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Hotel Social oferece acolhimento noturno e proteção para pessoas em situação de vulnerabilidade no DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Desde o ano passado, as pessoas que vivem na rua ou estão em situação de desabrigo temporário no Distrito Federal podem ser acolhidas durante a noite e ter um local seguro e limpo para dormir, fazer as refeições e higiene pessoal. Mais conhecido como Hotel Social, o serviço de acolhimento institucional na modalidade pernoite tem, hoje, duas unidades: no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (Saan) e em Taguatinga. É um serviço permanente, com 200 vagas diárias, cada um, que oferece atendimentos socioassistenciais e viabiliza acesso a programas, benefícios e políticas públicas de várias áreas. Somente neste ano, mais de 72 mil atendimentos foram realizados nas duas unidades, a maioria deles de pessoas em situação de rua. Para esse público, no caso daqueles com dificuldade de locomoção, os centros de referência especializados para população em situação de rua (Centros Pop) da Asa Sul e de Taguatinga disponibilizam ônibus para levar e buscar usuários que desejam ser acolhidos durante a noite.  Mais de 72 mil pessoas já foram acolhidas neste ano nas duas unidades do Hotel Social: além de pernoite e refeições, o serviço garante atendimentos socioassistenciais e viabiliza acesso a programas e benefícios, entre outras políticas públicas | Foto: Divulgação/Sedes-DF Famílias dasabrigadas Mas o Hotel Social não é uma unidade voltada exclusivamente para receber pessoas em situação de rua. Todos que estiverem passando por uma situação emergencial e não tiveram para onde ir podem ser acolhidos, incluindo aquelas famílias que ficaram desabrigadas em uma calamidade, por exemplo, ou pessoas que vêm de fora do Distrito Federal e não têm onde ficar. Por isso, as unidades também oferecem quartos separados para acolher com segurança mulheres, famílias e pessoas com deficiência. Gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), o Hotel Social funciona das 19h às 7h, com a oferta de duas refeições diárias (jantar e café da manhã), local para fazer higiene pessoal, guardar os pertences e dormir em camas com lençóis e cobertores limpos. O serviço adota o modelo de livre acesso, sem necessidade de regulação prévia de vagas, reduz barreiras de acesso aos serviços de acolhimento e amplia a capacidade de resposta do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Outro diferencial do Hotel Social é o espaço para receber durante à noite os animais de estimação que chegam com os acolhidos. A medida reconhece o vínculo afetivo entre as pessoas e seus animais e supera uma das principais barreiras de acesso ao acolhimento, já que os usuários criavam resistência com o acolhimento para não abandonar os animais. As duas unidades já realizaram 1.533 acolhimentos de animais de estimação desde o ano passado, quando iniciou o serviço. Proteção social O Hotel Social faz parte do Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias, na modalidade pernoite, que atende pessoas que necessitam de proteção imediata, mas que não demandam ou não desejam acolhimento de longa permanência. No Saan, o serviço é executado pelo Instituto Mãos Solidárias. No Hotel Social de Taguatinga, inaugurado no início do ano, o acolhimento é realizado pela OSC Coletivo da Cidade.              O acolhimento de pernoite foi criado em resposta a uma demanda histórica do Movimento Nacional da População em Situação de Rua e de entidades da rede de proteção social. *Com informações da Sedes-DF

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Público de restaurantes comunitários tem tempo de espera reduzido nas filas

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) tem investido em ações para reduzir as filas e tempo de espera de atendimento nos restaurantes comunitários. Entre as medidas, estão o aumento do número de caixas para venda das fichas das refeições e de balcões de atendimento, além do cadastramento dos frequentadores — que recebem um tíquete de identificação prévia. Tempo de espera médio tem sido de pouco mais de 20 minutos nos restaurantes onde a medida já foi implementada | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Nós acompanhamos diariamente junto às equipes dos restaurantes o andamento das filas para evitar que o tempo de espera seja maior que o normal para os frequentadores, mas é claro que a procura aumenta em dias de cardápios específicos, como na terça-feira, em que é servido o frango assado, e na sexta-feira, com a feijoada; por isso estamos implementando essas ações que vão qualificar o atendimento”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Nas unidades em que a medida já foi implementada, como no restaurante de Sobradinho, o tempo de espera na fila é em média de 21 minutos, prazo dentro da Lei nº 2.529/2000, que estabelece o máximo de 30 minutos para o atendimento.  “A ideia é que o tempo de espera diminua gradualmente de acordo com o cadastramento e implementação do sistema”, complementa a secretária. 17 milhões Total de refeições servidas pelos restaurantes comunitários do DF em 2025 Atualmente, os restaurantes de Santa Maria, Itapoã, Paranoá e Sobradinho já possuem o tíquete implementado e em funcionamento. A meta é que todos os 18 restaurantes comunitários do Distrito Federal sejam contemplados com o sistema. “É importante destacar que o cadastro não tem a finalidade de impor qualquer restrição ao cidadão que queira utilizar o restaurante comunitário; é uma medida que vai agilizar o atendimento, além de trazer mais segurança para a unidade, porque essa identificação inibe a entrada de pessoas que tenham objetivos diferentes que não sejam os de se alimentar”, resume a titular da Sedes-DF. O aumento do número de caixas para venda das fichas das refeições e de balcões de atendimento também foi uma demanda identificada pelas equipes da Sedes-DF para qualificar o atendimento. “Como estamos implementando o tíquete, muitas pessoas ainda não sabem que têm que fornecer o CPF”, relata a diretora de Gestão de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da secretaria, Karen Moreno. “Muitas vezes, o cidadão chega na hora, vai procurar o CPF e isso acaba demorando um pouco”. Combate à fome [LEIA_TAMBEM]Desde 2019, a Sedes-DF tem ampliado o alcance dos restaurantes para a população. Além da inauguração de quatro unidades, 15 dos 18 restaurantes passaram a servir as três refeições diárias: café da manhã (R$ 0,50), almoço (R$ 1) e jantar (R$ 0,50), com abertura todos os dias, incluindo domingos e feriados.  A medida possibilitou a este Governo do Distrito Federal (GDF) oferecer 17 milhões de refeições nos restaurantes em 2025, o que contribuiu para o DF ficar em primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome. “A procura com certeza aumentaria, por isso estamos atentos para sempre aprimorar o serviço”, pontua a secretária de Desenvolvimento Social.    *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

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Com três refeições diárias todos os dias da semana, Restaurante Comunitário de Brazlândia amplia atendimento

O Restaurante Comunitário de Brazlândia, em funcionamento desde 2014, se tornou o 11º do Distrito Federal a oferecer café da manhã, almoço e jantar diariamente, incluindo domingos e feriados. A iniciativa faz parte do trabalho do Governo do Distrito Federal (GDF) para ampliar o acesso à alimentação acessível, especialmente para a população mais vulnerável. O Restaurante Comunitário de Brazlândia é o 11º do Distrito Federal a oferecer café da manhã, almoço e jantar diariamente, incluindo domingos e feriados | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Frequentadora do Restaurante Comunitário da região há muito tempo, a terapeuta Ana Paula Rodrigues, 43, manifesta a importância da ampliação. “Agora as pessoas mais necessitadas vão estar sempre alimentadas. Ajuda muito a população com uma alimentação bem baratinha, é muito gratificante e realmente ajuda quem precisa, a gente agradece ao governo”, declara a moradora de Brazlândia. Com um novo contrato em torno dos R$ 8 milhões firmado com a empresa Vogue Alimentação e Nutrição Ltda, a previsão é que sejam servidas anualmente mais de 1 milhão de refeições, distribuídas entre café da manhã (99.000), almoço (851.400) e jantar (383.400) – todas acessíveis pela população por apenas R$ 2, sendo R$ 0,50 o café da manhã, R$ 1 o almoço e R$ 0,50 o jantar. “Como eu tenho passe livre, venho para cá e a comida é muito boa”, diz a diarista Zilda Maria de Alecrim, que mora em Águas Lindas De acordo com a secretária-adjunta de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo, é mais uma entrega do Governo do Distrito Federal (GDF) com impacto significativo, onde o objetivo é reduzir a fome. “É o 11º restaurante que nós estamos ampliando para o jantar e abertura aos domingos e feriados. Significa mais dignidade, além de segurança alimentar e nutricional para a comunidade que come aqui diariamente. Em nenhum lugar você almoça ou janta por esse valor hoje em dia”, declara a secretária. Jackeline Canhedo recorda, ainda, que todo o cardápio é preparado por nutricionistas. “Não é apenas oferecer a comida, é uma comida de qualidade, saudável e balanceada para a população todos os dias da semana”. “Agora as pessoas que almoçam aqui constantemente e compravam marmitas para ficar para a janta agora não precisam mais, é só esperar pela janta fresquinha”, celebra a advogada Amanda Coelho Albuquerque Para a diarista Zilda Maria de Alecrim, 48, o serviço significa sobrevivência. Ela conta que vem de Águas Lindas para o Distrito Federal para se alimentar e conseguir manter a rotina. “Como eu tenho passe livre, venho para cá e a comida é muito boa. Tudo é bom e muito limpo: o piso, o banheiro, é tudo uma maravilha. A comida é mais barata e onde eu moro não dá para comer a semana inteira, porque eu não tenho a condição de comprar. A ampliação vai me fortalecer bastante, me ajudar a não passar necessidade”, afirma. População alcançada De novembro de 2022 a novembro de 2024, o GDF já distribuiu mais de 1,4 milhão de refeições, beneficiando, entre outros grupos, mais de 24 mil pessoas em situação de rua, com investimento total superior a R$ 10 milhões. O plano é estender a iniciativa para outras regiões, incluindo Gama, Santa Maria e Riacho Fundo II, com o objetivo de que todos os restaurantes comunitários do DF passem a oferecer as três refeições diárias de segunda a segunda. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima Cardoso, ressalta que atualmente a população de Brazlândia tem uma média de 77 mil pessoas, das quais mais de 5% é atendida no Restaurante Comunitário da região, que serve aproximadamente 3,5 mil refeições por dia. “Quando a gente fala de alimentação na mesa, é sobre esse cuidado com a comunidade, saber que o nosso povo e as nossas crianças estão tendo condições de ter o café, o almoço e o jantar com garantia. Uma alimentação saudável é para nós um ganho gigantesco”, reforça. Frequentando o equipamento público pela primeira vez com a família, a advogada Amanda Coelho Albuquerque, 33, elogiou o serviço para a comunidade. “As crianças amaram e hoje tinha o que eles mais gostam, que é o strogonoff de frango. Eu já tinha ouvido falar do café da manhã daqui também, que é muito rico e com um valor pequeno. E agora as pessoas que almoçam aqui constantemente e compravam marmitas para ficar para a janta agora não precisam mais, é só esperar pela janta fresquinha. É uma iniciativa excelente”, detalha.

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Restaurante Comunitário do Paranoá é o 10º no DF a oferecer três refeições por R$ 2

O Distrito Federal chegou ao 10º restaurante comunitário a oferecer as três refeições mais importantes do dia por R$ 2 e a abrir aos domingos e feriados. Nesta segunda-feira (11), a unidade do Paranoá inaugurou a ampliação do serviço, passando a servir por dia 3,5 mil refeições. O café da manhã sai a R$ 0,50, o almoço fica por R$ 1 e o jantar custa R$ 0,50. Outra novidade é que o espaço passou a aceitar diferentes formas de pagamento: dinheiro, Pix, cartão de crédito e débito, além dos benefícios sociais Prato Cheio e DF Social. A partir desta segunda (11), o Restaurante Comunitário do Paranoá passa a oferecer as três refeições do dia por R$ 2, além de abrir também aos domingos e feriados | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “Acreditamos que assim conseguimos acessar as pessoas que mais precisam. A Secretaria de Desenvolvimento Social [Sedes] entende que estamos no caminho certo e vamos continuar ampliando [o serviço]. Temos mais oito restaurantes que vão contar com essa ampliação em breve”, afirmou a secretária substituta de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo. A mudança tem ocorrido de forma gradual e já está disponível nos restaurantes de Planaltina, Itapoã, Recanto das Emas, Samambaia Expansão, Sol Nascente (Pôr do Sol), São Sebastião, Arniqueira, Varjão e Sobradinho II. Na próxima quinta-feira (14), a extensão chega ao restaurante de Brazlândia. “O objetivo é que os 18 restaurantes comunitários do Distrito Federal tenham essa modalidade de três refeições diárias por R$ 2. Assim, conseguimos atingir um número maior de pessoas e também garantir as três alimentações necessárias para a segurança alimentar da população”, explica a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Vanderlea Cremonini. De janeiro de 2019 até 4 de novembro deste ano, os restaurantes comunitários do DF serviram 3.258.921 refeições, sendo 261.514 para as pessoas em situação de rua. No mesmo período, o governo investiu um total de R$ 18.852.820,79. De janeiro de 2019 até 4 de novembro deste ano, os restaurantes comunitários do Distrito Federal serviram 3.258.921 refeições População aprova Moradora do Paranoá, a aposentada Maria Marlene da Costa, 73 anos, garante o almoço da família de segunda a sexta-feira no Restaurante Comunitário da cidade. “Venho todo dia no almoço e levo quatro marmitas para casa. É muito bom porque acaba ajudando, diminui o trabalho em casa”, comentou. Sobre a ampliação, ela comemorou: “Vai ser melhor, principalmente, para quem trabalha fora. A pessoa vai poder descansar o domingo e vir comer aqui”. Quem também celebrou foi o aposentado Julião Bispo da Silva, 50. Ele costuma andar de bicicleta do Varjão até o Paranoá e aproveita para se alimentar no Restaurante Comunitário da região. “De vez em quando eu estou aqui e acho um espaço muito legal. Agora, com o jantar, vai ser bom porque vai dar para economizar um pouco no bolso”, avaliou. O aposentado Julião Bispo da Silva comemorou a ampliação do serviço: “Agora com o jantar vai ser bom porque vai dar para economizar um pouco no bolso” Para a dona de casa Maria de Nazaré Rodrigues, 60, o Restaurante Comunitário é uma política fundamental para os moradores do DF. “Tem muitas pessoas que não têm condições de ter uma alimentação adequada, então o restaurante comunitário beneficia muito, porque diminui as necessidades de quem precisa de um prato de comida. Sem falar que a comida é maravilhosa”, elogiou a mulher, que escolheu almoçar carne moída com bastante verdura.

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