Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) trabalha na implementação de soluções tecnológicas baseadas em inteligência artificial, com dois projetos estratégicos já em fase de testes e finalização. As iniciativas integram o Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Coordenada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a iniciativa tem como missão incentivar a pesquisa e o desenvolvimento em inteligência artificial, fomentar talentos, apoiar a criação de startups e promover o uso ético e estratégico da tecnologia em áreas prioritárias, como segurança pública, saúde e educação. Projetos-piloto com inteligência artificial foram apresentados por equipes da SSP-DF nesta terça (17) | Foto: Divulgação/SSP-DF Os projetos-piloto foram desenvolvidos a partir de demandas reais apresentadas pelas forças de segurança e apresentados nessa terça-feira (17), no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). Os avanços das soluções foram demonstrados a gestores e especialistas das áreas de tecnologia, inteligência e operações, consolidando mais uma etapa rumo à implementação definitiva. O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, ressalta o caráter estratégico da iniciativa: “A inteligência artificial passa a ser uma aliada fundamental na política de segurança pública do Distrito Federal. Estamos estruturando um modelo moderno, que integra tecnologia, inovação e gestão orientada por evidências. Esses projetos já estão sendo testados, ajustados e preparados para serem incorporados à rotina operacional, ampliando nossa capacidade de antecipar cenários, responder com mais rapidez e proteger melhor a população”. O primeiro piloto consiste na transcrição automática de chamadas dos canais de emergência, com uso de inteligência artificial para converter áudio em texto estruturado. A ferramenta já foi treinada com bases reais e opera em ambiente de simulação, com potencial para reduzir o tempo de registro de ocorrências, padronizar informações e qualificar a análise dos atendimentos. "Esses pilotos demonstram que é possível transformar demandas operacionais em soluções tecnológicas concretas, com impacto direto na eficiência do atendimento, na investigação e na prevenção ao crime" Thiago Costa, secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a inovação será fundamental para o desenvolvimento de soluções inteligentes no setor público. "A aplicação de IA demonstra como a inovação pode gerar soluções concretas para a segurança pública no DF, ao automatizar processos, qualificar informações e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. Com mais precisão e agilidade, essas tecnologias fortalecem a tomada de decisão e revelam o poder da pesquisa científica no enfrentamento dos desafios do setor público na nossa capital", explica. A segunda solução em desenvolvimento é uma ferramenta de análise de padrões de comportamento veicular, baseada no fluxo e na trajetória de veículos captados por câmeras inteligentes. Diferentemente de sistemas tradicionais de leitura de placas, a tecnologia permite identificar vínculos e padrões de deslocamento — como atuação em comboios ou rotas suspeitas —, ampliando a capacidade investigativa e de inteligência. O formato permite, por exemplo, identificar relações entre veículos envolvidos em práticas criminosas ou mapear trajetórias associadas a crimes como furtos, roubos e tráfico interestadual, a partir do comportamento no sistema viário. “O que estamos construindo aqui é uma nova lógica de atuação na segurança pública, baseada em dados, integração e inteligência. Esses pilotos demonstram que é possível transformar demandas operacionais em soluções tecnológicas concretas, com impacto direto na eficiência do atendimento, na investigação e na prevenção ao crime. Estamos avançando com responsabilidade, validando cada etapa para garantir segurança jurídica, efetividade e aderência às necessidades reais das nossas forças”, destaca o secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF, Thiago Costa. [LEIA_TAMBEM]Os pilotos estão alinhados à estratégia da DF 360, plataforma que amplia a capacidade de monitoramento, integração de dados e análise em tempo real no Distrito Federal, fortalecendo a atuação orientada por evidências. Expansão Com os pilotos já em estágio avançado, a SSP-DF trabalha na consolidação dos testes, no aprimoramento das ferramentas e na avaliação da viabilidade operacional e jurídica para incorporação definitiva das soluções à rotina das forças de segurança. A expectativa é que, após a validação, os sistemas sejam integrados de forma progressiva às operações, ampliando a eficiência, a capacidade analítica e a tomada de decisão baseada em dados. O CIIA está sediado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto, nas instalações do Instituto HBR — executor do projeto — e conta com uma infraestrutura avançada, incluindo um supercomputador de alto desempenho voltado à pesquisa, desenvolvimento e inovação em inteligência artificial. O centro foi estruturado com base na articulação entre governo, academia e setor produtivo — modelo conhecido como tríplice hélice —, com foco na resolução de desafios concretos da gestão pública. A atuação do CIIA está organizada em três grandes eixos: pesquisa, capacitação e inovação. Na prática, isso se traduz em núcleos temáticos voltados a áreas estratégicas, trilhas formativas presenciais e online para servidores, estudantes e empreendedores, além do estímulo à participação de startups no desenvolvimento de soluções tecnológicas. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e da FAPDF
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Projeto-piloto vai divulgar informações de trânsito do DF em aplicativos de navegação GPS
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) deu início ao projeto-piloto de inserção de informações do trânsito em aplicativos de navegação GPS. O objetivo é auxiliar os motoristas em seus deslocamentos, por meio da divulgação das intervenções realizadas nas vias urbanas do DF para possibilitar que os condutores busquem rotas alternativas, reduzindo engarrafamentos e promovendo mais segurança viária. Imagem: Ascom Detran-DF Durante a fase de testes, os agentes de trânsito farão inserções sobre as interdições em vias urbanas decorrentes de obras públicas e de eventos. As informações, por exemplo, referentes às alterações no trânsito durante o jogo de futebol entre Brasil e Peru, que ocorreu na terça-feira (15), foram divulgadas nos aplicativos. De acordo com o diretor-geral do Detran-DF, Takane Nascimento, o projeto contribuirá nas ações voltadas para a fluidez do tráfego e planejamento viário. “A ideia é usar ferramentas que levem informações sobre o trânsito para facilitar a vida dos motoristas, além de possibilitar a redução de engarrafamentos e até mesmo a ocorrência de sinistros”, destaca o diretor. *Com informações do Detran-DF
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Cras Móvel inicia projeto-piloto para fortalecer acompanhamento de comunidades rurais
A unidade móvel do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) promoveu, nesta quinta-feira (6), a primeira ação do projeto-piloto Paif (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família) Móvel para reforçar a assistência às famílias em vulnerabilidade social que vivem em áreas rurais do Distrito Federal. O objetivo é que o Cras Móvel passe a referenciar as famílias, como ocorre nas unidades fixas, e prestar atendimento de forma continuada, não somente em ações pontuais e esporádicas. Atendimento, nesta primeira etapa do projeto, abrange moradores de quatro núcleos rurais do DF | Foto: Divulgação/Sedes Gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), o Cras Móvel compõe a rede de unidades do 32 Cras do DF, atuando de forma itinerante na oferta de serviços socioassistenciais a comunidades de áreas rurais e com dificuldade de locomoção. Em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater), o projeto-piloto abrange, neste primeiro momento, os moradores de quatro núcleos rurais: Pipiripau e Rio Preto, em Planaltina; Alexandre Gusmão, em Brazlândia, e Jardins, no Paranoá. “O diferencial é a continuidade, a integralidade do serviço e da oferta da proteção social. As famílias que estão referenciadas terão possibilidade de fazer retorno e ser acompanhadas” Sinara Silva de Deus, diretora de Proteção Social Móvel da Sedes Essas famílias serão referenciadas e acompanhadas por especialistas do Cras Móvel, com atendimento presencial na comunidade uma vez por mês, sempre às quintas-feiras. Nesta primeira ação, foram atendidas integralmente, com todos os serviços e benefícios do Paif, 40 famílias do Núcleo Rural Pipiripau. Atendimento planejado “O diferencial é a continuidade, a integralidade do serviço e da oferta da proteção social”, pontua a diretora de Proteção Social Móvel da Sedes, Sinara Silva de Deus. “As famílias que estão referenciadas terão possibilidade de fazer retorno e ser acompanhadas. Nos atendimentos nesta quinta, foram realizados atualização de Cadastro Único, encaminhamento para a rede socioassistencial e participação em atividades coletivas, além da concessão de benefícios de acordo com as necessidades de cada família.” Como parte da preparação da ação de quinta-feira, a equipe participou de capacitação para operacionalizar o chamado protótipo de recepção, novo sistema de atendimento do projeto-piloto do Cras Móvel. Nesta sexta (7), além dos atendimentos socioassistenciais do programa GDF Mais Perto do Cidadão, em Ceilândia, a equipe participará de reunião para avaliar e aprimorar a metodologia aplicada, tendo em vista já os próximos atendimentos no Núcleo Rural Rio Preto, agendado para o dia 13. “O Cras Móvel tem a mesma atuação de uma unidade fixa do Cras, com a oferta de serviços e benefícios socioassistenciais, por meio do Paif”, detalha a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Em 2023, foram realizados mais de 305 mil atendimentos nos Cras, incluindo o Cras Móvel. Neste ano, até esta quarta, foram 149.514 – lembrando que não é necessário agendar atendimento no Cras Móvel. Os atendimentos são realizados de forma planejada nas áreas rurais, e famílias são avisadas previamente sobre as ações.” Cras Móvel Criado em 2021, o Cras Móvel atua de forma itinerante em áreas previamente mapeadas que necessitam de auxílio socioassistencial, em territórios de baixa densidade demográfica – como áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas, calhas de rios e assentamentos – ou em projetos desenvolvidos em parceria com outros órgãos, como a Emater ou a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), que, em 2022, cedeu espaço no núcleo dna Asa Norte para apoio administrativo da unidade móvel. A equipe não presta atendimentos presenciais no local, apenas em casos e ações específicas. Os usuários devem agendar o atendimento no Cras do seu território. As vagas são liberadas diariamente às 8h, de segunda a segunda-feira, pela Central 156 e pelo site da Sedes. As exceções para o atendimento não agendado são emissão segunda via de RG, espelho do NIS, auxílio por morte, Carteira de Idoso, auxílio-natalidade e orientações e informações do Paif. Esses serviços são atendidos por demanda espontânea no Cras do território do usuário. *Com informações da Sedes
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Mutirão de serviços atende pessoas LGBTQIAP+ em penitenciária feminina
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) realizou 34 atendimentos no 1º Mutirão de Atendimento e Retificação de Nome e Gênero de Pessoas LGBTQIAP+ em Situação de Privação de Liberdade. A ação ocorreu nesta quarta-feira (17), na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, no Gama. A ação ocorreu nesta quarta-feira (17), na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, no Gama, como parte de um projeto-piloto com foco no acesso à Justiça e à cidadania da população trans em situação de cárcere | Foto: Divulgação/DPDF Os atendimentos foram realizados pelos núcleos de Assistência Jurídica de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (NDH) e de Execuções Penais (NEP) da DPDF. O evento faz parte de um projeto-piloto com foco no acesso à Justiça e à cidadania da população trans em situação de cárcere. Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, a iniciativa garante o respeito aos direitos humanos e à identidade de gênero de pessoas LGBTQIAP+ em situação de privação de liberdade, reconhecendo sua dignidade e autonomia. “O mutirão auxilia no combate a discriminação e o preconceito dentro do sistema prisional, criando um ambiente mais inclusivo e seguro além de contribuir para a redução do sofrimento psicológico e emocional enfrentados por esses cidadãos ao serem obrigados a viver sob uma identidade que não corresponde à sua verdadeira essência”, explicou. *Com informações da DPDF
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