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Aviário de imersão do zoológico é fechado temporariamente para bem-estar de araras em período reprodutivo

O aviário de imersão do Zoológico de Brasília estará temporariamente fechado para visitação a partir desta sexta-feira (26). A medida foi adotada pela equipe técnica da instituição após a confirmação de que um casal de araras-vermelhas iniciou o período de reprodução e já possui ovos no ninho. Com a visitação suspensa, araras-vermelhas podem aproveitar sem estresse o período de incubação dos ovos | Foto: Divulgação/FJZB   O fechamento tem como principal objetivo garantir mais tranquilidade e privacidade às aves durante essa fase, considerada extremamente sensível para o sucesso do desenvolvimento dos filhotes. A redução da circulação de visitantes no ambiente contribui para minimizar possíveis situações de estresse, favorecendo o comportamento natural do casal. [LEIA_TAMBEM]Além de proporcionar uma experiência imersiva e aproximar o público das aves em um ambiente que promove a educação ambiental, o aviário de imersão tem como prioridade absoluta o bem-estar dos animais que vivem no local. Sempre que necessário, as atividades de visitação podem ser suspensas para assegurar as melhores condições aos indivíduos sob cuidados da instituição. O Zoológico de Brasília informará, por meio de seus canais oficiais, quando o aviário de imersão estiver apto para receber novamente os visitantes. Enquanto isso, o público poderá conhecer as demais atrações da instituição, que seguem funcionando normalmente.   *Com informações da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB)  

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Brigadistas de Águas Emendadas reencontram ninho de corujas após quatro anos do resgate

Há quatro anos, os brigadistas florestais da Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), de responsabilidade do Instituto Brasília Ambiental, encontraram duas corujas da espécie suindara (Tyto-furcata) – popularmente conhecida como coruja-das-torres ou coruja-das-igrejas – em situação de perigo. As aves foram resgatadas e monitoradas até a recuperação. Este ano, as corujas voltaram a ser vistas pelos profissionais da brigada na estação em condições completamente diferentes: o ninho dos animais conta agora com um filhote e dois ovos. Corujas resgatadas e monitoradas por brigadistas florestais têm, no ninho, um filhote e dois ovos | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental “Em 2020, fazendo a ronda, encontramos as corujas no chão e praticamente quatro anos depois tivemos o prazer de reencontrá-las. Escutei o barulho típico de coruja e pedi ao meu colega para dar uma olhada. Encontramos um filhote e num primeiro momento um ovo e depois outro. É muito gratificante depois de tanto tempo voltar ao local e ver que deu tudo certo”, afirma o brigadista da Estação de Águas Emendadas, Gilberto Castro. “Dentro da biologia, a gente usa a reprodução como um critério de avaliação para dizer se o resgate e a reabilitação animal foi bem-sucedida”, comemora a bióloga Marina Motta de Carvalho A bióloga Marina Motta de Carvalho, da equipe do Instituto Brasília Ambiental, explica que a reprodução das corujas constata que os animais resgatados tiveram uma boa recuperação. “Dentro da biologia, a gente usa a reprodução como um critério de avaliação para dizer se o resgate e a reabilitação animal foi bem-sucedida. Isso quer dizer que o animal recebeu os cuidados necessários e encontrou na área todas as condições: recursos alimentares, abrigo e parceiro sexual para reproduzir. É um parâmetro que demonstra que o animal está cumprindo o seu papel ecológico”, revela. Além disso, a gerente de Fauna do Instituto Brasília Ambiental destaca que a situação confirma o sucesso definitivo da ação de monitoramento. “Toda essa operação envolve um custo para o governo, então mostra que todo recurso que foi empregado valeu a pena. O resgate e o monitoramento foram feitos com maestria e cumpriram seu papel”, complementa Marina. Cobras, escorpiões e roedores fazem parte da dieta dos animais, por isso, as corujas acabam auxiliando no controle dessas espécies no perímetro urbano A espécie das corujas é amplamente distribuída no Brasil e tem como característica a resiliência por conseguir resistir às alterações dos ambientes naturais. Costuma ser encontrada em áreas semiurbanas em torres, edificações com pouco uso e forros de garagens. “É uma espécie muito bonita e exuberante. Ela é toda branca e tem um porte médio. À noite costuma ter um chiado agudo”, descreve a bióloga. As corujas, em geral, são aves comuns por todo o Distrito Federal. A espécie mais corriqueira é a coruja-buraqueira (Athene cunicularia). Cobras, escorpiões e roedores fazem parte da dieta dos animais, por isso, no perímetro urbano acabam auxiliando no controle dessas espécies. “Ela acaba sendo uma grande aliada da população humana”, complementa Marina Motta de Carvalho. Segundo a bióloga, a orientação é não se aproximar das aves, por se tratar de animais silvestres. “Mas isso não impede as pessoas de observarem. Também é possível saber pelo comportamento da coruja qual é o limite de aproximação. Em geral, elas não atacam os humanos, só em casos de conflito ou de proximidade a sua prole. O importante é estar atento aos sons de alerta que elas emitem”, defende. Lembrando que perseguição, remoção ou destruição de ninhos de animais é considerado crime ambiental, de acordo com a Lei nº 5.197, de 1967 de Proteção à Fauna. Águas Emendadas Localizada na região de Planaltina, a Estação Ecológica de Águas Emendadas é uma das mais importantes reservas naturais do Distrito Federal e visa à preservação e à conservação dos recursos naturais, da fauna e da flora. Sua área de Cerrado, praticamente intacta, abriga espécies ameaçadas de extinção, como a anta, a suçuarana, o tamanduá e o lobo-guará, entre outros. Por se tratar de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral (UCPI), não é aberto ao público e conta com visitas restritas de pesquisadores.

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Laboratório do GDF reproduz espécies do cerrado ameaçadas de extinção

A cada mês, o laboratório de reprodução in vitro do Jardim Botânico de Brasília (JBB) reproduz mais de mil plantas do cerrado em risco de extinção e espécies de outros biomas, como orquídeas, cactos, bromélias e palmeiras, para serem reintroduzidas futuramente na natureza.  Espaço construído no Jardim Botânico abriga, além das espécies do cerrado, mudas de outros biomas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O espaço é o único desse tipo no Distrito Federal, e a estação ecológica contribui para a preservação. Recentemente, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) avaliou 7.385 espécies do cerrado, das quais 1.199 foram consideradas em risco – 16,2% do total. Lilian Breda, superintendente técnico-científica do JBB:  “Estamos fazendo um trabalho de formiguinha, mas empenhados em preservar e conservar o cerrado” “Fazemos um trabalho de suma importância, pois pode acontecer de plantas que estamos acostumados a ver simplesmente sumirem”, afirma a superintendente técnico-científica do JBB, Lilian Breda. “Aqui temos uma variedade muito grande de plantas reproduzidas e estamos fazendo um trabalho de formiguinha, mas empenhados em preservar e conservar o cerrado.” A gestora alerta sobre alguns fatores que aumentam causas da extinção de algumas espécies: “Algumas pessoas coletam bromélias e levam para casa, retiram a planta do habitat natural dela para embelezar a casa; elas acabam morrendo e, com isso, temos várias espécies ameaçadas. As queimadas são outro fator que contribui para a extinção”. Processo de reprodução O laboratório conta com sala climatizada com cerca de 10 mil mudas em estágio inicial que acabaram de iniciar a germinação e 5 mil em frascos em fase final de crescimento ou já preparadas para serem aclimatadas em ambiente externo, além de três estufas com as plantas maiores. O espaço também tem equipamentos que promovem a recirculação de 100% do ar, mantendo o espaço estéril para o manuseio das espécies, o que evita contaminações do meio externo nas amostras manipuladas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Realizamos todo um processo de desenvolvimento e crescimento em ambiente controlado, com climatização, iluminação e temperatura controladas”, explica o gerente do laboratório, Daniel de Oliveira Mata, doutor em biologia molecular.  Ele detalha o trabalho com as plantas: “Assim que estão aptas, elas serão aclimatizadas no ambiente externo para ambientação em estufas apropriadas, com controle de irrigação e adubação. Após todo esse processo, que pode durar anos, assim que preparadas para viver em um ambiente externo, elas vão para o orquidário, ou podem ser replantadas no JBB ou na natureza. Temos a capacidade de gerar novas mudas em um processo científico que visa à conservação das espécies, melhora o meio ambiente e preserva o Cerrado”. Entre as mudas produzidas no laboratório, informa ele, destacam-se, nos exemplares do Cerrado, as espécies Cattleya walkeriana, uma orquídea em risco de extinção, e Ubelmania pectinifera (tipo de cacto). Mas também há bromélias e mais orquídeas de outros biomas.   

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Zoológico recebe primata típico da Amazônia para reprodução da espécie

Na manhã desta sexta-feira (24), a Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) recebeu, no Aeroporto Internacional de Brasília, por meio do programa Avião Solidário da Latam, uma fêmea de cuxiú (Chiropotes sagulatus). O animal estava sob os cuidados do Cetas/Ibama do Amazonas e o seu transporte de Manaus para a capital federal tem como objetivo a reprodução desta espécie e pesquisas da instituição. Espécie de macaco típica do Bioma Amazônico, a fêmea de cuxiú que chegou ao DF foi domesticada e não apresenta condições de sobrevivência caso seja reintroduzida em seu habitat natural | Foto: Leonardo Viana/FJZB O cuxiú é uma espécie de macaco típica do Bioma Amazônico. A fêmea transportada de Manaus para Brasília foi por muito tempo domesticada e não apresenta condições de sobrevivência caso seja reintroduzida em seu habitat natural. Por isso, foi entregue ao Ibama, que optou pelo seu envio ao Zoo de Brasília, onde poderá formar casal com um macho da mesma espécie e se reproduzir. Além disso, o Chiropotes sagulatus é um macaco pouco estudado e é do interesse dos pesquisadores locais obter mais conhecimento sobre o seu comportamento. Embora a espécie não seja considerada ameaçada de extinção, a perda de habitat causada pelo desmatamento e outras formas de degradação são uma ameaça para a sua sobrevivência. Além disso, a caça ilegal para comércio de animais de estimação e consumo humano representa um risco para a população desses macacos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Dois fatores são relevantes no recebimento desta fêmea: a questão dela precisar de uma nova oportunidade em um ambiente que não apenas permita que ela sobreviva, mas que tenha qualidade de vida e cuidados especializados, além de encontrar um macho da mesma espécie para estabelecer um grupo; e também para podermos conhecer mais sobre o comportamento e características dessa espécie que é pouco conhecida e estudada, visando colaborar com sua conservação”, disse o diretor de Mamíferos do Zoo, Filipe Reis. A nova integrante do plantel do Zoo vai ficar isolada no Hospital Veterinário até que faça os exames. Após os resultados favoráveis, a equipe de biólogos vai tentar a aproximação dela com o macho da mesma espécie que já vive no Zoo. *Com informações da Fundação Jardim Zoológico de Brasília

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