GDF investiu R$ 7,4 milhões em recuperação de quase 10 mil km de estradas rurais nos últimos anos
Nos últimos anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) intensificou as ações de manutenção e recuperação de estradas rurais. Entre 2019 e 2026, foram recuperados cerca de 9,5 mil quilômetros de vias em diferentes regiões do campo, com investimento superior a R$ 7,4 milhões. As intervenções buscaram aprimorar as condições de deslocamento, facilitar o escoamento da produção agrícola e ampliar a segurança nas áreas rurais. Secretarias, administrações regionais e outros órgãos importantes do GDF investem na manutenção das estradas rurais | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As ações de manutenção das estradas rurais envolvem diversos órgãos do GDF, como as secretarias de Governo (Segov-DF) e de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), bem como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), administrações regionais e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). De acordo com o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, o trabalho é permanente e busca ampliar a infraestrutura definitiva em pontos estratégicos. “Em um período de muitas chuvas, naturalmente as estradas rurais sofrem muito”, aponta. “Cada vez que o governo entra com uma infraestrutura definitiva, amplia a economia, reduz o desperdício da produção e melhora a qualidade de vida das pessoas que vivem no campo”. Crescimento 1.700 km Total de estradas rurais do DF recuperadas em 2025 Os números mostram uma evolução gradual no volume de serviços ao longo dos anos. Em 2019, foram recuperados 1.144 quilômetros de estradas. A soma subiu para 1.320 km em 2020 e foi de 1.245 km em 2021. Em 2022, foram 1.054 km recuperados, incluindo 64 km dentro do programa Porteira para Dentro, voltado a vias internas das propriedades rurais. Em 2023, o total passou para 1.278 km, sendo 227 km pelo mesmo programa. O maior volume foi registrado em 2024, com 1.802 km de estradas coletivas recuperadas e 232 km dentro das propriedades. Já em 2025, foram 1.700 km recuperados, incluindo 248 km do Porteira para Dentro. Além da manutenção das vias, o GDF também executou obras de drenagem e estruturação das estradas rurais. Nos sete anos, foram construídos 2.350 peitos de pombo — estruturas que ajudam a direcionar a água da chuva —, além de 990 novos bolsões de drenagem e a recuperação de outros 115. Impacto real A comunidade rural do Distrito Federal reúne mais de 50 mil pessoas que vivem e trabalham no campo. De acordo com o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Rafael Bueno, as estradas rurais são fundamentais para garantir a conexão entre os produtores e os centros de comercialização. “As estradas rurais são importantes canais de escoamento e interligação entre o produtor rural, a cidade e as escolas”, enfatiza Rafael Bueno. “Quando fazemos esse trabalho de manutenção, garantimos a trafegabilidade para que aquilo que foi produzido com tanto esforço chegue em perfeitas condições ao consumidor final.” O secretário lembra que o trabalho também contribui para o transporte escolar e para reduzir o tempo de deslocamento dos moradores da zona rural. Didárcio Barros, produtor rural em Água Quente, comemora a ação do GDF: “Eu gastava em torno de R$ 30 mil a R$ 40 mil nessa estrada, só para manter esses 800 metros de subida. Agora, quando a estrada precisa de reparo, o órgão público vem com as máquinas. Acabaram o sofrimento e o prejuízo” | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília O resultado de todo esse investimento aparece na rotina de quem vive e trabalha no campo. Produtor rural na região de Água Quente, Didárcio Milhomens Barros, de 68 anos, relata que a melhoria das condições das vias reduziu prejuízos e facilitou a logística da produção de aves. “Com a estrada boa, o cliente vem e pega direto, sem problema. Agora está muito melhor para transitar” Jurandi Silva, produtor do Incra 9 “A recuperação dessas estradas impacta muito, porque a infraestrutura para nós é essencial”, afirma. “Nessa granja, entra carreta o tempo todo; a cada 60 dias, entram 48 carretas só para pegar os frangos, fora os caminhões de ração que chegam todos os dias. Se não tiver estrada, a gente sofre, como estávamos sofrendo antes das intervenções.” Ele lembra que o período de chuvas provocava danos frequentes: “Eu gastava em torno de R$ 30 mil a R$ 40 mil nessa estrada, só para manter esses 800 metros de subida. Eram caminhões derrapando e atolando, daí a gente tinha que puxar com trator. Agora, quando a estrada precisa de reparo, o órgão público vem com as máquinas. Acabaram o sofrimento e o prejuízo”. Também produtor rural na região do Incra 9, Jurandi Barroso da Silva, 59, reforça a importância da recuperação das estradas para o escoamento da produção e o acesso de clientes às propriedades: “Quando a estrada está ruim, alguns clientes não vêm. A gente acaba perdendo venda ou tem que arrumar outro transporte para levar a mercadoria. Com a estrada boa, o cliente vem e pega direto, sem problema. Aqui passa ônibus escolar. Quando a estrada está ruim, ele atola e as crianças não conseguem ir para a escola. Agora está muito melhor para transitar”. Preservação ambiental [LEIA_TAMBEM]Além da manutenção tradicional, o GDF passou a adotar novas metodologias na recuperação das estradas. Entre elas está o uso de Resíduo da Construção Civil (RCC) e cascalho obtido com autorização ambiental, transformado em material de base para reforçar o solo das vias rurais. O coordenador da área rural do programa GDF Presente, William Lima da Silva, aponta que a prioridade é garantir vias seguras para moradores, estudantes e produtores. “Esse material ajuda a dar mais estabilidade para a estrada e melhorar a segurança viária”, avalia. “A prioridade é o caminho da escola, o escoamento da produção rural e o deslocamento dos moradores”. Na região de Água Quente, exemplifica ele, cerca de 10 a 15 quilômetros de vias receberam intervenções recentes. Outro ponto importante é o sistema de drenagem. Em vez de apenas nivelar o terreno, as equipes passaram a construir estruturas que direcionam a água da chuva para bolsões laterais. “Hoje há um trabalho para retirar essa água da estrada por meio de peitos de pombo e bolsões”, esclarece o secretário de Agricultura. “Essa água infiltra no solo, ajuda a recarregar o lençol freático e ainda aumenta o tempo entre uma manutenção e outra”. Caminho das Escolas Paralelamente à recuperação das estradas de terra, o GDF também investe na pavimentação de trechos estratégicos por meio do programa Caminho das Escolas. Entre 2019 e o início de 2026, foram recuperados ou pavimentados em torno de 52 quilômetros de vias, com investimento de cerca de R$ 69,7 milhões. “Quando pavimentamos uma via de terra, melhoramos o acesso de toda a comunidade escolar, diminuímos o tempo de deslocamento e proporcionamos mais segurança e qualidade de vida às crianças, pais e professores” Fauzi Nacfur Júnior, presidente do DER-DF O presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior, reforça que a iniciativa reflete diretamente no acesso dos estudantes às escolas. “O programa Caminho das Escolas é de suma importância por seu impacto social”, valoriza. “Quando pavimentamos uma via de terra, melhoramos o acesso de toda a comunidade escolar, diminuímos o tempo de deslocamento e proporcionamos mais segurança e qualidade de vida às crianças, pais e professores”, ressalta. Para o secretário-executivo da Seagri-DF, Pedro Paulo Gama, as ações vão além da mobilidade e têm papel estratégico no desenvolvimento do campo. “A correta manutenção das estradas rurais é muito importante na vida do produtor rural, não só para o trânsito das pessoas e transporte escolar, mas também para o escoamento da produção, evitando desperdício de mercadoria e prejuízos com veículos”, reforça. “A atuação conjunta entre os órgãos permite uma resposta mais ampla às demandas dos inúmeros núcleos rurais do DF”.
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São Sebastião tem 6 km de estradas rurais recuperadas
A comunidade rural de Cavas, em São Sebastião, foi beneficiada com uma transformação significativa em suas vias de acesso: a recuperação de 6 quilômetros de estradas que se encontravam desniveladas e repletas de buracos. A obra, uma iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) realizada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), foi feita em sete dias. Pela primeira vez, a secretaria fez uso de escavadeira hidráulica, além de equipamentos como patrols, caminhões-pipa e rolos compactadores. A ação melhorou a mobilidade e o acesso na região e também trouxe um impacto positivo na qualidade de vida dos moradores locais. A recuperação de estradas rurais em São Sebastião atende às necessidades de distribuição da produção agrícola e facilita a mobilidade de moradores e dos estudantes da região | Foto: Divulgação/Seagri A recuperação das estradas tem acontecido de maneira intensiva. Além da terraplanagem e da compactação do solo, foram feitas passagens de instalações de água e de manilhas adutoras. Esse trabalho garantiu que as vias recuperadas proporcionem um tráfego mais seguro e eficiente. Famílias locais que trabalham com hortaliças, frutas e itens orgânicos e criam gado passam a ter condições melhores para escoar seus produtos. “O trabalho realizado em Cavas é demandado há mais de três anos pela comunidade, porém a gente não tinha o maquinário adequado que possibilitasse a execução do serviço. Com a realização da obra, será possível a retomada integral do trânsito ali na região, o que favorece tanto o deslocamento para escoamento de produto quanto o transporte escolar das crianças”, afirma o secretário de Agricultura, Rafael Bueno. A Subsecretaria de Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Seagri informou que, para a região, será instalada uma adutora de água. O investimento na recuperação das vias rurais leva diversos benefícios não só à população do campo, como também aumenta a qualidade para a alimentação de toda a população, que conta com insumos mais frescos disponíveis na mesa. A região, que vem sendo atendida por programas como SOS Rural e GDF Presente durante a gestão do governador Ibaneis Rocha, teve mais de 560 quilômetros de estradas restauradas apenas em 2019. Até maio deste ano, o GDF, por meio da Seagri, reparou mais de 520 km de estradas, número que, em 2023, ultrapassou os 1.400 km. Além disso, a atual gestão investe na aquisição de maquinários especializados, o que possibilita a realização de obras que antes não eram viáveis. *Com informações da Seagri
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Órgãos do GDF recuperam vias de acesso a áreas rurais
O trabalho em equipe entre os órgãos de execução do Governo do Distrito Federal (GDF) tem concentrado esforços para melhorar o acesso da população às áreas rurais do Distrito Federal. Após o período de chuva, o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER), a Secretaria de Agricultura (Seagri), a Novacap e o Polo Rural do GDF Presente intensificaram os serviços de recuperação das estradas vicinais das áreas rurais. A recuperação de estradas vicinais envolve a participação de vários órgãos do GDF para beneficiar o escoamento da produção agrícola e fornecer mais qualidade de vida à população | Foto: Divulgação O objetivo é garantir melhor trafegabilidade, beneficiando os moradores e os profissionais que atuam com transporte da produção agropecuária, transporte escolar e transporte comercial das áreas rurais do Distrito Federal. No período chuvoso, foram realizadas ações pontuais. Já com a aproximação do período de estiagem, a expectativa é que o trabalho mais robusto na implementação de melhorias comece a ser feito. “Com as chuvas, nós fizemos uma drenagem superficial das estradas e recuperação pontual de trechos para não impedir que as vias rurais fossem interditadas. Agora que a chuva cessou e se inicia o período de estiagem, a gente vai dar início ao trabalho de melhoramento, com serviços mais complexos, como nivelamento, abaulamento e alargamento de estradas”, explicou o superintendente de Obras do DER, Cristiano Cavalcante. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Cerca de 400 pessoas trabalham diariamente na recuperação das estradas rurais, que acontecem simultaneamente em vários pontos no DF, como Planaltina, Brazlândia e Ponte Alta, no Gama Norte. Segundo o secretário de Governo, José Humberto de Araújo Pires, o objetivo das ações é beneficiar a produção agrícola que ocorre nessas regiões rurais e fornecer qualidade de vida aos moradores. “As ações de manutenção e recuperação das estradas rurais são importantes para garantir o desenvolvimento econômico e o tráfego de ônibus escolares e também dos moradores, comerciantes e visitantes das áreas rurais do Distrito Federal”, defendeu. “Estamos trabalhando para oferecer melhores condições aos produtores, moradores, estudantes, comerciantes e visitantes que utilizam as estradas da área rural. O objetivo é que eles se sintam mais seguros e tenham conforto ao percorrer as estradas vicinais do Distrito Federal”, afirmou o coordenador do Polo Rural do GDF Presente, Manoel Castro.
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GDF atua na recuperação de acesso a escolas rurais da Fercal
Com parceria da Administração da Fercal, o Polo Norte do GDF Presente está efetuando obras de restauração de estradas não pavimentadas que dão acesso às escolas rurais do Catingueiro e do Sonhém de Cima. Instituições de ensino da região da Fercal são diretamente beneficiadas pelo serviço | Foto: GDF Presente No trabalho é utilizado o expurgo de brita, um subproduto da mineração doado por uma mineradora local e misturado ao cascalho. “O composto proporciona uma liga com maior capacidade de compactação”, explica o coordenador do Polo Norte do GDF Presente, Ronaldo Alves. De acordo com o administrador da Fercal, Fernando Gustavo Lima, a reparação nas vias atenderá cerca de mil crianças que estudam nessas escolas. “A maior importância deste trabalho é proporcionar conforto e segurança neste momento de volta às aulas”, enfatiza. “Além dos estudantes, temos muitas linhas de ônibus que passam pela estrada e produtores rurais que trabalham e vivem no local”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O trabalho vai evitar que os ônibus escolares atolem durante o trajeto nos dias de chuva, o que já aconteceu na região do Catingueiro. O coordenador da Regional de Ensino da região da Fercal, Olzeb Freitas, lembra que, por ser uma localidade com muitos morros, a Fercal sofre com alagamentos durante o período de chuvas. “A melhoria das vias é vital para que os estudantes tenham acesso às escolas”, ressalta Olzeb. A Fercal conta com nove instituições de ensino, sendo as do Sonhém de Cima e do Catingueiro destinadas ao ensino infantil e fundamental I, atendendo estudantes de 3 a 11 anos de idade. Confira outras ações do GDF Presente:
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