Santa Luzia ganha mais iluminação pública e se prepara para receber asfalto e rede de esgoto
A comunidade de Santa Luzia, na Cidade Estrutural, alcança um novo ciclo de urbanização com a chegada de iluminação pública, rede de esgoto, drenagem e asfalto. Durante visita à região, a governadora Celina Leão destacou o pacote de reformas estruturantes do Governo do Distrito Federal (GDF), voltado à ampliação da infraestrutura urbana e à melhoria da qualidade de vida de milhares de moradores de uma das áreas mais vulneráveis do DF. Segundo a chefe do Executivo, a expansão da iluminação pública já representa uma transformação concreta para a população, enquanto as demais obras estruturantes começam a avançar. “A Chácara Santa Luzia está sendo transformada. Uma área que não tinha perspectiva de regularização fundiária agora começa a receber melhorias concretas, como iluminação, esgoto, drenagem e, em breve, asfalto”, afirmou Celina Leão. A governadora Celina Leão destacou o pacote de reformas estruturantes do Governo do Distrito Federal (GDF) | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Transformação urbana Santa Luzia está no centro de um conjunto de intervenções voltadas para urbanização e regularização da comunidade. A implantação da rede de esgoto e da drenagem vai melhorar as condições sanitárias e reduzir problemas históricos relacionados ao escoamento da água da chuva. Já a futura pavimentação chegará em breve para melhorar a mobilidade local, facilitando o deslocamento de moradores, pedestres e veículos, especialmente em períodos chuvosos, quando as vias sofrem com lama e erosão. Para a governadora, as obras simbolizam um novo momento para a região. “As melhorias não chegam sozinhas. Chegam com infraestrutura, com dignidade e com a perspectiva de um futuro melhor para as famílias que vivem aqui”, reforçou Celina Leão. Para o padre Lourenço Ferronato, da Paróquia Jesus Bom Pastor, responsável pela Capela Santa Luzia, a chegada da iluminação representa mais segurança para a comunidade, especialmente no período noturno Iluminação pública A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes) já iniciou a implantação do novo sistema de iluminação em LED na comunidade. Ao todo, serão instalados cerca de 750 postes, em investimento de aproximadamente R$ 700 mil. A governadora ressaltou que essa era uma demanda histórica da comunidade: “É uma alegria para essa população que esperava há anos ter iluminação pública, ou seja, poder chegar em casa sem estar no escuro”. Segundo o presidente da CEB IPes, Elie Chidiac, parte da instalação já foi concluída e a expectativa é finalizar toda a comunidade nos próximos dias. “São 750 postes e um investimento na ordem de R$ 700 mil. Esperamos que entre 20 e 30 dias toda a comunidade esteja completamente iluminada”, afirmou. De acordo com ele, a nova iluminação vai ampliar a sensação de segurança e melhorar o cotidiano de trabalhadores, estudantes e famílias da região: “Isso, certamente, vai trazer qualidade de vida, sensação de segurança e bem-estar para a população”. Para o padre Lourenço Ferronato, da Paróquia Jesus Bom Pastor, responsável pela Capela Santa Luzia, a chegada da iluminação representa mais segurança para a comunidade, especialmente no período noturno. “A iluminação, sobretudo, trará segurança. As pessoas muitas vezes são obrigadas a voltar para casa à noite, depois do trabalho ou de outras atividades, e a escuridão traz insegurança muito grande”, destacou. Segundo ele, a intervenção também beneficiará os frequentadores da igreja, cujas celebrações ocorrem à noite. “Mesmo para participar das missas, as nossas celebrações são à noite. Para poderem se deslocar de casa até a igreja e depois voltar, eles terão mais proteção estando iluminados”, completou.
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Ações simples contribuem para o bom funcionamento da rede de esgoto do Distrito Federal
O sistema de esgotamento sanitário do Distrito Federal é responsável por coletar todo o esgoto doméstico e levá-lo até uma unidade de tratamento. A rede foi projetada para transportar água de banho e de lavagem, urina e fezes. Qualquer outro tipo de resíduo descartado pelo sistema pode obstruir a rede e até danificar os equipamentos das estações. O despejamento de materiais inadequados por parte dos cidadãos é considerado a principal causa de extravasamento, entupimento e comprometimento do sistema, segundo a Companhia Ambiental de Saneamento (Caesb). O descarte de materiais inadequados é considerado a principal causa de extravasamento, entupimento e comprometimento do sistema de esgotamento | Fotos: Arquivo/Agência Brasília “Muitas vezes a população, seja por ignorar ou querer se ver livre de seus resíduos, utiliza a rede de esgoto para descartar conteúdos”, comenta o superintendente de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Caesb, Vladimir Puntel. “Fralda, preservativo, fio dental, cabelo, gordura e até outros resíduos ainda são descartados na privada. Isso causa uma série de transtornos à nossa operação, obstruindo as nossas redes e fazendo com que haja um extravasamento de esgoto em diversos pontos”, explica. Além dos itens descartados na rede doméstica, há casos de resíduos abandonados nos poços de visita que integram o sistema da Caesb. “Temos quase 8 mil km de rede no DF e é uma rede aberta, que está exposta e tem poços de visita. Então temos casos de pessoas que abrem a tampa de concreto da nossa rede e descartam produtos químicos e itens maiores”, afirma Puntel. “Tudo isso compromete o tratamento na rede de esgoto, porque obstrui a rede dentro da tubulação e o esgoto não passa. Então tem que extravasar em algum ponto até que volte à normalidade”. A desobstrução da rede conta com o auxílio de caminhões com hidrojato, usados para limpar tubulações e fossas Só nos oito primeiros meses de 2024, foram retiradas 5 mil toneladas de lixo do sistema de esgoto do DF. Segundo a Caesb, entre o conteúdo recolhido no período, foram encontrados os mais variados tipos de materiais, como rodas, pneus, barras de ferro, telhas de zinco, madeira, tijolos, cimento, fios elétricos, garrafas de plástico e de vidro, panelas, latas, lâmpadas e até um porco morto. A Caesb mantém equipes de manutenção para fazer reparos quando ocorre extravasamento de esgoto. A desobstrução da rede conta com o auxílio de caminhões com hidrojato, usados para limpar tubulações e fossas. Água pluvial Como a rede de esgoto do DF é separadora absoluta e universal, o sistema também não está preparado para suportar águas pluviais. “Só podemos conduzir esgoto dentro das redes. Não posso lançar nada além de fezes, urina e água. Aqui no DF nós separamos a água de esgoto da água de chuva. Então, quando há uma ligação clandestina de águas pluviais, também serão criados novos pontos de extravasamentos”, revela. Quando a água das chuvas é direcionada para a rede de esgoto, o sistema coletor pode sofrer avarias, como entupimento e transbordamento. O esgoto retorna ou às ruas ou às residências, saindo por meio de vasos sanitários e ralos, provocando mau cheiro, doenças e danos ao meio ambiente. Conscientização Para conscientizar a população, a Caesb lança neste mês uma campanha sobre a importância da rede de esgoto, mostrando os problemas causados à população e ao meio ambiente quando lixo é jogado de forma inadequada no sistema de esgotamento. Além disso, a companhia conta com o programa educativo Expresso Ambiental, em que estudantes são apresentados ao ciclo do saneamento, levando o debate sobre o consumo consciente de água e a importância da participação da sociedade no bom funcionamento dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário. Só nos oito primeiros meses de 2024, foram retiradas 5 mil toneladas de lixo do sistema de esgoto do DF Como contribuir para o bom funcionamento dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário → Rede de esgoto não é lixeira; → O sistema foi projetado para receber apenas o esgoto doméstico; → Águas das chuvas não podem ser direcionadas para a rede de esgoto, devendo ser captadas por calhas, bicas ou baldes e direcionadas para a rede de drenagem; → Mantenha limpa a caixa de gordura, pois ela retém óleos, gorduras e restos de comida, protegendo a rede de esgotos. Faça a limpeza periódica; → Verifique e faça limpeza e manutenção regularmente nas instalações internas de esgoto.
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‘Robôs inspetores’ vão ajudar a monitorar a rede de esgoto do DF
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) lançou, nesta terça-feira (20), edital de licitação para comprar os dois primeiros robôs a serem usados pela companhia em missões bastante complexas a seres humanos: inspecionar os oito mil quilômetros da rede de esgoto do DF, o equivalente a distância entre Brasília e Barcelona (8.202 km). “Os robôs inspetores vão reforçar o monitoramento da rede, ajudando a melhorar os serviços de manutenção e o próprio funcionamento de todo sistema de captação e tratamento de esgoto” Luís Antônio Reis, presidente da Caesb Os “robôs inspetores” contam com câmeras de vídeo para monitorar a rede. Por meio delas, eles vão identificar situações anormais que estejam causando ou possam causar problemas ao pleno funcionamento da rede, como ligações clandestinas, acúmulo de lixo e vazamentos. Com as imagens captadas pelos robôs, a Caesb pode agir com mais rapidez e eficiência tanto na prevenção de danos, como vazamento, quanto nos serviços de reparos e desobstrução. Atualmente, 92,31% dos imóveis residenciais, comerciais e industriais do DF estão ligados à rede de esgoto da Caesb; e 100% do esgoto captado é tratado pela companhia. “Os robôs inspetores vão reforçar o monitoramento da rede, ajudando a melhorar os serviços de manutenção e o próprio funcionamento de todo sistema de captação e tratamento de esgoto”, ressaltou o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis. A licitação será realizada na modalidade de pregão eletrônico no dia 3 de setembro, às 9h. Podem participar as empresas cadastradas até o dia do certame, quando as participantes apresentarão proposta de preço. Vence quem oferecer o menor preço. A vencedora prestará serviços pelo prazo de 365 dias após a assinatura do contrato. O cadastramento das empresas é feito apenas por meio do site https://www.gov.br/compras/pt-br. *Com informações da Caesb
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Rede de esgoto tem mais de quatro mil ações de limpeza por mês
A Caesb recomenda que não sejam descartados na rede de esgoto materiais sólidos em pias, vasos sanitários, ralos ou tanques de lavar roupas. Mensalmente, as equipes de manutenção da companhia executam mais de e mil ações de limpeza e desobstrução das redes de esgoto entupidas com óleo, areia, entulho, pedaços de madeira e de panos, absorventes, fraldas, preservativos, lenços umedecidos, bolos de cabelo e restos de fio dental. No período de chuvas, as obstruções são ainda maiores, pois alguns usuários realizam, de forma irregular, ligações da água da chuva nas redes. Trabalho de desobstrução de esgoto: segundo a Caesb, qualquer material sólido jogado na tubulação, como uma tampinha de plástico, provoca o bloqueio, impedindo que os resíduos cheguem às estações de tratamento | Foto: Divulgação/Caesb As redes coletoras foram planejadas e construídas para receber apenas os resíduos líquidos dos imóveis e enviá-los às estações de tratamento de esgoto, onde passam por diversos procedimentos até retornar ao meio ambiente de forma segura. Já os bueiros das ruas recolhem a água das chuvas (águas pluviais) que se acumulam em superfícies e subsolos da cidade, e a devolvem – sem necessidade de tratamento – para os rios, córregos e lagos. São dois sistemas independentes que não podem ser interligados. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, detalha o funcionamento do sistema de esgoto: “Temos atualmente uma rede de 7.705 quilômetros de tubulações que coletam o esgoto produzido por 649.164 imóveis em todo o Distrito Federal para tratamento em 16 estações. Nosso sistema é projetado para somente transportar os resíduos líquidos. Qualquer material sólido jogado na tubulação, como uma tampinha de plástico, provoca o bloqueio do esgoto, impedindo que os resíduos cheguem às estações de tratamento e causando entupimento da rede. Em casos mais graves, as equipes de manutenção precisam utilizar um caminhão equipado com um hidrojato para retirar o lixo descartado nas redes de esgoto” . A Caesb reforça ainda que é proibido lançar a água de chuva recolhida de telhados, calhas, bicas, ou áreas livres, nas tubulações de esgoto. Este tipo de lançamento é considerado uma ligação irregular por comprometer a rede coletora de esgoto e causar danos ao meio ambiente e à saúde da comunidade. Se uma tubulação de água da chuva é ligada clandestinamente às redes da companhia, pode ocorrer o vazamento de esgoto nas ruas, no meio ambiente ou mesmo retornar para os imóveis através dos ralos, pias ou vasos sanitários. Para verificar se a rede de água pluvial da sua casa está ligada à rede de esgoto, jogue um pouco de corante (anilina colorida) no ralo do quintal do imóvel. Se a água colorida chegar até a boca de lobo (bueiro), significa que a tubulação está correta. Utilize somente os serviços de profissionais de confiança para verificar as instalações hidráulicas de sua residência ou comércio. ?*Com informações da Caesb
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