várias formas não só nas pessoas ligadas à arquitetura”, aponta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “O equilíbrio entre concreto, natureza, céu… Tudo é obra de arte nesta grande prancheta.” Se você ficou animado para fazer uma expedição arquitetônica pela cidade, dê o primeiro passo dessa jornada. Conheça as quatro escalas que fundamentaram o projeto urbanístico de Brasília: monumental, gregária, bucólica e residencial. Foi em cima desse quadripé que se organizou o desenvolvimento da capital federal. “Quando Lucio Costa projetou uma Brasília totalmente planejada, ele já imaginava que haveria um crescimento orgânico da cidade. As escalas funcionaram como um guia para esse desenvolvimento”, explica o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Aquiles Brayner. O grande eixo que abriga os pontos turísticos mais característicos de Brasília compõe a escala monumental. A gregária é a mais verticalizada de todas, com altos prédios circundando a rodoviária da cidade. “A escala residencial se dedicou a pensar as formas de habitação, e a bucólica garantiu a integração com a natureza”, afirma Brayner. Quer saber mais? A Agência Brasília preparou um guia sobre as quatro perspectivas que nortearam o projeto urbanístico da capital federal. Conheça melhor cada uma delas e bom passeio! Escala Monumental O nome já dá a dica: é a escala que está impressa no Eixo Monumental, avenida que vai da Praça dos Três Poderes até a antiga Rodoferroviária de Brasília. A larga via divide os lados norte e sul da cidade. Além disso, abriga diversos órgãos governamentais ao longo dos seus 16 quilômetros de extensão. Na porção leste, estão os órgãos do governo federal, encabeçados pela Praça dos Três Poderes. É lá que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário se unem, representados pelo Congresso Nacional, pelo Palácio do Planalto e pelo Supremo Tribunal Federal. Os órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), como o Palácio do Buriti e a Câmara Legislativa, estão na parte oeste do eixo. Mas nem só de prédios governamentais se faz o Eixo Monumental. Na avenida, o visitante também encontra a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, o Teatro Nacional Claudio Santoro e o Museu Nacional da República, inaugurado em 2006. O caçula do eixo surpreende com seu formato semiesférico, com 25 metros de raio e 26,25 metros de altura. O projeto é do arquiteto Oscar Niemeyer. “O museu apresenta sua arte já do lado de fora. Ele, por si só, já é uma obra impressionante”, ressalta o secretário Bartolomeu Rodrigues. A semiesfera esconde um enorme vão que só pode ser aberto graças a um conjunto de vigas radiais. Nas extremidades, elas se apoiam nos arcos da cúpula. E, ao centro, comprimem um maciço de concreto suspenso. Junto à Biblioteca Nacional de Brasília, o Museu da República compõe o Conjunto Cultural da República. Museu Nacional da República | Fotos: Lucio Bernardo Jr/Agência Brasília Vai lá! Museu Nacional da República Setor Cultural Sul, Lote 2, Esplanada dos Ministérios De terça a domingo e feriados, das 9h às 18h30 (fechado em 25 de dezembro e 1º de janeiro e em feriados com grandes eventos na Esplanada dos Ministérios) Entrada gratuita (61) 3325-5220 / 3325-6410 Escala Gregária Marca o coração da cidade, mais especificamente as redondezas da plataforma rodoviária. É na área mais verticalizada da capital federal que estão os setores de diversões, comerciais, bancários, hoteleiros, médico-hospitalares, de autarquias e de rádio e televisão sul e norte. Em meio aos prédios mais altos de Brasília, o Conjunto Nacional chama a atenção com suas luzes coloridas. Ele foi o primeiro shopping de Brasília e o segundo do Brasil. Terminou de ser totalmente erguido em 1977 – com uma fachada idealizada pelo artista plástico Athos Bulcão. Vai lá! Conjunto Nacional de Brasília Setor de Diversões Norte, Conjunto A As lojas ficam abertas de segunda a sábado das 9h às 22h; aos domingos, das 14h às 20h (61) 2106-9700 www.conjuntonacional.com.br Escala Residencial É a tradução do conceito coletivo de morar, tão característico nas asas Sul e Norte. Os apartamentos são rodeados de área verde, comércios locais, praças e escolas. Essa escala tem a 308 Sul como sua maior representante. Em uma única quadra, você pode apreciar o projeto urbanístico de Lucio Costa, o paisagismo de Burle Marx, os azulejos de Athos Bulcão e as criações de Oscar Niemeyer. A primeira parada do passeio deve ser na tradicional Igreja Nossa Senhora de Fátima, carinhosamente conhecida como Igrejinha. A obra, inspirada em um chapéu de freira, foi projetada por Niemeyer em 1958. O trabalho mais conhecido de Athos Bulcão, o painel de azulejos que simboliza a pomba do Espírito Santo descendo à Terra e a Estrela da Natividade, enfeita a fachada do prédio. Na residencial da 308 Sul, vá direto ao bloco F. É lá que está o espelho d’água com carpas, parte do projeto de Burle Marx. Aproveite para admirar os prédios – a parte de trás deles é ocupada por cobogós. E os pilotis, inspirados no Catetinho, são coloridos por azulejos do arquiteto Marcelo Campelo. Se quiser conhecer mais sobre esse e outros espaços de Brasília, o secretário-executivo de Turismo, Gustavo Assis, dá uma dica: “Há um Centro de Atendimento ao Turista [CAT] na quadra, próximo à Igrejinha. Lá funcionava o primeiro ponto de identificação de Brasília, local onde os pioneiros tiravam Carteira de Identidade. A unidade tem um turismólogo à disposição para dar informações”. Quadra-modelo Vai lá! Quadra-modelo SQS 308, Asa Sul Pode ser visitada todos os dias, a qualquer horário Escala Bucólica Já ouviu dizer que Brasília é uma cidade-parque? Pois é à escala bucólica que devemos esse título. Ela tem o papel de integrar todas as outras escalas com extensos gramados, praças, jardins, parques públicos e faixas arborizadas cheias de espécies nativas do cerrado. Até o Lago Paranoá entra nessa equação, integrando os lados sul e norte da capital. Quem estiver disposto a fugir do circuito turístico tradicional vai encontrar uma agradável surpresa no Setor Militar Urbano (SMU), bem pertinho do Eixo Monumental. É a Praça dos Cristais, um projeto de Burle Marx. O artista plástico se inspirou nos cristais do município de Cristalina (GO) para fazer as peças de concreto que despontam do grande espelho d’água. “Nasci em Brasília e moro aqui desde então, há 45 anos. Não tem lugar em que eu encontre mais paz do que nesta praça”, garante Paulo Renato Cunha. O servidor público levou o amigo Gabriel Benevides para conhecer o local e ficou satisfeito diante do encantamento da visita. “Realmente é uma sensação de calma que a gente encontra em poucos lugares”, assegura o goiano. Praça dos Cristais Vai lá! Praça dos Cristais Quartel General do Exército, Setor Militar Urbano (SMU) Aberta para visitação todos os dias, a qualquer horário Confira o vídeo: Fora do Plano A Casa do Cantador é o único projeto de Oscar Niemeyer que foi parar fora do Plano Piloto. Chamada de Palácio da Poesia e da Literatura de Cordel, a construção fica em Ceilândia, cidade que concentra um grande número de imigrantes nordestinos. “Nosso mestre Oscar Niemeyer nos deu esse presente, um marco da cantoria nordestina em pleno Planalto Central”, comemora Manoel de Sousa Rodrigues, o Zé do Cerrado, gerente da Casa do Cantador. “A casa foi inaugurada em novembro de 1986 e já recebeu a visita de grandes nomes, como Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré e Ivanildo Vila Nova. O espaço dedicado a ritmos como repente, cantoria de viola, vaquejada e forró tem 5 mil m². “Temos um anfiteatro com 300 lugares, diversas salas reservadas para projetos ocupacionais ligados à música, uma cordelteca”, enumera Zé do Cerrado. Casa do Cantador Vai lá! Casa do Cantador QNN 32, Área Especial, Ceilândia Sul De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (nos dias de eventos noturnos, abre conforme horário da programação) (61) 3378-5067 casadocantador@cultura.df.gov.br  

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