Distrito Federal entra em alerta laranja de perigo para baixa umidade do ar nesta sexta-feira (7)
O Distrito Federal entra em alerta laranja de perigo devido à severa baixa umidade relativa do ar nesta sexta-feira (7). O aviso, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), começa a valer a partir das 12h e vai até as 18h, com previsão de que a umidade varie entre 20% e 12%. O cenário acende o alerta para o risco de incêndios florestais e para complicações na saúde, como ressecamento de pele e desconforto nos olhos, boca e nariz. Baixa umidade atinge toda a região delimitada em laranja | Imagem: Inmet A queda nos índices de umidade é provocada pela atuação de um sistema de alta pressão na alta atmosfera, que age em conjunto com uma massa de ar seco sobre a região central do Brasil. Esse fenômeno meteorológico traz condições de tempo firme e favorável para a redução da umidade do ar, principalmente no período da tarde. O aviso engloba quase a totalidade do estado de Goiás, um pedaço de Mato Grosso e partes de Tocantins e Bahia, além de territórios entre o norte e o noroeste de Minas Gerais. Um dos primeiros hábitos a adotar é aumentar a frequência da hidratação durante a seca | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Recomendações e cuidados Com a gravidade do alerta laranja, o Inmet recomenda que a população redobre os cuidados básicos de hidratação e proteção para reduzir os impactos da baixa umidade no dia a dia. Veja abaixo as principais orientações: Hidratação constante ⇒ Beba bastante líquido ao longo do dia, reforçando o consumo de água. Restrição de atividades ⇒ Atividades físicas não são recomendadas nos períodos mais secos. Exposição solar ⇒ Evite a exposição direta ao Sol nas horas mais quentes do dia (geralmente durante a tarde) e use roupas leves, bonés, chapéus ou sombrinhas. Umidificação ⇒ Mantenha os ambientes de casa e do trabalho adequadamente umidificados, utilize hidratante para a pele e use soro fisiológico para as vias respiratórias. A atenção deve ser ainda maior com os grupos mais vulneráveis, que incluem crianças, idosos, grávidas e pessoas com comorbidades, bem como populações e animais em situação de rua. Em caso de necessidade de suporte ou para obter mais informações, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193. Registros anteriores As regiões administrativas do Gama, Planaltina e Brazlândia são as áreas que têm registrado os menores valores de umidade relativa em eventos similares anteriores. Isso mantém a tendência de essas regiões serem as mais afetadas pela secura. Historicamente, o Distrito Federal já enfrentou marcas de estiagem ainda mais extremas. O menor índice de umidade já captado pelos equipamentos do Inmet foi de 7%, marca atingida na estação do Gama (Ponte Alta) em 3 de setembro de 2024. Brazlândia registrou 9% em 22 de agosto de 2025, o mesmo índice atingido em Águas Emendadas em 4 de outubro de 2020. Na área central de Brasília, o recorde de secura ocorreu em 15 de setembro de 2024, quando os registros chegaram a 10%. A previsão para os próximos dias aponta para a persistência do tempo seco. Os índices de umidade ainda devem atingir valores baixos durante as tardes e podem ficar em torno de 30% ou menos. Por isso, o Inmet recomenda manter o acompanhamento diário das previsões e atualizações dos avisos meteorológicos.
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Vai curtir o Carnaval? Saiba como evitar bolhas e calos nos pés
A temporada de Carnaval de 2026 começa nesta sexta-feira (13), e muita gente já está com fantasia pronta e glitter na bolsa. Mas, no meio da animação, um problema comum pode fazer a festa terminar antes do esperado: dor nos pés, bolhas, calos e feridas causadas pelo excesso de caminhada e pelo uso de calçados inadequados. Recomendação de especialistas é que, em meio às festividades, foliões atentem à importância da proteção do corpo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Sandálias e chinelos deixam os pés expostos e não oferecem amortecimento suficiente. Além disso, existe o risco de alguém pisar ou chutar seus dedos, por isso um calçado fechado oferece mais proteção” Glênio Minoru, ortopedista do Hospital de Base Durante os dias de folia, é comum que os foliões andem longas distâncias, enfrentem sol forte, chuva e passem horas em pé. E, nesse cenário, os pés acabam sendo os primeiros a sofrer. Para evitar desconforto e conseguir aproveitar os blocos até o fim, alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença. O ortopedista Glênio Minoru, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), lembra que a escolha do calçado é um dos pontos mais importantes para quem quer curtir o Carnaval com segurança. “Sandálias e chinelos deixam os pés expostos e não oferecem amortecimento suficiente” orienta. “Além disso, existe o risco de alguém pisar ou chutar seus dedos, por isso um calçado fechado oferece mais proteção”. Conforto dos pés De acordo com o médico, o ideal é usar tênis confortável, firme no pé, que não aperte e que já esteja amaciado. “Tênis novo costuma causar mais atrito e aumenta o risco de bolhas”, alerta. Ele compara o esforço do Carnaval a uma maratona, já que muitas pessoas passam horas caminhando e dançando sem descanso. “O tênis reduz o risco de imprevistos, como correias arrebentadas e solado quebrado”, reforça. “Já saltos altos não são recomendados, porque aumentam muito o risco de torções em terrenos irregulares.” Além do sapato certo, a recomendação é preparar o corpo antes da festa. Alongamentos e aquecimento ajudam a reduzir dores musculares e diminuir o risco de lesões. “Um aquecimento simples e alongamento das articulações já é um bom preparo; uma compressa morna antes de sair também pode ajudar”, indica Minoru. Hidratação A hidratação e a alimentação igualmente não devem ser esquecidas. Beber água regularmente e comer bem antes de sair são atitudes que ajudam a manter o corpo firme e evitam queda de pressão, cansaço extremo e mal-estar. Depois da folia, algumas medidas podem aliviar o desconforto nos pés. Caso estejam inchados, a recomendação é mantê-los elevados e, se possível, fazer compressa com gelo. Isso ajuda a reduzir o inchaço e melhora a circulação. Quando surgem bolhas, o alerta é claro: não as estoure. Isso porque a bolha funciona como uma proteção natural do corpo e, ao romper a pele, aumenta o risco de infecção. “O importante é proteger a região e eliminar a causa do problema, que normalmente é o atrito do calçado”, orienta o ortopedista. “O ideal é corrigir o sapato e cobrir a área”. Atenção aos sinais [LEIA_TAMBEM]Em geral, bolhas e calos não evoluem para algo grave, explica o especialista; contudo, se houver vermelhidão intensa, escurecimento ou sinais de pus, é importante procurar orientação médica. Esse cuidado deve ser ainda maior em pessoas com doenças como diabetes ou varizes. “Essas pessoas são mais suscetíveis a desenvolver lesões que podem evoluir para quadros mais graves, então precisam redobrar os cuidados e não exagerar”, explica o ortopedista Wladimir Querubino, do Hospital de Base do DF. Segundo ele, o ideal é não ficar muitas horas seguidas com as pernas para baixo. “Depois de dançar, sente-se um pouco, descanse e alongue as pernas”, indica. Se houver dor intensa, inchaço persistente ou sinais de infecção, como vermelhidão forte, aumento da temperatura no local, presença de secreção ou feridas que não cicatrizam, principalmente em pessoas com diabetes ou varizes, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes. Durante o Carnaval, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou um hospital, caso os sintomas sejam mais graves. Fora do período de feriado, a população também pode buscar orientação na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. *Com informações do IgesDF
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Conheça orientações para identificação de crianças e prevenção de desaparecimentos no Carnaval
Com o aumento do fluxo de pessoas em eventos públicos e espaços de grande circulação durante o Carnaval, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) reforça a importância da identificação de crianças como medida essencial para evitar desaparecimentos e garantir a segurança dos pequenos foliões. Crianças devem ser devidamente identificadas, tanto pela carteirinha quanto pelas pulseiras que serão distribuídas nos blocos infantis | Foto: Divulgação/PMDF A orientação principal é que os responsáveis identifiquem as crianças de maneira visível e segura. Para tanto, seguem abaixo alguns procedimentos importantes. ⇒ Carteirinha de Identificação Infantil – Disponível no site da PMDF, pode ser impressa e anexada à roupa da criança ou usada como crachá. O documento contém o nome e telefone de contato dos responsáveis ⇒ Pulseiras de identificação – Distribuídas gratuitamente pela PMDF em pontos estratégicos de blocos voltados para o público infantil, essas pulseiras são resistentes e ajudam na rápida localização dos responsáveis Além da identificação, a PMDF reforça a importância de nunca deixar as crianças desacompanhadas e seguir recomendações de segurança durante as festividades. Em caso de desaparecimento, veja o que fazer. ⇒ Informe um policial militar ou procure um dos pontos de apoio da PMDF. A comunicação rápida aumenta as chances de reencontro seguro ⇒ Descreva a criança com detalhes, incluindo nome, idade e as características das roupas usadas no dia ⇒ Evite pânico e siga as instruções dos agentes de segurança, que estão preparados para atuar nesses casos. Além das medidas adotadas pela PMDF, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), por meio da Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes (SBPCA), desenvolveu um protocolo especial em parceria com blocos de Carnaval e agentes de segurança para garantir a proteção e acolhimento de crianças desacompanhadas durante as festividades. Se encontrar uma criança perdida, a recomendação é mantê-la calma e acionar imediatamente um policial militar ou um ponto de apoio. A PMDF ressalta que a colaboração da população é fundamental para prevenir incidentes e assegurar a proteção dos pequenos foliões. *Com informações da PMDF
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Mais de 3,6 mil casas do Lago Norte recebem ação contra a dengue
Cerca de 3,6 mil residências do Lago Norte já foram inspecionadas por agentes da Vigilância Ambiental e do Corpo de Bombeiros desde o dia 13 deste mês, em uma operação diária contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Coordenada pela administração regional local, a ação já alcançou 16 quadras e seguirá por todas as QIs, QLs, MIs e MLs da região, reforçando a importância da inspeção domiciliar para combater os altos índices de infestação do mosquito. Agentes em ação: cada canto da casa que puder servir de criadouro do mosquito precisa ser vistoriado | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Neste ano nós antecipamos as operações para tentar diminuir o índice de infestação no Lago Norte, que estava concentrado dentro das residências” Marcelo Ferreira, administrador do Lago Norte O trabalho de prevenção consiste na busca por criadouros, como recipientes com água parada em quintais e áreas externas. Com a colaboração dos moradores, que são orientados a permitir a vistoria, a estratégia visa a eliminar focos do mosquito e reduzir o risco de novos casos, garantindo um ambiente mais seguro para a população. O administrador do Lago Norte, Marcelo Ferreira, recordou que o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) costuma ser alto na região, que tem vegetação densa e lotes com grandes áreas. “Isso não significa que haja altos casos de contaminação pela dengue, mas neste ano nós antecipamos as operações para tentar diminuir o índice de infestação no Lago Norte, que estava concentrado dentro das residências”, afirma. “O governo está a postos para diminuir esse alto índice”. Trabalho em equipe Além da visita porta a porta, a campanha reforça as medidas que a população pode adotar para impedir a proliferação do mosquito, como tampar caixas-d’água e tonéis, limpar calhas regularmente, descartar recipientes que possam acumular água e usar repelente. A conscientização e o engajamento da comunidade são essenciais para o sucesso da iniciativa. Ozenilde Miranda, chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental Norte: “É importante a presença do agente e também do morador acompanhando a inspeção, para que ele veja qual o problema” “Peço que a população continue colaborando e atendendo os nossos agentes, porque o trabalho é casa a casa e dia a dia”, reforça a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental Norte, Ozenilde Miranda. “São lotes grandes, às vezes tem área que o morador não entende que pode ser um criadouro para as larvas do mosquito, e o nosso agente tem um olhar especial e amplo para esse atendimento. Por isso é importante a presença do agente e também do morador acompanhando a inspeção, para que ele veja qual o problema.” A previsão é alcançar todas as residências do Lago Norte. “Não adianta um vizinho ter esse cuidado e o outro não”, pontua a agente de Vigilância Sanitária Juliana Mussi. “É um trabalhinho de formiga, cada um tem que fazer a sua parte para dar certo. E, no final, todo mundo ganha.” Ela recomenda que todos os dias, em especial nos de chuva, é importante averiguar se há água acumulada em algum objeto e retirá-lo do local. Em terrenos grandes, alguns materiais do lado de fora da casa, nos fundos ou em áreas de obras, como pratinhos que ficam embaixo das plantas, podem passar despercebidos e se tornarem focos do mosquito. Para a agente de Vigilância Sanitária Rafaela da Silva, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos agentes está no receio da comunidade em receber os agentes, visto que em muitas casas os funcionários ficam sozinhos. Além da autorização necessária, há outros fatores que podem impedir a visita, como cães soltos ou própria falta de conscientização das pessoas. “Entendemos que também há um certo medo em relação à segurança, mas a gente pede encarecidamente que nos permitam entrar, verifiquem nossos crachás e confiem no nosso trabalho, que é de suma importância para melhorar a questão da dengue no DF”, ressalta Rafaela.
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